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sábado, 3 de julho de 2010

Tráfico internacional de mulheres: O Brasil no mapa

 
Um relatório recente da ONU aponta o Brasil como rota do tráfico sexual de mulheres.
Embora os fatos sejam de conhecimento geral a muito tempo, a notícia apresentou alguns fatos novos e repercutiu em diversos meios de comunicação, mas o assunto precisa de muito mais divulgação e atenção das autoridades e da sociedade. Que a igreja possa se engajar nesta causa, alertando os irmãos, a sociedade e vítimas em potencial; denunciando aliciadores e esquemas; e principalmente orando por todas as vidas enredadas neste lodaçal. 

Leia abaixo notícia publicada no Estadão:
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Europa Ocidental tem 140 mil 'escravas sexuais', diz relatório da ONU

Segundo relatório, mercado movimenta R$ 5,5 bi anuais; organização vê aumento no número de vítimas brasileiras.


Cerca de 70 mil mulheres são vítimas de tráfico sexual para a Europa Ocidental anualmente, segundo estima um relatório da UNODC (agência da ONU para Drogas e Crime).
Segundo o documento O Tráfico de Pessoas para a Europa para Exploração Sexual, haveria atualmente cerca de 140 mil mulheres obrigadas a trabalhar no mercado do sexo na região.
A ONU avalia que essas 140 mil mulheres traficadas façam ao todo cerca de 50 milhões de programas anuais, a um custo médio de 50 euros por cliente (cerca de R$ 109), movimentando um total de 2,5 bilhões de euros (R$ 5,47 bilhões).
O relatório da ONU foi divulgado na Espanha pelo diretor-executivo da UNODC, Antonio Maria Costa, para coincidir com o lançamento da campanha internacional Coração Azul de combate o problema.
"Os europeus acreditam que a escravidão foi abolida há centenas de anos. Mas olhem em volta - os escravos estão em nosso entorno. Precisamos fazer mais para reduzir a demanda por produtos feitos por escravos e por meio da exploração", afirmou Costa.
Origens
O relatório da ONU cita a região dos Bálcãs como a principal origem das mulheres traficadas para a Europa Ocidental (32% do total), seguida dos países do ex-bloco soviético (19%), mas observa também um aumento no número de mulheres brasileiras traficadas (as sul-americanas são 13% do total).
Segundo a organização, a maioria das vítimas brasileiras de tráfico sexual para a Europa são originárias de regiões pobres no norte do país, principalmente nos Estados do Amazonas, do Pará, de Roraima e do Amapá.
O relatório observa ainda que as vítimas sul-americanas (principalmente do Brasil e do Paraguai) são traficadas principalmente para Espanha, Itália, Portugal, França, Holanda, Alemanha, Áustria e Suíça.
Em Portugal, dados do governo local divulgados na semana passada indicam que as brasileiras são 40% das mulheres traficadas no país.
Na Espanha, segundo os dados da ONU, o número de vítimas brasileiras e paraguaias ultrapassou desde 2003 o de vítimas colombianas, antes majoritárias no país. 

Números
O total de 140 mil mulheres traficadas na Europa foi estimado pela ONU com base no número de 7.300 vítimas detectadas na Europa Ocidental em 2006. A organização estima que 1 em cada 20 vítimas seriam detectadas, indicando um total de 140 mil.
A agência estima ainda que o mercado tem uma renovação em média a cada dois anos, levando ao número de 70 mil novas vítimas a cada ano para substituir as que conseguem deixar a condição.
O relatório da ONU, porém, questiona alguns números de pesquisas sobre o tema. O documento cita uma estimativa de 700 mil mulheres trabalhando como prostitutas na Europa Ocidental (incluindo as que trabalham sem coerção).
Mas ao confrontar esse número com as pesquisas que indicam uma média de 6% dos homens pagando por sexo a cada ano nesses países, a organização estima que isso levaria a uma média de dez clientes anuais por prostituta, um número extremamente baixo mesmo que se tratassem de clientes regulares.
Para a organização, ou menos mulheres trabalham como prostitutas ou mais homens estão pagando por sexo com elas - ou ambas as coisas. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC. 
 

sábado, 27 de março de 2010

Em defesa dos direitos dos órfãos do Marrocos

*
Nos últimos dias, o governo do Marrocos está expulsando do país trabalhadores voluntários de ONGs cristãs, em particular, os agentes da Aldeia da Esperança, sob alegação de proselitismo. As crianças são órfãs e, por anos, tinham esses voluntários como pais adotivos em suas casas-lares.


Leia abaixo a carta de um desses líderes (Jack Wald). Ore, divulgue, posicione-se em prol dessas crianças e pressione autoridades que possam influenciar.


“Foi um dia intenso, mas poucas notícias do que aconteceu na Aldeia da Esperança estão se espalhando por Marrocos e pelo mundo.


Na noite de segunda-feira, quando enviei a notícia sobre a expulsão da maioria dos líderes da Aldeia, eu estava totalmente chocado e o peso emocional do que aconteceu intensificou-se no dia seguinte.


O número de cristãos deportados do Marrocos cresceu e muitos cristãos estrangeiros, incluindo eu, estamos nos perguntando onde isso vai parar.


Os documentos apresentados no ato da expulsão acusam os cristãos da Aldeia da Esperança de proselitismo.


Quando minhas filhas eram pequenas, se eu tivesse descoberto que alguém as estava ensinando depois da escola sobre hinduísmo, islamismo ou qualquer outra filosofia, eu teria ficado indignado. Portanto, a afirmação de que essas crianças estavam sendo vitimas de proselitismo tem alguma verdade para eles – acontece que essas crianças não tinham outros pais.


Ain Leuh está em uma área conhecida pela prostituição em Marrocos. Quando as jovens engravidam, muitas vezes vêm para esta área para ter o bebê e depois são obrigadas por seus familiares a abandoná-lo. Em uma cultura baseada em honra e vergonha, uma mulher pode se casar se aparecer sangue nos lençóis do casamento, mesmo que todos saibam que ela não era virgem. Mas se ela tem um bebê, o casamento não pode acontecer. Assim, esses bebês são abandonados.


Em 1999, alguns cristãos pediram às autoridades permissão para reiniciar um orfanato que havia sido fechado há alguns anos e começar a cuidar destes bebês abandonados. Eles fizeram isso abertamente, como cristãos. Sua fé cristã nunca foi omitida.


O governador deu-lhes permissão e o processo de construção de casas, cozinha e refeitório começou. E eles passaram a tomar conta das crianças.


Ao longo dos anos, tem havido várias inspeções na Aldeia da Esperança por diferentes agências marroquinas. Os serviços sociais, de educação etc., em todos os casos, sempre deixaram os inspetores impressionados com a qualidade do atendimento. Durante todos estes anos, sempre esteve claro que as pessoas que estavam cuidando dessas crianças eram cristãs.


Este não era um orfanato institucional. Funcionava por meio de casas-lares. Cada casal tinha o compromisso de cuidar de um máximo de oito filhos e ficar com eles até que o último filho completasse dezoito anos. O objetivo era fornecer um ambiente familiar seguro e amoroso para essas crianças. Queríamos vê-las crescerem para se tornarem marroquinos patriotas, que amam a Deus, seu rei e seu país.


As crianças receberam instruções sobre o Islã, porque é impossível ser marroquino sem conhecer o Alcorão. A Aldeia da Esperança cumpriu a lei sobre o ensino islâmico. Mas os filhos também seguiram o modelo de seus pais. Isso é natural.


Teriam sido estas crianças vitimas de proselitismo? Se considerarmos as circunstâncias, veremos que elas foram resgatadas quando abandonadas; foram amadas e cuidadas.


Eu digo para os marroquinos, que agora estão tão interessados em retirar as crianças da influência de seus pais cristãos: "Onde você estava quando essas crianças foram abandonadas?". "Por que você concedeu permissão para que os cristãos resgatassem estas crianças abandonadas?"


Durante dez anos, os pais e os diretores da Aldeia da Esperança foram abertos e transparentes. Há dez anos que recebem relatórios positivos das inspeções que são feitas de tempos em tempos.


Ao contrário de muitos países, o processo não foi julgado em tribunais. Não existe processo legal. As autoridades chegaram, alegando que se tratava de questionamento de rotina e, em seguida, anunciaram que os pais e os funcionários deveriam arrumar as malas e ir embora. Sete horas depois, chegava o ônibus que arrancou, com lágrimas e gritos, as crianças dos pais e funcionários.


O governo confiscou as contas bancárias, a terra comprada pela Aldeia da Esperança, a casa e demais construções, os carros e outros veículos. Mas tudo isso seria aceito de bom grado se os pais pudessem continuar com seus filhos. Esta foi uma decisão cruel por parte das autoridades marroquinas.


Neste domingo teremos um culto de pesar por esta tragédia. Vamos pedir a Deus que cure o mal que temos experimentado e vamos orar pelos mais afetados: as crianças, os pais e outros agentes.


Há intensa pressão diplomática sobre o governo de Marrocos. Oro para que isso seja intensificado. A mídia está se mobilizando.


A questão não é só com os cristãos; é mais ampla. O governo fechou uma das revistas que era sua oponente e tem tomado medidas contra muçulmanos xiitas e homossexuais. Há uma mudança definitiva de política por parte do governo e a sociedade está perdendo a liberdade.


Escreva para a Embaixada do Reino do Marrocos em Brasília e apresente ao embaixador Mohamed Louafa a sua preocupação: sifamabr@onix.com.br .”


Via http://www.ultimato.com.br

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A luta de Edson e Márcia Suzuki - Una-se a esta causa

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Carta de Edson e Márcia Suzuki

Queridos amigos e irmãos,

Fevereiro vai ser um mês de compromissos importantes com autoridades aqui em Brasília e PRECISAMOS MUITO DAS SUAS ORAÇÕES. Já no dia primeiro temos uma reunião no gabinete de um Ministro. Na semana seguinte nos reuniremos com um Secretário Nacional do Governo.
Como alguns de vocês tem acompanhado através de nossas cartas, temos sido acusados na mídia de sequestro de crianças indígenas, de sermos facilitadores de uma rede internacional de tráfico de crianças, de racismo e de interferência nas culturas indígenas, e até de tráfico de sangue indígena para os Estados Unidos(!). Por causa destes rumores temos tomado a iniciativa de procurar as autoridades para prestar esclarecimentos e mostrar quem nós realmente somos. Já conseguimos algumas audiências e estamos aguardando resposta de outras.

Os rumores e denúncias contra nós começaram a partir do momento que decidimos apoiar as famílias indígenas que não concordam com a prática do infanticídio e pedem ajuda para criar seus filhos num lugar seguro. De alguma forma esta nossa atitude de solidariedade para com estas famílias ofende muita gente poderosa. Nós não temos nada a esconder e vamos comparecer diante das autoridades com o coração aberto. Queremos mostrar nosso trabalho com transparência e nos colocar a disposição. Mas estamos conscientes de que existe uma grande indisposição contra nós por isso pedimos suas orações.
Em dezembro recebemos uma carta de uma amigo que conhecemos aqui em Brasília. Ele foi recentemente nomeado para um alto cargo no governo e por conta disso participou de uma reunião no Ministério da Justiça com a cúpula de alguns órgãos federais . Ele saiu de lá assustado, e nos escreveu em seguida. Disse que Suzuki e eu estamos sendo investigados pela Polícia Federal, que as acusações contra a ATINI são gravíssimas. Disse que nossos inimigos são muitos, muito fortes, muito bem articulados e que não estão brincando. Finalmente pediu que nos afastássemos, pois ele teme pelo seu cargo. Isso mostra que até amigos, cristãos, mesmo sabendo que as acusações são falsas, se sentem acuados pelo poder dos nossos oponentes.

Intimação
Suzuki e eu fomos intimados (duas intimações específicas, uma para cada um) a comparecer no dia 04 de fevereiro às 16:00 h para depor na Procuradoria Geral da República. Vamos ser ouvidos por causa de uma denúncia feita em Rondônia por um indígena cujo sobrinho participou das filmagens do documentário HAKANI. Esse indígena entrou com uma representação no Ministério Público alegando que o pai da criança não sabia que o menino participaria de um filme. Diz que ele teria autorizado a participação da criança acreditando que seriam feitas apenas fotografias.
A produção do filme nos enviou fotos deste indígena participando das filmagens, acompanhando tudo. O pessoal da JOCUM de Porto Velho disse que ele fala português muito bem e que entendeu o propósito do filme. Antes das filmagens o Eli Ticuna se reuniu com os indígenas e explicou tudo muito claramente, só participou quem realmente entendeu e decidiu participar. Os responsáveis pela crianças estavam presentes nas filmagens e acompanharam tudo. O clima durante as filmagens, entre os indígenas, foi de comoção, de solidariedade e de desejo de ajudar a transformar a realidade dss crianças rejeitadas.
Agora aparece este indígena contando esta história. Desconfiamos do que esteja por trás desta denúncia, mas nossa posição será somente a de comparecer diante da procuradora e contar o que vimos durante as filmagens. Estaremos acompanhadas de um advogado cristão, o Dr. Clóvis, pedimos que orem por ele também.
Sabemos que quando nos colocamos ao lado dos pequeninos e vulneráveis, e abrimos a boca a favor daqueles que não têm voz, acabamos por desafiar as estruturas de poder. Mas confiamos naquele que nos chamou e disse: “Bem aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem e vos perseguirem, e mentindo, disserem todo mal contra vós. ” Mt 5.11
Enquanto as autoridades se preocupam em punir quem produziu documentário, ele se espalha espontaneamente nas aldeias gerando transformação entre os indígenas e salvando muitas vidas. 
Veja a revolução que está acontecendo ente os índios Sanumá, em Roraima http://www.atini.org/

Agradecemos muito seu apoio e contamos com sua oração. Estamos juntos nesta batalha.
Edson e Márcia Suzuki
www.suzukiemarcia.blogspot.com 

ATINI – VOZ PELA VIDA é uma organização social, sem fins lucrativos, formada por índios e não-índios, que atua na defesa dos direitos das crianças indígenas em situação de risco e na busca de um modelo indigenista mais humano.

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