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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Outros cogumelos da Mata das Caldas

Ganoderma resinaceum (em início de desenvolvimento)
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Ganoderma resinaceum
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Trametes versicolor
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Ainda na sequência de “posts” anteriores (ver respectiva etiqueta) com fotos de cogumelos da Mata das Caldas publicamos hoje mais algumas imagens de outras espécies de fungos cujo “habitat” é também a Mata supracitada. Informamos também que já foi identificado (pela Professora Ireneia Melo - a quem agradecemos a atenção) o cogumelo branco em forma de chifre de veado (post de 21 de Julho de 2010). Trata-se do Laurobasidium lauri. Pertence ao grupo dos Heterobasidiomicetes e surge em loureiros. Tem sido assinalado na Península Ibérica (em português, chamam-lhe madre do louro) e na Madeira e Açores. Parece ter propriedades sedativas e analgésicas sendo utilizado na Madeira para diminuir hemorragias uterinas.
A Mata das Caldas seria um paraíso para Alice.
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White Rabbit - Jefferson Airplane

One pill makes you larger
And one pill makes you small
And the ones that mother gives you
Don't do anything at all
Go ask Alice
When she's ten feet tall
And if you go chasing rabbits
And you know you're going to fall
Tell 'em a hookah smoking caterpillar
Has given you the call
Call Alice
When she was just small
When men on the chessboard
Get up and tell you where to go
And you've just had some kind of mushroom
And your mind is moving slow
Go ask AliceI think she'll know
When logic and proportion
Have fallen sloppy dead
And the White Knight is talking backwards
And the Red Queen's "off with her head!"
Remember what the dormouse said;
"Keep YOUR HEAD”

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Magnolia´s secret

 
Magnolia – JJ Cale

Whippoorwill's singing
Soft summer breeze
Makes me think of my baby
I left down in New Orleans
I left down in New Orleans
Magnolia, you sweet thing
You're driving me mad
Got to get back to you, babe
You're the best I ever had
You're the best I ever had
You whisper "Good morning"
So gently in my ear
I'm coming home to you, babe
I'll soon be there
I'll soon be there

quarta-feira, 21 de julho de 2010

White Mushroom

Laurobasidium lauri - Mata das Caldas da Rainha
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Hoje trago um desafio para os (as) visitantes. Um desafio feito cogumelo. Aliás cogumelos. De facto encontrei na Mata das Caldas uma (e única) árvore literalmente “vestida” na base com uma "saia" destes fungos. E o desafio é: ver quem consegue identificar de que espécie são. Pesquisar o nome científico, se é raro ou comestível/venenoso – ou não, etc. Seria interessante saber esses elementos dado que frequento a Mata há cerca de 27 anos e é a primeira vez que os encontro. São de cor esbranquiçada, podem atingir cerca de 20cm e têm formas pouco habituais, mais ou menos ramificadas e semelhantes aos chifres de alce ou a ramos de coral. Têm consistência elástica mas não moles e desprendem um aroma intenso a cogumelo. Vamos ver quem é o (a) primeiro (a) a descobrir.


Strange Form of Life - Bonnie 'Prince' Billy

quarta-feira, 30 de junho de 2010

O mistério das papoilas desaparecidas

Este ano algo de inusitado aconteceu às papoilas em redor da Lagoa de Óbidos e entre a Foz do Arelho e as Caldas da Rainha. Habitualmente quando passamos, em Maio e Junho, por estas áreas, deparamos com a alegria vermelha das papoilas pintando grandes extensões da paisagem campestre, aliás como é normal acontecer em muitos outros locais do país nesta época do ano. Mas este ano são raros e pequenos os tufos de papoilas que se observam. Não sei qual a razão. Não sei se houve alguma praga de insectos ou se há a concorrência de outras plantas ou ainda outras explicações mais bizarras. Apenas trago a questão. O que aconteceu às papoilas em redor da Lagoa de Óbidos?
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Where Have All The Flowers Gone? - Marlene Dietrich 

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A Selva (a propósito da Janela da Infância)

Foto colhida no Jardim Botânico em Lisboa
No jardim da nossa Infância há outras janelas de onde também sonhávamos o mundo. O sonho era possível não só à janela que dava para a rua mas também no isolamento do nosso quarto a ler um livro que trazíamos da estante dos crescidos, ou no alto de uma árvore. Umas vezes víamos o mundo “lá fora” a desfilar à janela e em outras ocasiões era o mundo “cá dentro” que passava no ecrã da nossa imaginação. Hoje, porém, lembrei-me da minha primeira árvore. Mais precisamente: sonhei com ela e, em consequência, resolvi visitá-la. Era uma nespereira que reinava num canto do quintal dos meus avós. O quintal ficava nas traseiras do rés-do-chão de uma rua lisboeta e era como um oásis rodeado do emaranhado de ferro das “escadas de serviço” unindo os prédios do quarteirão. O azul da infância inundava aquele quintal tranquilo e eu sonhava enquanto subia para o alto nos ramos da nespereira. Sonhos verdes e castanhos em direcção ao sol. Depois de uma fase de gnomos, fadas e coelhos bem-falantes, a árvore transportou-me para a selva africana. Um pouco mais crescido e influenciado pelo jornal infantil “O Mundo de Aventuras” depressa entoava o grito do Tarzan. Perscrutando montanhas mágicas longínquas, para além da savana, chamava a Chita ou os elefantes para me ajudarem a salvar o Tarzan, das lanças de uma tribo hostil, das garras dos leopardos ou de outros perigos da selva. Claro que sonhava também que um dia encontraria o Amor e a companhia de uma Jane que passasse perto da minha árvore. Como disse, hoje fui procurar a minha primeira árvore. Depois de conseguir transpor obstáculos que antes não existiam (outros prédios, muro e portões) consegui finalmente encontrar a nespereira da minha infância. Quase escondida num canto e rodeada de betão armado pareceu-me outra, mais pequena, suja e triste. Não contive porém a emoção e abracei-a como quem abraça um ente muito querido que não se vê há muitas décadas. As lágrimas soltaram-se naturalmente mas, no meio da alegria do momento, consegui no entanto perceber, como quem rebobina o filme da sua vida do fim para o início, que a selva (de onde acabava de chegar) era outra diferente da que imaginara e que, eventualmente, o menino que sonhara, no alto dos ramos daquela árvore, pretendia, ainda sem saber na altura, afinal salvar-me no futuro. Foi muito importante ter voltado aos ramos daquela nespereira e sentir que se tratava de um reencontro desde sempre previsto. A minha árvore da infância será sempre verde no sonho sonhado agora.

Llorando - Rebekah Del Rio Versão em espanhol da canção “Crying” (1962) de Roy Orbison (BSO do filme Mulholland Drive de David Lynch) 

sexta-feira, 30 de abril de 2010

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Cumplicidade

Phellinus torulosus - Mta das Caldas da Rainha
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Projecto de musgo Aninhado Ao colo do cogumelo Lento amor Na música da manhã A quietude das cores Como uma nave Pairando No espaço infinito
(VT)
Beauty of dreams – Sigur Rós 

terça-feira, 20 de abril de 2010

Da Arquitectura da Terra

Sementes de Plátano
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Sonata N. 21, D 960 (Schubert) - M. João Pires 
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Depois das nossas folhas e flores caírem
No foco do silêncio
Apenas o peso das sementes que deixarmos
Será determinante
(VT)
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Hoje é dia do 1º aniversário do blogue Heavenly. Durante este 1º ano publicámos 231 posts (1 filme e 236 fotografias, sendo 10 de quadros com pinturas em acrílico), quase sempre acompanhados por “banda sonora”, e recebemos 35.771 visitas oriundas de Portugal, Holanda, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Luxemburgo, Irlanda, Inglaterra, Itália, Noruega, Suécia, Finlândia, Suíça, Austria, Polónia, Hungria, Rep. Checa, Roménia, Ucrânia, Croácia, Bulgária, Slovakia, Grécia, Rússia, Estónia, Angola, Moçambique, África do Sul, Marrocos, Argélia, Tunisia, Turquia, Egito, Israel, Kuwait, Arábia Saudita, Japão, Kazakhstan, India, Paquistão, Nepal, Indonésia, Malásia, Tailândia, Vietnam, Macau, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Austrália, USA, Canadá, Bermudas, Brasil, México, Equador, Argentina, Chile, Peru, Paraguai, Uruguai, Colômbia, etc. Cabe pois agradecer a Amizade, a Ternura, a simpatia, as emoções, o apoio e os incentivos recebidos por parte de todos quantos, de diversos modos, nos acompanharam nesta aventura pela blogosfera. Um reconhecimento muito especial é devido a quem interveio mais activamente através de comentários – sempre tão importantes para a vida de cada blogue -, e para 112 amigos (as) que seguem atentamente a evolução do Heavenly através da inscrição na aplicação “seguidores”. Este post – bem como o próximo, celebram pois, simbolicamente, os laços e as cumplicidades desenvolvidas entre todos que se encontraram aqui na estética muito própria deste espaço “descobrindo-o” e proporcionado uma aprendizagem recíproca. Este pedacinho de mim que se chama Heavenly ficou muito sensibilizado. Bem hajam VT

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Caminho de flores

Oxalis pes-caprae, vulgarmente conhecida por erva-canária, erva-azeda-amarela, trevo azedo ou erva mijona é uma planta da família Oxalidaceae oriunda da África do Sul e subespontânea na região mediterrânica e Europa Ocidental, florindo de Janeiro a Abril. Tóxica (oxalatos) quando ingerida em grande quantidade. Actualmente polvilha a Mata das Caldas transformando o planalto dos plátanos numa aguarela impressionista.
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Clair de Lune – Claude Debussy 

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Folha de Plátano


California Dreaming (All the leaves are brown) – Mamas and Papas

As folhas dos plátanos desprendem-se e lançam-se
na aventura do espaço,
e os olhos de uma pobre criatura
comovidos as seguem.
São belas as folhas dos plátanos
quando caem, nas tardes de Novembro,
contra o fundo de um céu desgrenhado e sangrento.
Ondulam como os braços da preguiça
no indolente bocejo.
Sobem e descem, baloiçam-se e repousam,
traçam erres e esses, ciclóides e volutas,
no espaço escrevem com o pecíolo breve,
numa caligrafia requintada,
o nome que se pensa,
e seguem e regressam,
dedilhando em compassos sonolentos
a música outonal do entardecer.
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São belas as folhas dos plátanos espalhadas no chão.
Eram verdes e lisas no apogeu
da sua juventude em clorofila,
mas agora, no outono de si mesmas,
o velho citoplasma, queimado e exausto pela luz do Sol,
deixou-se trespassar por afiados ácidos.
A verde clorofila, perdido o seu magnésio,
vestiu-se de burel,
de um tom que não é cor,
nem se sabe dizer que nome tenha,
a não ser o seu próprio,
folha seca de plátano.
A secura do Sol causticou-a de rugas,
um castanho mais denso acentuou-lhe os nervos,
e esta real e pobre criatura,
vendo o Sol coberto de folhas outonais
medita no malogro das coisas que a rodeiam:
dá-lhes o tom a ausência de magnésio;
os olhos, a beleza.
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(António Gedeão, Poemas Póstumos)

domingo, 26 de abril de 2009

Os Cogumelos

Coprinus atramentarius - Mata das Caldas da Rainha
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Como se sabe os cogumelos são saprófitas
Isto é, alimentam-se do lixo da Natureza
Porém as cidades têm crescido em vez dos cogumelos
Obviamente tem aumentado o lixo pela Terra
VT