Um blogue criado para partilhar pensamentos, alegrias, tristezas... o que acontece quando se vive numa nuvem... e por vezes se cai ao chão.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Para os que não sabem o que é...
Para quem não sabe o que é sexo oral... aqui vos dou uma oportunidade de aprenderem!
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Amor é Prosa, Sexo é Poesia
Honestamente, não sei...
Se alguém tiver uma resposta... avise!!!
AMOR É PROSA, SEXO É POESIA
Sábado, fui andar na praia em busca de inspiração para meu artigo de jornal. Encontro duas amigas no calçadão do Leblon:
- Teu artigo sobre amor deu o maior auê... – me diz uma delas.
- Aquele das mulheres raspadinhas também... Aliás, que você tem contra as mulheres que barbeiam as partes? – questiona a outra.
- Nada... – respondo. – Acho lindo, mas não consigo deixar de ver ali nas partes dessas moças um bigodinho sexy... não consigo evitar... Penso no bigodinho do Hitler, do Sarney... Lembram um sarneyzinho vertical nas modelos nuas... Por isso, acho que vou escrever ainda sobre sexo...
Uma delas (solteira e lírica) me diz:
- Sexo e amor são a mesma coisa...
A outra (casada e prática) retruca:
- Não são a mesma coisa não...
Sim, não, sim, não, nasceu a doce polêmica ali à beira-mar. Continuei meu cooper e deixei as duas lindas discutindo e bebendo água-de-coco. E resolvi escrever sobre essa antiga dualidade: sexo e amor. Comecei perguntando a amigos e amigas. Ninguém sabe direito. As duas categorias trepam, tendendo ou para a hipocrisia ou para o cinismo; ninguém sabe onde a galinha e onde o ovo. Percebo que os mais “sutis” defendem o amor, como algo “superior”. Para os mais práticos, sexo é a única coisa concreta. Assim sendo, meto aqui minhas próprias colheres nesta sopa.
O amor tem jardim, cerca, projeto. O sexo invade tudo isso. Sexo é contra a lei. O amor depende de nosso desejo, é uma construção que criamos. Sexo não depende de nosso desejo; nosso desejo é que é tomado por ele. Ninguém se masturba por amor. Ninguém sofre de tesão. O sexo é um desejo de apaziguar o amor. O amor é uma espécie de gratidão posteriori pelos prazeres do sexo.
O amor vem depois, o sexo vem antes. No amor, perdemos a cabeça, deliberadamente. No sexo, a cabeça nos perde. O amor precisa do pensamento.
No sexo, o pensamento atrapalha; só as fantasias ajudam. O amor sonha com uma grande redenção. O sexo só pensa em proibições: não há fantasias permitidas. O amor é um desejo de atingir a plenitude. Sexo é o desejo de se satisfazer com a finitude. O amor vive da impossibilidade sempre deslizante para a frente. O sexo é um desejo de acabar com a impossibilidade. O amor pode atrapalhar o sexo. Já o contrrário não acontece. Existe amor sem sexo, claro, mas nunca gozam juntos. Amor é propriedade. sexo é posse. Amor é a casa; sexo é invasão de domicílio. Amor é o sonho por um romântico latifúndio; já o sexo é o MST. O amor é mais narcisista, mesmo quando fala em “doação”. Sexo é mais democrático, mesmo vivendo no egoísmo. Amor e sexo são como a palavra farmakon em grego: remédio e veneno. Amor pode ser veneno ou remédio. Sexo também – tudo dependendo das posições adotadas.
Amor é um texto. Sexo é um esporte. Amor não exige a presença do “outro”; o sexo, no mínimo, precisa de uma “mãozinha”. Certos amores nem precisam de parceiro; florescem até mas sozinhos, na solidão e na loucura. Sexo, não – é mais realista. Nesse sentido, amor é uma busca de ilusão. Sexo é uma bruta vontade de verdade. Amor muitas vezes e uma masturbação. Seco, não. O amor vem de dentro, o sexo vem de fora, o amor vem de nós e demora. O sexo vem dos outros e vai embora. Amor é bossa nova; sexo é carnaval.
Não somos vítimas do amor, só do sexo. “O sexo é uma selva de epiléticos” ou “O amor, se não for eterno, não era amor” (Nelson Rodrigues). O amor inventou a alma, a eternidade, a linguagem, a moral. O sexo inventou a moral também do lado de fora de sua jaula, onde ele ruge. O amor tem algo de ridículo, de patético, principalmente nas grandes paixões. O sexo é mais quieto, como um caubói – quando acaba a valentia, ele vem e come. Eles dizem: “Faça amor, não faça a guerra”. Sexo quer guerra. O ódio mata o amor, mas o ódio pode acender o sexo. Amor é egoísta; sexo é altruísta. O amor quer superar a morte. No sexo, a morte está ali, nas bocas... O amor fala muito. O sexo grita, geme, ruge, mas não se explica. O sexo sempre existiu – das cavernas do paraíso até as saunas relax for men. Por outro lado, o amor foi inventado pelos poetas provinciais do século XII e, depois, revitalizado pelo cinema americano da direita cristã. Amor é literatura. Sexo é cinema. Amor é prosa; sexo é poesia. Amor é mulher; sexo é homem – o casamento perfeito é do travesti consigo mesmo. O amor domado protege a produção. Sexo selvagem é uma ameaça ao bom funcionamento do mercado. Por isso, a única maneira de controla-lo é programa-lo, como faz a indústria das sacanagens. O mercado programa nossas fantasias.
Não há saunas relax para o amor. No entanto, em todo bordel, FINGE-SE UM “AMORZINHO” PARA INICIAR. O amor está virando um “hors-d’oeuvre” para o sexo. O amor busca uma certa “grandeza”. O sexo sonha com as partes baixas. O PERIGO DO SEXO É QUE VOCÊ PODE SE APAIXONAR. O PERIGO DO AMOR É VIRAR AMIZADE. Com camisinha, há sexo seguro, MAS NÃO HÁ CAMISINHA PARA O AMOR. O amor sonha com a pureza. Sexo precisa do pecado. Amor é o sonho dos solteiros. Sexo, o sonho dos casados. Sexo precisa da novidade, da surpresa. “O grande amor só se sente no ciúme” (Proust). O grande sexo sente-se como uma tomada de poder. Amor é de direita. Sexo, de esquerda (ou não, dependendo do momento político. Atualmente, sexo é de direita. Nos anos 60, era o contrário. Sexo era revolucionário e o amor era careta). E por aí vamos. Sexo e amor tentam mesmo é nos afastar da morte. Ou não; sei lá... e-mails de quem souber para o autor.
Arnaldo Jabor
Amor, Sexo, Vida a Dois 1
Como tal, decidi contrariar a minha tendência natural de escrever e começar a divagar sobre um tema… e tentar escrever uma série de posts sobre este assunto (sempre dá assunto para ir mantendo vivo o blog).
Não quer dizer que o consiga... mas não perco nada em tentar, certo?
Mas antes de escrever algo, e porque sei que vários elementos da família seguem atentamente (ou menos atentamente) o blog, tenho uma confissão a fazer…
Não é fácil, mas está na altura de “sair do armário”…
Como tal…
Mãe, pai, mana, tios e tias, primos e afins…sei que vai ser um choque para todos… mas a verdade é que…
Eu tenho relações sexuais! E já há muitos anos!!!
Bem… na verdade… tenho que admitir que sexo (por sexo... sem compromissos ou promessas) raramente tive… foi mais aquela versão romântica de “fazer amor”… mas a verdade é que… mesmo não tendo casado com nenhum deles… já não sou virgem (nem de signo)!!!
Lamento a desilusão, mas achei que se ia escrever sobre relações e sexo, estava na altura de ser honesta com todos.
Os anos que vivi no estrangeiro, o facto de ter a minha casa há anos, o já ter vivido com alguém… seriam sinais que já não seria tão “pura” como gostariam… mas… penso que está na altura de ser completamente honesta!!!
E "prontos"… depois de resolvido este pequeno “assunto” (foi só um toque de humor para desanuviar), falemos de coisas sérias.
Para começar, devo confessar que desde sempre tive um pé atrás em relação a sexo e ao facto de para a maioria dos homens tudo se iniciar (e muitas vezes resumir) pelo sexo.
Não sendo uma pessoa feia (apesar das minhas inseguranças que sempre me fizeram ver muito pior do que sou), digamos que possuía (e ainda possuo, com grande pena minha) os atributos físicos que fazem parte do fetiche da maioria dos homens e que me permitiam sempre estar rodeada de rapazes/homens.
E apesar de ser uma maria-rapaz assumida e ter começado a namorar muito tarde (nos dias de hoje seria considerada uma verdadeira puritana), sempre tive um pé atrás com todos os namorados, pois nunca sabia se andavam comigo por mim ou pelos meus atributos (sim, pode ser insegurança pessoal… mas… os atributos seduziam muito boa gente… ainda seduzem,…).
Então em relação a sexo… tinha os dois pés atrás.
Esta forma de pensar/estar nem era por uma questão de uma educação demasiado rígida, pois nem o foi… penso que era mesmo uma questão minha, pessoal.
Mas a realidade é que, sempre que começava a namorar com alguém, na maioria das vezes, ele(s) tentava(m) imediatamente passar à acção, e isso foi algo que sempre me intimidou (rapazes/homens demasiado ansiosos, demasiado virados para o sexo, demasiado “experientes”).
Não penso que fosse por mal ou premeditado, na maioria dos casos... eram simplesmente... homens!
Não nos iludamos, claro que não era nenhuma santa (nem sou)… e gosto tanto de sexo como qualquer pessoa normal… mas a verdade é que toda a pressão em volta do sexo sempre me fez um pouco de … como dizer… “espécie”…
Já acabei muitas relações na minha vida por causa da pressão do sexo, da ansiedade que eles demonstram com ter sexo… muito sexo… muitas vezes…. Tudo muito!
E então se tenta(va)m ter sexo antes mesmo de haver algum tipo de sentimento… é quase “todo o caminho” para levarem um par de patins e irem à vida deles, ou procurarem alguém que fosse (seja) mais ninfomaníaca que eu (tive e tenho os meus momentos, mas não é a prioridade na minha vida).
Assumo que só muito tarde tive as minhas primeiras relações sexuais... e foi depois de namorar há um ano com aquele rapaz e de ele ter demonstrado (pelo menos no meu entender) que gostava de mim por mim e não por qualquer atributo ou beleza física.
Ainda hoje sinto que quando se está numa relação e a necessidade por sexo, a todo o momento e a toda a hora supera a necessidade de carinho, de intimidade… é o sinal de que a relação está condenada ao fracasso, pois por muito que goste de sexo, gosto muito mais da relação a dois, da partilha, da intimidade.
Para mim, mais importante que adormecer depois de um treino físico na cama e, e sempre foi, o poder adormecer embalada pelos braços do homem que amo, acordar ao seu lado, saber que nos completamos… e que o sexo é um complemento indispensável dessa relação, mas não o factor determinante da mesma.
Não sei se este meu sentimento é normal… se é de ser uma incurável romântica, se é de ter “medo” e desprezar aquelas pessoas que vivem para (e criam relações baseadas no) sexo… mas a verdade é que sou assim.
O sexo não me assusta, como me chegaram a dizer, pois não assusta… nem tenho preconceitos, tabus ou regras (dentro dos limites de normalidade saudável)… mas construir uma vida e uma relação baseadas no sexo é que não me parece saudável.
O que me assusta são as pessoas demasiado "experientes" ou com demasiada experiência que vivem para e em função do sexo - e isso assumo-o!
É verdade que no período de namoro, de sedução… no início de qualquer relação… o sexo tem uma parte importante para a maioria das pessoas.
Também é verdade que quando se namora parece que o tempo nunca é suficiente para se estar a dois, que o desejo físico é muito forte e está muito presente… e que quando se vive em comunhão com a pessoa amada parece que o sexo é relegado para segundo planos, deixa de ter a mesma importância ou periodicidade, o desejo (físico) parece que esmorece.
Será isto normal?
Como reagir?
Como encontrar o equilíbrio entre o que havia no período de namoro, em que cada um vivia na sua casa e se encontravam para namorar, ter relações, sexo.. e havia tempo para tudo e um espaço para tudo…. e a vida a dois, em que de repente o sexo deixa de ser tão frequente, se passa a ir dormir abraçados sem sentir a vontade e necessidade de fazer amor?
É normal essa “paixão”, esse “fogo” que nos consome quando namoramos se ir “extinguindo” ao longo da vida em comum?
Será que a vida diária (que já existia durante o período de namoro) tem um peso tão grande que se “apodera” da vida sexual e a transforma, fazendo com que passe de um rio tempestuoso a um lago?
Qual o peso que o sexo deve ter no início da relação?
Qual a importância dele na vida a dois?
Tudo isto são questões que bailam na minha mente e que se confundem com o que pratico(pratiquei), com o que gostava de ter, com o que acredito dever ter… e com os tabus que consciente ou inconscientemente povoam a minha mente…
Como reagir? Pensar? Sentir?