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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Wind, windows






O vento sopra,
a brisa suave afaga ternamente o cortinado de seda e deixa transparecer, por segundos, uma sombra.
Por detrás da janela, um vulto.
Por detrás da cortina de seda, uma vida.
Creio que uma janela ainda consegue ser mais poética que uma porta...
As de Marrocos também.



Algumas são também sérias, como convém às que testemunham estórias graves de famílias que labutam com afinco (Fez)


Outras têm um ar mais arejado, à espreita do mar e das eternas férias (Azilah)




Lembrando o branco algarvio (ou será o contrário)?


Acusando alegria da música árabe...




Brincando com as silhuetas





Revelando um ar triste e viúvo, por detrás da burka...




Dias festivos de uma moura aprisionada...



Sol, maresia, mistério .


domingo, 13 de junho de 2010

Portas com estórias




Irresistivelmente as portas e as janelas continuam...
(http://viajantedecasaascostas.blogspot.com/2010/02/portas-de-a-z.html)


Mesmo noutro continente, no africano, portas e janelas falam. Outra língua, outra religião, é certo, mas talvez por isso o mistério ainda seja mais misterioso.
Vale a pena olhá-las e tentar imaginar as suas estórias.

De príncipes em cavalos alados e princesas encarceradas (Fez)



De vilões fortes, cujas aldrabas necessitam da palavra mágica (Fez)



De moiras encantadas em feitiços de gelo (Chefchouan)



De sonhos enquanto se trabalha a tesoura, o chá, as vendas...(Chefchouan)




De esposas tímidas ansiando por uma visita (Tetouan)


Do Emir rodeado de esposas e filhos à espera do chá do Oriente e suas especiarias (Tetouan)



Do judeu esperançado em melhores dias (Tetouan)




Do árabe gordo e simpático que ri com o sol (Tetouan)




Do emigrante armado em marroquino à espera da época balnear (Asilah)


Do Árabe chamado Joseph (Asilah)




Da menina das casas de bonecas (Asilah)



Do francês amante do mar e do deserto marroquino (Asilah)




Da família ancestral fechada a sete-chaves (Asilah)





terça-feira, 25 de maio de 2010

Dia 10 - O toque final




Em contagem decrescente, Asilah (antiga Arzila) foi a pérola , o toque final pelo qual esperávamos.
As ruas lavadas, as paredes pintadas de branco e às vezes até com grafittis (!), as janelas a evocarem chaminés algarvias que afinal de árabe pouco têm (onde estão as chaminés em Marrocos?), o azul, o azul-marinho, o azulão, o azul-esverdeado, o mar, as pedras portuguesas, o brilho sadio da luz...






































À beira-mar (que pena a praia poluída!)
muitas AC,uma tenda improvisada com o pacato marroquino que cobrava o equivalente a 50 cêntimos, um vento assobiante a varrer as areias, um mar agitado...
Foram estas as memórias que perpetuarão.



Já com a tribo toda reunida, lançou-se a ideia de partir para Tânger, afinal seria o último dia em solo africano, havia que apanhar o ferry cedo.
Lá partimos, sem grandes sonhos sobre Tânger que, de facto, logo à entrada , nos deixou poucas saudades. As imagens dizem tudo, adivinha-se depois a miséria e o desejo de lhe fugir.
O camping de Tânger (Miramonte), apesar das indicaçõe s “accés un peu délicat pour les camping-cars” é, na prática, mais difícil do que “delicado”, felizmente que a saída se faz por outro acesso.
No ar, as ameaças de uma avaria ( a Van queixava-se de problemas na correia da ventoinha) e das travessias canceladas devido à forte agitação marítima fizeram-nos cabisbaixos e sem vontade de descobrir Tânger. Deitar cedo e cedo erguer , amanhã seria a odisseia da partida.




sexta-feira, 14 de maio de 2010

Dia 9 - Na pasmaceira


Metade da tribo alentejana dirigiu-se a Rabat; a outra metade, menos citadina e à procura das últimas pérolas, optou por rústicos caminhos e lugarejos em menor escala.
Um vislumbre rápido por Moulay Bousselham, certamente um bom poiso para os amantes de lagosta e de relax frente às águas paradas da sedutora lagoa.
Sem grandes indicações de roteiros , decidimo-nos por Larache, talvez fosse o toque que nos faltava para terminar em cheio.
Talvez...

porque afinal Larache revelou-se pouco atractiva, com uma medina pobre e suja e casas à espera da hora da reconstrução.
Lá em baixo , o mar espreitava.
Perante a desilusão, decidimos imitar os autocaravanistas da Área de descanso: sopas e descanso, aproveitando o a relva, os sobreiros, o silêncio, os sanitários e os duches e... tudo grátis! Não admira que tantas AC ali estivessem com ar de estadia permanente.







terça-feira, 11 de maio de 2010

Dia 8 - "Ganda ganza!"

Tocam campainhas feias gritando que está na hora de percorrer o caminho de regresso a casa.
Porém, “Relais de Marraquexe” convida ao repouso . Há ainda que aproveitar o sol, a piscina, a relva, o ar festivo de férias.
Camping: a possibilidade de se acampar numa tenda confortável
Inspirem-se: O interior-base da dita tenda!
O caminho é outra vez longo. É certo que poderíamos ter optado por uma directa até Tânger, até porque , ao longo do litoral, há uma auto-estrada que devora quilómetros , mas prevalecia a curiosidade de conhecer mais.
Conduzindo...
Para quem quer ficar perto de Rabat, o local mais próximo ainda era Temara, pequena localidade à beira-mar.
O Gandini anunciava o Camping Les Sablettes , mas aquele onde entrámos nada parecia com um camping. Descobrimos depois que não era o Mesmo assim, no terreno a céu aberto, uma roda de AC alemãs e austríacas, com um guia marroquino (que luxo!), acampava em círculo. Fora isso nada de sanitários, nem sítio para despejos, nem sequer uma bacia limpa para lavar a loiça. Com a desculpa que era o único camping nas redondezas , lá caímos na cantiga dos 120 dirhams. Não houve maneira de convencer o marroquino que, com os olhos brilhantes da erva esfumaçada, ria da nossa tentativa de negociar preços. Seja!
Os sanitários abandonados
Um passeio pedonal pelo “passeio marítimo” fez-nos concluir que em tempos Temara havia sido estância balnear importante. De momento, nem por isso...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Dia 7 – Marraquexe: os 5 sentidos


“Relais de Marrakech” assenta-lhe que nem uma luva, mas o imperativo de visitar a cidade é mais forte. Com táxi reservado de véspera, ele ali estava à porta, na hora marcada. Pelo caminho ecoava o ar feliz de outros turistas, num ambiente 100% marroquino, apesar de o deserto continuar a ser miragem...




Marraquexe é um hino aos sentidos e à evasão onírica...
Imagina-se o silêncio cantado da oração masculina ressoando através das paredes da Kotovia, a mais importante mesquita de Marraquexe...






Imagina-se o silêncio dos talheres de prata num dos mais caros hotéis do mundo...







Imaginam-se os sonhos de um ancião, quiçá a cores, quiçá doutro tempo a preto e branco...




E, chegados antes do meio-dia à Jamaa El-Fna, a imaginação povoa-se de cores, de imagens reais plenas do movimento das cobras e das danças,





do tam-tam das melodias exóticas, das formas redondas das laranjas sumarentas a escorregar por bocas ávidas de fresco,








das cores alegres e sadias...






O labirinto de ruas e opções perde-se, os passos também...



entre souks sempre diferentes...

lojas e mais lojas


legumes







Imagina-se sempre mais e, ao entardecer, a praça transforma-se , e o olfacto também se perde,imaginando novos paladares.






Definitivamente, um dia é pouco para tanto imaginar!...