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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

25/365 - A criar "histórias" desde 2014

Setembro de 2014

No carro, depois de ter sabido que se tinha portado mal no dia de férias com a avó e que, como tal, não ia ganhar um dos brinquedos que tínhamos comprado há dias...
Põe o ar mais infeliz do mundo...
- Laia, o que se passa filhota?
- A vovó mentiu mamã!
- Mentiu? Mas que mentira é que a vovó disse?
- Ela mentiu mamã... disse que eu me tinha portado mal e feito birra, mas eu portei bem!!! Posso ganhar o outro pónei?
- Ahh, mas isso não pode ser assim, a vovó não pode mentir, é muito feio! Eu vou já ligar à vovó!
- Mas vais ligar para quê mamã?
- Para lhe dizer que é muito feio mentir!!! Que por causa da mentira dela a Nuvenzinha não vai ganhar um brinquedo e isso ainda é pior! Vou já ligar!
...
micro silêncio
...
- Não precisas ligar mamã, eu amanhã digo-lhe que não pode mentir! (com o ar mais simpático do mundo).
- Mas não pode ser filha! Eu tenho de lhe ligar e dizer que por causa da mentira dela tu ficaste sem brinquedo! Não se mente e muito menos a dizer que fizeste birras quando te portaste bem!
- Deixa estar mamã. Eu fico sem brinquedo. E amanhã quando for para casa da vovó eu digo-lhe! Não te preocupes, eu trato de tudo e tu não precisas de ligar à vovó!
....
....
NUNCA dá parte de fraca! Ainda hoje, quase 3 anos depois disto, continua igual.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O Atestado Médico

O Prof. José Ricardo Costa escreve uma coluna semanal no jornal "Torrejano".
Não resisto a publicar aqui este texto, até porque sei, por experiência própria, que esta é a realidade do nosso país!

O atestado médico - por José Ricardo Costa


Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º ano e vai ter de fazer uma vigilância.
Continue a imaginar. O despertador avariou durante a noite. Ou fica preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou o quente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua imaculada camisa.
Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta.
Ora esta coisa de um professor ficar com faltas injustificadas é complicada, por isso convém justificá-la. A questão agora é: como justificá-la?
Passemos então à parte divertida. A única justificação para o facto de ficar preso no elevador, do despertador avariar ou de não poder ir para uma sala do exame com a camisa vomitada, ababalhada e malcheirosa, é um atestado médico.
Qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que quem precisa aqui do atestado médico será o despertador ou o elevador. Mas não. Só uma doença poderá justificar sua ausência na sala do exame. Vai ao médico. E, a partir deste momento, a situação deixa de ser divertida para passar a ser hilariante.
Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim, com o sorriso de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e a felicidade do padre Melícias. A partir deste momento mágico, gera-se um fenómeno que só pode ser explicado através de noções básicas da psicopatologia da vida quotidiana. Os mesmos que explicam uma hipnose colectiva em Felgueiras, o holocausto nazi ou o sucesso da TVI.
O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não está doente. O presidente do executivo sabe que ele não está doente. O director regional sabe que ele não está doente. O Ministério da Educação sabe que ele não está doente. O próprio legislador, que manda a um professor que fica preso no elevador apresentar um atestado médico, também sabe que o professor não está doente.
Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que não toca, do elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que está doente.
Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um país doente.
Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser racional, útil e eficaz em certas ocasiões. O que já será patológico é o desejo que temos de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que a mentira é verdade.

Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma mentira várias vezes repetida transforma-se numa verdade. Já Aristóteles percebia uma coisa muito engraçada: quando vamos ao teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para sermos enganados.
Mas isso é normal. Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho a ver o 'ET', que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o ranho para outras ocasiões. O problema é que em Portugal a ficção se confunde com a realidade. Portugal é ele próprio uma produção fictícia, provavelmente mesmo desde D.Afonso Henriques, que Deus me perdoe. A começar pela política. Os nossos políticos são descaradamente mentirosos. Só que ninguém leva a mal porque já estamos habituados.
Aliás, em Portugal é-se penalizado por falar verdade, mesmo que seja por boas razões, o que significa que em Portugal não há boas razões para falar verdade. Se eu, num ambiente formal, disser a uma pessoa que tem uma nódoa na camisa, ela irá levar a mal. Fica ofendida se eu digo isso é para a ajudar, para que possa disfarçar a nódoa e não fazer má figura. Mas ela fica zangada comigo só porque eu vi a nódoa, sabe que eu sei que tem a nódoa e porque assumi perante ela que sei que tem a nódoa e que sei que ela sabe que eu sei.
Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos normal que assim seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos derretidos (não falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos casais felicíssimos e com vidas de sonho.
Pronto, sabemos que aquilo é tudo mentira, que muitos deles divorciam-se ao fim de três meses e que outros vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos fingir que aquilo é tudo verdade.
Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros. Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar férias a Fortaleza. Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias, temos auto-estradas modernas e europeias, mas para ver passar, a seu lado, entulho, lixo, mato por limpar, eucaliptos, floresta queimada, barracões com chapas de zinco, casas horríveis e fábricas desactivadas.
Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente perante o mundo.
Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame por ficar preso no elevador que precisa de um atestado médico. É Portugal que precisa, antes que comece a vomitar sobre si próprio.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

I should have known better (Jim Diamond)

Uma das minhas músicas preferidas, que serve a muita gente que conheço ou conheci.
Tem uma letra muito forte (acerca de um homem que mentiu á mulher que amava), apesar de ser de 1984 (é triste, mas a idade não perdoa)!!!
Espero que gostem tanto como eu, pois hoje não me sai da cabeça!


And I should have known better to lie with one as beautiful as you.
Yeah, I should have known better to take a chance on ever losing you.
But I thought you'd understand, can you forgive me?

I saw you walking by the other day.
I know that you saw me, you turned away and I was lost.
You see: I've never loved no one as much as you.
I've fooled around but tell me now just who is hurting who?
And I should have known better to lie with one as beautiful as you. ...
I should have known better to take a chance on ever losing you
But I thought you'd understand, can you forgive me?

I-I-I-I-I-I-I-I-I-I
should have known better,
I-I-I-I-I-I-I-I-I-I
should have known better.

It's true, I took our love for granted all along.
And trying to explain where I went wrong, I just don't known.
I cry but tears don't seem to help me carry on.
Now there is no chance you'll come back home, got too much pride.
And I should have known better to lie with one as beautiful as you. ...
I should have known better to take a chance on ever losing you
But I thought you'd understand, can you forgive me?

I-I-I-I-I-I-I-I-I-I love you,
I-I-I-I-I-I-I-I-I-I-I love you.

No-no-no-no-no-no I love you!
No-no-no-no-no-no, yeah!

And I should have known better to lie with one as beautiful as you

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Traição e mentira

Hoje o que tem estado na minha cabeça é a traição, a mentira... a cobardia de não assumir uma posição e se esconder atrás da mentira e da ilusão.
Pode ser a traição a uma pessoa, a traição aos nossos valores pessoais, mentir aos outros ou a nós próprios, enganar alguém....
Mas a verdade é que no fim... quem acaba sempre mais decepcionado, mais sozinho com tudo isso... é a pessoa que traiu, a pessoa que mentiu.

Estava a pensar nisto em relação ao trabalho e em relação ao "amor".
É impressionante o quanto sou idealista ou sonhadora... se calhar nasci no século errado... ou no sítio errado...
Não consigo compreender a mentira, a hipocrisia (para mim é uma variação da mentira) no local de trabalho (seja ele um trabalho remunerado ou um trabalho voluntário).
Não consigo compreender porque é que as pessoas não podem ou conseguem expressar a sua opinião e acedem a mentir ou mentir-se... seja porque razão for!
Aliás... até compreendo, tenho é muita dificuldade em aceitar... mas sei que isso sou eu!

Hoje em dia é tão normal trair e mentir que as pessoas já o fazem inocentemente e inconscientemente.
Mente-se aos colegas porque se quer ser melhor, saber mais...
Mente-se aos superiores para lhes agradar, para podermos subir...
Trai-se quem for preciso para se subir nas escada do poder... e se for preciso colocar entraves em quem se mete no caminho... nem se hesita.
Hoje em dia é raro encontrar pessoas que façam o que gostam, por amor à camisola, à empresa... ao que for e se mantenham fieis aos seus ideais ou pelo menos coerentes com os seus valores.
A maioria das pessoas tem uma "agenda" escondida... um objectivo, seja ele político, de poder, de superioridade, se reconhecimento.

Falando concretamente da realidade com que tentei conviver mais nos últimos tempos... a desportiva... encontrei um mundo ainda pior e mais minado que o mundo empresarial.
O principal interesse não é a modalidade ou os atletas... é ser reconhecido... é usar o Associativismo ou similar como rampa de lançamento para novos voos.
E se for possível fazer isso sem trabalhar ou fazer evoluir a modalidade... perfeito.
Ou melhor ainda... usando os amigos e conhecidos, criando um circulo de poder... e criando uma linha de sucessão - através de traições, mentiras, duas caras.
E aqui mente-se a toda a gente... amigos, companheiros... usa-se tudo e todos para ... nem sei bem o quê!
E mentir aos amigos?
Se as pessoa é nossa amiga, para quê mentir?
Para quê enganar?
Para ficarmos sem um amigo?
Sim... porque os amigos aceitam a pessoa como ela é... com os seus defeitos e virtudes... também se cansam de serem usados, enganados (hehehehe quase que ia colocar usada e enganada... e ia ficar uma mensagem demasiado personalizada)!!!
E será que a mentira e a decepção valem um amigo que se perde?

Mas se verdadeiramente coisa que não suporto é a traição ao companheiro!
Chamem valores, chamem integridade, chamem utopia... o que quiserem... mas para mim uma pessoa que trai a pessoa com quem está (namorada(o) ou marido(esposa)) é uma pessoa sem valores, sem moral... e não consigo separar estes aspectos da pessoa enquanto profissional.
Não quero ser mais papista que o papa... todos somos humanos e todos caímos em tentação!
Quem nunca errou ou nunca caiu em tentação que atire a primeira pedra (eu posso nunca ter traído nenhum namorado... mas já errei)!

Quando falo em traição é a pessoa que reiteradamente engana, mente, trai o seu parceiro(a).
E não só... trai o parceiro(a) e em 99% dos casos trai a pessoa com quem está a trair o parceiro(a)!!!
E todas estas traições para mim se podem reflectir no carácter da pessoa enquanto profissional...
Como é que eu profissionalmente posso confiar numa pessoa que tem estes valores morais?
Sei que as coisas se devem separar... e que uma coisa é a pessoa no trabalho... outra é a pessoa na vida privada.
A verdade é que, na minha limitada experiência de vida, ainda não consegui encontrar uma pessoa que vivesse na mentira e na traição... e no trabalho fosse de confiança.

Como não quero generalizar... vou falar de um dos caso que conheço melhor...
Uma pessoa que foi casada... e enquanto estava casada enganou várias vezes a esposa... e que lhe mentia e mentia a si próprio só falando dos casos "platónicos" e omitindo os outros...
Uma pessoa que se mente a si própria dizendo que, apesar de estar casado, os casos que tinha não eram sexo... mas sim "fazer amor" (o utopismo dos homens para darem um sentido romântico ao acto em si), ... que assumia que gostava da mulher mas que a traía constantemente... porque gostava das outras pessoas... porque precisava de algo mais...
Que depois de divorciado tem casos com pessoas comprometidas.... que não os assume e mente acerca deles... que tem diversos casos mas que os desmente sempre (mesmo quando "apanhado")....
Que trai amigos e conhecidos....
Que se esconde e isola para não ter de se mostrar como uma pessoa fraca, sem carácter.... que se deixa levar pelos outros...
Como confiar numa pessoa que age assim na sua vida pessoal... a nível profissional?
Que valores é que uma pessoa assim pode transmitir profissionalmente?!
Uma coisa é a "escorregadela" ocasional... uma mentirita inofensiva... (não é desculpar, mas até se pode compreender)... outra coisa é o mentiroso patológico, que mente, que tem duas caras, que trai ... que credibilidade pode ser dada ao trabalho de tal pessoa?
Devo pensar que ele é assim na vida privada mas no trabalho é a pessoa mais honesta e correcta do mundo?
Que me mente e depois se esconde e deixa de me falar... e que faz o mesmo com muitas outras pessoas... mas é a pessoa ideal para liderar uma equipa ou um projecto?!

A traição e a mentira são mais profundas do que as pessoas gostam de assumir. Por vezes chega-se a um ponto em que nos deixamos dominar por isso... e torna-se uma droga, como o álcool , tabaco ou as drogas. E quando confrontados reagem como uma pessoa dependente de alguma substância... "a culpa não é minha"... "sei que sou um monstro e uma pessoa má e não mereço nada"... ou seja... ainda se colocam na posição de vitimas em vez de assumirem os erros e tentarem ganhar controlo da vida!
E quando chegam a um ponto em que as pessoas além de mentirem aos amigos, colegas, família... já não conseguem deixar de se mentir a si próprias e de se enganarem... talvez seja a altura de procurar tratamento.
Porque a traição e a mentira não deixam só marcas profundas em quem é traído, naqueles a quem se mente - deixa marcas na pessoa que o fez!

E as pessoas acham que não vão ser nunca apanhadas!!!
Traem-se maridos, esposas, namorados, namoradas, amigos e amigas, familiares... e quanto mais se trai sem ser apanhado... mais se pensa que não se vai ser apanhado e se torna viciante.
Mas não se esqueçam de uma coisa... o mundo é muito mais pequeno do que se julga!
E a mentira tem as pernas muito curtas!
Então quando os factos se passam num universo pequeno como, por exemplo, o universo de uma modalidade desportiva... tudo se sabe rapidamente demais.
As pessoas tem tendência a "proteger" quando sabem de alguém que está a trair ou a mentir... quer porque são amigos da(s) pessoa(s)... quer porque até gostam delas...quer porque não se querem envolver (uma outra forma de mentira... pois está-se a compactuar com um comportamento)... ou até "porque são adultos que se entendam"... Mas quem vai sair magoado... será sempre o traído... será sempre a pessoa a quem se mente... e em muitos casos a pessoas que ele envolveu na sua traição.

E quando se mente por falhas profissionais então?
Quando se diz que se fez uma coisa que sabemos perfeitamente que não foi feita?
Quando se beneficiam amigos ou conhecidos por uma questão de simplicidade ou de dar menos trabalho a pensar?
As pessoas a quem se mente deixam passar uma, duas... mas depois... acaba a confiança!
Acaba a motivação... e quando se dá por isso... está-se sozinho!

É por isso que acho que se devia pensar duas vezes antes de mentir ou trair.
Apesar de ainda não ter traído ninguém (e espero nunca o fazer), sei que já traí alguns dos meus valores pessoais... e sei a dor que me causou só de pensar que ME tinha traído.
Mas nunca caí na tentação de fazer disto um hábito, uma forma de vida... de mentir constantemente a amigos, a família....
E acima de tudo... prefiro assumir o que penso, dizer o que tenho na ideia, quer agrade a uns ou lhes desagrade (e muitas vezes como sou directa demais ou como vou contra o "sistema" de lamber as botas... acabo "queimada")... mas ser honesta comigo e poder encarar as pessoas de cara levantada e olhar para mim no espelho, do que andar a mentir e a trair as pessoas que me rodeiam, sejam conhecidos, sejam amigos, seja principalmente o meu companheiro (até porque... a minha ambição não é nem nunca foi ou será ser "a maior", a que tem mais poder, a mais importante, a sra directora ou presidente... passando por cima de tudo e todos ou fazendo o que for preciso para isso - se isso um dia acontecer (chegar à "cadeira do poder") espero que tenha sido pelo meu trabalho e acções, mais do que pelas traições e mentiras que usei para lá chegar)!!!

Tudo isto porque... não suporto que me mintam!!! Que me traiam!!! Sentir-me usada!!!
E acima de tudo que se escondam e não respondam...
E ultimamente uma pessoa que até considerava amigo (apesar das inúmeras vezes em que "abusou" dessa amizade)... decidiu mentir-me constantemente... especialmente se é confrontado directamente... e sem razão para isso!!!
E se isola e afasta quando percebe que só quero dele a amizade... sem mais nada!!! Não consegue viver ou aceitar isso... o que me parece incompreensível... mas sou eu... nuvens... idealista...

Por isso, o que é uma reflexão... pode ser percebido como uma mensagem directa... mas que se pode aplicar a tanta gente e a tantos casos na vida... e a tantos dos meus amigos (e mesmo amigas) ou conhecidos!!!

Tenho a esperança de, ao menos, tentar manter os meus valores, de ser fiel a mim mesma... e de não precisar de mentir, enganar, usar os outros... para me sentir mais mulher ou mais importante... e acima de tudo espero nunca trair a pessoa que amo... para me sentir mais... mulher?!

Não vou dizer "desta água não beberei"... pois a vida dá muitas e muitas voltas! Mas se tiver a possibilidade de escolha... fico na minha nuvem a observar e não vou magoar ninguém com mentiras e traições... ISSO não faz parte de mim, do que acredito e dos valores que me foram dados ou que adquiri durante a vida.

Pois se há coisa que não suporto (ainda mais que mentir ou trair)... é saber que fiz sofrer alguém intencionalmente (ou inconscientemente)... e sendo filha de pais separados... sei perfeitamente ver a dor que a traição causa... e a solidão que origina!!!

Adeus. A Porta está Fechada

Ao ler os "posts" de hoje, e ao falar com algumas das pessoas que os lêem regularmente, apercebi-me de duas coisas importantes: escrevo "melhor" quando estou profundamente triste ou algo me magoou; quando a inspiração vem de leituras exteriores... não "sinto" tanto o que estou a escrever.

Por isso decidi escrever o que sinto. Aquilo que tive durante muito tempo vontade de fazer e nunca fiz (nem farei, pois acima de tudo tenho o meu orgulho e a minha dignidade) - uma carta de despedida ao homem (sim... já é homem, adulto, com idade para saber agir) que me magoou, que me atirou fora como se atira um pedaço de lixo sem valor.
Não vou enganar ninguém... quando ele me "despachou" eu escrevi-lhe... um mail e uma longa carta... em que tentava perceber o porquê da decisão tomada tão repentinamente e sem aviso (claro que sem resposta... ou melhor.. ainda com alguns insultos pelo meio).

Mas hoje... passadas várias semanas... tenho de tirar do coração as coisas que estão presas, aquilo que não me deram oportunidade de dizer, ou de perceber (eu sou assim... quando não percebo as coisas ou quando não me explicam... ficam atravessadas) - e só assim poderei fechar definitivamente esta porta e deixar de chorar por coisas sem importância (enterrar definitivamente este cadáver).

"Paul

Há muito tempo que queria escrever esta carta... mas só agora penso que tenho o distanciamento para o fazer... e só agora consegui ver tudo o que me disseste e escreveste durante o nosso "namoro" e analisar o que se passou ou terá passado (namoro entra aspas, pois se para mim era um namoro, apercebo-me que para ti era mais uma questão de ego, de mostrares uma "namorada" estrangeira e mais nova que os outros não conquistaram e tu conseguiste.

Quando te conheci... e durante muito tempo... pensei para comigo - é simpático, mas nada o meu estilo. "Velho", a ficar careca, feio como tudo... mas tem a sua piada e é divertido.
Depois começaste a tua caça... telefonemas diários, mensagens, sms. Aquela atenção que eu, na altura fragilizada da saída da outra relação, precisava (ou achava precisar).
Mas conseguiste começar a conquistar o meu coração quando te meteste no carro e saíste da Holanda e foste ter comigo a França para jantar comigo. De surpresa... nem vestido para o frio estavas - apareceste de fatinho e estavam -3º. E quando, apesar de teres terror das alturas, foste comigo andar na roda gigante, passear a tremer de frio.... Mas acima de tudo... quando não tentaste ir mais longe e me foste levar ao hotel e voltaste para a Holanda para trabalhares no dia seguinte.
Admito que nesse dia fiquei conquistada... e as conversas diárias de horas ajudaram a isso. O apoio a superar a perda anterior... os problemas no trabalho...
E depois foi o encontro na Holanda... eu a chegar à estação... tu à minha espera (eu a olhar e pensar "gosto deste homem.. mas é tão feio... nada a ver comigo). Fomos à piscina e quando cheguei a casa tinhas comprado flores, um DVD com imagens de lareira (para substituir a que não tinhas), um tapete felpudo... o ideal do romantismo. Falamos, passeamos... perfeito.
E todas as hesitações que eu tinha iam ficando mais enterradas. E continuaram as conversas diárias de horas, os mails, as mensagens.
A seguir, querias vir conhecer os meus pais - para eles verem com quem a filha namorava. Que era uma pessoa séria, etc... Achei querido... e quando me apareceste de surpresa em Lisboa, para passares 3 dias comigo e me apoiares num momento difícil, conseguiste convencer-me que eras a pessoa que eu queria. A pessoa que me ouvia, que passava a vida a dizer que me queria apoiar, que estava perto quando eu precisava.
Quando não estávamos juntos, as conversas de horas e as inúmeras mensagens e mails mantinham acesa a chama e aumentavam a saudade. Foi quando começamos a falar de eu ir para a Holanda... mas para mim, por muito que gostasse de ti e sentisse a tua falta, parecia um passo demasiado rápido. E ao mesmo tempo parecia certo... se gostavamos um do outro, se eu queria mudar de país e tu não o podias fazer por causa dos teus filhos... porque não ir para a Holanda?
Lembro-me perfeitamente do medo que tinhas de eu acabar contigo no dia de ano novo, como já tinha feito anteriormente (pois dizias que eu podia me aperceber que eras mais velho e que eu devia estar com alguem mais novo e mais proximo). De rires quando eu te disse que me tinham lido na palma da mão que o meu futuro não era com um homem divorciado com filhos, e que dia 13 de Março eu ia conhecer o amor da minha vida e a minha vida ia mudar (a ironia... não conheci o amor da minha vida... mas ela mudou mesmo... destruiram o meu coração de uma forma cobarde e sem sentimentos)...

Chegaram os meus anos e as duas semanas planeadas. Fui ter contigo antes de seguir para os USA (a fatídica viagem que não devia ter feito, mas que era um compromisso feito há muito tempo e detesto falhar a compromissos). Estavas novamente à minha espera com uma rosa lindíssima (ou não fosse a Holanda o país das flores), vermelha paixão e amor, como dizias. Em casa mais flores... o banho com as velas perfumadas...
Dei-te as tuas prendas de anos (os chocolates chegaram depois)... escolhidas com amor com base no que tinha aprendido sobre ti do tempo que passamos juntos e das conversas que tivemos.
No dia seguinte fui para os USA. Não vou falar muito sobre isso, sabes o que se passou. Mas como eu queria que me tivesses dito para não ir e ficar contigo... E o que me ajudaram os teus telefonemas diários e constantes (sem falar do rombo que foi na minha conta bancária).

Estava desejosa de chegar a "casa" (sim... aquela que dizias que querias vender para comprares a nossa casa... a que dizias que querias apagar por ter recordações da tua ex e queria começar um futuro novo comigo)... e fiquei triste (eu sei que estavas a trabalhar) por ter tido tantos atrasos... e não te ter visto - chegar, apanhar comboio, táxi... e ir para casa. E sem dormir há quase 48h... quando chegaste ainda fomos ao jogo e ainda fomos para os copos (é giro... mas se calhar preferia ter ficado a descansar).
Aí começaram os sinais... não sei se era de eu estar muito cansada (quase não dormi na outra semana, jet-lag, etc), se era de uma parte de mim achar que estava tudo certo, e a outra achar que era muito cedo para viver com alguém)... mas eu preferia ignorar, achar que era eu que estava a procurar sinais para me afastar...

Os meus anos foram a gota de água... em vez de me levares dizes para ficar em casa a dormir e ir de comboio (?!)... depois de meses a dizer que detesto que me digam que a prenda é do dia dos anos e dos namorados... de ter estado dias a procurar a tua prenda e um postal (e sabias disso), de te ter dado de manhã as tuas prendas (pensava mais nelas do que nas recordações a trazer à família)... de noite quando me fui deitar já desiludida ao máximo... trazes-me um Swatch?! O homem que dizia conhecer-me traz-me um Swatch?! (ainda por cima repetido... já o tinha). Fiquei tão desiludida!!! Não pelo materialismo da coisa (disseram-me muito mais os pequenos gestos... as flores, o dvd da lareira (que compreendo agora serem técnicas de sedução) do que um relógio... que qualquer pessoa que não me conheça minimamente sabe que estará sempre bem, pois adoro). Nem um postal, um bilhete, uma rosa pelo dias dos namorados... nada! Um Swatch?! Por favor... por falar em pessoas que não sabem ouvir as outras... ou não conhecem as outras!
Nesse dia, se bem te recordas (dizes que eu é que não recordo as coisas ou não dizia... mas eu guardei tudo... e sei o que disse e mais importante... escrevi) recebeste um mail, em que te dizia que era a última vez que iria falar destes assuntos, e que devias perceber de uma vez por todas o que eu queria e como era:
1 - Eu sou adulta e tomo as minhas decisões. Se fosse para a Holanda era porque queria e não para que alguém se sentisse ou fosse responsável por mim!;
2 - estava farta de ouvir toda a gente dizer que eu era louca por mudar de país tão "cedo" na relação (eu é que decidia aceitar ou não a proposta, arranjava emprego (como já tinha pelo menos uma proposta) e eu é que queria mudar de país... a Holanda era apenas um destino possível. E se não era o que querias, que parasses de me dizer que era louca, qanto dizias que me devia mudar amanhã, que já nem devia regressar;
3 - e mais importante de todos... eu não queria mudar para a Holanda para viver contigo. Queria mudar quando tivesse um trabalho que me permitisse ter a minha casa, sustentar-me, ser independente... e que desse para desta forma namorarmos sem pressões de viver juntos. E namorarmos enquanto tu quisesses que durasse.
Encontrei esse mail hoje ao fazer uma limpeza no disco... e por isso te escrevo... porque não percebo!!!
Quando viste esse mail e durante todo o tempo que se seguiu e até decidires que eu "te pressionava" e tinhas deixado de me amar (ou como disseste no teu último mail... se calhar nem nunca amaste) tu é que insistias e tudo fizeste para me convencer que era estupidez estarmos em duas casas... que querias era estar comigo... que eu devia ir viver contigo... que tinha de te ajudar a escolher a "nossa" casa, etc!
Mas as coisas entre nós começaram a mudar nessa semana... pela primeira vez na vida estava ansiosa de me vir embora e poder estar no meu canto e pensar sozinha o que queria e sentia.
Tu estavas com mais trabalho (dirigir uma equipa não é tão fácil como pensavas), com o stress de teres vendido a casa, as pessoas se mudarem mais cedo do que gostarias e teres de encontrar outra (aquilo que sempre foste adiando), a viagem com o teu filho... e de repente os telefonemas diários... acabaram. Passaste a estar muito cansado para me ligar à noite antes de ires dormir, como sempre tinhas dito sentir necessidade de fazer, passaste mesmo a estar alguns dias sem me ligar (é verdade que ia recebendo sms pontuais)... e chegaste mesmo a dizer... quando já estava tudo preparado para ir... que se calhar agora não te dava jeito pois não me podias apoiar e andar comigo para todo o lado, que era melhor eu ir depois do Verão ou mais para o fim do ano.

E se achas que a pressão foi eu ter perguntado porque as coisas tinham mudado, e se realmente querias que eu fosse viver contigo ou não... lamento por ti!
Sempre te disse e me pediste para ser honesta contigo - era a única forma de se conseguirem superar as dificuldades. E se achas que eu perguntar como é que anteriormente não conseguias passar um dia sem falar comigo (nem que fosse 5 minutos) e agora dizias sempre que estavas cansado e ias dormir, é pressão... lamento muito, mas temos noções diferentes de comunicar e expressar o que sentimos que não está bem.
Se o facto de eu te perguntar porque é que passavas os dias a dizer para preparar tudo e ir viver contigo (quando te tinha dito várias vezes que preferia que cada um tivesse a sua casa e o seu espaço) e de repente me dizes para ir depois do Verão, é uma forma de te pressionar numa direcção.... ainda lamento mais!!! Especialmente por eu sempre ter dito que não me importava de mudar para estarmos mais perto, mas queria mudar para o meu espaço (pois acredito que é a melhor forma de manter a chama acesa e a relação)... e tu é que insistias que não era o que querias!!!
Lamento muito ter-me deixado cair na rede, ter acreditado nas tuas palavras, ter agido de acordo com o que me indicavas serem os teus desejos.... para um dia acordar com um mail (que falta de carácter) a dizer que querias ser livre, querias poder tomar as tuas decisões sozinho (sempre as tomaste... nunca quis sequer interferir), escolher a tua casa sozinho (algum dia te dei opiniãosobre isso? Não te disse sempre que a casa era tua e a decisão devia ser tua? Apesar do teu discurso de ser a "nossa" casa... para mim era e seria sempre a tua casa - era demasiado cedo para ser a nossa) e que tinhas deixado de me amar e que estava tudo acabado.
Lamento muito ter acreditado que querias vir conhecer a família antes de me mudar... de ter reunido todos para a Páscoa para te conhecerem... para aparecer sozinha.
Lamento a forma como agiste (nunca na minha vida ninguém agiu assim... tão sem "tomates"), sem uma conversa, uma explicação... só um mail a dizer que estava acabado...

Nos poucos sms a que tive direito depois disso (pois nem o mail teve direito a resposta... até ontem - e também não foi resposta... foi reaformar que não havia resposta e que não servia de nada pensar nisso... que não sentiste nem sentias a minha falta e não me amavas- tudo o que eu já sabia anteriormente e já me tinhas repetido)... além de me insultares, conseguiste dizer que te sentias pressionado numa direcção que não era a que querias... que sentias que era eu que te estava a empurrar nessa direcção. Que eu imaginava coisas que não tinham fundamento (como ainda gostares da tua ex... pelas reacções exageradas a cada coisa que os miúdos diziam que ela tinha feito ou comprado...).

Pois bem... tenho notícias para ti (e mais importante... provas escritas). A pressão que sentiste... foste tu que a criaste e inventaste!!!
Desde o primeiro dia que te disse que era demasiado independente para estar demasiado próxima de alguém... que te disse que acreditava que as melhores e mais duradouras relações eram quando cada um tinha a sua casa e partilhavam tempo ou vida numa ou noutra casa, mas tinham sempre um espaço para onde ir arrefecer a cabeça quando as coisas estivesse piores... fui eu que te escrevi que queria ter tempo para preparar a ida, preparar as coisas para ser independente... fui eu que sempre te disse que estavas a meter minhoquices na cabeça por achares que tu e que tinhas de tratar de todas as minhas coisas e ser responsável por mim!!!
Sempre te disse que não precisava que fosses meu "pai" e que sempre tratei de mim e das minhas coisas. Que estava a aprender holandês e percebia o bastante para me "desenrascar"... e que se tinha estado muitas vezes sozinha em países onde não falava a língua nem falavam inglês (como a Hungria)... não ia ser na Holanda que ia ter problemas em me conseguir orientar).
Por isso se te sentiste "pressionado" e dizes ter sido uma das razões para "teres deixado de me amar" (a única que apresentas... pois achas que não vale a pena falar sobre o passado...)... pára de me culpar por isso. Porque sempre tentei explicar o que EU gostaria de fazer e sempre me disseste como querias as coisas... e sempre segui aquilo que dizias querer (percebo agora que para ti comunicar é dizer aquilo que achas que o outro quer ouvir!).
Assumo a culpa disso! Depois de tantas vezes dizer o que eu queria e gostaria, acabei por cair na teia de fazer aquilo que me dizias ser o que querias. Como sempre tinha achado que se havia alguma coisa a debater falávamos nela... nem me passou pela cabeça eu dizias o que achavas que eu queria ouvir.
Percebo que fui parva... que acreditei em quem não devia... que achava que honestidade era uma coisa recíproca e afinal era só eu... que achava que gostavas realmente de mim e fui só um troféu... algo que um "velho" pode mostrar aos amigos e dizer que é a namorada. Que apresenta à família, ao pai... com orgulho de dizer que "uma pessoa como eu conseguiu cativar uma pessoa assim".

Lembro-me de os teus amigos me dizerem, logo no principio da relação, que estavas muito magoado e para não te fazer sofrer... esqueceram-se foi de me avisar do tipo de pessoa que és e do quanto podes magoar os outros.
Quando me dizias o que a tua ex te disse sobre ti... eu achei que era mentira. Percebo agora o que ela sentiu... e porque foi procurar a felicidade noutro local.
Nunca conseguirás ser honesto com a pessoa com quem estiveres... pois não és honesto contigo. Tu colocas a pressão toda sobre ti... não dizes o que pensas ou sentes... fazes o que achas que as pessoas querem sem as consultares... e gostas de estar com alguém quando tens tempo livre nas actividades ou rotinas do dia a dia.

Durante muito tempo pensei que a culpa era realmente minha... que te teria pressionado para fazer algo que não querias... mas a leitura da "nossa" correspondência e mails... pois não tenho registo das conversas... mostra efectivamente que te quiseste colocar nessa posição.
Quem sabe para ser mais fácil poderes dizer que "deixaste de amar"... quem sabe porque uma coisa é o que sonhas e achas que queres... e outra é a realidade... não sei!

Mas sabes que mais... também não quero saber!

Como te disse... as coisas que me enviaste (acho eu... pois há 3 semanas que dizes que seguiram... e pontualmente lá vem outro contacto teu)... são só coisas. São minhas, certo.. pois não fazem parte do lote das inúmeras coisas que te dei... mas são coisas! Não valem nada, nem nunca vão substituir a dor de me sentir usada, traída, enganada. A dor de ter preparado tudo para abandonar a minha vida, país, amigos, projectos... a pedido de uma pessoa... que depois acorda sem me amar e nem tem tomates (sim... gosto da palavra) para falar comigo cara a cara (se tinhas o bilhete pago e comprado... porque não vieste ver-me? Porque dizes que vens e depois acobardaste e foges? Porque não foste capaz de pegar num telefone e pelo menos falar?

Por isso... Este será o último contacto que terás meu.
Já te pedi anteriormente para me esqueceres e apagares os meus contactos.
Se no início eu esperava que fosse uma fase, que passado o período de crise pela compra da casa, pelo excesso de trabalho, etc., reconsiderasses e falasses comigo, percebesses que afinal até gostavas de mim... hoje quero é distância!
Só provaste seres uma pessoa desonesta, sem princípios e sem coragem... e não é esse o tipo de pessoa com quem eu me quero dar e muito menos partilhar a minha vida ou o meu coração.
Agradeço que a partir deste momento deixes de me contactar. Não tenho nenhum interesse em permanecer tua amiga, em ter notícias tuas (directamente ou por terceiros, como tens feito) ou em que tenhas notícias minhas.

Posso ser uma criança... um bebé... ter atitudes que não percebes... mas sempre fui honesta sobre a minha maneira de ser, os meus sentimentos e sempre comuniquei tudo o que sentia (bom ou mau)... pois acredito ser a única forma de manter uma relação - sinceridade e não pensar pelo outro! E nunca, nunca teria a coragem (ou falta de respeito) de fazer com alguém aquilo que fizeste comigo!

A minha porta fechou hoje! Por favor não a tentes abrir ou forçar a entrada... espero que ao menos nisto sejas homem e consigas respeitar-me.

Queria dizer sinceramente que gostava que ficasses bem e que fosses feliz (e acredita que por muito que ainda me doa a forma como as coisas acabaram, estou muito feliz por não ser eu a estar ao teu lado para o resto da tua vida)... mas não sei se estou a ser muito sincera... pois tenho receio que outra pessoa passe pelo que eu passei (e se pensar bem... já o tinhas feito à namorada anterior... mas eu achei que a "culpa" seria dela).
Mas mais importante que tudo o resto é que, por favor, deixa-me viver a minha vida bem longe da pessoa que és!

P"

É... longa... enorme... e nem assim consegui transmitir metade das coisas que gostaria de transmitir... mas é com esta carta que encerro a porta!

Nunca a vou enviar... ele não merece... e eu tenho ainda uma réstia de orgulho e amor próprio... mas pelo menos serviu para limpar a alma... despejar algumas coisas, sentimentos (certos? errados? nunca ninguém está certo ou errado quando acaba uma relação, seja de que forma for...).
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