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sábado, 5 de setembro de 2009

Pecado cozinhar bem...

Eu sei que devia ser mais modesta, mas a verdade é que o "gaijo" cá da casa se está sempre a queixar que é impossível emagrecer comigo a cozinhar bem como o faço!
A verdade é que adoro cozinhar, faço tudo por instinto e... na maioria das vezes... até sai bem!
E, para horror da família, nunca provo o que faço (não sei provar e rectificar temperos), nem cozinho de avental e com todas as "mariquices" de cozinheira.
Ah, sem esquecer que quando tenho convidados, em vez de fazer aquilo que sei fazer bem e que sei que vai sair bem... tenho sempre de experimentar novos pratos e novas receitas, a maioria das quais até bastante complicada (por sorte em 95% das vezes as coisas correm bem... e nas outras há sempre mais coisas para comerem...)!
Claro que tenho de assumir que a presença dele cá em casa é uma boa desculpa para me dedicar a essa paixão que são os tachos e panelas (só detesto mesmo é lavar tudo no final, mas ele é um anjo e ajuda nisso)!
Temos tirado várias fotos dos diversos cozinhados (sim, porque ele é especialista em saladas, tapas e gaspacho), mas "sugeriram-me" que hoje falasse do nosso jantar que, mais uma vez com bastante "modéstia", estava espectacular.
Nós planificamos com antecedência as refeições da semana, inclusive para me ajudar na inspiração (senão acabava por ser sempre o mesmo) e hoje era dia de peixe assado no forno - o que só por si era um desafio, pois o meu forno está avariado e só tenho um pequeno forno eléctrico onde mal cabe um tabuleiro decente.
Mas lá me lancei, pois adoro desafios, não sou bem uma pessoa de peixe e achava que era hora de começar a aprender a cozinhar peixe.
1º obstáculo... o rapaz, que é quem sabe escolher peixe, não teve vontade de ir procurar um peixinho para assar e, em consequência, escolheu os medalhões de pescada congelada que tínhamos comprado. E a pescada é algo tão... sem piadinha...
Mas eu gosto é de desafios, por isso... toca de inventar!
Descongelei a pescada e depois fui procurar no livro de receitas da Filipa Vacondeus (passe a publicidade) se havia alguma receita que me inspirasse para assar pescada... e claro que não havia.
Logo... toca de inventar, que é para isso que cá estou.
Primeiro... coloquei os medalhões a marinar umas horinhas numa mistura de muito alho, limão, salsa, coentros, uma pitada de uma mistura de pimentas e leite.
Depois... toca de o cozinhar como se fosse um pargo ou uma dourada no forno.
No tabuleiro, coloquei uma boa camada de cebola, tomate e pimento verde.
Depois os medalhões, ainda bem cobertos com o alho e as ervas, e para culminar mais uma camada de cebola e pimento as tirinhas.
Por cima, regar com um fio de azeite (0.4, que nos preocupamos com o colesterol) e vinho do porto branco.
E toca de colocar no forninho enquanto se prepara o acompanhamento - batatinhas assadas no forno com alho e vinho branco.
Um telefonema da mamã veio avisar que o forninho é pequenino, mas podia fazer as duas coisas ao mesmo tempo (aqui a "loira" ia fazer um de cada vez... tendo começado às 20h30... nem à meia-noite haveria jantar), o que ajudou imenso a poupar tempo e a garantir que tudo estava impecável.
Então... 1 tabuleiro em cima e outro em baixo, a rodar de 10 em 10 minutos... e ao fim de 40 minutos o jantar tinha um cheio delicioso.
Um último toque de vinho do porto branco nas batatas... um pouco de forno... e voilá... o resultado final.
Até eu, que nem gosto muito de pescada... tive de admitir que estava delicioso!!!
Só o cheio já fazia engordar.... e o gaijo não conseguia parar de comer!
Aqui fica o aspecto final do que comemos no nosso jantar romântico de sexta (que a partir da próxima semana terá de ser ao sábado... o treino a isso obriga).A travessa do peixe assado
A travessa das batatinhas assadas
O aspecto final no prato...
e nota-se que não tenho grande paciência e queda para a apresentação... aiaiai

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Como se descasca um ovo

Uma valiosa lição, agora que ando mais dedicada à cozinha que nunca!
E tão mais fácil e rápido!!!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Muffins

Hoje decidi que estava cansada de comprar bolos e comida para a engorda.
E que estava na hora de a fazer eu mesma...
Afinal, nada como engordar com comidinha saudável feita em casa!
Como tal, depois de muitos dias a adiar, decidi ir experimentar a máquina que o meu pai me tinha oferecido, e que lhe tinha custado uma deslocação de Borba a vila Viçosa para a conseguir (gracias papá).
E, posso desde já dizer, que o resultado foi melhor do que o que algum dia esperara!!!
Fiz a receita que vinha com a máquina (era a única que sabia) e o resultado foram várias fornadas de muffins (para a próxima já sei que só faço 1/2 receita).
Claro que tinha de "avariar" e em vez de pepitas de chocolate usei coco (sim, eu sei, chocolate é melhor... mas se eu não gosto, fazer o quê?).... segui as instruções e bati tudo muito bem batidinho (até fui comprar açúcar baunilhado, que nem sabia que existia - pensava que era só juntar baunilha ao açúcar...) e depois... foi só ir colocando na máquina.
E que maravilha...
Não ficam colados, não fica suja... impecável.
O único senão... cada fornada demora cerca de 20/25 minutos.... por isso podem imaginar que ainda estive bastante tempo a fazer toda a receita.
Mas vejam só o resultado finalNão compensa?
Não ficam com água na boca?
São servidos?

Claro que agora fiquei com vontade de experimentar as versões americanas e decorar o topo de cada um destes deliciosos... queques (para usar a versão "nacional").
Os próximos serão os de laranja.
E se ficaram com inveja.... vão vendo se aparece de novo no Lidl - os electrodomésticos são bons e, no caso desta minha maquininha, vale bem a pena (15€).

PS - Claro que tenho de dizer que são mini-muffins, não fiquem a pensar que são de tamanho "normal"... A receita deu para 35 deliciosos espécimes!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Frango tipo leitão

Pois é... depois de ver circular pela Internet várias fotos alusivas a este produto (normalmente integradas nos mails com piadas sobre "Portugal no seu melhor"), foi a minha vez de me encontrar com tal petisco.
E foi em Cinfães que tive oportunidade de ver (e saborear) esta maravilha da tecnologia culinária:Depois de uma primeira tentativa de provar esta especialidade, mas em que nos faltou a coragem de perguntar o que era (sim, eu sei, é ridículo, visto estar anunciado nas janelas... mas é assim), parecia que a oportunidade de ir provar esta iguaria nunca mais se apresentava.
por um motivo ou por outro nunca conseguíamos ir lá comer, mas finalmente, esta 3ª-feira conseguimos ir almoçar um verdadeiro "frango tipo leitão".
Devo confessar que estava com alguma apreensão, pois não sou grande fã de leitão. Mas a curiosidade foi mais forte do que o receio de não gostar.
E depois de termos tido a explicação de que esta especialidade consistia em frango de churrasco, temperado com o molho que se usa para assar os porcos no espeto... não consegui resistir mais ao apelo de provar tal inovação culinária, só possível mesmo aqui em Cinfães.
E quando me sentei, ainda consegui ficar mais tranquilizada, pois estava afixado na parede do estabelecimento um certificado do Guia de Restaurantes que reconhecia o Frango Tipo Leitão como uma especialidade culinária daquele restaurante (carreguem na imagem para aceder ao site, pois estava demasiada gente para conseguir tirar a foto ao diploma afixado na parede - e a vergonha ganhou):Pedimos o tão ansiado prato e, quando chegou, todas as minhas ilusões se confirmaram....
Devo assumir que sou céptica e quando a senhora do restaurante me tinha explicado que o Frango Tipo Leitão era frango temperado com o molho do leitão e assado no espeto.. fiquei a suspeitar que de leitão seria mesmo só o nome... nem o sabor... mas enfim... viver e aprender...
Veio a travessa e, depois de nos servirmos de um pedaço do frango.... lá demos a primeira dentada.
Ufffaaaaa!!!!
Continuava a saber a frango de churrasco!!!
Ao menos não ia ficar sem comer por não gostar de leitão!!!
Mais umas dentadas confirmaram o que já esperava (secretamente)... eventualmente a pele teria algum tipo de sabor parecido com o leitão, mas a carninha continuava branca, com um delicioso sabor a frango!
Se uma parte de mim ficou desiludida por a experiência culinária não ter sido a ideal (um frango com sabor diferente), outra parte adorou comer frango de churrasco (algo que é sempre delicioso) e a verdade é que tanto o frango como as batatas no forno que o acompanhavam estavam deliciosos.
No final, uma boa mousse de coco (não tão boa como da primeira vez que lá estivera) e uma deliciosa mousse de ananás vieram coroar esta experiência.
Se algum dia passarem por Cinfães, não deixem de provar esta especialidade local e noticiada na internet, e depois digam se eu é que não tenho paladar ou se realmente este "leitão" sabe a frango!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Experiências culinárias

Ora bem... a pedido de muitas famílias aqui fica o testemunho da minha última experiência com a receita já aqui publicada do bolo de caneca.

Depois de ter experimentado a receita seguindo rigorosamente o indicado (e usando chocolate em pó em vez desses achocolatados para o leite infantil), deparei-me com um delicioso bolo de chocolate... mas que tinha crescido e vertido pela caneca, pelo prato do microondas... e que foi um trabalhão para limpar.

Logo ali ficou tomada a decisão - usar canecas maiores!
Para isso consegui comprar duas lindas canecas (que até diziam "chocolate") e usei a caneca que o meu tio me tinha dado no Natal (adivinhem qual é).
E como tinha ficado com uma enorme curiosidade de saber se o bolo resultava com outros ingredientes que não o chocolate, decidi experimentar fazer igualmente bolo de laranja e bolo de limão, usando a raspa das respectivas cascas.

E foi assim que ontem me decidi a fazer as minhas experiências.

O primeiro passo fica documentado na foto.Juntei todos os ingredientes, as canecas (decidi experimentar untar as canecas, para ver se o bolo não ficava todo colado) e preparar uma zona de trabalho.
Um conselho (que vem da experiência anterior) - usem mesmo ovos pequenos e mexam sempre os ingredientes com um garfo e não com a colher, pois ficam mais bem misturados.
O passo seguinte foi verter o conteúdo para as canecas e colocar no microondas.
Pela experiência anterior sabia que a potência do meu pequenino microondas exigiria um pouco mais do que os 3 minutos indicados na receita, por isso coloquei logo 4 minutos.
O bolo de laranja, feito na caneca "oink" ficou logo perfeito, mas ao desenformar os outros percebi que precisavam de mais um pouco de tempo no microondas, por isso regressaram e ficaram mais 1 minutos.
Pelas fotos não sei se conseguem ter uma ideia, mas quando entraram no microondas eles nem estavam a meio da caneca.... vejam o que cresceram!
Mais um passo se seguia, desenformar os bolos.
E que aspecto delicioso eles tinham!!!
A água crescia na boca só com o aroma que vinha das canecas.
Estranhamente, o de chocolate foi o bolo que continuou a crescer desmesuradamente... vertendo para fora da sua nova caneca, enorme!
Mas vejam só o aspecto dos bolinhos!!!
São deliciosos... fofos como um pão-de-ló, mas húmidos, saborosos, deliciosamente moles e tentadoramente saborosos.
Retirei das canecas cada um deles e coloquei num prato, para depois poder cortar às fatias e servir com algum tipo de acompanhamento.
Estava na hora tão aguardada.... depois de uma preparação que leva menos de 1 minuto e de um tempo total de cozedura de 5 minutos (pois as canecas são bastante largas e grossas... e o microondas do século passado), os bolinhos estavam prontos para serem servidos.
Aqui deixo a foto final, com a opção de servir uma fatia de bolo de chocolate (aiiii, que bom que estava) com gelado de nata e straciatella e uma fatia de bolo de limão (com o receio de as raspas de limão não se misturarem com o resto a provar-se infundado) com gelado de chocolate.

Fiquem também com algumas sugestões, que dependem do gosto de cada um:
  • Experimentem diversos tipos de ingredientes (a seguir vou experimentar com passas ou frutas)
  • Cortem a quantidade de açúcar se acharem que estão demasiado doces (eu já retirei 1 colher) ou substituam por adoçante (para os que se preocupam com a linha)
  • Tenham sempre uma caneca livre e ingredientes à mão - é fácil, simples, rápido e serve para saciar "aquela gulodice" de uma forma mais saudável que os bolos e bolachas sintéticos que compramos.

Aproveitem... que eu vou fazer-me uma caneca de bolo de iogurte (sempre a inventar...)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Cozinhar

Se escrever é uma actividade que serve para estravazar as emoções acumuladas dentro da alma e do coração, cozinhar também o é, pelo menos para mim.
Desde muito nova que adoro cozinhar e a verdade é que nos últimos anos, devido aos múltiplos afazeres profissionais, me tinha tornado numa espécie de "solteirona" que comia comida de micro-ondas que bastava aquecer quando se chega a casa e nem é preciso pensar muito.
Mas os bons hábitos regressam e, apesar da dificuldade de cozinhar para um, a paixão pelos tachos e panelas, sempre presente no meu coração, parece querer regressar em força.
E como é bom cozinhar!!!
Como é relaxante e alivia a alma!!!
Assumo que não sei se me posso considerar uma boa cozinheira, pois apesar de nunca ter tido reclamações, (bem... excepto nos "falhanços") também experimento muito, quem sabe demais.
E não sei cozinhar pouco ou só uma coisa... gosto de cozinhar muitas coisas diferentes para um mesmo jantar, para que todos encontrem uma coisa que gostem e/ou possam experimentar sabores diferentes.
As pessoas "normais" cozinham para os amigos aquilo que sabem que vai sair bem, ou que sabem fazer bem... mas eu até nisso tinha de ser diferente, pois alem de não conseguir fazer o mesmo prato duas vezes... os jantares de amigos são sempre mais uma experiência culinária em que a minha criatividade (e o palato deles) é posta à prova.
E esta história de experimentar e inventar vem desde muito nova, não é nada recente.
Estava a meditar nisto e comecei a relembrar alguns dos meus memoráveis falhanços culinários, como a primeira vez que fiz sopa!!!
Ou que tentei fazer sopa... para ser mais correcta (devo aqui fazer uma ressalva indicando que eu NUNCA gostei de sopa, mas fazia parte do menu lá em casa).
Tinha pouco mais de 6 anos e a minha mãe estava na maternidade com a minha irmã mais nova.
Decidi que ia fazer sopa para o meu pai e irmão e como tinha visto a minha mãe fazer tantas vezes e "ajudava", não me parecia complicado...
Agarrei na panela de pressão (enorme), enchi de água, sal e azeite e coloquei ao lume com as couves enquanto ia acrescentando o resto.
Quando pus a cebola (ia fazer puré de legumes) tudo estava ainda muito bem, mas depois a água começou a ferver (eu era muito lenta... desvantagens da idade, nada de pensamentos tristes sobre isto), e fiquei com medo de colocar os ingredientes que faltavam, como as cenouras.
Mas como sempre fui muito "inteligente", coloquei-me do lado contrário à banca que dividia a cozinha ao meio e, cuidadosamente e com muita pontaria, fui atirando os bocados de cenoura para dentro da panela que estava no fogão.
Nem imaginam a cena.... a distância era de cerca de 2 a 3m de onde eu estava para o fogão... e a pontaria não era das melhores!!!
Quando finalmente acabei de ... atirar... todos os legumes para dentro da panela o chão estava alagado (a água da panela respingava para todo o lado cada vez que era "bombardeada" com um bocado de cenoura ou de outros vegetais), mas decidi fechá-la e esperar que cozessem.
Claro que me esqueci daquilo no fogão enquanto limpava o chão e ia para o quarto... e só quando senti cheiro a queimado é que fui ver a panela!
Para resumir, na minha primeira experiência culinária consegui queimar de tal maneira a panela que ficou sem fundo e a "sopa" foi toda para o lixo. Mas "consegui" disfarçar o falhanço escondendo cuidadosamente a panela atrás da máquina de lavar roupa... até a minha mãe precisar dela.
Nessa altura, não podendo mais esconder o facto (até porque ela acabou por descobrir a panela) acabei por lhe contar tudo, e ela em vez de me castigar não pode fazer mais nada senão desmanchar-se a rir!!
Depois disso passaram-se anos sem grandes contratempos culinários.
Devo admitir que sempre tive muito mais "mão" para salgados do que para doces, e isso viu-se no meu segundo grande falhanço, já com 20 anos, quando quis fazer o prato preferido do meu namorado - arroz doce.
Mais uma vez, devo reassaltar que arroz doce nunca foi dos meus doces preferidos, mas sendo o dele... lá fui eu toda "lampeira" fazer arroz doce para a primeira vez que o menino foi almoçar a casa.
Segui as instruções que a mamã ia dando... mas no final parecia-me que ela se tinha enganado e que estava demasiado leite para muito pouco arroz... vai daí e toca de lançar mais arroz lá para dentro e mais açucar para compensar...
Para resumir, quando vou toda contente buscar a travessa de arroz doce para levar para a mesa, onde todos esperavam, e vou meter a colher para servir.... a colher não entrava!!!
Tinha colocado tanto arroz e tanto açucar que só mesmo cortado à fatia e mesmo assim era preciso gostar de coisas bem consistentes!
A minha desilusão e tristeza não encontrou eco nas gargalhadas de todos!!!
Aprendi aí que se devem seguir as instruções das mães que fazem isso há anos, em vez de achar que está tudo mal.
O meu último grande falhanço foi novamente com um doce (claro...), já depois dos 30 anos, e foi quando decidi fazer pela primeira vez "cheesecake" e logo para um dos meus habituais jantares de sexta-feira (a minha desculpa para cozinhar para os amigos e para nos reunirmos).
Foi lindo... primeiro jantar com os colegas do trabalho, eu a querer impressionar com os meus "dotes" culinários e ... nem vos conto o que saiu... ou melhor, conto!
Como nunca tinha feito tal doce, tinha pedido a receita a uma amiga que faz doces maravilhosos e até estava a seguir a receita à letra (apesar de mais tarde ter percebido que se devia cortar bastante no açucar).
Até que chegou a parte de lhe adicionar folhas de gelatina.
Como nunca tinha colocado folhas de gelatina na comida, segui as instruções da embalagem (ia dizer pacote, mas a lingua portuguesa é muito traiçoeira...).
Aqueci a água e coloquei as folhas dentro para as molhar.
Aquilo ficou uma pasta toda mole... mas como dizia para molhar e juntar ao preparado, eu venci as minhas hesitações (de ver aquela "coisa"), molhei e atirei para dentro do recheio aquela mistela toda mole.
Achei um pouco esquisito ver aqueles altos e grumos da gelatina... mas era o que dizia, devia estar certo!
Aquilo ficou superliquido, mas assumi que no frigorifico ia solidificar... e tinha o dia todo para isso, pois o jantar era só à noite.
Já estão a ver o filme?
A gelatina estava em grumos, por isso não ajudou a que o recheio ficasse consistente... e quando levei o "cheesecake" para a mesa era... sopa!!!
Nada solidificou e, ainda por cima, estava estupida e enjoativamente doce!!!
O que vale é que o pessoal era bem disposto e ainda hoje nos rimos à conta daquela sopa de "cheesecake".
Mas, falhanços à parte, a verdade é que adoro cozinhar!!!
E adoro olhar para o que tenho à frente e misturar tudo, doces com salgados, diferentes ervas, sabores...
Tenho de assumir que as comidas acabam sempre por ter molhos, porque gosto de colocar tomate, vinho, cerveja, iogurte, natas, ervas, vegetais... enfim... tudo o que estiver ao alcance da mão ou do olho.
E se há a desvantagem de não conseguir fazer 2 pratos iguais, há a vantagem de cada refeição ser uma surpresa para o paladar e para os sentidos.
E com a calma e tranquilidade que me dá cozinhar (e o prazer), cada refeição se torna um momento de intimidade, de partilha!!
Anteontem uns bifes com cogumelos e molho de iogurte de cheesecake com cerveja, ontem foi um delicioso empadão com misturas árabes derivadas da união de caril com tomate e vinho do porto, hoje.... sabe-se lá o que vai sair daqueles armários.
Mas uma coisa sei... está na hora de deixar a facilidade e a engorda da comida congelada e voltar a sentir a intimidade de descascar os vegetais para fazer uma boa caldeirada, de cortar as batatas para um bom assado... sei lá... tanta coisa.
Por isso, se não sabem cozinhar, aprendam, experimentem.
Confiem nos vossos instintos e provem coisas novas e diferentes.
Saiam dos livros de receitas e inovem - vão ficar surpreeendidos com o prazer que esses pratos vos dão - e aos que vos rodeiam!
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