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sábado, abril 25, 2026

Brigada de Trânsito vai ser reactivada - 4ª parte

Se tivermos em conta o actual efectivo da GNR, que se aproximam dos 23.000, entre os quais muitos de encontram em unidades especiais ou especializadas, atribuir novas funções a um milhar de militares, quase certamente provenientes de unidades menos diferenciadas, representaria um golpe duro na disponibilidade a nível territorial, já hoje carente de efectivos.

Assim, e nesta vertente, temos que nos interrogar como pretende a tutela e o comando da Guarda operacionalizar uma intenção que, parecendo louvável, implica dispor de mais efectivos, que terão que ser recrutados, o que, nos dias de hoje, não parece fácil, após o que terão que ser treinados e, finalmente, especializados nas suas novas funções de âmbito rodoviário.

Este é o País onde se querem fazer omeletas sem ovos, em que alguns acreditam que mudanças na legislação, alguma reorganização de meios e o recurso a novas tecnologias substitui os pesados investimentos estruturais necessários, começando no ensino da condução e terminando na revisão da rede viária, o que implica pensar a longo prazo, planeando para anos o que terá que ser uma completa mudança de paradigma.

Admitimos que o plano final seja mais coerente do que o somatório das medidas anunciadas, mas receamos que, mais uma vez, estejamos diante de boas intenções cuja implementação se prolonga, condicionada por meios escassos, inferiores aos anunciados, e com resultados que não correspondem as expectativas, sobretudo quando, daqui a anos, chegarem ao terreno e encontrarem uma realidade diferente, como a disseminação de veículos autónomos, mudando completamente o cenário actual.

quinta-feira, abril 23, 2026

Brigada de Trânsito vai ser reactivada - 3ª parte

Estão em estudo algumas medidas novas, como a redução da velocidade dentro de localidades, falando-se de 30 quilómetros por hora, como forma de Portugal deixar a triste liderança de acidentes dentro de localidades, mas, mais uma vez, estamos diante de uma opção simplista, que não ataca causas estruturais, podendo, no limite, aumentar as receitas do Estado, sabendo-se que o número de incumprimentos será elevado.

Também desconhecemos se algumas medidas recentemente anunciadas, como o ensino da condução através de um tutor, e não de um sistema formal, que possa ser auditado, vão ser revertidas, já que um dos factores que mais contribui para a sinistralidade é o factor humano, seja por razões técnicas, seja pela própria atitude de muitos condutores, que demonstram não terem a responsabilidade para conduzir uma viatura.

Perante o conhecido, e admitimos que possam ser adoptadas novas medidas, não temos, realmente, nada de novo, sendo intuitivo que este retorno ao passado, com algumas diferenças resultantes da evolução tecnológica, não trará resultados melhores do que os verificados quando estavam em vigor, com a diferença a resultar da maior segurança dos veículos actuais e de melhorias na estrutura viária, o que é insuficiente para que se verifique uma redução substancial nos números da sinistralidade rodoviária.

No entando, algumas das medidas parecem inexequíveis no curto e médio prazo, não apenas pela complexidade técnica de algumas mudanças e implementações, como o recurso a inteligência artificial para agilizar processos de contra-ordenação, combatendo as prescrições, como a adequação penal, mantendo princípios de proporcionalidade previstos na lei, ou, sobretudo no aumento da fiscalização.

terça-feira, abril 21, 2026

Brigada de Trânsito vai ser reactivada - 2ª parte

Naturalmente, uma unidade com uma estrutura semelhante à antiga Brigada de Trânsito, caso tenha efectivos adequados, pelo menos equivalentes aos da brigada quando extinta, reforçada com novos meios tecnológicos, terá um impacto positivo, mas não é possível combater a sinistralidade rodoviária actuando unicamente na vertente da repressão, já que a prevenção continua a ser escassa e muito limitada pelos meios disponíveis.

No entanto, face à diferença de efectivos previsto para nova brigada face à actual, e que implicaria, pelo menos em teoria, dispor de mais um milhar de militares nesta missão, não podemos deixar de recear que desta opção resulte o enfraquecimento de outras unidades, sobretudo de unidades territoriais, do que resultaria um substancial enfraquecimento a nível de segurança das populações, sobretudo no Interior do País.

Também desconhecemos se algumas medidas recentemente anunciadas, como o ensino da condução através de um tutor, e não de um sistema formal, que possa ser auditado, vão ser revertidas, já que um dos factores que mais contribui para a sinistralidade é o factor humano, seja por razões técnicas, seja pela própria atitude de muitos condutores, que demonstram não terem a responsabilidade para conduzir uma viatura.

Mais uma vez, em vez de optimizar o sistema, promovendo a rapidez em todo o processo, inclusivé a nível judicial, para onde existe direito de recurso, a opção é a de ir prolongando prazos que, sendo excessivos e desalinhados com os de outro tipo de infrações ou crimes, levanta problemas distintos, incluindo-se aqui vários direitos de defesa e privacidade, inerente à conservação de dados por um período excessivo, que dificilmente serão ultrapassáveis.

quinta-feira, abril 16, 2026

Brigada de Trânsito vai ser reactivada - 1ª parte

O ministério da Administração Interna anunciou que, quase duas décadas após a sua extinção, a Brigada de Trânsito da Guarda Nacional Republicana será reactivada, mesmo que sob outro nome, mas com as mesmas missões, replicando, à luz da realidade actual, uma unidade que durante muitos anos esteve presente nas vias rodoviárias nacionais.

Era José Sócrates primeiro-ministro e António Costa ministro da Administação Interna, quando a Brigada de Trânsito foi extinta, com os seus efectivos a transitar para a Unidade Nacional de Controle de Trânsito, do que resultou a perda de efectivos e, sucessivamente, a funcionalidade, restanto um esqueleto do que fora a antiga brigada.

Para além do aumento do valor das coimas, as operações stop, e, presumimos, a presença de radares móveis, deixam de ser anunciadas, algo que será de pouca eficácia, já que existem "sites" e aplicações onde se podem obter estas informações, pelo que fica, sobretudo, a mensagem de uma maior severidade.

Começam, assim, a tomar forma algumas das medidas recentemente anunciadas e que visam reduzir a sinistralidade rodoviária, pela via repressiva, como é habitual entre nós, sem ter em atenção factores tão importantes como o ensino da condução, o estado das vias ou a idade dos veículos, com a carga fiscal a impedir a renovação do parque automóvel que, sobretudo em alturas de crise, se deteriora rapidamente.

segunda-feira, abril 13, 2026

Uma Páscoa trágica nas estradas - 3ª parte

Sabemos, desde já, que o valor das coimas para algumas infrações graves que estão, tipicamente, na origem de acidentes graves, já foram aumentadas, como esperavamos, sendo óbvio que o resultado, no respeitante à finalidade anunciada, será, virtualmente nulo, tal como aconteceu sempre que tal sucedeu no passado, pelo que, sem novidades de monta, o panorama não se afigura minimamente animador, sendo de esperar que a situação não melhore.

Infelizmente, como corolário, assistimos a uma estranha mensagem, eventualmente bem intencionada, por parte do actual primeiro-ministro, que se dirigiu à audiência a partir de um automóvel em movimento, sendo patente que não usava o cinto de segurança, no que é um péssimo exemplo, sendo certo que os actos pesam mais do que quaisquer palavras.

De certa forma, esta atitude ilustra bem uma das causas da sinistralidade rodoviária, sendo patente um certo desleixo, a indiferença perante a legislação, uma cultura de segurança quase inexistente e aquela crença que o mal apenas acontece aos outros, numa mistura explosiva que inclui os componentes suficientes para que esta autêntica bomba-relógio com temporizador incerto um dia resulte numa tragédia.

Enquanto esperamos que as autoridades competentes procedam à notificação deste governante, face a uma infração considerada grave, punível com coimas de 120€ a 600€ e com possível perda de pontos na carta de condução do infrator, temos esperança que, pelo menos, o primeiro-ministro peça desculpa pelo péssimo exemplo dado e anuncie medidas que possam mitigar o problema da sinistralidade rodoviária.

sexta-feira, abril 10, 2026

Uma Páscoa trágica nas estradas - 2ª parte

Também podemos intuir que das dificuldades financeiras de muitas famílias resulte uma menor manutenção das viaturas e que existam vias mais degradadas, sobretudo nas zonas mais atingidas pelo mau tempo, mas apenas a investigação de cada acidente com consequências graves e a comparação destes com os ocorridos em anos anteriores pode oferecer pistas mais concretas.

Este é, obviamente, um procedimento complexo e moroso, que implica alguns investimentos, mas que será essencial para entender porque neste período ocorreram tantos acidentes e com consequências tão graves, e que não pode ser substituído pelos habituais bitaites que, por muito lógicos que sejam, sem se basearem em dados concretos, não passam de pura especulação, podendo não traduzir a realidade, acrescendo o perigo de serem plausíveis e orientarem os esforços das autoridades no sentido errado.

Tendo em conta que esta Páscoa foi a que fez mais vítimas mortais nos últimos dez anos, e que os números referentes ao primeiro trimestre do ano são bastante desfavoráveis, a ideia de que este foi apenas um período mau ou conjuntural não faz qualquer sentido, tendo o Governo anunciado algumas medidas, como a instalação de mais radares e câmaras de velocidade média e um maior recurso a inteligência artificial, e que serão complementadas no futuro com mais iniciativas a anunciar num futuro próximo.

Não esperavamos que um plano completo, com um conjunto extenso de medidas, abrangendo os vários factores que contribuem para a sinistralidade rodoviária, fosse apresentado de imediato, mas quando se aponta para um futuro indeterminado, sem prazos defenidos, o risco de, mais uma vez, se cair no esquecimento ou adoptar uma política simplista, com medidas tão fáceis de implementar quanto impraticáveis, que, efectivamente, por não serem realistas, nunca serão cumpridas podendo, no limite, alimentar os cofres do Estado através da imposição de coimas.

quarta-feira, abril 08, 2026

Uma Páscoa trágica nas estradas - 1ª parte

O número de acidentes e de vítimas mortais resultantes durante o período da Páscoa, que excede em muito o de anos anteriores, para além de ser de lamentar, é francamente preocupante, sendo necessário apurar a que se deve esta situação, avaliando se estamos diante de um conjunto de factores confluentes e de coincidências ou se este é um problema mais estrutual.

Nesta altura, estamos a falar de uma vintena de mortos, e de mais de dois milhares e meio de acidentes, sendo que, se no primeiro caso bastaria a existência de um par de acidentes graves com múltiplas vítimas para uma alteração muito substancial, no total de acidentes, para números desta ordem, não podemos estar a falar de um conjunto de infelizes coincidências, mas de algo muito sério que é necessário analizar.

Podemos, naturalmente, intuir alguns factores confluentes, que serão, essencialmente conjunturais, mas que dificilmente podem ter um impacto tão substancial, pelo que será sempre de ir mais longe, seja analizando os factores conjunturais, como o clima ou danos em vias resultantes do mau tempo, seja estudando as causas mais profundas e que, consideramos, serem as únicas que podem implicar uma variação tão substancial no número de acidentes.

Tendo em conta o bom tempo, seguindo-se a um Inverno rigoroso, seria de prever que o volume de tráfego seria superior ao normal, mesmo tendo em conta as restrições resultantes do aumento do preço dos combustíveis, mas apenas um maior número de veículos nas vias de circulação, em condições atmosféricas muito favoráveis, não justifica, só por sí, o aumento do número de acidentes.

quarta-feira, novembro 26, 2025

Alerta de "phishing" na "Sexta Feira Negra" - 2ª parte

Também o endereço de envio das mensagens tende a ser proveniente de um domínio diferente daquele que se pretende representar, numa tentativa de não comprometer o "site" falso, que rapidamente ficaria na mira dos monitores de "spam" e seria verificado e, quase certamente, neutralizado, o que pode acontecer bloqueando o tráfego ou removendo o endereço utilizado da lista de DNS, pelo que este tipo de desfazamento constituirá um alerta grave.

Apesar de um cada vez maior número de mensagens de "phishing" serem interceptadas pelos filtros dos vários prestadores de serviço, aquelas que não são detectadas como falsas revelam-se francamente mais sofisticadas, com uma aparência francamente convincente e, em muitos casos, incluindo o nome do destinatário, proveniente de uma das inúmeras listas de endereços à venda na Internet e que facilitam este tipo de actividade criminosa.

Naturalmente, quem tem alguns conhecimentos de informática está melhor protegido, mas qualquer utilizador pode fazer uma despistagem simples, por exemplo, copiando o endereço constante de uma mensagem e colocando-o num "site", como o DomainTools.com, que irá fornecer algumas informações relevantes, uma delas a antiguidade do registo do "site" em análise, que, sendo muito recente, levantará suspeitas imediatas.

Não há fórmulas universais que protejam completamente contra ataques de "phishing", pelo que será sempre de alertar para a prudência e para o bom senso, evitando precipitações, escrevendo os endereços dos "sites" a visitar em vez de recorrer a ligações que são incluídas em mensagens, desconfiar de argumentações pouco comuns, formas pouco habituais de se dirigir ao receptor da mensagem ou preços irrealistas.

segunda-feira, novembro 24, 2025

Alerta de "phishing" na "Sexta Feira Negra" - 1ª parte

Sempre que se aproxima a "Sexta Feira Negra", um dos maiores eventos comerciais anuais, repetimos o alerta para a grande incidência de ataques de "phishing" que decorrem nesta época em que o volume de compras "online" aumenta muito substancialmente e alguma pressa na concretização dos melhores negócios, com receio que alguns produtos esgotem, resultam numa maior vulnerabilidade.

É nesta altura que surge um maior número de "sites" falsos, capazes de replicar de forma convincente os que são detidos por algumas das maiores plataformas de venda "online", como o caso da Amazon, que chegam a ser replicados com grande detalhe e extensão, podendo enganar com alguma facilidade quem clique nas ligações de mensagens que replicam bem as originais.

O próprio nome destes "sites" falsos replica bem o dos originais, sendo a diferença do endereço, por vezes, quase imperceptível, em muitos casos recorrendo a caracteres não existentes na maioria dos países ocidentais, mas que têm uma aparência semelhante, com este truque a ser utilizado, sobretudo, nas vogais, para as quais existem caracteres muito parecidos mas que vão identicar endereços distintos.

Mesmo assim, na maior parte dos casos existem pequenos sinais de alerta, seja a nível da construção frásica, de pequenos erros ortográficos, num tipo de argumentação que visa uma decisão imediata, como a menção a unidades disponíveis em número muito limitado, preços completamente desfazados da realidade, mesmo tendo em conta os descontos praticados nesta altura, ou a ausência do nome do destinatário, bem como a utilização de um nome que não o do registo no "site" em causa.

terça-feira, julho 29, 2025

ANACOM quer nova legislação contra o "spoofing" - 3ª parte

Apesar de a ANACOM vir agora sugerir medidas legislativas e alterações por parte dos operadores, o que, em teoria, é positivo, o facto é que o regulador tem uma acção fraca na manutenção das ordem no sector das comunicações, bem patente nos preços dos vários operadores a operar no mesmo sector ou no desastroso desempenho dos CTT, que se permite atrasos inadmissíveis enquanto mantém a concessão do serviço postal universal.

Provavelmente terão que ser os responsáveis pelo "software" dos dispositivos móveis, complementados pelas respectivas plataformas de inteligência artificial, a responderem ao "spoofing", já que dificilmente os operadores nacionais irão implementar novos filtros, mesmo que como resposta a nova legislação, que demora a ser aprovada e, quase sempre, se revela tecnicamente deficiente e de difícil implementação, resultando na sua inutilidade.

Também as empresas cujo nome é utilizado deviam ter uma intervenção mais acertiva, intervindo imediatamente na defesa dos seus clientes, tal como empresas prestadoras de serviços, uma vez alertadas, e caso não hajam num prazo determinado, e forçosamente muito curta, são essenciais para combater este tipo de crime, o que passa pela penalização severa da inação face a denúncias fundamentadas, assumindo a responsabilidade por prejuízos de terceiros.

Assim, a melhor defesa contra o "spoofing" continua a ser a educação dos utilizadores e a sua sensibilização para a necessidade de denunciar ataques, recorrendo às ferramentas disponíveis nos próprios dispositivos, selecionando as opções que aumentem a segurança e melhorem a privacidade e, acima de tudo, mantendo a calma e bom senso caso surjam ataques, evitando cair em qualquer das inúmeras armadilhas proporcionadas pelas tecnologias dos dias de hoje.

sábado, julho 26, 2025

ANACOM quer nova legislação contra o "spoofing" - 2ª parte

Não obstante as capacidades presentes a nível de "software", é exigível aos operadores que assumam responsabilidades e sejam eficazes, aumentando o número de filtros e o controle dos utilizadores no respeitante à sua privacidade, mas também eliminando rapidamente os dispositivos e acessos na origem deste tipo de actividade ilegal.

Um operador pode excluir da sua rede, impedindo a autenticação, seja os cartões SIM, seja os próprios dispositivos onde estes são instalados, dado que todos eles têm identificadores próprios e únicos, reconhecidos pela rede, e que sendo excluídos, deixam de ser úteis para perpretar crimes, sendo sempre de passar este tipo de informação para as entidades policiais e para os restantes operadores, que assim podem, igualmente, bloquear o dispositivo.

Por outro lado, é absolutamente essencial que quem recebe este tipo de comunicação o reporte às entidades competentes, sendo a denúncia o método mais simples para reduzir este tipo de actividade criminosas, para o que a colaboração de todos é absolutamente necessária, mesmo que tal represente um pequeno incómodo, inevitável quando se tem que dispender algum tempo a efectuar o contacto necessário.

No limite, e mesmo não reportando às entidades oficiais, o assinalar no dispositivo que uma chamada ou mensagem configura uma actividade criminosa, é essencial, enviando o relatório com descrição do ocorrido, tipificando-o de acordo com as categorias incluidas no "software".

quinta-feira, julho 24, 2025

ANACOM quer nova legislação contra o "spoofing" - 1ª parte

A ANACOM, Autoridade Nacional para as Comunicações, propôs alterações legislativas que protejam os utilizadores de comunicações de chamadas e mensagens de "spoofing", onde identificadores idênticos aos de entidades legítimas são utilizados para comunicações de voz ou por mensagem por parte de criminosos.

O "spoofing" tem vindo a aumentar, não obstante os números que a ANACOM apresenta serem baixos e, obviamente, corresponderem a uma pequena fração do total, algo que é consequência da pouca confiança que os utilizadores têm nas autoridades, do que decorre que não denunciam situações criminosas, salvo se foram prejudicados recorrendo a esta actividade.

A proposta da ANACOM passa por um maior controle por parte das operadoras, a quem caberia implementar métodos que permitissem uma maior probabilidade de detecção do "spoofing", bem como o bloqueio, a pedido dos utilizadores, de chamadas com determinadas proveniências e, eventualmente, com algumas tipologias.

É de notar que os dispositivos móveis ditos inteligentes já efectuam uma grande parte desta filtragem, caso os utilizadores activem as opções relevantes para o efeito, identificando números de origem e conteúdos suspeitos com cada vez mais rigor, recorrendo a sistemas baseados em Inteligência Artificial, sendo cada vez menor a percentagem de tentativas de "spoofing" a ter sucesso.

terça-feira, abril 15, 2025

Ferramentas para detecção de "phishing" - 2ª parte

As informações resultantes da consulta são objectivas e fáceis de entender por parte de qualquer utilizador, mas também são disponibilizadas outras ferramentas, como a que detecta "sites" falsos registados com pequenas alterações do endereço, que podem passar pela simples alteração de um caracter por outro, de formato muito semelhante, mas que pode ser proveniente de outra linguagem, e que nem sempre é fácil de detectar visualmente.

Em muitos casos, existem comunidades ou foruns destinados a fazer a partilha de informações ou a proporcionar um melhor entendimento dos mecanismos utilizados, onde os utilizadores podem obter esclarecimentos adicionais e obter respostas a questões concretas, o que é particularmente importante no caso das contas gratuitas que, naturalmente, não terão acesso ao mesmo tipo de suporte prestado a utilizadores que pagam o serviço, entre os quais se encontram empresas e entidades públicas e privadas.

Existem diversas ferramentas deste tipo, com variantes pagas, capazes de forneceder uma análise mais detalhada, e gratuitas, que, fornecendo menos informações, podendo ser mais morosas ou tendo limitações no número de utilizações, podem fornecer as informações suficientes para que o utilizador possa decidir de forma consciente.

Naturalmente, nada pode substituir o bom senso e a atenção aos detalhes, sendo necessário que cada utilizador tenha os conhecimentos básicos que permitam suspeitar ou mesmo detectar mensagens fraudulentas, onde, tipicamente, as imprecisões e generalizações, erros ortográficos ou de composição frásica, aliados a pedidos de dados e à urgência, devem servir de alerta, evitando precipitações e erros que se podem pagar caro.

domingo, abril 13, 2025

Ferramentas para detecção de "phishing" - 1ª parte

Numa altura em que o "phishing" continua a aumentar, surgem novas ferramentas, algumas das quais baseadas em inteligência artificial, destinadas a verificar se uma mensagem de correio electrónico é genuína ou fraudulenta, tentando obter dados pessoais ou redirecionando o utilizador para "sites" infectados.

Existem várias formas de proceder à detecção desse tipo de mensagens, a maioria das quais são assinaladas pelas plataformas de correio electrónico mais conhecidas, caso do Gmail ou do Outlook, mas o facto é que podem registar-se falhas, cabendo ao utilizador a responsabilidade de determinar se está diante de uma mensagem genuína ou fraudulenta, para o que pode recorrer a uma das ferramentas existentes na Internet.

O "CheckPhish" é exemplo deste tipo de ferramentas "online", bastando fornecer o endereço constante da mensagem no qual se pretende que o utilizador clique, e aceda, o que é feito facilmente clicando com o botão direito do rato e clicando na opção de copiar URL e copiando-o para a caixa de diálogo, para obter uma respostas quanto à credibilidade do "site".

O sistema baseia-se em critérios que vão sendo apurados e numa base de dados, de onde constam análises prévias, sendo listados os "sites" envolvidos, mas também o tipo e conteúdo das mensagens e os mecanismos de envio, por vezes enviados através de plataformas concebidas para o efeito, em muitos casos legítimas, mas utilizada de forma abusiva.

domingo, janeiro 12, 2025

Mortes na estrada aumentam na época festiva - 4ª parte

Também o sistema judicial tem grandes responsabilidades, não apenas no atraso dos julgamentos de situações que podem envolver crimes rodoviários, mas também na aplicação das penas, tipicamente muito ligeiras face às consequências, como se a negligência ao volante da qual resulta um acidente grave, por falta de intencionalidade, fosse considerado como pouco mais do que um azar, mesmo quando do comportamento resultam vítimas mortais.

Se existem crimes cuja punição é absurdamente leve, são os rodoviários, com os juízes a aplicarem penas leves, quase sempre suspensas, mesmo quando de uma negligência grosseira resultam vítimas mortais, quase dando a entender que, assumindo que tal pode acontecer a qualquer um, inclusivé aos próprios, convém ser magnánimo, antecipando possíveis ocorrências que os envolva.

Neste contexto, que permite a condutores sem aptidão, seja técnica, seja funcional ou comportamental, manterem-se na estrada, poucas estratégias de combate à sinistralidade rodoviária será eficaz, dado que quem é reponsável por uma grande parte das ocorrências se mantém nas estradas, quase sempre continuando a fazer vítimas, sem que exista um esforço real para que tal não aconteça.

O laxismo e permissividade vigentes, conjuntamente com falta de meios e opções políticas que podem ficar entre o infelizes e o criminosas, quando os efeitos se consolidam, provocam resultados facilmente previsíveis, sendo o número de acidentes e de vítimas mortais antecipaveis face a uma estratégia que visa, essencialmente, ganhos políticos, demonstando, seja pelas medidas adoptadas, seja pela falta de investimento, falta de consideração pelas vítimas resultantes da escassa segurança rodoviária.

sexta-feira, janeiro 10, 2025

Mortes na estrada aumentam na época festiva - 3ª parte

Não sendo possível estabelecer uma relação aritmética, ficam os indicadores quanto ao socorro prestado e ao atendimento recebido pelas vítimas, entrando aqui os dados referentes à mortalidade no mês que se segue a um acidente, e que, analizando casos individuais, permitem uma análise mais fina deste problema.

As recentes medidas aprovadas no âmbito dos veículos de duas rodas, com dispensa de inspecções periódicas obrigatórias, mais uma vez adiadas, e a proposta de que possam circular entre filas de trânsito, mesmo que com algumas restrições, apenas podem aumentar o número de acidentes, sendo óbvio que surgiram apenas para obter os votos dos motociclistas, sem preocupação com a segurança destes e, consequentemente, com a de outros utentes das vias.

Estas opções políticas também condicionam as autoridades fiscalizadoras, incluindo forças policiais que, mesmo perante alguns veículos de duas rodas menos seguros, dificilmente podem actuar, com o seu esforço, que reconhecemos, a esbarrar num labirinto administrativo e judicial que torna a actividade fiscalizadora mais complexa e dispendiosa, sendo disso exemplo o tempo dispendido por agentes de forças policias em tribunal, nos julgamentos de infrações e crimes rodoviários.

As demoras dos processos administrativos, que demoram excessivamente a adoptar medidas contra quem conduz de forma irresponsável, sobretudo a nível de apreensão da carta de condução, onde os recursos para os tribunais podem ir adiando a efectivação de medidas mais restritivas, do que pode resultar a prescrição da decisão administrativa, tornando-a completamente ineficaz.

quarta-feira, janeiro 08, 2025

Mortes na estrada aumentam na época festiva - 2ª parte

Em aberto, e duvidamos que esses dados sejam disponibilizados, temos o tempo do socorro, concretamente aquele que os meios diferenciados, adequados a cada acidente concreto, demoraram a chegar, bem como o que foi necessário para transportar as vítimas até à unidade hospitalar onde pudessem ser prestados os cuidados necessários, algo que consideramos essencial para poder extrair algumas conclusões quanto ao aumento do número de vítimas mortais.

É, ainda, de recordar que os feridos graves que venham a falecer no período de 30 dias após um acidente, e como consequência deste, serão, posteriormente, incluídos nas estatísticas, lamentando-se que exista um prazo limite, sabendo, por experiência própria, que a morte pode ocorrer passado mais de um mês após o acidente que está na origem do óbito.

Apesar de os números anunciados pela comunicação social serem, inevitavelmente, inferiores aos definitivos, e é de notar que, um mês após o termo do período em análise, não são anunciados novos números, estamos diante de uma realidade trágica, com uma evolução negativa, e sem uma estratégia para a segurança rodoviária digna desse nome, ficando a ideia de que, para os responsáveis políticos, os votos são mais importantes do que a vida.

Havendo uma descrepância na evolução entre o número de acidentes e as respectivas consequências, e aqui os números são mais significativos em termos estatísticos, pelo seu volume, torna-se possível começar a avaliar a capacidade de resposta do socorro e do atendimento, aferindo se as consequências divergem de anos anteriores e se a taxa de sobrevivência aumenta ou diminui.

segunda-feira, janeiro 06, 2025

Mortes na estrada aumentam na época festiva - 1ª parte

O elevado número de acidentes com vítimas mortais nesta época festiva, não apenas representa uma tragédia para famílias e amigos, mas também tem um impacto social inegável e merece uma reflexão, dado que os números contrariam tendências e ultrapassam em muito o que seria de prever tendo em conta o tipo de estradas onde ocorrem e os veículos que nelas circulam.

Custa-nos a crer que, quase subitamente, os condutores portugueses tenham uma maior propensão para acidentes, mais de 2.000 este ano, sobretudo quando estes acontecem em condições climáticas favoráveis à condução, num período frio mas sem chuva, com zonas onde surge alguma neblina, mas com pouca intensidade e que pouco impacto teria em termos de visibilidade.

Assim, até dia 01 de Janeiro, havia um total de 25 mortos, a que irão acrescer os feridos graves que vierem a falecer no próximo mês em consequência directa dos acidentes em que foram envolvidos, no período que começou no dia 18 de Dezembro e abrange o Natal e a passagem de ano, sendo preocupante verificar-se que, independente do aumento da segurança dos veículos, os números são elevados, e mesmo sabendo que cada acidente é um caso particular, independente e cuja análise não deve ser extrapolada, um um elevado número de ocorrências pnão pode ser tratado como uma coincidência infeliz.

Quando os números, independentemente da sua gravidade, são baixos, uma mera análise estatística pode ser traiçoeira, basta lembrar que um par de acidentes com várias vítimas cada, ocorrendo de forma furtuita, podem distorcer dados estatísticos quando estes se baseiam em poucas ocorrências, sendo necessário avaliar outros números, correlacionados mas quantitativamente mais elevados, como o total de acidentes e de feridos, para se alcançarem conclusões mais próximas da realidade.

sábado, dezembro 21, 2024

Época festiva para ataques informáticos

Com o aproximar da época festiva, durante a qual o número de transações "online" aumenta, sugerimos aos nossos leitores que procedam, previamente, à actualização dos seus dispositivos, independentemente do sistema operativo utilizado, com os quais acedem à Internet, e instalem, sobretudo, as actualizações de segurança e os anti-vírus.

Para além das actualizações do sistema operativo e "software" de suporte, actualizar os navegadores e as defenições dos anti-vírus, mas também aplicações específicas, a partir das quais se efectuem transações "online", como as que são disponibilizadas por plataformas de vendas e supermercados, sobretudo aquelas que acedem ou armazenam internamente dados financeiros, que merecem uma protecção especial.

Pode ser necessário forçar as actualizações, de modo a que estas sejam descarregadas e instaladas de imediato, ao invés de esperar pelo processo de actualização automático, que depende do sistema e pode ser mais moroso, sendo, obviamente, menos controlável pelo utilizador, que pode não ter sequer a percepção da realização do processo e dos resultados, sejam estes positivos ou negativos.

Obviamente, nada compensa uma atitude prudente e o bom senso, já que grande parte dos ataques informáticos bem sucedidos resultam de "phishing", com o próprio utilizador a, por engano, comprometer as suas própria credenciais e dados pessoais, mas dispor de um sistema actualizado disponibiliza uma segunda linha de defesa, já que aplicações mais recentes e actualizadas podem detectar situações de perigo ou comprometimento, mesmo que este seja dissimulado ou imperceptível para o próprio utilizador.

sexta-feira, dezembro 13, 2024

Trocar a segurança rodoviária por votos - 4ª parte

Cremos que esta é a lamentável resposta do PS à proposta do Partido Social Democrata, apoiada pelo Chega, que visa evitar as inspecções periódicas obrigatórias para motociclos com cilindrada superior a 125 cc, no que parece ser uma luta pelos votos dos motociclistas, com os vários partidos a fazerem as suas ofertas, independentemente das consequências que daí possam advir.

Aliás, temos muitas dúvidas que muitos motociclistas avaliem de forma positiva este tipo de medidas, que na prática podem ser virtualmente inaplicáveis, e que os coloca em risco e à mercê daqueles que, pela sua falta de prudência, por vezes aliada à pressa que resulta da pressão para a realização de deslocações rápidas, como os que se dedicam a entregas, e pode resultar numa maior desconfiança face a quem conduz motociclos e ao aumento dos prémios dos seguros.

Em vez de propor melhorias estruturais, preparando novas estratégias e políticas rodoviárias, medidas avulsas, com fins eleitoralistas, que colocam em perigo todos os utentes das vias, parecem ser uma opção simples, ou simplória, para quem compete por votos sem olhar a meios e sabendo que, no caso de das medidas por sí aprovadas resultem consequências gravosas, nunca serão por isso responsabilizados.

Quem cria condições para que aumente o número de acidentes, criando legislação que aumente o perigo rodoviário, não deve apenas ser responsabilizado politicamente, dado que face à gravidade do que se pode considerar mais do que uma negligência grosseira, a responsabilização criminal devia ser devidamente equacionada, com tudo o que tal implica para os decisores que as concretizem.