Há uns tempos, no princípio do confinamento, escrevi algures num comentário do Facebook que de certeza que a epidemia e o confinamento iriam aparecer, daqui a uns anos, como pano de fundo ou tema de vários filmes.
Mas depois comecei a duvidar disso, já que as gripes asiática e de Hong Kong mataram muito mais gente e penso que a única marca que deixaram na cultura popular foi uma história do Pato Donald, que inclui também motins nas ruas e extra-terrestres*.
*diga-se que, além da história de hoje da fosfina venusiana, há vários meses que andam a correr notícias, na imprensa de referência e/ou com fontes institucionais, relacionadas com OVNIs.
Monday, September 14, 2020
2020?
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Thursday, January 10, 2019
Os paraquedas são inúteis?
Parachute use to prevent death and major trauma when jumping from aircraft: randomized controlled trial, por Robert W Yeh , Linda R Valsdottir, Michael W Yeh, Changyu Shen, Daniel B Kramer, Jordan B Strom, Eric A Secemsky, Joanne L Healy, Robert M Domeier, Dhruv S Kazi, Brahmajee K Nallamothu:
Objective To determine if using a parachute prevents death or major traumatic injury when jumping from an aircraft.[via Chris Dillow]
Design Randomized controlled trial.
Setting Private or commercial aircraft between September 2017 and August 2018.
Participants 92 aircraft passengers aged 18 and over were screened for participation. 23 agreed to be enrolled and were randomized.
Intervention Jumping from an aircraft (airplane or helicopter) with a parachute versus an empty backpack (unblinded).
Main outcome measures Composite of death or major traumatic injury (defined by an Injury Severity Score over 15) upon impact with the ground measured immediately after landing.
Results Parachute use did not significantly reduce death or major injury (0% for parachute v 0% for control; P>0.9). This finding was consistent across multiple subgroups. Compared with individuals screened but not enrolled, participants included in the study were on aircraft at significantly lower altitude (mean of 0.6 m for participants v mean of 9146 m for non-participants; P<0.001) and lower velocity (mean of 0 km/h v mean of 800 km/h; P<0.001).
Conclusions Parachute use did not reduce death or major traumatic injury when jumping from aircraft in the first randomized evaluation of this intervention. However, the trial was only able to enroll participants on small stationary aircraft on the ground, suggesting cautious extrapolation to high altitude jumps. When beliefs regarding the effectiveness of an intervention exist in the community, randomized trials might selectively enroll individuals with a lower perceived likelihood of benefit, thus diminishing the applicability of the results to clinical practice.
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Thursday, October 20, 2016
O estatuto legal dos extra-terrestres
The Legal Rights of Extraterrestrials, por Robert Freitas Jr. (inicialmente publicado em Analog Science Fiction/Science Fact: Vol. XCVII, No. 4, Abril de 1977):
When an alien lands on the White House lawn, who should greet him (her? it?): someone from the Immigration and Naturalization Service, or someone from the Fish and Wildlife Commission?O artigo é possivelmente um bocado datado (de 1977) e (como é provavelmente natural num artigo sobre questões jurídicas, em que as leis mudam de país para país, e portanto um autor tenderá a escrever sobre as leis do seu país) centrado na legislação dos EUA.
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Friday, August 01, 2014
Mail que acabei de receber
It is confirmed. JP.Monfort, the first Human ever to present a Candidacy to the Presidency of the Sollar System, will ask U.S. President Barack Obama to run with him as Prime Minister of Planet Earth.Unofficial sources confirm that President Barack Obama has not decided yet what he will do after his second mandate at the White House expires in January 2016. President Obama cannot run for a third term. (...)In JP.Monforts candidacy to the Republic of the Sollar System, he shall need a running candidate to Prime Minister in every Planet of the Sollar System, including Planet Earth.JP.Monfort continues to search for running candidates in every other planet of the Sollar System including Jupiter and Saturn. Any interested aliens can submit their expression of interest via intergalactic email (i-email).
[Isto deve ter por trás algum bizarro esquema de spam]
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Monday, December 02, 2013
Leis e magia
The Magic of the Law, um artigo no Overthinking It expondo a tese de que a magia na ficção acaba por ser muito semelhante ao Direito (nos comentários, a conversa depois evoluiu para uma discussão sobre o padrão-ouro e a economia no mundo do Harry Potter).
Já agora diga-se que, na minha opinião, a personagem "Rumplestiltskin/Gold" na série Era uma vez... parece feita de propósito para ilustrar a tese do artigo...
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Thursday, July 11, 2013
Monday, May 20, 2013
Loose Change - parte II
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Thursday, January 24, 2013
Causa ou correlação?
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Saturday, January 12, 2013
EUA não vão construir "Estrela da Morte"
Em resposta a uma petição para construir uma "Estrela da Morte", a Casa Branca responde:
The Administration shares your desire for job creation and a strong national defense, but a Death Star isn't on the horizon. Here are a few reasons:
- The construction of the Death Star has been estimated to cost more than $850,000,000,000,000,000. We're working hard to reduce the deficit, not expand it.
- The Administration does not support blowing up planets.
- Why would we spend countless taxpayer dollars on a Death Star with a fundamental flaw that can be exploited by a one-man starship?
[Via Business Insider]
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Sunday, August 12, 2012
O contra-ataque do Ocidente
"A Vingança dos Sith" traduzida para chinês e posteriormente legendada em inglês (provavelmente retraduzida a partir do chinês). Mais cenas do filme aqui.
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Saturday, August 04, 2012
Quem vai ganhar mais medalhas nos Jogos Olímpicos
Segundo esta guaxinim, vai ser a China.
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Monday, June 11, 2012
Anarquismo e "A Bela e o Paparazzo"
Apesar de ser um "país" (não me lembro se os personagem, nalgum momento, chegam a usar a palavra "Estado"), acho que há algo de anarquista na ideia do "Tiago" de "A Bela e o Paparazzo" de criar um país independente no seu prédio (tem implícito a ideia de direito de secessão, fala em criar uma federação com prédios vizinhos - e não em alargar o país ao prédios vizinhos - e creio que até tinha uma ideia qualquer de cada andar ter as suas próprias leis).
Penso que não seria é enquadrável nos modelos clássicos do anarquismo: não seria anarco-socialismo (já que não há qualquer intenção de alterar as relações de propriedade), mas também não me parece o anarco-capitalismo tradicional - neste, provavelmente o prédio seria governado pelos proprietários (tal qual uma assembleia de condomínios, com voto por permilagem); o filme não foi muito claro a esse respeito, mas tudo aponta para o voto nas assembleias que o Tiago organizava ser por habitante (acho que ele fala em ser tudo decidido pelo "povo", e parece-me que numa das reuniões alguém quer deixar de pagar renda, o que implica que os inquilinos também participavam). Por outro lado, talvez o Tiago fosse o dono de prédio (parece-me que no principio alguém diz "o prédio é teu", mas isso pode ter muitos significados), e nesse caso acabará, por vias convulutas, de ser uma forma de anarco-capitalismo: o proprietário proclama a independência da sua propriedade e decide como ela deve ser governada (e, neste caso, o proprietário decidiu implantar lá uma democracia directa como poderia ter decidido implantar lá outra coisa qualquer).
Ou talvez não seja boa ideia tentar fazer grandes reflexões teóricas a partir de uma side story protagonizada pelo Nuno Markl dentro de um filme da Soraia Chaves.
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Wednesday, June 06, 2012
Um frigorifico de chumbo pode ser uma protecção contra uma explosão nuclear?
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Monday, March 19, 2012
Tide - o novo grande negócio da economia clandestina?
Tide Detergent Being Stolen From Stores Across the Country (Yahoo News):
Tide laundry detergent is meant to be used for household cleaning purposes, but thieves are turning it into something dirty. Authorities are reporting a spike in thefts of Tide, and in some cities they are setting up task forces where the detergent is sold to track the number of bottles in stores. Police believe thieves are using the soap on the black market, which retails for $10-$20, to buy drugs. On the black market, Tide is often referred to as "liquid gold" and can go for $5-$10 per bottle.Ou é apenas um rumor posto a circular na internet para ver quem é que acredita na história (ver os comentários a este post sobre o assunto)?
Last year, in St. Paul, Minnesota, a man is alleged to have stolen $25,000 worth of Tide over 15 months before authorities captured him. Stores such as CVS have amped up security measures to prevent theft; at some locations the detergent is kept in a locked container and an employee must retrieve it for customers.
So why is Tide the only detergent being targeted? Authorities list several reasons: Tide is instantly recognizable because of its Day-Glo orange bottle; it is one of the most expensive brands of laundry detergent; and it does not have serial numbers, so it cannot be tracked.
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Thursday, February 16, 2012
A invenção da agricultura
Meet Dicty the amoeba – the world’s smallest farmer, no Not Exactly Rocket Science:
Meet the world’s smallest farmer – a “social amoeba” that seeds new land with bacteria, which it then eats. Just as human farmers carry seeds and livestock when they move to new areas, the amoeba can prepare for harsh conditions by bringing a ready food supply with it. It joins ants, termites and humans on the list of creatures that practice agriculture. (...)
Scientists pieced together Dicty’s life cycle decades ago, but it still carries surprises. Debra Brock from Rice University captured 35 wild amoebas from Virginia and Minnesota and found that a third of them carried bacteria in their slugs and spores. The bacteria hail from a number of different species, and half of these are found on Dicty’s menu. When the spores land in new locations, their bacterial cargo start to multiply, which provides the amoebae with food.
When Brock scattered spores in a sterile dish, she found that the “farmers” fared better. By seeding the dish with their bacterial cargo, they had a ready source of food. If the spores didn’t have any bacteria, the amoebae hatched to find a famine awaiting them. Very few completed their life cycle. Sterile soils may be rare in nature, but Brock found that the farmers kept their advantage when they landed in soil that had the wrong kind of bacteria. Dicty is a fussy eater, so it pays for it to carry around its preferred morsels.
This is a more passive style of farming than ants, termites or humans. Dicty doesn’t actually do anything to grow its bacteria, short of taking it to the right place. By contrast, ants and termites grow fungi by keeping it in just the right conditions, feeding it with leaves, and pruning away weed. Humans do the same for the crops that they farm.
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Friday, October 21, 2011
Competição para arquitectos
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Tuesday, September 13, 2011
A matemática de "Caminhando", de Thoureau
Um assunto em que reflicto há muito:
"As vizinhanças de minha casa oferecem lugares para muitas boas caminhadas; já as percorro há muitos anos, quase todos os dias e até por vários dias seguidos e, no entanto, não tirei tudo o que há para aproveitar neles. Uma paisagem inteiramente nova é um grande felicidade, e ainda posso conseguir uma há tarde, em qualquer uma das minhas tardes. Duas ou três horas de caminhada me conduzem até ao mais estranho dos países que jamais desejaria ver, Uma única cabana que até então me escapara à vista é às vezes tão deslumbrante como os domínios do rei do Daomé. Na verdade, existe uma harmonia possível de ser descoberta entre as possibilidades de uma paisagem num circulo com dezasseis quilómetros de raio - ou o limite de uma caminhada vespertina - e os setenta anos de uma vida humana. A paisagem nunca lhe parecerá muito familiar." (Caminhando, Henry David Thoureau)Será que isto faz sentido (Thoreau era agrimensor de profissão, logo estaria familiarizado com este género de cálculos)?
A minha primeira questão são mesmo os 16 Kms de raio; não me estranha nada que em "[d]uas ou três horas de caminhada" Thoreau fizesse 16 Kms (eu próprio consigo fazer uns 5-6 Km/hora) - o meu problema é que um passeio dentre de um circulo com um raio de 16 Kms implica percorrer, de ida e volta, 32 Kms, o que dá para aí 6 horas de caminhada; ora isso não é uma caminhada vespertina, é passeio para um dia, daqueles em que se leva merenda para almoçar no caminho.
Mas a questão mais relevante não é essa - vamos admitir que Thoreau fazia passeios num raio de 16 Kms - será que a paisagem iria parecer-lhe sempre nova? Vamos admitir que para duas paisagens parecerem diferentes terão que ter uma distância de pelo menos 100 metros. Ora, um circulo com 16 Kms de raio terá 100,531.. Kms de perímetro (16 Kms * 2 * PI); simplificando, 100 Kms; assumindo os tais 100 metros de distância entre duas paisagem, temos uns mil destinos possíveis para as tais caminhadas. Isso esgota as possibilidades em menos de 3 anos (muito abaixo dos 70 anos que Thoreau fala).
É verdade que Thoreau também escreve:
"É certo que a vida passada ao ar livre, exposta ao sol e ao vento, provocará uma certa aspereza de carácter (...) De outro lado, ficar dentre de casa pode levar igualmente a uma macieza ou lisura da pele (...), justamente com uma maior sensibilidade a certas impressões (...) e á absolutamente certo que a virtude estará numa boa proporção entre pelo gorssa e pele fina. Mas acho que a escama cairá no momento certo - e a fórmula natural será encontrada na proporção que a noite guarda com o dia, o inverno com o verão, a reflexão com a experiência"Onde quero chegar com isto - provavelmente ele não faria caminhadas 365 dias por ano; faria mais no verão e menos no inverno. Lowell (que não fica muito longe de Concord, onde Thoreau vivia) tem cerca de 115 dias de chuva por ano; assim, penso que talvez Thoreau fizesse umas 250 caminhadas por ano - de qualquer maneira, em 4 anos dava para conhecer a vizinhança toda.
O que pode estar a falhar no meu raciocinio?
a) talvez os 100 metros de distância seja demais - acho que o Massachusetts é (ou era, em meados do século XIX) uma zona de floresta, logo a visibilidade para os terrenos circundantes seria menor do que numa zona de "matagal" (estilo Califórnia ou Algarve), reduzindo a distância necessária para um caminhante achar a paisagem "nova". De qualquer maneira, se dos 15 aos 70 anos alguém fizer 250 caminhadas por ano, acabará fazendo 13.750 passeios, o que dará uns 7 metros de distância entre o destino de cada caminhada (parece-me pouco para alguém se surpreender com a paisagem).
b) a paisagem não varia apenas no espaço, mas também no tempo - se, ao fim de não sei quantos anos, eu voltar a percorrer o mesmo caminho, já acharei a paisagem diferente
Podemos tentar conjugar a) com b), e tentar responder à questão genérica "Quanto tempo demorará uma caminhada a passar a uma distância igual ou menor que de «x» metros de um ponto onde já se tenha ido antes?"; a forma mais correcta de responder a isto seria com probabilidades, mas penso que uma formula { tempo = 100.000/ (x*250) } não andará longe do resultado correcto - como já tínhamos visto, demorará 4 anos a voltar a passar a uma distância menor ou igual a 100 metros de um dado ponto e 57 anos a uma distância menor ou igual a 7 metros; generalizando para outros caso, teríamos 8 anos para uma distância de 50 metros, 40 anos para uma distância de 10 metros, etc.
Há também uma hipótese c), que é a de eu estar a "overanalyze".
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Wednesday, May 25, 2011
Como agir em caso de um ataque zombie
As recomendações do Center for Disease Control do governo dos EUA.
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Monday, May 02, 2011
Uma análise económica da "Estrela da Morte" na "Guerra das Estrelas"
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Monday, March 14, 2011
Contra o "pi"?
"π" Is Wrong [pdf], por Bob Palais
On Pi Day, is 'pi' under attack? (CNN)
A ideia geral - há uma carrada de formulas matemáticas com a expressão "2π" (se calhar quase todas as fórmulas em que aparece o π, aparece sob a forma 2π). Assim, se deixássemos de usar o π e criássemos outro número do género, mas equivalente ao perímetro da circunferência a dividir pelo raio (π = perímetro/diâmetro), ou seja, o dobro do π, as fórmulas ficariam muito mais simples e até mais lógicas.
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Miguel Madeira
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