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segunda-feira, 7 de março de 2011

E isto é o que tenho para dizer

A todos os que perguntam como estou, aos que esperam que esteja muito em baixo, triste, ...sei lá... e ficam admirados de me ouvir dizer que estou bem e me sinto bem.
Porque a vida é assim que tem de ser vivida!!!
Imagem retirada daqui

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Coisas que me fazem pensar...

Como a pipoquinha anda doentinha e estamos por casa, lá consigo uns minutos para "desabafar" um pouco o que me vai na alma - e sem imagens e textos já feitos... que sucesso!
Quem me conhece sabe que não sou nada ligada a política e politiquices, (sou mesmo desligada dessas coisas) pois são todos farinha do mesmo saco e pensam é neles, família, amigos iguais a eles, etc.
Mas como mãe solteira em que mais de 5/8 do salário são para pagar a casa e a creche da bebé (sim, fiz as contas), não posso deixar de me indignar com o sr (só pode ter sido um sr, porque duvido que alguma senhora que tenha filhos pensasse numa coisa assim) que decidiu que não tenho direito ao abono de família!!!
Parece que os srs olham para o salário bruto (como se fosse muito...), esquecem-se que ficam com 1/3 dele em impostos, que do que sobra tenho de pagar casa, creche, despesas correntes e ainda tentar comer, e toca de retirar o abono de família, para que é que preciso disso?!
É que é muito mais simples cortar nos abonos (então, quiseram filhos e esperavam algum tipo de ajuda? Ainda por cima já era "enorme") do que nos jantares luxuosos, carros de topo de gama, e todos os tipos de mordomias que aqueles parasitas tem diariamente!
Ou, impensável, reduzir o número de parasitas que existem no nosso governo e cargos governamentais... Deus nos livre de perderem os tachos que depois cobram a quem não tem com que viver!

E por mais que uma pessoa seja positiva e veja o lado bom da vida... bolas... ainda era uma boa ajuda para fraldas, leite, medicamentos!!!
Se a mim me faz diferença (e muita, pois no primeiro ano tinha direito a ajuda por ser mãe-solteira e por ela ter menos de 1 ano), imagino as pessoas que não ganham "tanto" como eu e mesmo assim ficaram sem ele ou com ele muito reduzido!!!
Parece que o facto de se ser mãe solteira, ou de se ter uma série de despesas fixas mensalmente, não interessam para nada!

É o país que temos... e possivelmente merecemos (culpa minha/nossa de não ligar a política e deixar que aqueles parasitas andem por lá a saquear tudo o que podem)!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Mais uma...

Muitas vezes me perguntam porque faço isto... eis a explicação (porque são tantas e tantas as vezes em que dou o braço a torcer, mesmo sabendo que tenho/teria razão):

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Mais uma mensagem perfeita

E enquanto não encontro o tempo e a inspiração para escrever o que vai na alma, aqui fica mais uma imagem que diz tudo.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Aprenda a gostar de você

Já aqui tinha publicado alguns textos de Mario Quintana, mas há tantos e tão bons (pelo menos são textos que me dizem algo) que não resisto a partilhar outro.
Até porque, se nós não gostarmos de nós quem gostará?

Aprenda a gostar de você
 
Aprenda a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você...
A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando...
A vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar...
Mas uma coisa parece estar sempre presente... A busca pela felicidade, com o amor da sua vida.
Desde pequenas ficamos nos perguntando "quando será que vai chegar?" E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida "será que é ele?".
Como diz meu pai: "nessa idade tudo é definitivo", pelo menos a gente sempre achava que era.
Cada namorado era o novo homem da sua vida.
Fazíamos planos, escolhíamos o nome dos filhos, o lugar da
lua-de-mel e, de repente...
PLAFT! Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito "do próximo".
Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais de três meses.
Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva.
Procura um cara formado, trabalhador, bem resolvido,
inteligente, com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite.
Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue "imagem e ação" e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando você está de short,camiseta e chinelo.
A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação, já não tem o mesmo valor que tinha antes.
A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas
continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal,que nos complete, e vice-versa.
Enquanto tivermos maquiagem e perfume, vamos à luta... E
haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da
cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira.
Sem falar na diversidade, que vai do Forró ao Beatles.
Mas o melhor dessa parte é se divertir com as amigas, rir até doer barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som...
Olhar para o tecto, cantar bem alto aquela música que você adora.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com
uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele cara que você ama (ou acha que ama), e que não quer nada com você, definitivamente não é o homem da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
Mário Quintana

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Curativos

Texto bonito recebido da madrinha e que quis partilhar, porque às vezes todos precisamos de curativos desses....
porque por vezes todos temos o coração partido, mesmo que pareça ser sem razão e pareça que temos todos os motivos para ser felizes...
porque há dias em que todos acordamos a sentir essas dores....
E seria bom pensar nisso...

CURATIVOS PARA UM CORAÇÃO PARTIDO

Hoje, acordei sentindo uma grande dor no peito; sentei-me ao pé da cama, coloquei minha mão sobre meu peito, e perguntei ao meu coração:
- O que você tem? Porque está tão inquieto dentro de mim? Você está doente?
Fiquei uns minutos em silêncio e aí foi minha alma a começar a ficar inquieta. 
Perguntei a ela:
- O que tens? Porque se atormenta dentro de mim?
Minha alma disse:
- Estou assim porque você está assim; você me faz perguntas, mas não tenho as respostas e sei que isso o faz infeliz. Você se sente tão pequeno, e isso me faz pequeno também. Você queria ser diferente e eu fico triste por você. Você está tão só, e eu me sinto sem você. Mais uma vez tornei a ficar em silêncio. E foi aí que meu coração meio confuso me respondeu:
- Estou tão triste. Sinto-me tão pequeno. Estou magoado com você!
Fiquei sem jeito e perguntei:
- O que foi que eu te fiz?
Ele respondeu:
Você sofre tanto com as pessoas; preocupa-se com elas, é atencioso, procura ser prestativo e na maioria das vezes, sempre se decepciona. Você ama e depois sofre e fala que a culpa é minha. Você espera por algo que não vem e fica triste. Aí você chora e dói em mim. Preciso de curativos para um coração partido. Curativos bons.
Perguntei ao meu coração:
- Como assim, bons?
Ele respondeu:
Curativos que estanquem essa sua tristeza, essa sua mágoa, essa sua solidão. Que estejam com você nos dias frios e nas noites vazias, nos dias de tempestade e nas horas que você se sentir tão só. Que eles sejam tão grandes que possam envolver seu corpo em um abraço cheio de ternura e que você se sinta seguro e amparado.
Curativos que te façam sentir o quanto você é especial e amado, mesmo que você nunca tenha sentido esse amor, nem de seus próprios pais.
Preciso de bons curativos, que não sejam eternos, afinal nada é para sempre, mas, que não sejam  descartáveis. Curativos que absorvam esse sofrimento, essa dor, essa ferida que não se vê, apenas se sente.
Que sejam fortes, e a prova d’água, para que não se estraguem com suas lágrimas, que sejam macios, para poder te fazer carinho nos dias em que você se sentir carente. Curativos que, acima de tudo nunca o  decepcionem, prometendo coisas que não cumpram.
Curativos companheiros e sinceros, que se importem realmente com você. Não quero pena, quero amor. Amor de verdade. Preciso que você também se ame e prometa que vai procurar cuidar mais de mim, sou parte de você e se você sofre eu sofro também.
Queria poder colocar você dentro de mim, secar suas lágrimas, ninar você. Dizer-te que tudo vai passar e te proteger das decepções da sua vida, afinal você já sofreu tanto que não sei como ainda consigo bater forte em seu peito!

Você é especial, pena ninguém perceber isso.
Lorenzzo Marchesin Francischetti
Imagem retirada da Internet

domingo, 27 de junho de 2010

Uma verdade incontestável

E eu já provei tantas vezes ser estúpida, com a minha mania de desculpar tudo a todos !!!
A ver se meto isto na cabeça de uma vez por todas... 
Mas é complicado, porque acredito sempre que as pessoas mudam, tento sempre ver o lado melhor e esquecer o mau, ultrapassar as "facadas" da vida...
Enfim...

PS - Para os que se possam preocupar com este post, isto não tem nada a ver com o meu estado de espírito actual ou com algo que me tenha acontecido recentemente, mas sim com uma postura de vida que sempre adoptei e que me pode fazer parecer estúpida mais vezes do que o normal.
Mas, como diria o meu primo, estúpida por opção e feliz com isso!
Imagem retirada daqui

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Prestar atenção...

Eis algo que me diz muito.
Na minha vida raramente encontrei pessoas destas, especialmente nas minhas relações amorosas.
Acho que é(ra) pontaria e encontrava sempre amores que não ligavam nada aos pequenos detalhes, que perguntavam sempre o que queria de prenda sem repararem nos sinais que ia dando...
Mas realmente não há nada melhor que uma pessoa (amigo/namorado/marido/familiar) que presta atenção ao que dizemos, à nossa maneira de ser, àquilo que observamos quando estamos juntos... e se lembra muito mais tarde.
Há algo melhor que sermos surpreendidas com pequenos gestos que demonstra que apesar de todos os "muros" que construímos, todas as máscaras que colocamos, todo o desinteresse que fingimos, a outra pessoa consegue ver mais longe e recordar-se?
Talvez seja defeito meu de prestar muita atenção às pessoas que me rodeiam e fazem parte do meu pequeno círculo...
Talvez seja defeito de procurar surpreender/agradar as pessoas prestando atenção aos detalhes (se bem que o Tico e Teco andem cansados e mais distraídos)...
Talvez seja por não me acontecer muitas vezes cruzar uma pessoa assim...
Mas adoro o pensamento desta imagem!!!

ADENDA: Isto não se aplica (geralmente) ao meu adorado S. que é espectacular nisso!

Imagem retirada daqui

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Palavras que merecem ser partilhadas

Vi no blog da For You e não resisti a partilhar.
Porque a maternidade nos(me) faz ser mais sensível a este tipo de mensagens, nos(me) faz ter as emoções à flor da pele, e porque sinto pela minha filha tudo o que aqui está descrito.
E porque a minha mãe foi e é tão importante e marcante na minha vida como espero vir a ser na dela, sem descurar os valores que recebi e espero ser capaz de lhe transmitir!

"Há quatro anos, faz hoje quatro anos, eu estava a arrumar roupinhas de bebé e a dar risinhos com a minha irmã. Estávamos contentes e nervosas, expectantes com este bebé que era só nosso e com quem íamos “poder brincar à vontade”.

Eu e a minha irmã tínhamos esta sensação estranha de que o bebé que eu ia ter pertencia na realidade à nossa mãe. Comentávamos isto e riamos: “Achas que a mãe nos vai deixar andar com ela ao colo o dia todo?”. Na altura, sabíamos da estranheza desta impressão, mas não compreendíamos bem o porquê. Achámos que se devia ao facto de os últimos bebés a que tínhamos tido acesso terem sido os nossos dois irmãos mais novos, esses sim, de facto, os bebés da minha mãe.

Hoje, quatro anos depois, compreendo que não era só isso. A verdade é que eu não sabia ser mãe. A minha mãe sabia. A minha mãe é uma mãe de mão cheia. E eu, inconscientemente, achava que por isso, ela seria a melhor pessoa para ser a mãe do meu bebé.
Eu dizia “a minha filha” e olhava em volta, a tentar perceber se mais alguém achava aquela frase tão estranha como eu. Em segredo dizia-te "és o meu brinquedo". E mais baixinho, "desculpa, eu não sei bem o que estou a fazer".

Não foi automático, nem fácil, nem rápido. Foi trabalhoso e desafiante, como costumam ser as grandes aprendizagens da vida. Foi o que tinha que ser. Tu aprendias a viver neste mundo, eu aprendia a ser a tua mãe. Todos os dias coleccionámos uma nova lição. Até não haver dúvidas e estarmos as duas adaptadas. Mãe e filha.

Gosto de ir avaliando a minha prestação. Faço-o de uma maneira científica e rigorosa.
E então às vezes pergunto-te:

“Gostas da mãe ou queres ir buscar outra ao supermercado?”

(Umas vezes dizes logo Gosto desta, outras gozas-me descaradamente. “Gostava mais de ter outra” e acrescentas alguém que sabes que me vai fazer ciúmes, muitas vezes a avó, mãe do pai. Também já disseste que gostavas de ter dois pais. Eu rio-me e tu também. Sabemos que não tens alternativas. Mãe é mãe. Que se há-de fazer?)


Amanhã fazes quatro anos e eu tento lembrar-me como é o mundo quando temos quatro anos. E ocorre-me que crescer não é mais do que o esticar dos ossos aliado a algum cansaço trazido pelos anos. Não é muito mais do que isso, sabes. Para mim não tem sido.
Eu estou na mesma para aí desde os meus 18 anos. Não mudei muito, sou talvez mais paciente, mais tolerante. Sei mais coisas, descobri mais caminhos. Mas na essência, estou igual. E por isso, te digo: não esperes que os anos te tragam respostas. Confia que aquilo que hoje te parece evidente provavelmente é porque é mesmo.

Um dia vou mostrar-te este texto. Mas só quando fores crescida, se calhar mesmo à beira de teres os teus próprios bebés. E nesse dia vais perceber que ninguém sabe realmente o que fazer. Fingimos, isso sim. E ao fazê-lo aprendemos.
Há coisas que eu faço porque tem que ser, porque é o que é suposto uma mãe fazer. Às vezes consigo aparentar convicção, outras nem por isso.

E aqui te conto alguns segredos.
Eu e o pai, quando vamos às reuniões na tua escola, sentimos sempre que os pais dos outros meninos são amigos dos nossos próprios pais e não pessoas da nossa idade.
E eu, quando falo com a tua educadora, acho sempre que ela me vai mandar vestir o bibe e sentar-me ao pé de ti e dos teus amigos no tapete.

Lembras-te quando pintaste as paredes do corredor a caneta? Fiz uma cara zangada, mas deram-me vontade de rir aqueles rabiscos a menos de um metro do chão pela parede fora.

Outra: Quando eu insisto para comeres a sopa, é mais por uma questão de princípio. Não quero que sejas uma miúda “esquisitinha”. Mas sabes, na maioria das vezes, até nem havia problema se não comesses. Há coisas que eu também não gosto, ou que só aprendi a gostar mais tarde.

Ah. E eu não me importo se não tiveres sempre boas notas.

E acho que quando entrares na escola não devias ter trabalhos de casa.
Eu prefiro que tu tenhas vontade de brincar do que sejas a melhor da turma. Aliás, não precisas de ser a melhor em nada.Se um dia fores a melhor (seja no jogo do elástico ou se ganhares o Nobel da Química) que seja porque o percurso para lá chegar te deu gozo e felicidade e não porque meteste na cabeça simplesmente que tinhas que ser a melhor.

Também não precisas de um dia ter um cargo muito importante. Basta teres um trabalho que te faça feliz e te permita obteres as coisas que são verdadeiramente importantes para ti. Preocupa-te com essas, deixa as outras.
O tempo é mais importante que o dinheiro. A liberdade é carregarmos pouca bagagem. Não stresses, ignora o ritmo do mundo e vive segundo o teu próprio ritmo.
Vais estar muitas vezes rodeada de pessoas chatas. Uma dica: Mantém a tua imaginação fértil e a tua criatividade apurada. São o botão turbo para accionar em caso de emergência: O teu corpo fica, mas a tua cabeça já está a passear. Abana a cabeça com ar afirmativo e diz “Pois” ou “ahã” de vez em quando. Ninguém vai reparar que não estás a prestar atenção nenhuma.

Eu gostava que me respeitasses sempre mas que não tivesses medo de mim. Eu sei que quando fores adolescente vai haver alturas em que terei que te ameaçar com mil castigos e tu me vais desafiar constantemente. Às vezes já o fazes. Mas olha, se um dia estiveres mesmo enrascada, vem pedir-me ajuda. Que eu seja o teu primeiro telefonema. Sempre.
Aconteça o que acontecer, eu estou aqui para te ajudar.
E mantém-te fiel aos teus princípios. Em tudo o que fizeres deves ser honesta, trabalhadora e justa. Educada. Ciente da liberdade dos outros. Tolerante. Boa. Generosa. Feliz.
Tudo o resto são pormenores.

E, olha, dou-te estes conselhos, porque sim.
Porque as coisas que a minha mãe me ensinou ficaram para sempre na minha cabeça.
Mas eu sei que a decisão será sempre tua. Não posso viver por ti.

Eu sou tua, mas tu não és minha. Tu és do mundo.

E, aos quatro anos, o mundo é teu.

Parabéns, meu coração."

Imagem retirada da Internet

terça-feira, 18 de maio de 2010

Mais frases profundas...

Mais uma frase com a qual me identifico completamente:

O maior prazer de um homem inteligente é passar por idiota diante de um idiota que pensa que é inteligente.

Esta também é algo que me faz sorrir sempre, pois é a mais pura realidade:

Dizem-me que existem duas coisas infinitas: O Universo e a estupidez humana!
Tenho dúvidas sinceras no que diz respeito ao primeiro

Na minha vida profissional, ao longo dos anos, tive a oportunidade de colocar repetidamente em prática a 1ª (e como me rio com os que pensam que sou assim), e de assistir incessantemente à realidade demonstrada pela 2ª.

A realidade é que ambas demonstram um facto da vida... e não há nada a fazer, só aproveitar para ... rir!
Imagem retirada da Internet

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Filosofia de Vida

Uma boa filosofia de vida, a adoptar pelas pessoas sábias em face de pessoas "inteligentes":

Muitas pessoas me perguntam:
- O que os velhos fazem quando se aposentam?

Bem, eu tenho sorte de ter uma formação em engenharia química, e uma das coisas que eu mais gosto é transformar cerveja, vinho e outras bebidas alcoólicas em urina...

imagem retirada da Internet

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Ser Mulher

Um fabuloso texto recebido por e-mail (da mamã, só podia)...
Porque somos tudo isto... e muito mais!!!Ser mulher é viver mil vezes em apenas uma vida,
é lutar por causas perdidas e sempre sair vencedora,
é estar antes do ontem e depois do amanhã,
é desconhecer a palavra recompensa apesar dos seus actos.

Ser mulher é caminhar na dúvida cheia de certezas,
é correr atrás das nuvens num dia de sol e alcançar o sol num dia de chuva.

Ser mulher é chorar de alegria e muitas vezes sorrir com tristeza,
é cancelar sonhos em prol de terceiros,
é acreditar quando ninguém mais acredita,
é esperar quando ninguém mais espera.

Ser mulher é identificar um sorriso triste e uma lágrima falsa,
é ser enganada e sempre dar mais uma chance,
é cair no fundo do poço e emergir sem ajuda.

Ser mulher é estar em mil lugares de uma só vez,
é fazer mil papéis ao mesmo tempo,
é ser forte e fingir que é frágil p'ra ter um carinho.

Ser mulher é se perder em palavras e depois perceber que se encontrou nelas,
é distribuir emoções que nem sempre são captadas.

Ser mulher é comprar, emprestar, alugar,
vender sentimentos, mas jamais dever,
é construir castelos na areia,
vê-los desmoronados pelas águas e ainda assim amá-las.

Ser mulher é saber dar o perdão, é tentar recuperar o irrecuperável,
é entender o que ninguém mais conseguiu desvendar.

Ser mulher é estender a mão a quem ainda não pediu,
é doar o que ainda não foi solicitado.

Ser mulher é não ter vergonha de chorar por amor,
é saber a hora certa do fim, é esperar sempre por um recomeço.

Ser mulher é ter a arrogância de viver apesar dos dissabores,
das desilusões, das traições e das decepções.

Ser mulher é ser mãe dos seus filhos e dos filhos de outros e ama-los igualmente.

Ser mulher é ter confiança no amanhã e aceitação pelo ontem,
é desbravar caminhos difíceis em instantes inoportunos
e fincar a bandeira da conquista.

Ser mulher é entender as fases da lua por ter suas próprias fases.
É ser "nova" quando o coração está a espera do amor,
ser "crescente" quando o coração está se enchendo de amor,
ser cheia quando ele já está transbordando de tanto amor
e minguante quando esse amor vai embora.

Ser mulher é hospedar dentro de si o sentimento do perdão,
é voltar no tempo todos os dias e viver por poucos instantes
coisas que nunca ficaram esquecidas.

Ser mulher é cicatrizar feridas de outros e inúmeras vezes deixar
as suas próprias feridas sangrando.

Ser mulher é ser princesa aos 20,
rainha aos 30,
imperatriz aos 40 e especial a vida toda.

Ser mulher é conseguir encontrar uma flor no deserto,
água na seca e labaredas no mar.

Ser mulher é chorar calada as dores do mundo e em
apenas um segundo já estar sorrindo.

Ser mulher é subir degraus e se os tiver que
descer não precisar de ajuda, é tropeçar, cair e voltar a andar.

Ser mulher é saber ser super-homem quando o sol nasce
e virar cinderela quando a noite chega.

Ser mulher é ter sido escolhida por Deus para colocar no mundo os homens.

Ser mulher é acima de tudo um estado de espírito,
é uma dádiva, é ter dentro de si um tesouro escondido
e ainda assim dividi-lo com o mundo!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

E o vento que está?

Bolas... que não se pode sair à rua!!!

Até eu, rapariguinha de "algum" peso (e com a ajuda da nuvenzinha ainda pior), quase era arrastada esta tarde quando tentei ir comprar umas linhas de bordar para mostrar à pitufinha que até tem uma mãe "prendada" (sim, sim... o babete já está e já "ataquei" o lençol)...

E saber que a minha mãe estava em viagem para o centro do temporal?!
O que vale é que foi cedo e conseguiu escapar - e só descansei quando soube que já tinha chegado!

É que nem está frio, está é um vento que não se pode!
Marginal cortada ao trânsito nos dois sentidos, com ondas de 4m que a atravessavam, ventos que arrastavam a areia das praias para a estrada, varandas que caem, árvores (ou ramos de árvores, como aqui na zona) a caírem, uma criança morta pela queda de uma árvore, gruas que caem em prédios.... bolas!!!

Quem é que lixou desta maneira o S. Pedro que o homem não pára de se vingar?!
Quando será que acaba este mau-tempo e podemos passear com sol?

É que tanto mau tempo, tantas catástrofes pelo mundo (a começar na nossa Madeira, passando pelo Haiti, pelo recente terramoto no Chile - 8.8!!! - e nos avisos de tsunami)... já desanimam e deprimem...

E tudo isto me faz pensar... será que a nuvenzinha ainda vai ver o mundo como os pais o conheceram?
É que com tanta alteração climática... nem sei!!!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Simplesmente... crianças!

Mais um texto que recebi e que tinha de partilhar, porque é bonito ver a beleza no coração das crianças (e porque a minha vem a caminho):

O autor e conferencista Leo Buscaglia certa ocasião falou de um concurso em que tinha sido convidado como jurado. O objectivo era escolher a criança mais cuidadosa. Eis alguns dos vencedores:
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Um garoto de 4 anos tinha um vizinho idoso ao lado, cuja esposa havia falecido recentemente.
Ao vê-lo chorar, o menino foi para o quintal dele, e simplesmente sentou-se em seu colo.
Quando a mãe perguntou a ele o que havia dito ao velhinho, ele respondeu:
- Nada. Só o ajudei a chorar.
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Os alunos da professora de primeira série Debbie Moon estavam examinando uma foto de família.
Uma das crianças da foto tinha os cabelos de cor bem diferente dos demais.
Alguém logo sugeriu que essa criança tivesse sido adotada.
Logo uma menina falou:
- Sei tudo sobre adoção, porque eu fui adotada.
Logo outro aluno perguntou-lhe:
- O que significa "ser adotado"?
- Significa - disse a menina -
que você cresceu no coração de sua mãe,
e não na barriga!
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Sempre que estou decepcionado com meu lugar na vida, eu paro e penso no pequeno Jamie Scott.
Jamie estava disputando um papel na peça da escola.
Sua mãe me disse que tinha procurado preparar seu coração, mas ela temia que ele não fosse escolhido.
No dia em que os papéis foram escolhidos, eu fui com ela para buscá-lo na escola.
Jamie correu para a mãe, com os olhos brilhando de orgulho e emoção:
- Adivinha o que, mãe!
E disse aquelas palavras que continuariam a ser uma lição para mim:
- Eu fui escolhido para bater palmas e espalhar a alegria!
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Conta uma testemunha ocular de Nova York:
Num frio dia de Dezembro, alguns anos atrás, um rapazinho de cerca de 10 anos, descalço, estava em pé em frente a uma loja de sapatos,
olhando a vitrine e tremendo de frio.
Uma senhora se aproximou do rapaz e disse:
- Você está com pensamento tão profundo, olhando essa vitrine!
- Eu estava pedindo a Deus para me dar um par de sapatos - respondeu o garoto...
A senhora tomou-o pela mão, entrou na loja e pediu ao atendente para dar meia duzia de pares de meias para o menino.
Ela também perguntou se poderia conseguir-lhe uma bacia com água e uma toalha.
O balconista rapidamente atendeu-a e ela levou o garoto para a parte detrás da loja e, tirando as luvas, se ajoelhou e lavou seus pés pequenos e secou-os com a toalha.
Nesse meio tempo, o empregado havia trazido as meias.
Calçando-as nos pés do garoto, ela também comprou-lhe um par de sapatos.
Ela amarrou os outros pares de meias e entregou-lhe. Deu um tapinha carinhoso em sua cabeça e disse:
- Sem dúvida, vai ser mais confortável agora.
Como ela logo se virou para ir, o garoto segurou-lhe a mão, olhou seu rosto diretamente, com lágrimas nos olhos e perguntou:
- Você é a mulher de Deus?

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Para pensar

Quantos de nós não vivemos assim?
Ou já vivemos algum dia?
Quem atira a primeira pedra?

Gilberto de Nucci tem uma excelente imagem a respeito de nosso comportamento. Segundo ele, os homens caminham pela face da Terra em fila indiana, cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás.

Na sacola da frente, colocamos nossas qualidades; na sacola de trás, guardamos todos os nossos defeitos.

Por isso, durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuímos, presas em nosso peito. Ao mesmo tempo, reparamos impiedosamente nas costas do companheiro que está adiante todos os defeitos que ele possui.

E nos julgamos melhores que ele, sem perceber que a pessoa andando atrás de nós está pensando a mesma coisa a nosso respeito.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Simplex

Pois é... eu até acreditava que seria possível simplificar todo o processo administrativo e burocrático que envolve qualquer tarefa que o contribuinte tenha de fazer junto de qualquer entidade governamental...
Acreditava na boa vontade do governo em querer acelerar e simplificar a vida dos simples mortais que pagam impostos...
Bolas... eu até sou uma pessoa que acredito no Pai Natal!!!

Mas depois de vários exemplos que a única coisa "Simplex" foi a mente que criou uma forma de ganhar dinheiro "à pála" de um sistema informático que não funciona e funcionários sem conhecimentos, capacidade e vontade de dar andamento aos processos... deixo-vos o último exemplo de simplex "sentido na carne"...

Como me encontro a recuperar de uma intervenção cirúrgica mal sucedida, quando a minha avó adoeceu e foi internada, eu estava em casa de baixa, o que limita um pouco os movimentos, horários e, especialmente, viagens.
Liguei para a Segurança Social onde, amavelmente, me indicaram que poderia fazer a alteração de morada no site Internet da Segurança Social Directa (ao qual, por acaso, já tinha acesso), em vez de ter de me deslocar a uma delegação da SS.
Claro que não referiram que essa alteração, por via informática, só funciona de 2ª a 6ª, pois os computadores e servidores também são funcionários do Estado e não trabalham ao fim de semana (ou depois das 20h)... enfim...
Simplesmente... eu não conseguia fazer a alteração no site e decidi (já sei,... ingenuamente) preencher um formulário que se encontra no site para apresentar este tipo de situações e obter uma resposta - um mail directo para os serviços correctos (visto termos de escolher o tipo de situação que queremos reportar, etc...).
A mensagem foi enviada no dia 28/05/2009 (e veio no seguimento de uma anterior, que tinha enviado a 24/05 a solicitar esclarecimentos sobre o procedimento a adoptar - sim, porque eu sabia aceder ao site e até, vejam a loucura, compreender os passos a adoptar...), e era muito simples:

Boa noite

Já tinha enviado um pedido para alteração de morada, enquanto acompanho a minha avó que está doente.
Tinham-me indicado que o poderia fazer através da segurança social directa, mas não o consigo fazer.
Como proceder para alterar a minha morada?

Cordialmente,
Paula Cruz

A verdade é que bem podia esperar sentada pela resposta...
No dia seguinte a minha avó piorou e fomos para cima (por coincidência, depois do envio do mail, tinha conseguido aceder ao site e efectuar a alteração de morada).

Mas não temais... o SIMPLEX existe e é real...

Recebi a resposta que abaixo transcrevo (devidamente editada, claro, pois vivo numa linda nuvem... mas chega como informação pessoal, não?)....

De: via-seguranca-social@seg-social.pt [mailto:via-seguranca-social@seg-social.pt]
Enviada: terça-feira, 21 de Julho de 2009 18:53
Para: nuvem@vivernumanuvem.pt
Assunto: RE: DADOS PS-Consultar Dados de Identificação

cbrext0133

Exma. Sra. Nuvem,

Relativamente ao seu contacto, que desde já agradecemos, informamos que, caso não consiga efectuar o pedido de alteração de morada via Segurança Social Directa, pode solicitar a mesma por carta enviada aos serviços da Segurança Social, juntando:
- Formulário Mod. MG 02- DGSS - Alteração de morada ou de outros elementos
- Fotocópia de documento de identificação civil válido do beneficiário (cartão do cidadão, bilhete de identidade, certidão de registo civil, passaporte, etc.)
- Cartão de Identificação da Segurança Social ou documento onde conste o número de beneficiário.

Pode ainda enviar o pedido através do link: http://www.seg-social.pt/contact_center/mensagem.asp

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Com os melhores cumprimentos,

VIA SEGURANÇA SOCIAL

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O serviço Segurança Social Directa, disponível em www.seg-social.pt, permite aos Cidadãos e Empresas um relacionamento com a Segurança Social rápido, simples, seguro, sem filas de espera e sem sair de casa ou do escritório.

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De: nuvem@vivernumanuvem.pt
Recebida: 2009-07-15 07:55:40
Assunto: RE: DADOS PS-Consultar Dados de Identificação


SSDirecta: Pedido Autenticado
NISS:12345678910

Distrito:Céu

Boa noite

Já tinha enviado um pedido para alteração de morada, enquanto acompanho a minha avó que está doente.
Tinham-me indicado que o poderia fazer através da segurança social directa, mas não o consigo fazer.
Como proceder para alterar a minha morada?

Cordialmente,
Nuvem

Como podem ver... a resposta veio!!!

Ainda bem que foi atempadamente... mas, reparem na quantidade de dias que o meu mail andou "perdido" nos servidores Simplex.... só deu entrada nos serviços no dia 15/07, a julgar pelo que aparece no cabeçalho da mensagem "enviada" a que eles, de forma célere, responderam!
E há que admitir que, se na realidade tivesse enviado o mail no dia 15, aresposta nem tinha demorado muito, especialmente atendendo a que era uma 4ª-feira e a resposta veio na 3ª-feira seguinte!

Vocês não querem ver que o Simplex não passou de mais um logro?!

Ou melhor, como estamos no verão, será que os funcionários e servidores e sistema informático também estão de férias (ou será que são em número insuficiente para responder a tudo?) e as coisas demoram mais um pouco e há que ter paciência?

Sim, porque não podemos esperar que um sistema informático, criado para facilitar a vida aos contribuintes e diminuir o fluxo nas delegações, demore menos tempo a dar resposta ou resolver problemas do que faltar ao trabalho e passar um dia sentado na sala de espera de uma delegação da SS para ser atendido como todos os outros, certo?

Isso não seria Simplex!!!

Daqui a nada vão dizer que o Pai Natal também não existe?!
imagem tirada da Internet

domingo, 26 de julho de 2009

Atritos

Porque neste momento vivo uma relação que me completa, que me fez acreditar de novo no amor e no significado da palavra AMAR...
Porque temos os nossos atritos, mas que só servem para irmos limando as arestas e polindo esta nossa relação...
Porque faço parte de uma família de personalidades fortes e vincadas, onde os atritos fazem parte do quotidiano de todos nós...
Porque o segredo em se atritarem e saírem melhor da situação está em conseguirem falar desses atritos, dessas colisões, choques de personalidade e opinião, saindo dessa situação mais "bonitos", "fortes", "brilhantes", como as lindas pedras da beira-rio de que fala o texto.
Por tudo isso (e tantas mais razões, que não consigo hoje descrever)...não podia deixar de partilhar convosco este texto!

Desejo-vos a todos(as) que se possam atritar... nas relações amorosas e pessoais... aqui vos deixo o texto que me inspirou hoje!

ATRITOS

Ninguém muda ninguém;
ninguém muda sozinho;
nós mudamos nos encontros.

Simples, mas profundo, preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos.
Somos transformados a partir dos encontros,
desde que estejamos abertos e livres
para sermos impactados
pela idéia e sentimento do outro.

Você já viu a diferença que há entre as pedras
que estão na nascente de um rio,
e as pedras que estão em sua foz?

As pedras na nascente são toscas,
pontiagudas, cheias de arestas.

À medida que elas vão sendo carregadas
pelo rio sofrendo a ação da água
e se atritando com as outras pedras,
ao longo de muitos anos,
elas vão sendo polidas, desbastadas.

Assim também agem nossos contatos humanos.
Sem eles, a vida seria monótona, árida.
A observação mais importante é constatar
que não existem sentimentos, bons ou ruins,
sem a existência do outro, sem o seu contato.
Passar pela vida sem se permitir
um relacionamento próximo com o outro,
é não crescer, não evoluir, não se transformar.

É começar e terminar a existência
com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.
Quando olho para trás,
vejo que hoje carrego em meu ser
várias marcas de pessoas
extremamente importantes.

Pessoas que, no contato com elas,
me permitiram ir dando forma ao que sou,
eliminando arestas,
transformando-me em alguém melhor,
mais suave, mais harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvidas,
com suas ações e palavras
me criaram novas arestas,
que precisaram ser desbastadas

Faz parte...
Reveses momentâneos
servem para o crescimento.
A isso chamamos experiência.
Penso que existe algo mais profundo,
ainda nessa análise.
Começamos a jornada da vida
como grandes pedras,
cheia de excessos.

Os seres de grande valor,
percebem que ao final da vida,
foram perdendo todos os excessos
que formavam suas arestas,
se aproximando cada vez mais de sua essência,
e ficando cada vez menores, menores, menores...

Quando finalmente aceitamos
que somos pequenos, ínfimos,
dada a compreensão da existência
e importância do outro,
e principalmente da grandeza de Deus,
é que finalmente nos tornamos grandes em valor.

Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?
Sabemos quanto se tira
de excesso para chegar ao seu âmago.

É lá que está o verdadeiro valor...
Pois, Deus fez a cada um de nós
com um âmago bem forte
e muito parecido com o diamante bruto,
constituído de muitos elementos,
mas essencialmente de amor.
Deus deu a cada um de nós essa capacidade,
a de amar...
Mas temos que aprender como.

Para chegarmos a esse âmago,
temos que nos permitir,
através dos relacionamentos,
ir desbastando todos os excessos
que nos impedem de usá-lo,
de fazê-lo brilhar

Por muito tempo em minha vida acreditei
que amar significava evitar sentimentos ruins.
Não entendia que ferir e ser ferido,
ter e provocar raiva,
ignorar e ser ignorado
faz parte da construção do aprendizado do amor.

Não compreendia que se aprende a amar
sentindo todos esses sentimentos contraditórios e...
os superando.
Ora, esse sentimentos simplesmente
não ocorrem se não houver envolvimento...

E envolvimento gera atrito.
Minha palavra final: ATRITE-SE!

Não existe outra forma de descobrir o amor.
E sem ele a vida não tem significado.
Roberto Crema
Educador, vice-reitor da Unipaz, Psicólogo e Antropólogo do Colégio Internacional dos Terapeutas

terça-feira, 21 de julho de 2009

Foda-se

Um texto tão fabuloso, que nem precisa de palavras de introdução....

FODA-SE

O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela diz.

Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?

O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma pessoa melhor.
Reorganiza as coisas. Liberta-me.

"Não quer sair comigo?! - então, foda-se!"
"Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então, foda-se!"

O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.

"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade que "comó caralho"?
"Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão matemática.

A Via Láctea tem estrelas comó caralho!
O Sol está quente comó caralho!
O universo é antigo comó caralho!
Eu gosto do meu clube comó caralho!
O gajo é parvo comó caralho!

Entendes?

No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!".
Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já se nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem.
O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto.
Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades de maior interesse na tua vida.

Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro para ir surfar na praia?
Não percas tempo nem paciência.

Solta logo um definitivo:
"Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!".
O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema, e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...)

Há outros palavrões igualmente clássicos.

Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba.

Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito assim, põe-te outra vez nos eixos.

Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.

E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"?
E a sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"?


Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta:
"Chega! Vai levar no olho do cu!"?

Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima.
Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!".
E a sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!".


Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?

Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando estás sem documentos do carro, sem carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a mandar-te parar.
O que dizes?
"Já me fodi!"


Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a desejada reforma tem que aumentar … tu pensas “Já me fodi!”

Então:

Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade
e
foda-se!!!

Mas não desespere:
Este país … ainda vai ser “um país do caralho!”
Atente no que lhe digo!
Autor: Millor Fernandes - foto internet
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