Mostrar mensagens com a etiqueta Fauna. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fauna. Mostrar todas as mensagens
domingo, 29 de janeiro de 2023
Falcão peregrino habitando pela 1ª vez a Mata Rainha D. Leonor
Pela primeira vez é avistado um falcão peregrino (Falco peregrinus) a habitar a Mata das Caldas. Desde há cerca de uma semana parece ter decidido “assentar praça” e todos os dias ao fim da tarde é visto a banquetear-se com um pombo no alto de um eucalipto. Parece ser uma fêmea devido à corpulência e à cor mais cinzenta. Apesar do seu poiso ficar a mais de 100m de distância não resisti em fotografar pela importância que tem em termos de registo para a história da própria Mata – e porque em geral não são aves de ambientes florestais, preferindo montanhas, penhascos, pradarias, estepes e desertos.
É considerado o animal mais veloz do mundo, podendo atingir cerca de 320 km/h.
Em Portugal, o falcão-peregrino tem uma distribuição bastante alargada, embora dispersa, que compreende grande parte da região Norte e a parte central da região Centro e ainda as arribas marinhas de Portimão-Alvor até Sines, da serra da Arrábida até ao Cabo Mondego, não ocorrendo ou sendo raro na restante área.
Na faixa costeira do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV), encontra-se uma boa percentagem das aves que vivem em Portugal. Segundo o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), há apenas 79 a 100 casais de falcões-peregrinos em Portugal.
Nota: A Mata Rainha D. Leonor, também conhecida por Mata das Caldas, tem desde há muito referida uma boa diversificação de aves: rolas, pombos, pardais, piscos de peito ruivo, rouxinóis, pintassilgos, verdelhões, poupas, gaios, melros, corvos, tordos, alvéolas, garças, etc. Desde há poucos anos tem sido avistado uma colónia de periquitos de colar com bastantes elementos. Não se encontraram registos de anteriormente falcões peregrinos habitarem a Mata das Caldas.
sexta-feira, 25 de julho de 2014
segunda-feira, 3 de março de 2014
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
White on black
The Swan (Saint-Saens) - Yo Yo Ma
Temos que mudar.
Quando terminava a minha "reportagem" sobre o evento da limpeza do Parque das Caldas desencadeado e feito por elementos da população deparou-se-me um cisne que surgiu com um porte "imperial".
Quando terminava a minha "reportagem" sobre o evento da limpeza do Parque das Caldas desencadeado e feito por elementos da população deparou-se-me um cisne que surgiu com um porte "imperial".
Com a sua imagem presto a minha singela homenagem a todos quantos contribuíram generosamente no dia
16-12-2012 - cada qual à sua maneira e como podia. Afinal um exemplo de
cidadania a ser repetido não só nas Caldas mas por esse País fora. Uma prova
que "yes we can" sem ficarmos à espera de uma qualquer Providência.
Há ainda muito por fazer na limpeza do Parque e esperamos que apareçam cada vez
mais pessoas a cuidar daquilo que afinal é de todos nós e uma das salas de
visita mais bonitas que temos. Temos que mudar e em vez da passividade habitual
(magistralmente caricaturada por Bordalo) e estarmos à espera que outrém faça
aquilo que nós podemos fazer - "do it yourself". O individualismo
deve dar lugar a um novo sentido do colectivo. Sobretudo numa altura de grande
aflição para o País - a solidariedade e tolerância devem integrar o nosso modo
de vida. Seria bom que este gesto se propagasse como uma doença boa e
inexoravelmente contagiosa. Não esperemos por Sebastianismos impossíveis.
Galvanizemo-nos antes a nós próprios e ajudemos os vizinhos sem estar à espera
que chegue a nossa vez de sermos ajudados. Arregacemos as mangas nestes tempos
em que sopra a depressão e cuidemos do nosso país. Temos que mudar.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
A Salamandra
Salamandra-de-fogo,
Salamandra comum ou Salamandra-de-pintas-amarelas.
Outros nomes
comuns: saramela, saramaganta.
Salamander Pie - Jay Leonhard
Na sequência de outros “posts” acerca da fauna (ver etiqueta) da Mata das
Caldas da Rainha hoje é dia da Salamandra. Neste momento é frequente
encontrá-las pois é altura em que, após o acasalamento, procuram locais com
água para depositarem os ovos e acontece aí ficarem retidas porque caiem em
pequenos depósitos de águas pluviais existentes na Mata e depois não conseguem
subir a parede de cimento. A da fotografia teve a sorte de ser retirada de uma
dessas “armadilhas” (onde já tinha desovado já que se viam os seus girinos a
nadar) e pôde regressar ao seu meio “mergulhando” sob as raízes de uma árvore.
Acredita-se que as salamandras estão entre os moradores mais antigos do
planeta, pois cientistas já encontraram fósseis com 165 milhões de anos na China e na Mongólia.
Actualmente existem cerca de 450 espécies. Podem ser aquáticas ou terrestres, bem como
anfíbias. Caçadoras exímias, atacam rapidamente e devoram minhocas, insectos, batráquios, crustáceos e peixes. São atacadas por aves, tartarugas, cobras, peixes ou outros anfíbios. Por isso, costumam ficar escondidas em baixo de
pedras ou plantas.
Algumas espécies são muito venenosas. Geralmente são as que têm cores fortes, que mantém os predadores afastados, como é o caso da salamandra de fogo, preta e amarela. O seu veneno queima a pele de pessoas e animais e pode até
causar parilisia se entrar na corrente sanguínea. A sua pele pode produzir um alcalóide neurotóxico que
provoca convulsões musculares
fortes e hipertensão combinada
com hiperventilação em todos os
vertebrados. As glândulas de
veneno da Salamandra de fogo estão concentradas em determinadas áreas do corpo, especialmente
à volta da cabeça e na superfície da pele dorsal. As porções de cor da
pele do animal, geralmente
coincidem com estas glândulas.
Vivem solitárias e produzem uma substância com cheiro para atrair parceiros
na época do acasalamento e outra que usam para marcar seu território. Em geral
só emitem sons quando querem espantar algum predador.
Entre os vários Mitos acerca deste animal
sobressai a sua resistência ao fogo. Inúmeros sábios e filósofos, à frente dos quais estão Aristóteles e Plínio, afirmaram aquele poder de
salamandra. De acordo com eles, a salamandra não somente resistia ao fogo, mas
conseguia apagá-lo e, quando via a chama, avançava contra ela, como um inimigo
que sabia vencer à priori.
Na "Vida de Bevenuto Cellini",
artista italiano do século XVI, escrita por ele mesmo, há o seguinte trecho:
"Quando eu tinha cerca de cinco anos de idade, meu pai, estando num
pequeno quarto, onde estava fogo e madeira de carvalho, olhou as chamas e viu
um animalzinho semelhante a um lagarto, que podia viver na parte mais quente do
elemento. Percebendo imediatamente do que se tratava, chamou-me e a minha irmã,
e, depois de nos ter mostrado a criatura, deu-me um tabefe no ouvido. Caí,
chorando, enquanto ele, consolando-me com carícias, disse estas palavras:
"Meu querido filho, não te dei este tabefe por alguma coisa errada que
tiveste feito, mas para que te lembres que a criaturinha que viste no fogo é
uma salamandra, tal qual nenhuma outra foi vista por mim até hoje". Assim
dizendo, beijou-me e deu-me algum dinheiro."
À custa desta noção foram chegaram a ser
produzidos panos à prova de fogo, que se diziam feitos da pele de salamandra.
Veio a constatar-se depois que a substância de que eram feitos era o amianto.
Não por acaso se chamam de salamandras a determinado tipo de aquedor para as
casas.
O fundamento da lenda acima relatadas parece
provir afinal do facto da salamandra realmente segregar pelos poros do corpo um
líquido leitoso, que, quando ela se irrita, é produzido em grande quantidade e
que pode, sem dúvida, durante alguns momentos, protegê-la contra o fogo. Além
disso, a salamandra é um animal hibernante, que, durante o inverno, se refugia
em troncos de árvores ou em outra cavidade, e ali permanece em estado de
torpor, até que a primavera a desperte de novo. É possível, portanto, que seja
levada ao fogo junto com a lenha, onde está inclusa, e só desperte a tempo de
recorrer às suas faculdades defensivas. O seu suco viscoso será, então, de
todo valor e todos quantos têm assistido a esta situação admitem que ela trata de sair do fogo o
mais depressa possível.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
A Fauna da Mata das Caldas da Rainha II
Na sequência de algum incentivo recebido para continuar a colher fotos recenseando imagens sobre a fauna da Mata das Caldas – tal como para a flora – apresentamos hoje um habitante conhecido e presente em todo o território nacional: o sapo comum (Bufo Bufo Bufo). Este exemplar (entre 15 a 20 cm), que encontrei, sentiu-se ameaçado e tomou uma posição defensiva, com a cabeça baixa, as ancas levantadas e exalando subitamente um odor nauseabundo. Deverá ter-se em atenção que o abocanhamento ou ingestão de sapos pode causar problemas em cães e gatos. Todos os sapos possuem glândulas na pele com bufotoxinas que podem desencadear efeitos locais. Os sintomas aparecem poucos minutos após o abocanhamento. O sintoma mais característico é a inflamação seguida da hipersalivação. Nas pessoas poderá surgir irritação da pele e quem inventou a história do sapo que com um beijo se transformou em príncipe - criou um mito perigoso. Em geral este anfíbio tem o corpo largo e a cabeça estreita com 2 glândulas salientes atrás dos olhos. A pele tem coloração variável, geralmente dentro de tons castanhos, e apresenta-se revestida de espinhos e verrugas. O ventre é esbranquiçado/amarelado e tem os membros relativamente curtos e robustos, com quatro dedos anteriores e cinco posteriores. Os machos possuem sacos vocais externos. É essencialmente terrestre, mas com preferência por lugares húmidos. Durante o dia abriga-se sob as pedras ou em buracos, nas margens de cursos de água. É um animal solitário e nocturno na vida adulta, que no Inverno hiberna em lama/lodo ou em terreno seco, podendo para o efeito abrir buracos na terra. Na água nada com agilidade, mas no solo desloca-se em movimentos lentos, raramente saltando. Alimenta-se de vermes, insectos, moluscos e também pequenos mamíferos, que captura com a língua, ao crepúsculo e ao amanhecer. Na Natureza vivem até 10 anos mas em cativeiro podem durar até 30. Aproveitam as chuvas primaveris para se reproduzirem. Existe uma grande desproporção entre o número de machos e fêmeas, ou seja 5 para 1. Ou seja, elas podem escolher os machos - que seleccionam através de determinadas características dos cantos de acasalamento. Durante o acasalamento, o macho agarra fortemente a fêmea, podendo permanecer assim durante várias semanas. Uma fêmea pode depositar entre 2 a 8 mil ovos. Ou seja, aqui trata-se de um caso de sedução pelo canto. Diz-me como cantas - dirte-ei se serás o meu par.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
A Fauna da Mata das Caldas da Rainha
It Hurts To Be In Love – Gene Pitney
Subscrever:
Mensagens (Atom)