
Hoje falemos da
Fonte Nova.
Parambos, situado no planalto de Ansiães, tem nas suas encostas uma riqueza que é a àgua, para além das culturas e das pasisagens. Na parte descendente em direcção aos Lobetios e Portelinha, há várias fontes, das quais a água corre todo o ano. Sabemos que têm origem em vários nascentes pois cada uma tem um gosto diferente. Na Fonte Nova a água tem um toque leve e adocicado, que era um consolo refrecar-se a
goela ali. Dizem que é por a água passar pelas raizes das figuerias que por ali abundam e lhe dão esse toque especial.
A fonte nova está encaixada sob o caminho, que lhe passa por cima, é toda feita em pedra lavrada. Oo conjunto composto por enormes pedra ao alto e encimada por três enormes lages que fazem como que uma ponte sobre a fonte. A água corre de uma pequena mina que entra terra dentro, é possivel observar e lá se vislumbram as ramificações das tais figueiras, esta corrente alimenta um tanque, do qual se baldeava a água para regar. Quem conhece as
antas, ao estar à entrada desta fonte tem-se a percepção de estar à entrada de uma anta, devido às

enormes lajes que a revestem. Desta obra fazia parte uma uma secção mais abaixo onde corria água através de um cano, que alimentava uma pia onde bebiam os animais. Neste momento está cheio de silvas e negrilhos que lhe dão um ar de abandono quase tapando dos olhares de quem passa e não saiba o que ali está. Do local desta fonte tem-se uma vista fabulosa sobre o
rio Tua e a linha de comboio e todo o vale de Santa Marinha, assim como sobre as aldeias de Castanheiro do Norte, S. Mamede de Riba Tua, Safres e a vila de Alijó. Daqui a vista espraia-se até à serra do Marão. Gente mais nova, da aldeia, há que não conhece. Espero que esta crónica desperta a curiosidade e leve os mais novos a descobrir este património que honra a água e as gentes que a contruíram.
Atentamente.
at Ento