Largo das duas Igrejas (Chiado) em Lisboa.
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sexta-feira, 12 de junho de 2015
quinta-feira, 11 de junho de 2015
quarta-feira, 10 de junho de 2015
terça-feira, 9 de junho de 2015
segunda-feira, 8 de junho de 2015
sexta-feira, 5 de junho de 2015
quinta-feira, 4 de junho de 2015
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Diálogos
Rua Augusta. Lisboa.
Intervenção que fiz aquando do lançamento da Antologia Luso-Brasileira de Fotografia 2015 no passado dia 16 - que integra três fotografias minhas:
Se esta minha intervenção
ocorresse há alguns anos atrás provavelmente começaria por dizer: sou médico e
faço fotografia… o que ajuda a desenvolver o olho clínico.
Mas hoje, após a reforma, fará
mais sentido dizer, ao contrário, que sou fotógrafo e que é o clínico que contribui
para o olhar fotográfico.
De facto, no decorrer dos
últimos seis anos, foram acontecendo mudanças no fotógrafo e no médico em mim. Progressivamente
foram trocando de lugar. Hoje, por exemplo, é o médico que ajuda o fotógrafo na
abordagem psicológica das situações e das pessoas a retratar.
Após uma primeira fase mais
contemplativa, dedicada sobretudo a fotografia de paisagens urbanas ou naturais
(representada nas 3 imagens publicadas nesta Antologia), passei a interessar-me
cada vez mais em fotografar as pessoas em vez de ficar submetido à hegemonia
das coisas. Passei a arriscar mergulhar mais frequentemente nos labirintos
urbanos fascinado com o imprevisível. Fiquei viciado no risco e na aventura de
descodificar sinais aparentemente ocultos e na necessidade de celeridade nas
decisões.
Acabei por criar uma rotina
diária, percorrendo as ruas e tentando ler, fotograficamente, nas entrelinhas
do tecido social enquanto procuro “agarrar” instantes irrepetíveis e
significativos.
Procuro na subtileza dos
enquadramentos um melhor recenseamento dos hábitos e costumes dos meus
conterrâneos.
Actualmente é o meu dia-a-dia de
fotógrafo não profissional que me resgata da modorra depressiva destes tempos
de reformado. Uma saudável e salvífica obsessão.
Hoje entendo que, tal como
escrever, fotografar pode ser uma maneira de pensar.
Hoje percebi que afinal nada
se repete e por isso fotografar é olhar e depois voltar a olhar – e descobrir
sempre.
Descobrir no exterior os
momentos mágicos que podem finalmente, através da fotografia, adquirir
visibilidade perante todos e, ao mesmo tempo, descobrir-me dentro de mim.
terça-feira, 2 de junho de 2015
segunda-feira, 1 de junho de 2015
sábado, 30 de maio de 2015
sexta-feira, 29 de maio de 2015
segunda-feira, 25 de maio de 2015
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Na Brasileira do Chiado
A “Brasileira do Chiado” foi fundada (1905) por Adriano Telles que,
vindo do Brasil, importava o café sem dificuldades. Em 1908 faz uma
remodelação, criando então a cafetaria. Com as liberdades de reunião e
associação proclamadas pela instauração de República Portuguesa, e a instalação
do Directório no Largo de S. Carlos (entretanto rebaptizado Largo do
Directório, precisamente no 1º andar do edifício onde nasceu Fernando Pessoa),
A Brasileira torna-se um dos cafés mais concorridos de Lisboa.
A partir dessa época A Brasileira tornou-se o cenário de inúmeras
tertúlias intelectuais, artísticas e literárias. Por lá passaram os escritores
e artistas, reunidos en torno da figura do poeta-general Henrique Rosa (tio
adoptivo de Fernando Pessoa), que viriam a fundar a Revista Orpheu.
Em 1925 a Brasileira passa a expor onze telas de sete pintores
portugueses da nova geração, que então frequentavam o café: Almada Negreiros,
António Soares, Eduardo Viana, Jorge Barradas (com dois quadros cada), Bernardo
Marques, Stuart Carvalhais e José Pacheco. Este «museu» foi renovado em 1971,
com onze novas telas de pintores da época: António Palolo, Carlos Calvet,
Eduardo Nery, Fernando Azevedo, João Hogan, João Vieira, Joaquim Rodrigo,
Manuel Baptista, Nikias Skapinakis, Noronha da Costa, e Vespeira.
Com toda a importância que teve na vida cultural do país, A Brasileira
do Chiado mantém uma identidade muito própria, quer pela especificidade da sua
decoração, quer pela simbologia que representa por se encontrar ligada a
círculos de intelectuais, escritores e artistas de renome como Fernando Pessoa,
Almada Negreiros, Santa Rita Pintor, José Pacheco ou Abel Manta, entre muitos
outros. A assiduidade de Fernando Pessoa motivou a inauguração, nos anos 80, da
estátua em bronze da autoria de Lagoa Henriques, que representa o escritor
sentado à mesa na esplanada do café.
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