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segunda-feira, 30 de outubro de 2023

E-book gratuito: 150 Frases de Soren Kierkegaard - Um pouco do melhor do Filósofo da Existência

 

Complexo, arguto, irônico, poético, multiplamente genial: Assim foi o dinamarquês, nascido em Copenhague, Søren Aabye Kierkegaard (1813 – 1855).

Ao compreender o peso que se estabelece sobre cada ser humano – a liberdade que exige uma tomada de posição, e ao postular que o mundo interior, subjetivo, era muito mais importante que o exterior, Kierkegaard antecipou temas da psicologia e da filosofia que, doravante, nortearam boa parte dessas disciplinas.


Viveu uma vida reclusa e conturbada, na qual sua profunda percepção da situação angustiante e mais do que isso, absurda do homem – enquanto criatura afastada de seu Criador – lhe infligiram duros pesares.

Seu entendimento profundo do cristianismo o levou a ser um crítico da igreja de seu tempo, pois Kierkegaard, mais do que talvez qualquer homem em séculos antes e depois dele, sabia que a verdadeira vivência da fé cristã era um salto – oneroso ao máximo – dentro do absurdo, salto paradoxal (pois a fé é a superação da racionalidade) que significava a única oportunidade de transcender tal absurdo rumo ao absoluto, e o ápice a que o homem poderia almejar, dentro dos três estágios existenciais propostos pelo pensador: o estético, o ético e o religioso.

Sua vasta obra, desenvolvida através de pseudônimos que dialogam entre si, tem influenciado pensadores e artistas das mais variadas correntes, desde seu advento. Não sem razão ele é considerado o pai do Existencialismo.

Aqui, um pouco do melhor de Kierkegaard.

Para baixar gratuitamente o e-book em formato PDF pelo Google Drive, clique AQUI.


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MEU AMADO IRMÃO, TAIS E-BOOKS DE CITAÇÕES DE GRANDES PENSADORES (este é o oitavo que publicamos, fechando o projeto) SEGUEM UM PROPÓSITO MAIOR: SÃO VEÍCULOS EVANGELÍSTICOS. SIM!, AO FIM DE CADA UM DELES HÁ UMA MENSAGEM EVANGELÍSTICA, UMA FORMA DE ALCANÇAR PESSOAS EM GERAL FECHADAS A UMA ABORDAGEM EVANGELÍSTICA MAIS TRADICIONAL OU EXPLÍCITA.


segunda-feira, 4 de abril de 2016

O perfil do missionário em um mundo turbulento


Dr. Jonatán Lewis

Vivemos nos melhores e nos piores tempos. Os avanços tecnológicos permitem a alguns viver vidas mais longas, mais produtivas, e com maior conforto que nossos antepassados. Porém, com todos os avanços tecnológicos, uma grande parte dos seis bilhões de habitantes deste mundo tem uma péssima qualidade de vida, alguns ao ponto de uma desumanização inacreditável. Os problemas sociais são enormes e endêmicos: a AIDS, a dúvida, o desmatamento, a contaminação ambiental, os refugiados, a guerras, o genocídio, a ameaça das armas biológicas e nucelares, o terrorismo etc. O secularismo, impulsionado pelos avanços científicos e a corrente do modernismo, não oferece soluções. Como força missionária, a estes desafios agregamos enormes correntes sociais, tais como o fundamentalismo religioso e sua hegemonia política em muitos países, que entorpecem nosso trabalho. Como realizaremos missões frente a esses tremendos desafios? Pode sobreviver o trabalho missionário? E se há de sobreviver, como se esboçará o missionário, sua missão, e o sistema que lhe envia e apoia nestes dias tão turbulentos?

Uma perspectiva escatológica

Em Mateus 24, frente à pergunta: Quando virá o fim? O Senhor Jesus descreve um mundo muito similar ao nosso. Porém apesar dos problemas descritos, no versículo 14 assevera que “Será pregado este evangelho do reino em todo o mundo, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” Se entendemos missões como a gama ampla de tudo o que Deus faz para cumprir com a pregação do evangelho a todas as “nações”, então não resta dúvida de que Seu plano de “missões” vai continuar até o fim. Mas com esta declaração, também esclarecemos que “missões” pode realizar-se por qualquer meio que Deus queira utilizar. A meta da missão não muda, mas sim suas formas e normas.
Se a história se repete, Deus seguirá utilizando meios voluntários e “involuntários” para cumprir a sua meta. Ele utiliza a adversidade e os problemas como “oportunidades” para estender seu Reino. Em nosso mundo, a perseguição a crentes e a dispersão que é a sua consequência, segue sendo uma via missionária importante como já tem sido na história das missões (Ato 8.1).
Não só se estão mobilizando missionários como refugiados, porém Deus está movendo grandes populações de não-alcançados como imigrantes aos países povoados de cristãos com o propósito, segundo Atos 17.26,27, de que eles encontrem a Ele.
Não há dúvida que há muita missão transcultural a realizar-se entre esses imigrantes por parte da igreja, sem necessidade de enviar missionários a grandes distâncias. Deus elegeu utilizar a seu povo como agente principal para a evangelização mundial e realizará este trabalho de uma forma ou de outra (Gen 12.3; Ex 19.5,6).
Porém o outro lado do quadro é que Deus tem comissionado a seu povo com a tarefa da evangelização mundial, e cremos que lhe dá muito prazer e honra quando seu povo se organiza voluntariamente para realizar este trabalho. Dou graças a Deus que vi     vemos um dia em que as missões têm chegado a ser uma preocupação da igreja em todo o mundo. A visão de um movimento missionário “de todas as nações à todas as nações” tem impulsionado o ensinamento e a mobilização missionária a um nível global. Neste sentido, cremos que vivemos em um momento muito especial no plano de Deus, um momento quando quase todas as congregações e quase todos os crentes verdadeiros no mundo estão sendo conscientizados de sua responsabilidade de participar com protagonismo na tarefa global.
Este momento histórico também reúne condições que nos permitem asseverar que a Grande Comissão se pode cumprir em nossa geração. Forças tecnológicas nos permitem uma agilidade tremenda no envio e nas comunicações com os missionários e seus projetos, e a possibilidade de cobrir massivamente o globo terrestre com a Mensagem. Mas mesmo com essas ferramentas o trabalho não é fácil. Os missionários e suas organizações estão sendo afetados por grandes forças sociais, econômicas e espirituais que representam desafios e oportunidades nesta feroz guerra espiritual.

As forças da Globalização Tecnológica

Quase trinta anos atrás, um futurista popularizou o conceito de “aldeia global”. A realidade é que vivemos em um mundo pequeno. Pela influência das comunicações instantâneas, nos inteiramos do que se passa com todos os “vizinhos”. Dentro de poucas horas, vemos transmitidas por satélites imagens de qualquer acontecimento catastrófico acontecido no mundo, das consequências do terrorismo, de guerras, de secas, terremotos, e com todo o horror do momento. Hoje podemos receber canais de televisão de todo o mundo em nossos lares. Por meio da internet, temos acesso à notícias de quase qualquer país e cidade. Pelo mesmo meio, podemos pesquisar qualquer tema que nos possa interessar. O telefone celular abre as possibilidades de comunicarmo-nos com quem quisermos em todo o globo terrestre. E já entramos na era em que os telefones vêm armados com sistemas de vídeo para vermos a pessoa com quem estamos nos comunicando.
A tecnologia sem dúvida tem mudado o perfil do missionário. A habilidade no uso da internet é indispensável. E como parte de seu equipamento vai o computador que permite acesso ao correio eletrônico e leva em si quase todos os outros elementos que tem chegado a ser quase indispensáveis para a obra. O correio eletrônico permite comunicações quase instantâneas com sua igreja local, sua família e seus amigos de uma maneira eficiente e econômica. Hoje é possível conversar com um amigo em outro continente sem custo, utilizando o computador. A facilidade e efetividade destes meios de comunicação aumentarão durante os próximos anos e serão cada vez mais acessíveis a todos os cidadãos de nosso planeta.
O transporte é outro meio que tem diminuído nosso planeta. Hoje, se pode viajar de qualquer país do mundo e estar em qualquer outro país dentro de 24 horas. Ainda que as passagens aéreas pareçam caras, em comparação com o que historicamente custou viajar, são realmente baratas. Quando William Carey navegou da Inglaterra até a Índia em 1790, a passagem para ele e sua equipe custou o equivalente a 50 anos de um salário mínimo. Hoje, a mesma viajem (dessa vez por via aérea) custa uma fração de um salário mensal (em termos de países desenvolvidos). Vivemos numa época em que todo mundo viaja ao redor do mundo e a possibilidade de mover uma família de um lugar a outro é relativamente fácil e econômica.
Outro grande avanço na globalização é a transferência de divisas e valores eletronicamente. Hoje em dia, qualquer um que obtenha um cartão de crédito pode utilizá-lo para retirar dinheiro em milhares de caixas automáticos em todo o mundo. Todos os produtos são mais acessíveis com “o cartão”. O comércio utilizando a internet e cartões de crédito, cresce vertiginosamente. Quando Hudson Taylor serviu na China em meados do século XIX, uma carta demorava seis meses para chegar e se havia alguma necessidade econômica, levaria um ano inteiro entre avisar os irmãos e receber o dinheiro. Hoje as comunicações e as transferências eletrônicas permitem a atender o missionário de um dia para o outro.
Há muitos que resistem aos avanços tecnológicos. Os mesmos lhes atribuem um valor moral. Porém a tecnologia, como o dinheiro, a influência, e quantas outras coisas, podem ser utilizadas para o bem ou para o mal. O apóstolo Paulo utilizou os meios tecnológicos ao seu alcance (como passagens em barcos e a palavra escrita) para realizar a tarefa de evangelização. Não duvidemos que os avanços tecnológicos devem utilizar-se para o avanço do Reino. Os elementos tecnológicos da globalização nos facilitam e possibilitam a obra missionária.

O Perfil das Agências Missionárias

A história de missões nos apresenta várias estruturas que se tem utilizado para recrutar, enviar e manter a força missionária. É certo que as estruturas utilizadas para mobilizar voluntários para a missão, historicamente, sempre têm tomado seu padrão de estruturas já existentes na sociedade. Pode surpreender a alguns que os movimentos monásticos seguiram o padrão militar com o propósito de levar a cabo a expansão da igreja. Utilizando este modelo, os jesuítas puderam avançar a causa em lugares tão remotos como Paraguai, Japão, China e Canadá. Os celtas da ilha britânica adotaram este modelo para a evangelização de todo o norte europeu.
O movimento “moderno” protestante que nasceu em fins do século XVIII, utilizou estruturas que correspondiam ao modelo empresarial que surgiu em sua geração. As “sociedades” que se criaram foram manejadas com os critérios que correspondiam ao padrão comercial. Eventualmente, essas estruturas foram modificadas com o correr do tempo. Hoje em dia, falamos de “agências missionárias” que se manejam em muitos sentidos, como empresas modernas. Adotaram muito das ciências sociais como o manejo por meio de objetivos e os sistemas de manejo de pessoas contemporâneo. Se queremos entender de onde procedem as estruturas missionárias, é importante entender de onde procedem as instituições “seculares” e o efeito geral que tem a globalização sobre elas.

Mudanças nas forças estruturais nos últimos anos

Nos últimos anos, se tem visto uma grande mudança na estruturação de empresas. A direção da mudança é de estruturas piramidais com vários níveis de supervisão para estruturas planas com menos níveis hierárquicos, de onde os que realizam o trabalho têm mais controle sobre as decisões que afetam diretamente o seu trabalho. Algumas grandes empresas se administram como uma coleção de microempresas. Cada unidade é avaliada por sua eficácia. Quando não cumpre as metas, essa unidade se reorganiza ou é encerrada.
As missões também estão sentindo o efeito da descentralização de controle. Novas agências nos países históricos de envio que têm seguido essas inovações, têm crescido e prosperado. Lançam equipes ao campo e permitem que estas tomem as decisões que afetam sua obra. Agências que não puderam adaptar-se e seguem o padrão hierárquico com tomada de decisões centralizadas, tem diminuído em membresia e em muitos casos, se tem visto forçados a abandonar sua autonomia e fundir-se com outras agências para sobreviver.
Os efeitos da globalização reforçam o modelo descentralizado em que até mesmo as igrejas locais podem enviar missionários sem depender de agências. Com a possibilidade de comunicação, transporte fácil e barato, o envio direto do missionário e seu sustento, muitas igrejas têm preferido não utilizar as agências que historicamente realizaram essas funções, entre outras.
A descentralização de agências, com equipes que funcionam com certa autonomia no campo, é talvez o bem mais valioso desta tendência estrutural. Isso permite flexibilidade e a agilidade necessária na tomada de decisões que requerem a situação local em um mundo em mudança. Mas é importante destacar que essas equipes necessitam de supervisão, apoio e cuidado por pessoas experimentadas nas exigências e desafios da obra missionária na região onde servem. Ainda que as funções das agências missionárias tenham mudado em razão dos avanços tecnológicos, não se dispensou sua necessidade. Igrejas que enviam missionários sem contar com esse apoio, na maioria dos casos, perdem tempo e recursos. Historicamente, o ‘micromanejo’ da obra no campo pela igreja local com frequência leva à ineficácia e fracasso.

A Força das Alianças Internacionais

A globalização também tem afetado as empresas. A cada dia se escutam notícias de grandes empresas internacionais que historicamente foram competidoras, agora unindo esforços e formando sociedades para trabalhar em conjunto. Volkswagen e Ford produzem um automóvel em conjunto, linhas aéreas se unem às suas ex-competidoras para formar uma aliança estratégica que pode captar uma maior proporção do mercado global.
As Missões também estão formando alianças estratégicas localizadas em grupos culturais ou geográficos. Dezenas de alianças tem surgido entre grupos cristãos com origens muito variadas. Foram apagadas muitas das barreiras denominacionais e não é muito estranho ver uma equipe missionária que contém batistas, pentecostais e presbiterianos trabalhando em conjunto. Nesta mesma equipe pode haver mexicanos, filipinos e canadenses. Frente a esta realidade, o missionário eficaz cultivará uma atitude ampla em relação a seus companheiros de batalha.
O missionário que trabalha nesse ambiente tem que ser flexível e tratar de entender e apreciar as diferentes perspectivas doutrinárias e culturais. Isso requer humildade e habilidade de ver a meta de almas achegadas ao Senhor por meio do testemunho e trabalho da equipe. O egoísmo e a ambição pessoal, não funcionam nesse mundo de colaboradores.

A Força do Pluralismo e o Fanatismo Religioso

Nem todo mundo está de acordo que Cristo é o Senhor. Os seguidores de outros profetas e mestres são numerosos. Dos seis bilhões de habitantes na Terra, somente um terço se identifica como cristão. No Ocidente, o pluralismo religioso “respeita” o direito de cada um de crer em qualquer deus e religião. A relatividade diz que “se é verdade para você, é sua verdade”. “Porém sua verdade não é necessariamente minha verdade, senão aquilo que eu interpreto como verdade.” Qualquer proclamação de Cristo como único Senhor pode ser repudiada e ainda condenada como intolerante. Mais de um julgamento foi realizado com base em alegações de "angústia emocional" provocada pela pregação da condenação do pecador, frente a um Deus justo. O fato de que o pregador também revela a salvação oferecida em Cristo não é suficiente para justificar os evangelistas que são acusados de usar “pressão psicológica” para ganhar partidários.
Do mesmo modo, os missionários em países onde dominam as grandes religiões como o Islã, o Budismo e Hinduísmo, estão sendo atacados por uma nova onda de fundamentalismo. Paralelamente, a “retribalização” do mundo é um fato que tem tido suas piores expressões nos terríveis massacres em nossa história recente. A brutal carnificina em Ruanda e os conflitos bélicos dos países bálticos são exemplos de uma corrente global que cada vez mais quer manifestar sua própria identidade racial, religiosa e cultural. E esses estão dispostos à matança e ao genocídio para obtê-lo.
Neste ambiente, o pregador de uma religião estrangeira não é bem-vindo. As igrejas cristãs minoritárias nesses países se veem sob perseguição aguda e os missionários tem sido expulsos e expostos ao martírio. O missionário tem que enfrentar essas realidades com a sabedoria da serpente e a inocência da pomba.

O Perfil Missionário com as Duas Mãos

As forças sociais de oposição não podem ser enfrentadas com conceitos tradicionais do missionário do século XX. Os países onde vivem as grandes maiorias de inalcançados não permitem a entrada de missionários tradicionais. Frente a essa realidade, se tem revitalizado o conceito do missionário bi-ocupacional, o missionário que vai a outro país com a Palavra em uma mão e sua ferramenta de serviço na outra. Lamentavelmente, a abordagem a esta questão tem sido em grande parte pragmática sobre como resolver o problema para entrar e viver no país. Essa orientação se tem comprovado deficiente em suas considerações éticas e teológicas. O fracasso desta abordagem nos chama a uma profunda reflexão sobre a cosmovisão “cristã” popular, que propaga a falsa dicotomia entre o “sagrado” e o “secular”. A posição bíblica é que tudo o que fazemos é “sagrado” se o consagramos a Deus. Todos estamos chamados a realizar nossa vocação por meio de todas as nossas ocupações e não apesar delas (1Co10.31). Para isso, a igreja necessita mover-se para eliminar de uma vez a distinção entre ministros laicos e profissionais, completando o que a “Reforma Protestante do Século XVI” começou, com seu ensino sobre o sacerdócio santo de cada crente (1Pe 2.8). Só assim se lançará a tremenda força missionária latente da igreja.
Tomado pelo aspecto prático, o sistema bi-ocupacional para o envio e sustento do missionário é talvez o que mais potencial oferece aos movimentos missionários dos países de menores recursos. A maioria dos grupos não alcançados se encontra nos países mais pobres do mundo. Com uma larga história de fracassos no apoio econômico direto aos governos destes países, os países desenvolvidos se tem voltado para o uso de organizações não governamentais (Ongs) e Fundações na canalização de apoio econômico e social. A igreja está descobrindo este meio para inserir obreiros bi-ocupacionais e assim realizar suas metas. A oportunidade é enorme e a igreja tem que fazer muito mais, para aproveitar-se disso.
Ainda que existam vários canais para os bi-ocupacionais, não restam dúvidas de que essa pessoa terá que se capacitar adequadamente. A experiência demonstra que tomar uma profissão simplesmente como “cobertura” para estar em um país, é incoerente com a meta de ser testemunha de Cristo nesse lugar. As melhores testemunhas são as que realizam seu trabalho profissionalmente, e também se tem capacitado para realizar a obra de Deus nesses lugares. Ambas linhas de capacitação são necessárias.

As Forças Espirituais do Maligno

Hoje a igreja está despertando para a necessidade de enfrentar diretamente as forças satânicas que tem cegado os olhos de milhões, por milênios. A igreja sempre tem tido os dons e sempre tem possuído as armas espirituais. Porém nem sempre as utilizou com um enfoque maior. Graças a este despertar para a guerra espiritual, o enfrentamento de potestades e poderes está sendo encarado de forma específica e sistemática. Na medida em que a igreja se mobiliza para marchar sobre seus joelhos e levanta guerreiros espirituais, terá êxito na grande luta pelas almas de milhões. Há muitos que acreditam que as expressões das forças malignas aumentarão ao aproximar-se o fim. Vão lutar de forma desesperada para manter sua autonomia e deter seu castigo eterno.
O perfil do missionário hoje é o perfil de um guerreiro. Necessita saber manejar as armas espirituais com maior eficácia para defender-se, e para aplicá-las na libertação dos que vivem debaixo do poder do maligno.

Conclusões

Como se apresenta o ministério missionário diante dos desafios de hoje? Não há dúvida que será distinto de seus precedentes. Deus cumprirá Seus propósitos com ou sem o esforço voluntário da igreja. Porém seu povo vive um momento especial que permite a alegria de crer que se pode cumprir a Grande Comissão dentro desta geração. A igreja global está captando a visão. As forças da globalização tem provido ferramentas que facilitam a comunicação, a mobilização e o envio de recursos. As estruturas de envio também serão mais ágeis, apoiadas pela flexibilidade e acesso que provém desses meios. A organização missionária será descentralizada e disposta a uma colaboração entre crentes de diversas origens e denominações. Alianças estratégicas serão forjadas no solo não só entre grandes entidades, mas também entre igrejas pequenas que juntas podem realizar projetos que sozinhas não empreenderiam. Tomadas por uma visão de evangelizar aos povos que não escutaram a mensagem do Evangelho “até o último da terra”, unirão esforços com quem não poderiam imaginar-se trabalhando poucos anos atrás. Por tudo isso, adoramos a Deus.
Por outro lado, a dificuldade da tarefa de evangelização aumentará. A resistência dos movimentos nacionalistas e das filosofias pluralistas identificarão o missionário como “o inimigo cultural número um”. O preço será a rejeição e o martírio. As perseguições sobre as igrejas minoritárias aumentarão. A única consolação é saber que Deus       utilizará este sofrimento para Sua glória (Ap 6.9-11). Na oposição e no martírio, a missiologia e as bases teológicas em que se baseia renovarão seu compromisso com o Cristo do Novo Testamento e o compromisso que isso demanda. Só assim se conseguirá “fazer discípulos de todas as nações”. E frente a um inimigo desesperado, aumentará a quantidade e a qualidade de guerra espiritual para libertar as almas.
Que o movimento missionário seguirá em frente, não há dúvida. Deus é o que se encarrega de ver que Sua palavra se cumpra. E foi Ele que nos assegurou que “Será pregado este evangelho do reino em todo o mundo, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim”. Que o povo de Deus seja fiel a seu chamado e desenvolva seu compromisso voluntariamente com todas as vantagens tecnológicas que temos hoje, mas também com o sacrifício e o compromisso que demanda evangelizar nosso mundo turbulento.

A Ele seja a glória, a honra e o domínio para sempre.

Tradução de Sammis Reachers / Veredas Missionárias, a partir do original em espanhol publicado por COMIBAM (http://www.comibam.org/wp-content/uploads/2016/02/el_perfil_del_misionero.pdf )

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Dr. Jonathan Lewis nasceu em 1949, filho de pais missionários em Buenos Aires, Argentina. Durante sua carreira profissional viveu e trabalhou em Honduras, Peru, México e Argentina. Jonathan está casado com Dawn por quase 35 anos e tem quatro filhos: Natanael, Heather, Josías e Anneliese.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A Palhaçaria como estratégia evangelística


A arte da Palhaçaria, da ação de palhaços (do italiano pagliaccio), remonta às cortes dos Faraós do antigo Egito e a feiras livres na China, passando por Grécia e Roma. Seu desenvolvimento seguiu os passos da civilização, sempre trazendo diversão e entretenimento às cortes ou feiras das cidades e burgos.

A palhaçaria tornou-se ainda mais conhecida no Brasil, fora do ambiente circense, em virtude do trabalho da ONG secular Doutores da Alegria, que através de seus voluntários visita hospitais para promover melhores relações humanas e levar alegria às crianças, acompanhantes e profissionais da Saúde.
Atualmente, diversos ministérios e pessoas dedicam-se à arte da palhaçaria, clowns e outras atividades de caráter circense como forma de trabalhar para o Reino, nos mais diversos contextos - ações ao ar livre, visitas em hospitais, asilos, orfanatos e outras instituições, dentro das próprias igrejas etc. Há também diversos ministérios oferecendo cursos de palhaçaria em diversas partes do Brasil.

Alguns ministérios que realizam atividades evangelísticas nesta área, e ainda oferecem cursos:

Ide Missões & Arte - http://www.idemissoesearte.com/
Ministério Entre Jovens - http://www.entrejovens.com.br/

Para aqueles que querem se aprofundar mais no tema, alguns livros interessantes:

Ministros do Riso. Alex Rangel. Ed. Agbook, 2010.
Caçadores de Risos - O Maravilhoso Mundo da Palhaçaria. Demian Reis. Editora Edufba, 2013
O Elogio da Bobagem – Palhaços no Brasil e no Mundo. Alice Viveiros de Castro. Editora Alice de Castro, 2005.
A Nobre Arte do Palhaço. Marcio Libar. Ed. Do autor, 2008.
Palhaços. Mario Bolognesi. Ed. UNESP, 2003.
O Livro do Palhaço (Coleção Profissões). Cláudio Thebas. Ed. Companhia das Letras, 2005.
O Clown Visitador - Comicidade, Arte e Lazer para Crianças Hospitalizadas. Ana Elvira Wuo. Ed. Edufu, 2011.

Para aqueles que, além da palhaçaria, interessam-se por outras técnicas e práticas circenses, confiram estas apostilas gratuitas:

Apostila de Circo para Grupos Cristãos Adulão - Para ler online ou baixar pelo site Scribd, CLIQUE AQUI.

Manual Básico de Instrução das Artes Circenses da FEDEC (Federação Europeia das Escolas Profissionalizantes de Circo) - Para baixar diretamente do site dos tradutores, o Manual dividido em dez apostilas, CLIQUEAQUI.

Sobre temas circenses recomendamos ainda o site Circonteúdo, que, como o nome denuncia, traz muito conteúdo sobre a temática (inclusive uma biblioteca virtual com muitos recursos para download): http://www.circonteudo.com.br/



Aqui, alguns vídeos onde você poderá aprender ainda mais sobre o tema da palhaçaria:





sexta-feira, 3 de outubro de 2014

As estratégias evangelísticas de Paulo - Hernandes Dias Lopes


Hernandes Dias Lopeshttp://hernandesdiaslopes.com.br/

Paulo foi o maior missionário da história da igreja. Investigar o conteúdo da sua mensagem e a relevância de seus métodos é um desafio para a igreja contemporânea. Na busca do crescimento da igreja, não precisamos recorrer às novas técnicas engendradas no laboratório do pragmatismo, mas devemos nos voltar ao exemplo daquele que foi o maior bandeirante do Cristianismo. Algumas estratégias de Paulo merecem destaque:
1. Paulo sempre buscou as sinagogas para alcançar os religiosos. Sempre que Paulo chegava em uma cidade, procurava ali uma sinagoga. Sabia que nesse ambiente religioso, judeus e pessoas tementes a Deus se reuniam para estudar a lei e orar. Seu propósito era argumentar com essa pessoas, a partir do Antigo Testamento, que o Jesus histórico é o Messias, o Salvador do mundo. Não podemos perder a oportunidade de pregar a Palavra nos templos, onde pessoas religiosas se reúnem, para expor a elas as Escrituras e por meio delas apresentar-lhes Jesus.
2. Paulo sempre aproveitou os lugares seculares para alcançar as pessoas não religiosas. Tanto em Corinto como em Éfeso, Paulo lançou mão desse recurso. Não podemos limitar o ensino da Palavra de Deus apenas aos locais religiosos. Em Corinto Paulo ensinou na casa de Tício Justo e em Éfeso, na escola de Tirano. Paulo ia ao encontro das pessoas, onde elas estavam. Era um evangelista que tinha cheiro de gente. Estava nas ruas, nas praças, nas escolas. Era um pregador fora dos portões. Ainda hoje podemos e devemos usar esses recursos. Podemos e devemos plantar igrejas, usando espaços neutros, como fábricas, escolas e hotéis. Muitas pessoas que, ainda hoje, encontram resistência para entrar num lugar religioso não oferecem qualquer resistência para ir a um lugar neutro.
3. Paulo sempre utilizou os lares como lugares estratégicos para a evangelização e o ensino. Paulo ensinava publicamente e também de casa em casa, testemunhando tanto a judeus como a gregos o arrependimento e a fé em Cristo Jesus. Paulo era um evangelista e um mestre. O lar sempre foi um lugar estratégico para o crescimento da igreja. Na igreja apostólica não havia templos. As igrejas se reuniam nas casas. E a partir desses núcleos, a igreja espalhou-se e multiplicou-se por todo o império romano. O lar deve ser uma embaixada do reino de Deus na terra, uma agência de evangelização e uma escola de discipulado.
4. Paulo sempre plantou igrejas em cidades estratégicas. Paulo foi um pregador fiel e relevante. Ele lia o texto e o povo. Conhecia as Escrituras e a cultura. Jamais mudou a mensagem, mas sempre buscou os melhores métodos para alcançar os melhores resultados. Por isso, fixou-se nas cidades mais importantes do império, porque estava convencido de que a partir dali, o evangelho poderia se espalhar para outros horizontes. Nas quatro províncias que Paulo plantou igrejas, as províncias da Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia Menor, procurou sempre se estabelecer em lugares geográfica, econômica e religiosamente importantes, pois sabia que as igrejas nessas cidades tornar-se-iam multiplicadoras na evangelização mundial.
5. Paulo sempre acreditou no poder da verdade para convencer e converter os corações. Paulo pregou com lágrimas, mas sem deixar de usar seu cérebro. Por onde passou, dissertou sobre a verdade das Escrituras e persuadiu as pessoas a crerem em Cristo. Ele dirigiu-se à mente das pessoas e tocou-lhes o coração. Paulo rejeitou a sabedoria humana, mas não a sabedoria divina. Ele não confiou nos recursos da retórica, mas usou todos os argumentos lógicos e racionais, na dependência do Espírito, para alcançar as pessoas com o evangelho. Hoje, à semelhança de Paulo, precisamos de pregadores que conheçam a verdade; pregadores que ousem pregá-la com clareza, exatidão e poder.

domingo, 8 de setembro de 2013

Usando o Facebook para evangelizar os Povos Não Alcançados

Usando o Facebook para chegar aos Povos Não Alcançados

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Curso Omega - Treinamento Prático Para o Plantador de Igrejas: cinco manuais para download gratuito


O ministério Larry e Shirley Sallee, aliado a outros ministérios em diversos países, criou e disponibilizou gratuitamente e em várias línguas o excelente Curso Ômega - Treinamento Prático Para o Plantador de Igrejas.

"Enquanto trabalhava na Rússia, descobrimos que em materiais traduzidos de plantação de igrejas ocidentais faltava a adaptação cultural necessária para ser eficaz na antiga União Soviética (URSS). Quando a Peter Deyneka Russian Ministries e a Aliança para Saturação de Plantação de Igrejas combinaram seus recursos para escrever algo mais apropriado, entrei para o esforço. Vários anos depois, concluimos o Curso Omega. O Curso Omega foi concebido para oferecer conselhos práticos sobre como plantar igrejas em um ambiente não-ocidental, mas são ensinamentos de valia para todo lugar. Foi bem sucedido, muito além de nossas esperanças originais e agora está sendo usado muito além da Rússia. Até a presente data, o Curso de Omega foi traduzido para mais de 30 idiomas e está sendo usado para treinar plantadores de igrejas nacionais ao redor do mundo."

Acesse a página do Curso, para ver todas as línguas disponíveis: http://www.sallee.info/Omega_Course.html

Ou acesse diretamente os manuais do curso, em português (formato pdf):
Português:  manual 1manual 2manual 3manual 4manual 5

domingo, 6 de janeiro de 2013

O valor do evangelismo através da literatura


Neste ano de 2012 recebemos três toneladas de materiais 
para o evangelismo da Revival Movement Association.
Pr. Peniel Nogueira Dourado - Bolívia
Sempre sou indagado sobre metodologia de trabalho. Por que trabalhar com literatura? Por que trabalhar pregando com megafone? As pessoas estão tão preocupada em como evangelizar e pouco fazem no evangelismo. Oram, jejuam, frequentam seminários, estudos sobre evangelismo e uma série de preparação para chegar ao evangelismo e muitas vezes se atam com tantas coisas que o tempo passa e chegamos a conclusão que pregar o evangelho é uma tarefa de super homens.
Não estou aqui para defender a anarquia e nem a ignorância, mas na Palavra de Deus temos uma ordem simples para um povo simples: “Ide e pregai o evangelho” ( Mc 16:15). Se nós mesmos complicarmos muito acrescentaremos mais barreiras ao que no natural já existe muita barreira.  O meu conselho para qualquer um que deseja ser usado pelo Senhor é, faça o que está em suas mãos. Fique certo que a Palavra de Deus vai prevalecer sempre.
AMPLIANDO A VISÃO
Sempre tive um grande desejo de fazer algo grande para o Senhor. Nosso Deus é um Deus grandes, de grandes coisas e para ELE podemos fazer um pouco mais, sempre um pouquinho mais. Nossas ações podem brilhar, sair do ordinário ao extraordinário. Eu lia livro falando sobre isso, escutava pregação e admirava pastores e pregadores de forma geral que tinha uma mentalidade assim. Com certeza trabalhar com literatura, distribuir nas ruas, em pontos de ônibus, nas escolas  era para o fracos, os ignorantes, para os irmãos leigos da congregação. Eu não queria participar desse grupinho medíocre.  Mas um dia Deus me revelou a realidade do Reino dentro das Palavras Sagradas sobre tudo isso. Eu lia a parábola dos talento em Mateus 25:11-30 e observei que o talento é Deus quem dá: “Como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens. E a um deu”  (Mateus 25:14-15) Outro ponto interessante é que o SENHOR dá quantidades diferentes segundo a capacidade de cada um:  ”E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade” (Mateus 25:15). Até esse ponto eu me mantinha firme no meu propósito de granjear talentos e não ser o medíocre do Reino de Deus, mas o Espírito Santo me mostrou que a visão dEle é diferente da minha. Na prestação de contas o que o SENHOR falou para o que recebera CINCO talentos foi o mesmo que para o que recebeu dois. Ao que recebeu cinco, diz: “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. ” (Mateus 25:21) E ao que recebeu dois talento, diz: “ Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.  (Mateus 25:23).
O diálogo só mudou quando o que recebeu UM e enterrou por ter medo do SENHOR entrou em cena. A Palavra diz: “ Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros. Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos. Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver até o que tem ser-lhe-á tirado.Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.  (Mateus 25:26-30)
As Palavras são duras, mas estão inseridas do texto bíblico. Tudo pertence a Deus e ELE dar para quem quiser e a quantidade que quiser. O que Deus não quer no Reino é inutilidade. Realmente fui impactado e busquei ao SENHOR arrependido. Comecei a considerar a oportunidades, o que Deus havia colocado em minhas mãos e não a suposta grandeza das coisas que eu havia criado para mim mesmo. O máximo do serviço para qualquer servo é receber a palavra do SENHOR: “Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor”. (Mateus 25:23) Busquei ao SENHOR arrependido, pois em minha mãos Deus havia colocado tamanha riqueza, as literaturas, com as quais poderia alcançar muitas almas. Deus me fez meditar sobre esse trabalho, valorizar o que muita gente despreza e acreditar na magnitude do serviço, pois com certeza Satanás sabe de tudo isso e busca minguar.
OS GUERREIROS DE DEUS
Chegamos no Paraguai em 1995 e não muito tempo depois conhecemos um senhor, um ancião, que tinha um amor muito grande pelo evangelismo. Ele andava encurvado, tinha um chapéu preto e sempre andava com um saco preto nas costas. Pela avançada idade aquele homem quase não falava direito e com certeza a mente já não funcionava como deveria funcionar. Meu pai recebia materiais literários de São Paulo e doava para aquele irmão. Sempre quando acabava ele voltava e quando via os folhetos olhava com “avidez” aquele material. Às vezes desaparecia e seus parentes diziam que estava enfermo, mas logo quando ficava melhor vinha a nossa casa para buscar mais materiais. Ela fazia a distribuição nos pontos de ônibus, na região da linha internacional, região de fronteira entre as cidades de Ponta Porã, MS e a cidade de Pedro Juan Caballero, Paraguai. Aquele homem de idade avançada sempre repetia que Deus o havia enviado a pregar o evangelho. O tempo passou e aquele irmão não voltou mais para buscar folhetos. Acredito que já está com o Senhor Jesus. Ele não se envergonhava do evangelho e compreendeu que é o Evangelho que faz a obra no coração do pecador. Nem cito o nome dele porque realmente não lembro e nem mesmo tenho uma foto dele, mas sei que é um guerreiro do Senhor Jesus. Quem dera muitos jovens tivessem a mesma visão que aquele velhinho teve.
Este é o irmão Pedro, um dos distribuidores da Palavra de Deus nas feiras
Cresci com a frase: “Se você não canta, não prega, não profetiza, não sabe fazer nada, ao menos distribua folhetos”.       Em outras palavras: Folheto é para os que não sabem fazer nada. Cresci e então  aprendi que a literatura é um dom de Deus e arma poderosa no evangelismo. Nós temos a Bíblia Sagrada porque alguém escreveu. Se alguém escreveu é para que eu a leia. Eu posso pregar com o megafone alcançando centenas de pessoas em uma esquina, mas com 100 folhetos posso alcançar centenas, pois o folheto vai aonde eu não vou, fica enquanto eu saio. Um folheto contendo a Palavra de Deus é uma bomba no reino do diabo. Satanás sabe disso e ele tenta de todas as formas ridicularizar o trabalho com literatura. A Palavra de Deus diz: “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo”  (Apocalipse 1:3)
Dias atrás recebi uma mensagem às 8:00 da manhã de um jovem que frequenta nossa Base de Apoio em Santa Cruz, e dizia:” Pastor, 500 pessoas receberam a mensagem do Evangelho nesta manhã”. Depois ele me explicou. A mãe tem um posto de venda e pediu pra ele cuidar enquanto ela agiria outras coisas. Ele imediatamente levou uns 500 folhetos e colocou dentro da bolça para levar à feira. Enquanto já no posto de sua mãe o jovem começou a distribuir ao povo que passava. Terminando me enviou a mensagem. Eu fiquei muito feliz com a visão daquele novo convertido: “500 pessoas receberam a mensagem do evangelho”.
Material impresso em espanhol e quechua
Quero terminar falando das vantagens de evangelizar usando a literatura. Os pontos são bem conhecidos e já até temos citados alguns.
1 – A PERMANÊNCIA DA PALAVRA IMPRESSA
Você já parou para pensar nas consequências se as histórias dos apóstolos, ou mesmo as histórias, palavras e feitos de Cristo estivesse apenas na mente do povo e fosse necessário passar toda essa informações durantes os séculos? Durante o percurso da história Satanás tentou de várias formas restringir e a escrita e destruição das escrituras sagradas, pois o diabo sabe que a literatura fica, ela permanece.
Quando Deus nos orientou fazer o trabalho evangelístico em Bolívia o primeiro passo foi trabalhar com literatura. Podemos inundar uma cidade com a Palavra de Deus sem que se ouça nossa voz. As pessoas recebem os materiais e colocam dentro do bolso, dentro da carteira, dentro do caderno, no porta luvas do carro, em fim, a Palavra fica.
2 – A ALFABETIZAÇÃO EM TODO O MUNDO
Manuscrito do folheto “Você precisa saber” no idioma quechua. Fomos impressos em setembro 50 000 em quechua e mais 50 000 em espanhol
Existe uma crescente na preocupação pela alfabetização. Um povo analfabeto é uma vergonha para uma nação. Os governos no mundo trabalham com força e muitas vezes com ajuda externa para que o seu povo saiba ler e escrever. Esta é uma grande vantagem para nós que queremos fazer o evangelho, pois onde vamos, geralmente, alguém sabe ler.
Nós fazíamos a distribuição do livreto O Caminho a Deus da World Missionary Press em uma feira da cidade de Santa Cruz de la Sierra. Quando entregamos a uma senhora que vendia ela nos agradeceu alegremente. Depois nos contou que tinha outro livreto igual aquele e que pedia ao neto para fazer a leitura, pois ela mesma pouco sabia ler. Morava na região das montanhas dos Andes e estava em Santa Cruz de la Sierra para vender seus produtos. Aquele testemunho alegrou o nosso coração e vemos mais uma vez a eficácia do evangelismo com literatura.
A União Cristã através do pastor Ebenezer de Jesus Correa imprimiu em Bolívia 300 000 deste material.
No Paraguai nós levamos muito material para as escolas. Meu cunhado Ebenezer estava a frente do trabalho e mesmo tendo muitas barreiras e falta de apoio, persistia em fazer a Obra. Era estratégico trabalhar com literatura, pois o governo do Paraguai havia construído muitas escolas por toda região do campo. Nós conseguimos materiais em guaraní e também este ponto nos favoreceu muito, pois os diretores abriam as portas e o povo era receptível pelo fato do nosso material estar em guarani.
Quando viemos a Bolívia não mais trabalhamos nas escolas, mas concentramos nas feiras. De igual forma conseguimos materiais na língua quéchua e aimará, além do espanhol. Existe um incentivo do governo para que o povo aprenda o quéchua e o aimará e entregar a Palavra de Deus na língua nativo abre o coração do povo.
Estima-se que a cada semana mais de 3 milhões de pessoas aprendam a ler em todo o mundo. Esse grande número de pessoas que são alfabetizadas semanalmente torna as possibilidades do nosso trabalho de pregação do evangelho através da literatura positivo. E mesmo você não falando a língua é possível você fazer chegar o evangelho ao povo através da literatura.
3 – A PENETRAÇÃO DA PALAVRA IMPRESSA
Quando saímos às ruas com os megafones temos a consciência de buscar um lugar estratégico para pregar a Palavra para que possamos ter um maior alcance. Mas mesmo colocando todo o esforço possível temos a grande barreira de sermos apenas um e só podemos estar em um lugar por vez. Mas a Palavra impressa não. Ela alcança pessoas que provavelmente eu nunca terei a oportunidade de alcançar com minha voz.
Vendedora de uma feira lendo um dos livretos que nós distribuimos
Quando cheguei à Bolívia sentia um desejo grande de alcançar as multidões com a Palavra de Deus. Andava pelas feiras e me impressionava com tanta gente e sempre uma voz clamava ao nosso coração: “Quem fará algo por este povo?” Um dia, sai com minha esposa a uma praça. Mina ficou com Deborah em um banco enquanto eu sai para distribuir alguns folhetos.  Fiz a distribuição e depois voltei. Ainda suspirava por alcançar o povo, por pregar o evangelho aquele povo, havia um fogo dentro de mim por fazer algo. A Palavra de Deus deveria chegar até o povo. Mas peguei um dos folhetos que havia distribuído e comecei a ler. A Palavra me impactou. Estava com o coração quebrantado. Eu dizia a mim mesmo: Quem dera poder falar a este povo o que está escrito neste folheto. Quando levantei minha cabeça vi o povo lendo o mesmo folheto. Eles liam e quando terminava guardavam. O Senhor me disse: “A Palavra está chegando ao povo!”
O meu trabalho às massas tomou proporções enormes. Além de eu mesmo fazer a distribuição também começamos a trabalhar para conseguir materiais. Buscávamos irmãos e missionários de vários pontos da Bolívia e enviávamos os materiais. Enviamos materiais a lugares da Bolívia que nunca tive a oportunidade de colocar meus pés. A Palavra foi a lugares onde eu não tive a oportunidade de ir.
A literatura vai onde você não pode ir. A literatura entra onde as grades das prisões de segurança máxima nos barram a entrada. A literatura chega até os CTIs e quartos de isolamento dos hospitais, onde as dificuldades por causa de enfermidades graves e doenças contagiosas nos impedem de entrar pessoalmente. A literatura pode ser deixada numa caixa de correio entrando em uma casa onde você não terá a oportunidade de acesso. Volto a dizer: A literatura vai onde você não poderá ir!!
Minha esposa Mina e minha filha Deborah fazendo a distribuição a Palavra de Deus escrita
4 – A PRESENÇA SEMPRE OPORTUNA DA PALAVRA IMPRESSA
Eu levava Deborah na escola pela manhã e recebi uma ligação em meu celular. Era uma senhora e estava muito interessada em saber onde nos reuníamos. Contou que recebeu um dos nossos folhetos e que foi impactada com a mensagem. Dei meu endereço e depois perguntei quando havia recebido. Ela disse que recebeu o folheto a uns três meses atrás, mas que o guardou. Teve muitos problemas durante esse tempo e quando o encontrou leu novamente e realmente estava impressionada com a mensagem do evangelho.
Mais impressionado estava eu naquele momento. Aquela mulher estava sendo tocada por um folheto que eu havia dado a mais de três meses atrás e agora, só agora entrava em contato comigo. O Senhor estava falando ao meu coração – Invista tempo, dinheiro, esforço, leve a minha Palavra ao povo!!!!!
Temos notícias de pessoas que, no momento em que receberam a literatura a desprezaram ou a ignoraram, e guardaram a mensagem no bolso de uma camisa, ou no meio de um livro, ou ainda na gaveta de uma escrivaninha, mas tempos depois, e em muitos casos até anos depois, num momento de desespero, a encontraram, leram e foram tocados pelo Espírito de Deus.
Animo você se levantar para cumprir o “IDE” de Jesus Cristo. Sei que existem muitas formas de fazer chegar o Evangelho ao pecador, mas se você tem lido este post e tem sido tocado pelo Espírito Santo de Deus te convido a levantar-se e começar a por em obras. Deus está te chamando a um importante trabalho. Deus ama o evangelismo, Deus ama o trabalho com literatura.
Como já temos dito, o evangelismo com literatura é objeto de desprezo por parte de muitos, mas Deus ama este trabalho. Os motivo porque Deus ama alguns estão acima sitados e creio que existem outros que não podemos captar com nossa mente humana. Pois não estamos falando de um simples papel, mas da PALAVRA DE DEUS impressa chegando ao pecador.
Você fala português? Então, saiba que muitos que falam árabe podem conhecer Jesus através de sua vida se você tiver a disposição de sair às ruas e fazer a distribuição da Palavra de Deus escrita. Além do português você fala inglês? Glória a Deus! Mas fique certo que você poderá alcançar pessoas que falam o francês, o alemão, o italiano, o tcheco ou qualquer outra língua que você ainda não sabe e provavelmente nunca vai aprender. A mensagem do Evangelho poderá chegar a toda essa gente através de você se tão somente tiver a disposição de se levantar e levar a Palavra de Deus escrita ao povo.
Pastor Peniel Nogueira Dourado
Você pode dizer que não tem dinheiro. Então economize algumas Coca Colas e alguns lanches e compre a literatura. Talvez hoje você tenha recurso para comprar alguma centenas de folhetos, mas fique certo que Deus vai te prosperar e logo milhares, ou milhões de vivas terão a oportunidade de receber a mensagem do evangelho através do seu serviço ao Reino de Deus. Eu creio, e você?
Pastor Peniel Nogueira Dourado
UM SIMPLES VÍDEO DO EVANGELISMO USANDO LITERATURA.
Nós pregamos a Palavra nos ruas usando megafones, apoiamos campanhas, mas muitas vezes somos levados pelo Espírito de Deus a realizar “apenas” a distribuição da Palavra de Deus escrita. Muitos estão sentados nos parques, nas praças, nas filas de banco, andando no comércio central da cidade e nós não sabemos o que passa no coração dessa gente. Deus conhece o coração de cada um e a Palavra de Deus, mesmo impressa, é poderosa para agir no coração e transformar vidas.
Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” (João 20:31)
Se você, irmão, quiser ajuda para conseguir materiais, por favor, entre em contato conosco. Nós temos contatos que poderão te ajudar.

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