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sexta-feira, 3 de março de 2017

62/365 - Grande protector me saiu na rifa!

Hoje, quando a pequena nuvenzinha estava a fazer os trabalhos de casa, mais uma vez a sua pouca tolerância à frustração veio ao de cima!
Ela detesta apagar, corrigir, refazer e isso dá direito a birras, empurrões e gritos de "cala-te".
Claro que, com a minha pouca tolerância a birras, isso dá logo direito a discussão.
No meio de uma acalorada gritaria troca de opiniões, eis que dou com o "cavalheiro" cá da casa a levantar-se da sua caminha e, muito discretamente, sair de fininho pelo lado e ir esconder-se debaixo das cadeiras da mesa de jantar.
Assim, tranquilamente, sem dizer um pio, discretamente (antes que sobrasse também para ele) e sem defender nenhuma das donas.
O melhor de tudo é que quando a nuvenzinha precisou de "time-out" para respirar e se recompor, foi ter com ele e o sr não queria sair debaixo da mesa... estava muito bem ali, longe do "perigo" que é a mamã nuvem quando se zanga (nisso é ele esperto)!
Um verdadeiro cavalheiro, portanto - e um grande protector dos fracos e oprimidos!

domingo, 8 de janeiro de 2017

8/365 - Birras em 2017

Para 2017, a minha adorável nuvenzinha tem 3 desejos:
- Ir à Disneylandia no Natal
- Ter um cão ou um gato
- Que a mamã tenha um trabalho novo

O primeiro implica poupar muito dinheiro e vai ser complicado, pois já foi um esforço ir em 2016, o segundo ainda mais complicado vai ser, pois a mamã é alérgica a gatos e por muito que adore cães não acredita muito em cães fechados em apartamentos*, mas o terceiro é simplesmente adorável e ela explicou que não basta ser um trabalho novo, quer que seja um em que a mamã possa ser feliz, ter muito dinheiro e tempo para estar com ela!

Depois de falarmos as duas sobre os nossos desejos para este novo ano, chegámos à conclusão que temos um desejo comum - acabar com as birras, os gritos, as respostas tortas e as irritações sempre que as coisas não lhe agradam (e eu controlar a minha impaciência e irritação com as mesmas birras e gritos, que sempre foi algo que me tira logo do sério).
O remédio para encontrámos para as duas? Respirar fundo e.... um abraço apertado seguido de um pedido de desculpas!

Ainda só passaram 8 dias, ela continua a ter momentos de frustração (é um dos seus grandes eixos de progresso, saber lidar com esses sentimentos e com a irritação), mas passam rapidamente com um abraço. A melhor parte é que a iniciativa já parte dela em algumas das vezes, quando me vê mais calada ou a afastar para respirar e não dizer nada que não devo ("mamã, um abraço para fazer as pazes?") ... e as coisas retomam o seu ritmo normal e feliz, como deve de ser quando uma mãe e uma filha se amam.

A meta é conseguirmos, as duas, melhorar muito neste aspecto, diminuir as birras, aumentar o dialogo positivo e construtivo (ela bloqueia muito) e chegarmos ao fim do ano ainda mais unidas!

Um desafio acrescido se avizinha, pois amanhã começam as aulas e o acordar (ainda) mais cedo - vamos ver se as coisas continuam no bom caminho!


*Se souberem de um Toy Poodle ou um Chevalier king Charles para adopção ou doação avisem, são as únicas excepções admitidas cá em casa, mas como sou contra comprar cães quando há tantos a precisar de serem adoptados, só mesmo se for oferecido ou adoptado :)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

2/365 - Oceanário, peixes e birras

Último dia de férias antes do regresso às aulas (meu).
O dia perfeito para arruinar mais algumas decisões de Ano Novo!
Com bilhetes para o Oceanário e a necessidade de pijamas novos para a pequena nuvem, lá rumámos nós ao maior antro de consumo de Lisboa.
Objectivo: Entrar, comprar pijamas, entrar na loja espanhola para ver se tinha vestidos para ela e sair rapidamente.
Resultados: Entrámos, fomos ver os pijamas, comprámos uns sapatos de brilhantes (que ela disse logo que a avó ia odiar), uma chávena térmica para a mamã se habituar ao chá de noite e saímos. Fomos almoçar junk food porque "ainda me faltam 2 bonecos para acabar a colecção mamã" e só depois é que demos uma passagem rápida em duas (sim, não foi só na loja prevista) lojas para ver se encontrávamos algum vestido ou sweat para ela.
Quando finalmente fomos para o Oceanário já passava das 15h. De notar que a vontade dela não era muita, mas achei que fosse cansaço, afinal o espaço é muito giro!
Entrámos e ela sempre a furar pelo meio de toda a gente ia vendo o que a apaixonava - 15 minutos no aquário gigante logo na entrada, uma breve passagem pelos papagaios e quando chegámos aos pinguins foi a loucura! Estava na hora de serem alimentados e estivemos lá uns bons 20 minutos a ver tudo.
Mas a paixão acabou aqui. Depois tudo teve um ritmo muito mais rápido, especialmente porque encontrou um mapa e o que queria era ir riscando o que estava feito e faltava ver.
Descemos ao piso inferior e ficou fascinada com uma das monitoras, que lhe mostrou pele e dentes de tubarão, explicando de quais eram, como os tinha obtido e  como eles comiam. Aproveitou para ficar um pouco a ver a vida marinha. Mas a pausa foi sol de pouca dura. Já estava farta e só queria "picar ponto" e ir embora, passava o tempo a puxa-me e a dizer para irmos. Parámos ainda um pouco nos peixes chatos de areia, de onde afinal já não queria sair e ainda noutra zona do aquário central, mas depois foi rápida a sair.
Já no exterior perguntei se tinha gostado. Disse que.... sim.... mas aqueles sim de "frete" ...para agradar! Como a resposta fora muito evasiva perguntei se não gostava do Oceanário e, perante a resposta dela, não pude evitar uma gargalhada interior - estará a passar demasiado tempo com a avó?
" Mamã, são peixes!!! O que há para ver? Vemos e acabou! Já quando venho com a escola estou sempre a perguntar à professora quando vamos embora. É giro, mas não para estar aqui parada a olhar para os peixes sem fazer nada!"
Seguiu-se um erro crasso, digno de uma mãe "principiante". Fomos a outro lado ver se tinham o pijama que queria e se podia andar na pista de gelo que lá tinham, mas... ela adormeceu no carro!
Claro que quando acordou estava INSUPORTÁVEL com birras de sono (a genética é mesmo uma coisa tramada)... foi terrível, especialmente quando lhe disseram que não podia andar logo na pista e tinha de esperar e eu disse que era muito tarde e se voltava noutro dia!  Parecia que uma criança possuída na minha frente e não a pequena e adorável nuvenzinha. Houve birras, gritos, bater.. um pouco de tudo o que me leva a paciência aos limites.
Consequência: Explicação que esse tipo de comportamento não era admissível, especialmente quando repetido à exaustão e que tinha como consequência perder regalias, como ver TV. Na continuação e como continuava a ser casmurra (ok, ok, continuamos nos genes) devolvi-lhe a minha metade do colar do coração, explicando que não queria ser a melhor amiga de uma pessoa com aquele tipo de comportamento! E ela sempre impassível e sem dar a mínima parte de fraca e ainda a dra resposta de quem se faz de forte e parece estar a "gozar com a nossa cara" - para não se perceber o quanto está a sofrer!
Só já em casa da avó, onde vai passar o resto da semana, lhe caiu a ficha, quando eu me ia embora. Ela nem ia dar beijos de despedida, mas quando a avó disse para vir soçobrou em lágrimas... que eu não queria ser mais amiga, que ela tinha sido má....
Lá tivemos a conversa mãe e filha, os abraços apertados para consolar os soluços que lhe saiam descontroladamente do peito e voltei a colocar o colar, com grande alegria dela.
Confesso: Este início do ano e estas birras estão a colocar à prova toda e qualquer resolução e qualquer vontade de disciplina positiva (especialmente com o cansaço), mas está na hora de mudar atitudes e comportamentos e ou é agora ou pode ser tarde de mais. E um dos valores que para mim é fundamental é o respeito à família, especialmente aos pais e avós!
Momento fofo do dia: Quando questionada sobre quais tinham sido os desejos para o Ano Novo, a resposta foi "Queria muito ter um gato! Ou podia até ser um cão! Mas de verdade. Ahhhh, e que a minha mamã encontrasse um trabalho!"
Dá-me cabo da paciência, mas é o meu amor maior!

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Um dia tinha de ser - foi hoje!

Teria de chegar o dia em que a minha nnuvenzinha iria fazer "aquela" birra que a levaria a ir para a cama (quase) sem jantar - foi hoje o dia!
O jantar era arroz de cenoura e uma deliciosa omolete de atum feita ao vapor (deliciosa, por sinal).
A miss comeu a sopa escolhida, de grão, e quando lhe apresentei o prato com o arroz, tomate cereja e a omolete diz logo:
- Que nojo! Não vou comer isso!
Como não sou de desistir, disse que não podia dizer que não comia sem ter provado, até porque ela gosta de ovo e de atum.
Comeu um pedacinho e não disse nada.
Preparei outro pedacinho (sim, estava a dar o jantar que estavamos atrasadas) com um pouco de arroz e ela começa de novo:
- Não gosto disso, gosto do arroz (que ainda não tinha comido), mas disso não gosto, não quero comer!
Voltei a perguntar se não gostava de ovo e disse que sim. Perguntei se não gostava de atum e disse que sim. Disse que aquilo era só os dois juntos e ela diz que não gosta dos dois juntos, que é como a maça que não gosta dela assada!
Começa a gritar que não vai comer aquilo, que quer outra coisa... Digo que pode comer só 4 colheres mas ela nada... então resolvi da forma mais simples - vai directa para a cama sem jantar!
Mais um pouco de birra, arrumar as coisas, lavar os dentes, deitar e ... 30 segundos depois estava a dormir!
Nota importante - antes de se deitar ainda disse:
- Mamã, também não faz mal se eu ficar um dia sem jantar!
Como tinha vindo a comer pão, bolachas, uma boa sopa de grão.... acho que não vai morrer de fome!

terça-feira, 15 de março de 2016

Birras a não esquecer !1

Bem... agora parece um blog de birras... mas é para lembrar e melhorar
Ontem foi dia de Mega Birra à noite quando chegou da escola - acho que o facto de a mamã estar doente e em casa a começa a afectar.
Se há o lado bom de poder jantar e passar o fim de tarde com ela, também há o lado de agora ser a mamã a mandar fazer os trabalhos e treinar, e isso ela ODEIA
Ontem a "guerra" começou com o praticar trompete... não queria, queria ver TV.
Disse que se não queria praticar, o melhor era desistir da banda, pois não podia só praticar 1 ou 2 vezes por semana quando ia aos ensaios. Como não queria desistir e com muita brincadeira, lá veio praticar.
Mas estava completamente desconcentrada e sem vontade. 1º desligámos os desenhos da TV, mas mesmo assim não queria tocar de pé "porque o maestro não tinha dito nada disso à vovó e a vovó não sabe de nada". Tocava sentada mas desafinava todas as notas, agachou-se para tocar e ainda pior e aí percebi que não valia a pena insistir. Levantei-me para ir acabar o jantar e começou a TEMPESTADE.
Como disse "Se não queres treinar não treines, tu é que sabes. A mamã vai fazer o jantar" foi o clique para começar a sessão de gritos, bater, dar murros, cabeçadas na barriga, tudo o que lhe passava na cabeça.
Que não queria, que queria que estivesse ao pé dela, que queria ver desenhos, que .... nem sei bem o quê. mas eram gritos que deviam ser ouvidos na rua e no telhado.... NÃO, NÃO, NÃO,....
Uma das coisas que me orgulho foi de ter conseguido sempre manter a calma, não gritar nem bater.... mas ainda falta trabalhar muito nas respostas e argumentação.
Pedi para me deixar sozinha na cozinha, que ela estava a gritar muito e eu precisava de um espaço sozinha. Para ir para a sala. Claro que os NÃO continuavam e começa a puxar a manga da camisola até rasgar um pouco.
Continuava a missa - NÃO, NÃO.... vem comigo... NÃO QUERO que estejas triste... NÃO, NÃO
Expliquei que estava triste com o comportamento dela e com o estar a bater na mamã e que queria que ela fosse para a sala ou para o quarto, para longe da mamã, para a mamã não lhe bater com a colher de pau por ela estar a fazer tamanho berreiro e especialmente por estar a bater.
Não serviu de nada, continuou o berreiro.
Expliquei que se continuasse a berrar tinha de chamar a vovó para ir para casa dela, porque havia bebés e não podiam estar a ouvir aqueles berros. Ainda pior. Aumentaram os NÃOS, NÃO VOU... NÃO, NÃO, NÃO....
Finalmente consegui que fosse para a sala e respirei fundo na cozinha enquanto terminava o jantar. Fui ter com ela à sala e estava descontraída a ver TV. Expliquei que não ia ver TV, primeiro porque era hora de jantar e depois por causa das birras e do comportamento.... Nova sessão de gritos e de NÃO, QUERO TV, etc...
Começa a perguntar quando é que a avó vem e eu ligo à minha mãe. Ela começa a falar com a avó, entre muitos soluços e lágrimas,  a contar a birra... e a dizer que eu não a deixava aproximar de mim para me dar beijinhos e abraços (nunca disse que não podia).
Muitos soluços e lágrimas e começa a gritar com a avó que quer ver TV, que é "uma secaaaa!!!" estar sem TV, que quer brincar e não estar sentada no sofá sem TV (mais uma vez, não fui eu que lhe disse para estar sentada sem fazer nada, foi ela que assumiu). Mas o "dramatismo" na voz quando dizia que queria Brincar, que era tudo uma seca, era tão grande que só me dava vontade de rir.
Resumindo, quando ela conseguiu desabafar veio dar beijinhos e abraços (sem nunca pedir desculpa.... mas será que é o mais importante?) e fomos jantar. Durante o jantar ela queria TV, mas não há TV durante a semana (nova regra, brincar é sem TV) e ia explicando porque se tinha portado mal, porque adorava a mamã e que "nunca mais ia fazer birras ou dizer NÃO"...
Eu expliquei que quando ela fazia birras assim era melhor afastar-se da mamã, e assim cada uma respirava e voltava a ficar calma, e ela diz-me que não fazia mal se lhe desse uma palmada!!!
Expliquei que a mamã não gosta de dar palmadas nem de bater e por isso precisava de me afastar dos gritos. A resposta dela foi que "uma palmada de vez em quando não faz mal nenhum. Até a vovó diz isso...". Lá lhe expliquei que por mais que isso pudesse ser verdade, a mamã preferia não bater e falar para resolver as coisas - mas falar sem gritos!
Acabámos, como sempre, com beijinhos e abraços, mas esta demorou a passar, ela teve mais consequências e espero que comece a perceber que as coisas não podem ser sempre como ela quer...
Foi complicado?
Sim... porque os meus níveis de paciência andam muito em baixo
Respondi da melhor maneira?
Nem sempre. Algumas vezes não lhe consegui explicar as coisas, não consegui que cada uma tivesse o seu espaço para acalmar (ela até rasgou a minha camisola para não me afastar)
Houve pontos positivos?
Consegui não lhe bater (e houve momentos em que ela estava a bater-me e foi complicado controlar), nem gritar. Consegui explicar tudo o que sentia quando acalmou e deixar que explicasse.
Estamos no caminho para melhorar?
Acho que sim.... espero que sim...

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