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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

The Box

Durante os meus passeios fotográficos pelas ruas da cidade o meu olhar foi atraído pelo contraste arquitectónico entre edifícios de meados do século XX e uma nova estrutura cúbica. Como se tratasse de um portal especial para as pessoas serem teletransportadas para longe da Terra. Pelo menos podemos suspeitar que está a acontecer algo um pouco estranho. O céu sublinhava o surreal da paisagem da cidade ao qual se acrescentou a solidão e isolamento – quando um homem passou aparentemente mergulhado na profundidade dos seus pensamentos. Mais uma vez o irreal no nosso dia-a-dia para ser registado pela máquina fotográfica. A realidade afinal pode ultrapassar a imaginação e há diferenças entre aquilo que é normalmente “visto” e aquilo que a fotografia conta. 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Spleen

Um conjunto de edifícios com alguns traços minimalistas que contribuem para um ambiente frio. Um homem careca e de casaco preto aparentemente mergulhado em pensamentos profundos. As geometrias desenhadas pelos contrastes proporcionados pela luz do momento acordaram a minha visão P&B na qual enquadrei a figura sentada reforçando o sentimento de isolamento, angústia e tédio existencial. A edição mais não fez do que sublinhar estes aspectos de aparente melancolia associada ao ambiente urbano. Daí o título de “Spleen” derivado do sentido que o poeta francês Baudelaire lhe conferiu.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

quinta-feira, 26 de março de 2015

Ascensão (a Herberto Helder)

E neste espelho das coisa de repente
unidas todas, beija-me por mim dentro até
ao coração.
No meio.
Onde se morre do silêncio central
da terra.
(Herberto Helder)

sexta-feira, 13 de março de 2015

As paredes da cidade

“The walls around keep the people on the inside from the changes on the outside.”
(Darnell Lamont Walker) 

sábado, 27 de dezembro de 2014

Casa Vintém


A Casa Vintém é talvez a mais antiga casa comercial tradicional “ainda viva” nas Caldas da Rainha. A sua existência remonta ao final do Séc. XIX, altura em que vendia de tudo um pouco – integrando também uma mercearia. Hoje é apenas retrosaria e loja de tecidos mas continua com uma clientela fidelizada – atendida com desvelo pelo Sr. Francisco (numa das imagens) – herdeiro do primitivo proprietário, o Sr. João Lau (que era conhecido como João Vintém – no tempo em que tudo se comprava com aquela moeda). Situada na Praça 5 de Outubro (antiga Praça do Peixe), bem no centro da cidade, é revestida por azulejos Bordalo Pinheiro. Afinal um bem a acarinhar e preservar. 

Segredos doces

Nesta época de bolo-rei e de outros doces faz sentido uma imagem da actual frontaria da Cavacaria Machado – um baluarte da doçaria tradicional Caldense. Neste momento com obras à porta, foi a antiga Casa Fausta, das irmãs com o mesmo nome, cujas origens remontam ao século XVIII. A par das cavacas as trouxas-de-ovos são segredos doces bem guardados e transmitidos religiosamente através de muitas gerações.
A família real e as elites da transição dos séculos XIX e XX, vinham às Caldas mergulhar num mar de canastras de cavacas, pastelinhos de Marvão, queijinhos do céu, castanhas de ovos, lampreias, pão-de-ló de nata, lagartas, raivas, suspiros, beijinhos, esquecidos, Cacos, Manjares de Tornada, queijadas e trouxas.
Claro que trouxas há muitas (e muitos) mas as das Caldas são as genuínas cuja “fórmula” constitui segredo reservado de algumas famílias. Acresce que as trouxas-de-ovos são consideradas um dos doces do respectivo Top Ten nacional. Na minha modesta opinião estão no 1º lugar ex-aequo com o pudim Abade de Priscos.
Fica a sugestão de um dia de passeio e de trouxas-de-ovos nas Caldas da Rainha.