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quinta-feira, 10 de março de 2011

De parto!

Vera Pinheiro
Hã? O carnaval já veio e já se foi e eu nem vi o bloco passar? Pois é fato! Passei as chamadas Folias de Momo em Campinas para as comemorações do 27º aniversário de minha filha Camila ao lado do meu filho Guilherme e da nora Renata. Na data, 6 de março, estávamos em São Carlos, na casa de amigos muito queridos, o jornalista Cirilo Braga e sua esposa Rosana, mais os filhos do casal, Vitor e Thales, com sua amada Suelen.

Tenho mil fotos do aniversário, porém, todas na máquina fotográfica do Gui. Não as trouxe, mas ele ficou de me enviar na próxima semana, o que fará, com certeza, e postarei aqui para alegria da torcida da minha filha encantadora, nascida em uma terça-feira de carnaval, em 1984.

Estou duplamente "de parto", que é como me sinto a cada aniversário dos meus pimpolhos, rememorando momentos felizes e inesquecíveis. O outro motivo é que adotei mais um felino. Agora, com a chegada do pequeno Honey, são três, ele mais o Happy e o Shinny.






Honey é muito lindinho! Carinhoso que só! Fica colado em mim o tempo todo! E dorme no meu braço, claro. Enquanto escrevo está no computador comigo, como os outros dois fazem.

A diferença é que ele se apóia no meu braço, o que dificulta a minha mobilidade tanto quanto me enche de alegria. E lá estou eu, de máquina fotográfica em punho, registrando tudo.

Rolou um clima de ciúme com os mais velhos, mas já foi superado. Honey foi muito habilidoso na aproximação dos seus irmãos postiços. Preciso aprender o método! Em quatro dias, já estavam comendo e dormindo juntos. Os humanos têm mais dificuldade para se achegarem aos seus iguais.

Amo gatos! Adotaria uma dúzia deles! Não dão trabalho, são silenciosos, limpinhos, fazem xixi e cocô na caixinha de areia, e parecem um tratorzinho quando estão felizes, ronronando. Uma graça!

Fiquei tão envolvida com o novo membro da família que quase não tive tempo para fazer outra coisa. No começo, o bichinho precisa de muita atenção. Um olho nele e o outro nos demais gatos para que o reconheçam como irmão. Depois é um abraço! Flui fácil a convivência.

Happy é o dono da casa, ele se acha! Quando zangado, fica com um olho verde e outro azul, muito incrível. Shinny é mais ciumento do que eu pensava, mas logo se acomodou. Camila cuidou de lembrá-lo que, um dia, ele também foi adotado – junho de 2009 - e recebido em nosso lar com muito amor e carinho. Hora de retribuir! Deu certo. Agora mesmo, o pequenino de dois meses está no colo e Shinny dorme sobre a mesa de trabalho. Tudo é paz.


Sou uma mãe responsável, adoto bichinhos a cada dois anos. Já levei Honey ao veterinário para apresentá-lo ao Dr. Augusto e fazer exames de rotina. Tudo certinho com ele! E eu, babando. Nem quero sair de casa, onde fico lambendo as crias. Qualquer semelhança com meus bebês humanos não é mera coincidência. Sou mãe babona mesmo! Agora imaginem quando eu for avó!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O cão e a ovelhinha

Vera Pinheiro
Criar filhos e bichos requer muuuuuita sensibilidade. Essa não é uma comparação ruim, mas verdadeira. Bebês não falam, porém se expressam, e dá-se o mesmo com os animais. Olho para os meus cães e gatos e sei o que eles querem e do que necessitam. Sou fascinada pela minha família animal! Acho até que a minha vizinha do lado não fala comigo por me ouvir conversar com cães e gatos o dia inteiro. Deve pensar que sou doidinha de pedra. De manhã cedo, saúdo os bichos dizendo “bom dia, meus amores”, e os chamo pelo nome num tom de voz adocicado. Eles despertam o meu lado mais delicado.

Agora, fala sério, como alguém pode não ser doce na companhia de gatinhos como o Shinny e o Happy, que se deitam entre a tela do computador e o teclado, enquanto escrevo? Dentro de casa, ando como os gatos, devagar e sem fazer barulho para não assustá-los. Isso me dá mais leveza.

Baby, o pincher que foi abandonado em nossa casa e que consideramos um presente dos céus, tem lá suas peculiaridades. Ele morre de medo de avião, fogos de artifícios e trovões. Quando chove ele fica muuuuito inquieto. Anda de um lado para outro, dá plantão na porta de casa e não consegue ficar sozinho na casinha dele.

Noite dessas chovia muito e observei o comportamento dele. Não ficava com a matilha nem em sua casa na porta da cozinha. Estava perturbado o bichinho, com medo dos relâmpagos. Não podia dar-lhe o privilégio de trazê-lo para dentro de casa. E os outros, como ficariam? Tratamento igual para todos, isso é lei!

Aconcheguei-o no meu peito, enquanto procurava uma solução definitiva para a insegurança do cãozinho. Nisso dei com os olhos numa ovelhinha que ganhei de um recente quase namorado. Não entendo isso: tenho 55 anos e os homens continuam me dando bichinhos de pelúcia e de lã como se eu fosse uma adolescente! Que bobagem! Estariam me chamando de retardada?! Troquem isso por uma jóia de 24 quilates que eu vou achar ótimo! Alguns homens são muito abobados mesmo! Por que a capacidade masculina de observação do comportamento feminino é tão limitada?! Até parece que tenho 40 anos a menos, quando recebi o primeiro cachorrinho de pelúcia do meu primeiro namorado, aos 15.

Encontrei a solução para as angústias do meu cãozinho Baby! Peguei a ovelhinha do quase namorado, já um ex, e botei na casinha. Pra quê! Foi um casamento perfeito entre o cão e a ovelhinha! Baby dormiu a noite inteira aconchegado no bichinho de lã e dali para frente não choramingou mais quando chove e troveja! Acho que eles estão em plena lua de mel! Acho, não. Tenho certeza!

O único problema é que o gênio ruim (e quem não tem?!) do Baby se manifesta quando os outros cães se aproximam da casa dele. Ele cresce o pelo! Parece um pitbull! Tudo para proteger a sua ovelhinha. Não é lindo o amor?

 Baby chamegando a ovelhinha
Shinny e Happy, meus fieis escudeiros

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A casinha do cãozinho

Vera Pinheiro
Alguém se lembra do cãozinho que deixaram na minha casa e que ninguém procurou, apesar dos meus esforços para devolvê-lo ao seu dono? Isso foi em julho passado, na época do frio. Vejam em http://blog.verapinheiro.net/2010/07/05/ o que escrevi quando ganhei “Mais um filho canino”, e também em http://blog.verapinheiro.net/2010/07/08/, quando falo do “Meu novo lindão”. Tudo no antigo blog (http://blog.verapinheiro.net), que lotou e me fez migrar para este blogspot.

Pois, então, o meu Baby – nome dele com a terminação familiar em Y – hoje, seis meses depois, está um mocinho muito esperto. O veterinário disse que ele tem idade aproximada de 12 a 13 anos, velhinho, portanto. Dengoso que só! Carinhoso a mais não poder.  Ele não foge, ao contrário da matilha, com exceção de Placky, que não escapa. Ao abrir o portão, Baby fica na varanda, acompanhando a movimentação, mas sem pegar a rua. Às vezes, dou caroninha para ele na saída e na entrada para premiar o seu bom comportamento. Bom, não. Excelente!

O problema dele era apenas com a chuva,  os raios e trovões e fogos de artifício (coitado dele no Natal e no Ano Novo). Se chove, Baby abandona a matilha e fica de plantão na porta de casa. Não sei se ele quer me proteger ou se está com muito medo e quer companhia.

Para resolver isso, numa dessas noites chuvosas, montei uma casinha numa caixa de papelão. Ele é tão pequenininho que cabe numa caixa de sapato! Forrei a caixa com panos e deixei perto da porta da cozinha, num lugar abrigado. Ele gostou e passou a dormir ali nas noites de chuva, mas achei feio e resolvi comprar uma casinha de madeira. Nossa! O cãozinho adorou a casinha e tem dormido ali todas as noites. Acho que ele pensa que me protege, embora lhe falte tamanho. O que não lhe falta é goela, porque late demais ao menor barulho. É um cão de guarda o meu pincher. É um pequerrucho, mas se acha! E eu boto a maior fé nele. E desde quando tamanho é documento?!
 
Não, nenhum cãozinho da casa ficou enciumado com a nova casinha dele. Ninguém lá em casa é dado a ciúmes. A gente só não gosta de provocação... Se acontece, a gente rosna feio!
Lindeza da mamãe está de casinha nova!