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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Distraídos

Para aquelas pessoas que podem andar mais deprimidas (stress, problemas familiares, problemas amorosos, etc...), aqui vos deixo as palavras de Facundo Cabral (músico argentino, premiado em 1996 pela UNESCO em reconhecimento pelas suas músicas, constantemente em busca do amor e da paz, que o nomeou Mensageiro Mundial da Paz).
E vale a pena lerem estas palavras e pensarem nisso - para quê deprimir?
Aceitam-se distracções, mas vamos esquecer as depressões (até rima, que bonito)!!!

Não estás deprimido, estás distraído.
Distraído em relação à vida que te preenche, distraído em relação à vida que te rodeia, golfinhos, bosques, mares, montanhas, rios.
Não caias como caiu teu irmão que sofre por um único ser humano, quando existem cinco mil e seiscentos milhões no mundo. Além de tudo, não é assim tão ruim viver só. Eu fico bem, decidindo a cada instante o que desejo fazer, e graças à solidão conheço-me. O que é fundamental para viver.
Não faças o que fez teu pai, que se sente velho porque tem setenta anos, e esquece que Moisés comandou o Êxodo aos oitenta e Rubinstein interpretava Chopin com uma maestria sem igual aos noventa, para citar apenas dois casos conhecidos.

Não estás deprimido, estás distraído.
Por isso acreditas que perdeste algo, o que é impossível, porque tudo te foi dado. Não fizeste um só cabelo de tua cabeça, portanto não és dono de coisa alguma. Além disso, a vida não te tira coisas: te liberta de coisas, alivia-te para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude.
Do útero ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamas de problemas são apenas lições. Não perdeste coisa alguma: aquele que morre apenas está adiantado em relação a nós, porque todos vamos na mesma direcção.
E não esqueças, que o melhor dele, o amor, continua vivo em teu coração.
Não existe a morte, apenas a mudança.
E do outro lado te esperam pessoas maravilhosas: Gandhi, o Arcanjo Miguel, Whitman, São Agostinho, Madre Teresa, teu avô e minha mãe, que acreditava que a pobreza está mais próxima do amor, porque o dinheiro nos distrai com coisas demais, e nos machuca, porque nos torna desconfiados.

Faz apenas o que amas e serás feliz.
Aquele que faz o que ama, está
benditamente condenado ao sucesso, que chegará quando for a hora, porque o que deve ser será, e chegará de forma natural.
Não faças coisa alguma por obrigação ou por compromisso, apenas por amor.
Então terás plenitude, e nessa plenitude tudo é possível sem esforço, porque és movido pela força natural da vida. A mesma que me ergueu quando caiu o avião que levava minha mulher e minha filha; a mesma que me manteve vivo quando os médicos me deram três ou quatro meses de vida.

Deus te tornou responsável por um ser humano, que és tu. Deves trazer felicidade e liberdade para ti mesmo.

E só então poderás compartilhar a vida verdadeira com todos os outros.
Lembra-te: "Amarás ao próximo como a ti mesmo".
Reconcilia-te contigo, coloca-te frente ao espelho e pensa que esta criatura que vês, é uma obra de Deus, e decide neste exacto momento ser feliz, porque a felicidade é uma aquisição.

Aliás, a felicidade não é um direito, mas um dever; porque se não fores feliz, estarás levando amargura para todos os teus vizinhos.

Um único homem que não possuiu talento ou valor para viver, mandou matar seis milhões de judeus, seus irmãos.
Existem tantas coisas para experimentar, e a nossa passagem pela terra é tão curta, que sofrer é uma perda de tempo.
Podemos experimentar a neve no inverno e as flores na primavera, o chocolate de Perusa, a baguette francesa, os tacos mexicanos, o vinho chileno, os mares e os rios, o futebol dos brasileiros, As Mil e Uma Noites, a Divina Comédia, Quixote, Pedro Páramo, os boleros de Manzanero e as poesias de Whitman; a música de Mahler, Mozart, Chopin, Beethoven; as pinturas de Caravaggio, Rembrandt, Velázquez, Picasso e Tamayo, entre tantas maravilhas.

E se estás com câncer ou
SIDA, podem acontecer duas coisas, e ambas são positivas:
se a doença ganha, te liberta do corpo que é cheio de processos (tenho fome, tenho frio, tenho sono, tenho vontades, tenho razão, tenho dúvidas)
Se tu vences, serás mais humilde, mais agradecido... portanto, facilmente feliz, livre do enorme peso da culpa, da responsabilidade e da vaidade,
disposto a viver cada instante profundamente, como deve ser.

Não estás deprimido, estás desocupado.
Ajuda a criança que precisa de ti, essa criança que será sócia do teu filho. Ajuda os velhos e os jovens te ajudarão quando for tua vez.
Aliás, o serviço prestado é uma forma segura de ser feliz, como é gostar da natureza e cuidar dela para aqueles que virão.
Dá sem medida, e receberás sem medida.
Ama até que te tornes o ser amado; mais ainda converte-te no próprio Amor.
E não te deixes enganar por alguns homicidas e suicidas.
O bem é maioria, mas não se percebe porque é silencioso.
Uma bomba faz mais barulho que uma caricia, porém, para cada bomba que destrói há milhões de carícias que alimentam a vida.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Depressão - a doença mais comum nas mulheres?

Como tanta gente me diz ultimamente que sofro de depressão (pelos meus ocasionais momentos de tristeza... ok... um pouco mais frequentes nestes últimos tempos, mas perfeitamente superáveis), fui novamente ver o que se chama de depressão (neste caso seria por "amor") no meu blog de psicanálise preferido (e eu que até nem acredito muito nisso e penso que cada um deve ter a força de sair de seus "buracos" ou tristezas por si e para si...).
Mais uma vez vou tentar adaptar o texto brasileiro (e para ti B, que achas que os brasileiros tem uma visão simplista das coisas... eles também são os que mais pensam nisto...)

Depressão... onde está o desejo?
Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS, a depressão é o mal mais comum entre as mulheres, superando o câncer de mama e doenças cardíacas (Revista Veja de Março de 1999 - Brasil).
O peso da depressão na ocorrência de enfarte é tão grande que ela passou a ser factor de risco isolado pela Federação Mundial de Cardiologia (Revista Veja de Maio de 2002 - Brasil)
Comparando essas informações constatamos que a depressão é um mal que cresce diariamente, isso quer dizer que a cada hora mais pessoas deixarão de fazer as suas actividades, de concluir tarefas, seus actos diários, não encontrando mais prazer em seu quotidiano.
E será que isso aparece de um momento para outro?
Não!
O deprimido é aquele que vai ao longo de sua vida cedendo em seu desejo, abrindo mão de seu prazer até o ponto onde, para muitos, não é possível levantarem-se da cama;
aliado a isso tem também emagrecimento, dores e muita tristeza, mais do que tristeza, nos dizem sentir "uma dor profunda na alma, que não sei de onde vem"; "tudo é cinza, e não importa se o dia está ensolarado"; "eu não vivo, me arrasto a cada dia"; esses são os ditos que escutamos dos pacientes que nos procuram.

Existe algo que caracteriza a depressão que é uma tristeza imensa e o fato de que o sujeito abandonar o que fazia diariamente, não encontrando forças para seus afazeres do dia-a-dia.
Até chegar ao consultório de um psicanalista, o sofredor se entupiu de medicamentos - alguns com eficácia e outros não – sendo tratados organicamente para equilibrar a química cerebral que estava desregulada, mas a maioria das vezes não falaram sobre a dor e angústia do que sentem, e alguns médicos são unânimes em reconhecer que os pacientes não podem ser tratados somente com medicamentos, precisam falar e descobrir o sentido do que lhe aconteceu.
Essa doença da alma, como é chamada, é a quinta maior questão de saúde pública e em 2020 segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) deverá ser a segunda causa de morte.
Podemos dizer que a depressão é uma das patologias do dizer.
O psicanalista francês Jacques Lacan diz que se trata de uma cobardia do desejo frente a seu desejo.
Mas será que existem no mundo 330 milhões de cobardes, sendo destes 10 milhões somente no Brasil?
Não é dessa cobardia que falamos, mas da dificuldade que o sujeito tem diante de seu desejo, esse que é inconsciente e difere da vontade consciente.
Se o desejo não fosse enigmático como poderíamos explicar o fato das pessoas dizerem que querem que tal coisa aconteça e que trabalham totalmente no caminho contrário disso?
E aqueles sujeitos que adoecem justamente no momento que conseguem realizar algo em sua vida?
Escutamos dos pacientes que chegam com a queixa de depressão, que caíram nessa doença num momento significativo de suas vidas: morte de um parente, perda ou ganho de um amor, emprego, nascimento de um filho, saída dos filhos de casa, etc.
Nunca é sem um entrelaçamento com algo acontecido.
Também verificamos, que ao longo do tempo esses sujeitos se foram calando, fazendo o que os outros queriam, pediam ou determinavam, e que em relação ao desejo deles se foram amortecendo, usando uma mordaça invisível em sua boca, mas visível quanto às consequências mostradas em seu corpo.
Alguns até se apresentam como "depressivos crónicos" onde dizem que nada , nem ninguém poderá tirar isso dele, sendo às vezes a única coisa que sobrou, pois já perderam todo o resto: trabalho, namorado, estudos etc.
E existem saídas?
É possível que o sujeito retome sua vida, seu desejo?
O que vimos na clínica é que, à medida que esses pacientes vão falando do "mal-dito" se vão encontrando em seus dizeres, vão mudando o seu discurso e "desenlouquecendo" a química cerebral.
Onde podem articular o seu corpo à sua fala, não mais se colocando como massa corporal orgânica, mas como um corpo que é afectado pelo dizer, pelo discurso, ou de outra forma, pelo simbólico, esse registro que nos tira da animalidade.
É falando que esses pacientes descobrem o curto - circuito de suas falas e colocam seu corpo em outro lugar, no verbo.
Dra_Andreneide DantasPsicanalista
in: http://psycneuro.blogspot.com/

Bem... se analisar muitas das coisas ditas... eventualmente até terei passado por uma fase de depressão. A perda de peso, a tristeza, a vontade de não fazer nada...
Mas fazendo uma análise racional (e não emocional... que é o que faço na maior parte das vezes... de forma impulsiva)... até foi/é bom que isso tenha acontecido!

  • A perda de peso foi ideal (estava a precisar e pela primeira vez fiquei sem apetite em vez de me enterrar em comida rápida);
  • A vontade de não fazer nada fez com que percebesse que não era feliz com o que fazia e me levasse a procurar novas alternativas (se não de trabalho ou de profissão, pelo menos de algo que me fizesse feliz, ocupasse o meu tempo e a minha cabeça - a escrita)
  • A tristeza - faz parte da vida. Todos tem altos e baixo. O que interessa é terem a força de sair deles. E mesmo que sejam como eu (uma pessoa que não fala dos seus problemas ou tristezas), a escrita permite "desabafar", permite que os outros saibam o que sentem, sem aquela pressão do "Estás bem?", "Vamos falar disso", "Tens de falar para resolver". É perfeito poder escrever... ajuda a tristeza a voltar para o fundo do coração, permite analisar o porquê de existir e procurar a cura... e se forem como eu e escreverem no vosso blog... permite que os outros a partilhem de forma indirecta convosco, sem terem de a reviver a cada vez que falam nela.

Por isso, se pensarmos bem... uma depressão de vez em quando até faz bem! Faz-nos crescer, ficar mais fortes - sermos melhores pessoas no futuro!
Viver sempre felizes e satisfeitos, não será uma forma de utopia maior do que viver numa nuvem?
Não são "as coisas que não matam, engordam" que nos fazem ficar mais fortes, crescer como pessoas? E reconhecer as nossas fraquezas não nos ajuda a aprender a superá-las (ou aceitá-las)?
Por isso digo e confirmo...depois de uma tempestade, devemos olhar para as nuvens e o céu azul, pois há sempre nuvens livres para onde subir! Há sempre o sol e o mar! De que adianta ficar triste ou deprimido quando há tanta coisa bonita para se ver e viver?

Fibromialgia - deverei ficar preocupada?

Nas minhas pesquisas por alguns dos meus blogs preferidos, encontrei este artigo sobre neuropsicologia.
Não sei se algum dia poderei sofrer de fibromialgia ou se luto diariamente pela cura e prevenção... mas é interessante aprender.

Tentei adaptar um pouco a linguagem, visto ser uma autora brasileira e escrever o artigo, e o blog ser de um psicanalista brasileiro.

"Tal como o cancro, depressão, ataques cardíacos… a fibromialgia surge novamente como consequência da nossa “vida sem vida”. Mas vamos por partes.

Primeiro, o que é o stress?
Stress é uma reacção individual, por isso, pessoal, em resposta a um complexo conjunto de obstáculos com que nos defrontamos diariamente.
A causa principal surge quando nos sentimos incapazes de controlar determinada situação familiar, afectiva, profissional, social, etc. ,que posteriormente desencadeia uma sensação de mal-estar.
Quando isto acontece por um período prolongado, acabamos por “criar” um stress crónico que, com o tempo, vai adensando e adensando (cristalizando) e esta energia estagnada, que nunca teve possibilidade de se libertar, acaba por formar os chamados bloqueios energéticos que são a principal causa de manifestação de inúmeras doenças, seja ao nível físico, emocional ou mental, que todos nós conhecemos.

Voltando à fibromialgia, tem despertado crescente interesse nos profissionais de saúde nas suas diferentes especialidades, o que é óptimo, porque as manifestações observadas estão também presentes em inúmeras doenças.
Uma das consequências encontradas é o nível de seretonina, um neurotransmissor, também conhecida como a substância "mágica" e "sedativa" que melhora o humor de um modo geral.

Tal como na depressão também na fibromialgia há um decréscimo na produção desta substancia. A serotonina que é o neurotransmissor capaz de reduzir a sensação de dor, diminuir o apetite, relaxar e até induzir e melhorar o sono.
Na busca do prazer, a serotonina tem um papel muito interessante no nosso organismo. Ela é o combustível do prazer no corpo humano. Esta substância existe naturalmente no cérebro e, como tal, serve para conduzir a transmissão de uma célula nervosa (neurónio) para outra.
E nós possuímos todas estas ferramentas capazes de ensinar o cérebro a produzir a serotonina de forma natural e “automática”.
Porque não a produzimos?
Pois é… deveríamos ir à causa em vez de “nos encharcarmos” de comprimidos e porcarias com efeitos colaterais tremendos, porque todos estamos equipados nesse sentido, o problema é realmente outro e esse não queremos ver nem admitir. Ninguém o quer admitir - não é uma meia dúzia, nem os mais ricos, nem os mais inteligentes, os brancos ou pretos, são todos!
O problema vai sempre dar ao mesmo… andamos há tantos séculos a colocar todas as nossas potencialidades fora de nós, o que somos e quem somos que a nosso desnorteamento está a ser catastrófico e isso está cada vez mais a “saltar a olhos vistos”.

Actualmente, estudos referem que podemos, através duma nutrição “inteligente”, dar uma “ajudinha” a essa bioquímica.
Alguns alimentos fornecem nutrientes e substâncias que participam na produção dos neurotransmissores, mensageiros químicos que favorecem a comunicação entre as células do Sistema Nervoso, por ex a vitamina B6, contudo, e aqui é que acredito estar o pilar, é que mesmo com uma alimentação equilibrada, se não tivermos paz, alegria e esperança, a produção de serotonina será grandemente prejudicada.
Tal como, a incerteza, desesperança e o temor fazem baixar o nível de serotonina, o pensamento positivo, o optimismo, a alegria, resultantes do Amor e Fé em Deus ou no Cosmos (o que quiserem), mesmo em circunstâncias adversas, produzem esperança e a esperança produz serotonina.
As chaves são: A ALEGRIA, A PAZ E O AMOR, são estas as PROPRIEDADES CURATIVAS.

Quem as pode fornecer?
Pois… as farmacêuticas não! Somos nós! Desenvolvem-se no nosso interior.
Agora se perguntarmos: como vamos chegar aí num Mundo materialista como este?
Pois…temos de, cada um de nós, fazer a sua parte, Respeitar-se e Respeitar o outro, humano como eu, começar a ter consciência desta vida inóspita e vazia que à superfície parece “encher” mas que está a matar-nos dia após dia.
E se repararem não é um matar honesto, declarado, leal mas sub-réptilineo, perverso, inteligentemente engendrado, porque quando nos damos conta já estamos mal, perdidos, doentes, “depenados”.
Vivemos numa “sistema” doente, adoecemos e ainda não percebemos porquê.
Cada um terá que descobrir…porque a saída, se assim continuarmos, não terá o melhor final, desta vez a princesa certamente não acabará com o seu príncipe!

Mas antes de avançar mais na fibromialgia encontrei algumas dicas que considero “chaves” de reflexão e ponderação:

Se não quiser adoecer - "Fale dos seus sentimentos"
Emoções e sentimentos que estão escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.
Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até num cancro.
Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

Se não quiser adoecer - "Tome decisões"
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões.
A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "Procure soluções"
Pessoas negativas não vêem soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão.
Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos.
O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro.
Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer - "Aceite-se"
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumento, imitadores, competitivos, destruidores.
Aceitar-se, aceitar ser aceite, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer - "Confie"
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria ligações profundas, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento.
A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus (ou no que acreditar).

Se não quiser adoecer - "Não viva sempre triste"
O bom humor, o riso e as gargalhadas, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom humor salva-nos das mãos do doutor".
Alegria é saúde e terapia.

CURA E DOENÇAS
Fibromialgia (I)
E hoje vamos falar da fibromialgia, que pode ser definida como uma síndrome dolorosa crónica, onde a dor é o sintoma mais importante.
O indivíduo apresenta múltiplos pontos dolorosos que são extremamente sensíveis ao toque, chamados “tender points”.
Do pouco estudo ainda realizado (uma nova “doença”) referem que a fibromialgia se inicia após uma infecção (causada por vírus ou bactéria), um acidente, problemas emocionais que envolvam perdas ou conflitos, provavelmente devido a uma falha de adaptação ou incapacidade de elaborar respostas adequadas aos estímulos internos e/ou externos (o chamado stress).
Acredita-se também, que possa estar relacionada a traços de personalidade, como por ex. o perfeccionismo ou a uma rigidez na manifestação do comportamento.
A fibromialgia pode também ser o reflexo de uma dor interna, psíquica ou emocional, mas que se manifesta numa dor corporal e esta só é mantida enquanto existir uma necessidade interna que não foi resolvida.
A pessoa suporta a dor, mas o que está na base é um conflito psíquico insuportável.

Como é um conflito psíquico insuportável, acontece que a pessoa não quer entrar em contacto com a causa do problema, tem dificuldades ou não quer ver o seu sofrimento, convertendo assim, a dor emocional num sofrimento físico.
A dor entra para a chamada “zona de conforto” e mesmo num estado “difícil de aguentar”, existe sempre um benefício secundário que mantém a pessoa no estado de dor.
Sabe-se que distúrbios mentais e/ou emocionais estão presentes nos portadores de fibromialgia, incluindo alterações do humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, perda de memória, depressão e ansiedade.
Estes sintomas podem apresentar-se isoladamente ou em conjunto, por isso aliada à dificuldade da confirmação do diagnóstico, muitas pessoas, inicialmente, são tratadas como sendo depressivos.
Assim, creio que, para qualquer intervenção, seja na fibromialgia ou outra “doença”, os objectivos devem sempre partir do princípio da compreensão do porquê do sofrimento.
Para ajudar ao estado de equilíbrio, seja nesta ou noutra “doença”, precisamos sair das nossas “zonas de conforto” e necessariamente temos de nos voltar para o Ser em vez do Ter e digo isto porquê?
Porque estamos chegando à conclusão, depois de sentirmos em nós tanto sofrimento e presenciarmos actualmente a um número crescente de falecimentos de conhecidos e desconhecidos, a tanta tristeza e angustia manifestada em milhares de depressões de amigos, familiares, estranhos, etc. de que, realmente, algo não está a “bater bem”!
Temos cada vez mais “coisas” como nunca tivemos antes, p. ex. imensos centros comerciais com milhares de “coisas” para nos satisfazer, a industria farmacêutica dia a dia a lançar novos produtos de “cura” e nada parece resultar, pelo contrario, estamos cada vez mais doentes e cada vez mais “crónicos”… então as técnicas que agora surgem, neste caso da fibromialgia (mas é indicado para muitas outras) que tem tido imenso sucesso para libertar-nos do padrão crónico desta “doença” passam por colocar em prática uma das capacidades inatas que temos, como tantas outras que não colocamos em pratica, a Espontaneidade. Sermos Espontâneos, imaginem!
Que é agir de forma adequada e inovadora frente às “novas” e as “velhas” situações, rompendo com os modelos aprendidos e libertando das “conservas culturais” (aquilo que ficou cristalizado porque foi tido como certo e deve ser assim reproduzido).
A ruptura de padrões gera a evolução, e o ponto que desencadeia a mudança é a espontaneidade. Tão simples e sem medicação!

Mas para isto temos de sair “da zona de conforto” e Ser.
È difícil?!
Creio que depois de séculos de treino no Ter, vivendo de aparências, na base do poder pelo Ter e não pelo Ser (etc.)… teremos necessariamente que trabalhar nesse sentido mas, o que realmente parece surgir como uma Verdade, nesta fase da Humanidade, esta urgência surge já como uma condição, já não creio mesmo como uma escolha, para os que querem mesmo viver. Hoje existem imensas técnicas e ajuda de inúmeras ciências, até milenares. (cont. prox. art.)
Dra. Mônica Camacho – Neuropsicologia"

Bem... nas 7 causas de prevenção de doença eu tenho 5 em 7 para não adoecer... por isso acho que não vire a sofer de fibromialgia... mas nunca se sabe.
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