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23 abril 2021

Baú de Memórias. Final de ano - Educação de Adultos

   Saudamos um novo Blog de Li MALHEIRO, "Cápsula do Tempo" onde vai disponibilizar reportagens que fez ao longo da sua vida, como esta reportagem que fez em 1988 no final do Curso de Educação de Adultos em Parambos.


Vamos armazenar estas no nosso Baú de Memórias  onde ficarão sempre à nossa disposição como é normal tudo o que é aqui publicado













Agradeçamos poder acrescentar esta seleção de memória ao nosso espólio onde preencherão um lugar que sempre recordaremos como de bons momentos que foram de viver e de aprender. 

 At Ento/ViverParambos



15 novembro 2007

Um oLá do outro lado do Atlântico para Parambos

Recebemos um olá do outro lado do Atlântico com palavras e imagens que passamos a transcrever e mostrar. É uma homenagens aos nossos conterrâneos que no Brasil mantêm viva a Aldeia de PARAMBOS, com as nossas saudações amigas, especialmente para "tio" Carlos ilustre descendente de Luísa Capitoa da Rua dos Quinteiros.


"Estou mandando algumas fotos, Um abraço a todos e parabéns pelo m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o trabalho.
Ana Maria.



Na 1ª dos meus tios Albertina e Carlos Sampaio com seus filhos Izilda e Alcino foto tirada em 12/02/1995 nos 50 anos de casamento.O tio Carlos é irmão da Srª Maria Erminia



As outras são do Cabeço, (vocês devem conhecer a história da pedra), eu as tirei quando estive aí em Setembro de 1991.


Quando eu voltar a Portugal só vou ficar por aí.




Eu fiquei encantada com as lindas fotos que há, e a paisagem, que maravilha, nem minha mãe sabia desses lugares. "
É de ficar maravilhado com este momento, até dá apetite de voltar.
At Ento

30 julho 2007

Momentos de Parambos no tempo...

Hoje voltamos ao Baú e descobrimos este belo quadro que dá uma imagem de calma e repouso enquanto o sol seca a roupa. A foto foi tirada em Parambos, são capazes de identificar o lugar? hoje está diferente, assim como as pessoas que estão retratadas.


Para quem tiver dúvidas na identificação deixamos aqui uma pista, neste belo momento, do tempo em que as festas ainda tinham foguetes, recordam-se? Essa tarefa calhava sempre ao mesmo artista que aqui exibe a "ferramenta", a mecha e a molhada de foguetes, à espera que saia a procissão

Uma homenagem ao voluntarismo do sr Luís que, sempre se mostrou disponível para as muitas tarefas que as festas exigiam.
Podemos comparar a parede da sacristia, nesta foto está branca e na anterior publicação está em Pedra. a Tília essa está na mesma.


At Ento

12 junho 2007

O Padroeiro, S Bartolomeu, ao longo dos tempos. 2

Hoje vamos continuar a falar do nosso Padroeiro, S. Bartolomeu. A sua imagem nem sempre foi como o vemos agora.
Numa primeira fase mostrei aqui a imagem primitiva, que está acima.
Mas mesmo as pessoas mais velhas não se lembram desta, pois a imagem que se viu no altar desde há muito tempo foi a que se segue, em tons de vermelho, azul e verde, que difere da que actualmente está lá.

Divulgamos uma imagem, desse tempo, num passeio do Padroeiro pela vila, integrado nas festa de Santa Águeda, já lá vão uns anitos.


Nestes tempo o andor tinha de ser grande e pesado, pois quanto maior fosse e mais homens o carregassem mais importância tinha o sacrifício de o transportar. Honra aos corajosos.



At Ento

28 maio 2007

Mais noticias da Festa da Taça

Vamos hoje mostrar um pouco de como foi o dia 27 de Maio que os nossos conterrâneos, que desceram ao Jamor, viveram.

Para um Transmontano, festa sem festança não dá, assim há que aconchegar o estomago, antes da dita, até só ficar o osso...





... A Embaixada verde de Parambos que muito bem nos representou e aqui fica o registo, para a História, de que estiveram lá onde a Festa Grande aconteceu neste belo dia de 27 de Maio de 2007 ...


... Com este cenário para o fim da Festa que foi Grande, como é o coração dos leões e que rejubilaram de contentamento.

Fotos do nosso conterrâneo e presidente do nosso S C Parambos, Helder Seixas.
At Ento

22 maio 2007

Memórias da Nossa Gente.

Hoje vamos publicar esta foto que já tem uns anos para a podermos considerar já uma memória.
Podemos ver com atenção pessoas que já nos deixaram com a saudade que sentimos ao recordá-las. Que seja um momento de recordar a vida de quem a viveu connosco nesta comunidade de Parambos.
Será também um momento de (re)ver sorrisos e rostos que marcam um dia 24 de Agosto e um tempo de muitos que hoje se recordarão mais jovens. Por isso lhe chamamos memória e registo de um momento a recordar.


Para os mais atentos deixo um enigma: o que é que a foto identifica e que agora já lá não está?

At Ento

16 abril 2007

Páscoa em Parambos -3

Hoje vamos ver alguns momentos, com pessoas, que se viveram no
Domingo de Páscoa/07, em Parambos.


Enquanto o Compasso vai subindo e descendo escadas, há pessoas que correm de casa em casa ou quedam-se pelos centros a ver como a coisa corre, pois há momentos para tudo, para conversar, para posar e para um cumprimento a quem não se via à uns tempos.





Os momentos para receber a visita e os amigos que entram na casa como se dela fossem, desta forma se cimentam as amizades que sempre foram.




Momentos para actualizar os novos rosto que mostram que a vida continua e registar a felicidade que vai pelas ruas da nossa aldeia nos dias de festa.

Todos os momentos fazem parte da festa, que se espera continue. Como se diz por cá, um ano de cada vez.



At Ento

10 abril 2007

Páscoa em Parambos -2

Voltamos ao tema de Páscoa, pois ainda há muito a mostrar, do que foi o dia de Páscoa Em Parambos



Ficar à porta à espera que a visita acabe é uma tarefa dos guardiões da Cruz, quais sentinelas que guardam a passagem.




Dentro das casas a cruz vai rodando à volta da mesa central oferecendo-se aos crentes.



Os mais novos vivem estes momentos com um misto de curiosidade e de festa, pois a casa está cheia de gente.


Acabada uma casa passa-se a outra, é normal à frente do cortejo as pessoas correrem para chegar a tempo à próxima casa.

Assim, sem correr mas sempre em movimento o cortejo ai chegando a todas as casas com a Boa Nova.



As mesas estão neste dia particularmente alindadas, pois não é todos os dias que se recebe tal embaixada. Aqui pode ver-se o prato de frutas. Antigamente era usual por a oferta ( uma moeda) espetada sobre uma laranja e esta era levada juntamente com a moeda.



E assim o dia vai correndo ao ritmo do compasso.

Voltaremos a este assunto, não percas.
At Ento

09 abril 2007

Páscoa em Parambos -1

Vamos hoje ver momentos da Páscoa em Parambos.

A Visita Pascal:


O grupo que foi constituido para dar corpo físico à Visita que se pretende espiritual. São jovens todos os elementos, mas cada qual aassume o seu papel com muita personalidade.



Cada um tem o seu papel, desde o responsável pela representação e oração, passando pelo que anuncia o evento tocando a pequena campainha, ao que transporta a pasta para recolha das ofertas, aos guardiões da cruz que transportam as lanternas, ao que tem o previlégio de transportar o Cristo crucificado e o que transporta a água renovada e benta.


O cortejo entra nas casas, com simpatia vão passando o Senhor crucificado que é brindado com o beijo de adoração e, a cada beijo um afago com o lenço para se manter limpo



O sobe e desce é uma rotina deste cortejo, e cada casa é um tempo próprio dos donos e dos seus amigos que esperam a Visita com o prazer de receber e manter a tradição, que diz para cada um visitar as casas em número impar e pelo menos três devem ser visitadas.

O conjunto é muito bonito e sem correr nem parar matém um ritmo harmonioso e sorridente a que ninguém fica indiferente.



Mesmo parados às portas, os guardiões com as suas lanternas, mantêm o movimento do vento nas opas e da chama das velas que incita a não parar enquanto não percorrerem todas as casas.
...As coisa boas são para saborear, assim ficamos por aqui hoje mas, voltaremos com mais pormenores deste dia na proxima página. Não Perca....


At Ento

12 março 2007

Particularidades que se cumprem, em Parambos, nos tempos da Quaresma

Hoje vamos começar a falar de particularidades que acontecem em Parambos durante a Quaresma.

O "cantar das almas", ou mais propriamente “incomodar” as almas vivas que dormem o sono dos justos, acordando-as para pensar na morte, ou nas pessoas que já morreram.

dizem-nos que o correcto é Encomendação das Almas.

Remonta a um tempo que sempre existiu pelas nossas terras, pois já os nossos pais diziam que os seus pais o faziam.


Acordai se estais dormindo.

No descanso em que estais.

Lembrai-vos que no outro mundo

Tendes vossa mãe e vosso pai.

Acontecia no silêncio da noite e tinha de acabar antes da meia-noite. Pois essa hora era má. As pessoas que se dedicavam a esse canto faziam-no na "obrigação/devoção" de despertar as consciências e desta forma os comuns mortais eram acordados, dos seus sonhos, por cânticos lúgubres que ecoavam no escuro e que lhes pedia que rezassem:

Rezai mais um padre-nosso.

À Senhora da Paixão.

Pelos que no outro mundo.

À espera dele estão.


Rezai mais um padre-nosso.

Ao Senhor da Boa Morte.

Para que no outro mundo

Às almas dê boa (melhor) sorte.


As pessoas juntavam-se No cimo da aldeia e aí começavam a cantar, depois iam descendo e ao avistar as capelas, da Senhora da Paixão no cimo de Arnal, ou a do senhor da Boa Morte no cimo de Castanheiro do Norte, entoavam mais um verso alusivo.


Hoje ainda se mantém a tradição e as pessoas, umas vezes mais outras vezes menos, juntam-se para que as memórias não se apaguem e cantam.


Este conjunto de fotos já pertence às memórias, pois são de algum tempo atrás. Quem conhece os actores cantores.
At Ento