Valeu a pena. Que filme bonito, que grande actriz, que pequeno grande actor. Há muito tempo que eu não chorava tanto num filme como no final de Central do Brasil. Foi um filme que me tocou e me emocionou do princípio ao fim. Lindo, lindo, lindo.
domingo, 31 de agosto de 2008
Central do Brasil
sábado, 23 de agosto de 2008
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Girl Talk
Lições
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
A vulgaridade do crime
Lembram-se do tempo em que Portugal era um país tranquilo e pacato onde a criminalidade se resumia ao gamanço de carteiras nos transportes públicos? Onde os assaltantes só queriam mesmo era roubar? Pois é, esse tempo acabou. Agora os assaltantes fazem questão de matar também. Hoje, mais um homem foi baleado num assalto a uma ourivesaria. Agora, todos os dias alguém é baleado neste país, seja num assalto, seja numa rixa entre gangs rivais seja no que for. Parece que entrámos para o clube dos países onde a criminalidade violenta é "normal".
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Aconteceu na Argentina
"(...) "Carlos", disse ela, "está a acontecer uma coisa na Plaza de Mayo que tu tens que ver."
"E não pode esperar?"
"E não pode esperar?"
"Não", respondeu ela, "estão lá umas mulheres a fazer uma manifestação."
"E ainda não aconteceu nada?"
Toda a gente sabia que o regime havia proibido ajuntamentos públicos. (...) As novidades de Esme entusiasmaram Carlos, que punha a hipótese de a manifestação significar que os generais haviam mudado de maneira de pensar.
(...) Assim que Esme e Carlos chegaram à praça, este percebeu que os cartazes continham epitáfios e que o denominador comum destas mulheres era serem mães. As fotografias dos desaparecidos estavam no centro de cada cartaz, e debaixo destas liam-se as incrições a letras pretas e gordas:
ONDE ESTÁ RUBÉN MACIAS?
ONDE ESTÁ JULIA OBREGON?
PARA ONDE LEVARAM A MINHA FILHA E O MEU NETO?
Conforme as mulheres passavam, caminhando silenciosamente, ele quase conseguia ouvir a angústia das suas perguntas, mas esse som imaginário era menos perturbador do que os rostos das mães e dos que tinham desaparecido de suas vidas."
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Aconteceu na Argentina
Acabei agora de ler o livro Aconteceu na Argentina, de Lawrence Thornton. Não conhecia o autor, nem o livro. Descobri-o no outro dia na estante da minha irmã e resolvi lê-lo. É um livro interessante, que me fez conhecer um pouco mais de um período negro da história da Argentina, a ditadura que durou de 1976 a 1983.
Carlos, Cecília e Teresa são uma família feliz, até ao dia em que Cecília, jornalista, escreve um artigo que não agrada aos generais:
"(...) Cecília, com os seus artigos, já acenava e chamava a atenção dos generais. O último que ela escrevera tinha como tema a questão de uns alunos de liceu em La Plata terem andado a protestar pedindo transportes públicos a preços mais acessíveis. Os generais interpretaram as suas queixas como "subversão nas escolas" e, uma semana depois, foi encontrado um autocarro abandonado numa estrada secundária do interior. Tudo o que restava, dos quinze alunos que tinham constituído a carga de passageiros, era três livros do currículo obrigatório do liceu e o casaco de malha de uma garota. Cecília perguntava até quão baixo estavam os generais dispostos a chegar e pedia a libertação imediata das crianças.(...) Na tarde em que o artigo foi publicado, Cecília desapareceu.
Gosto de pensar que, quando tudo aconteceu as palavras dela ainda pesavam no ar; que, enquanto os polícias se aproximavam da Calle Cordova, aquelas palavras ainda soavam na cabeça de milhares de argentinos; e que aqueles que emitiram a ordem de rapto se sentiram frustrados por se saberem incapazes de raptar também as palavras de Cecília, de destruir o que ela tinha escrito e publicado."
To be continued...
Munique
Só agora tive oportunidade de ver o filme Munique, de Steven Spielberg, (graças à amigona Lena) e não resisto a falar um pouquinho nele. Vou tentar não entrar em política, porque para mim o conflito israelo-palestiniano é tão complexo, que não me permito tomar partidos aqui no blog. E creio que o filme também não o faz. Conta a história dum grupo de israelitas que tem como missão assassinar 11 árabes envolvidos na planificação do ataque que vitimou 11 atletas israelitas nas Olimpíadas de Munique. O filme mostra de forma pungente o drama de um homem "normal" que de repente tem a missão de vingar o seu país, matando. E ele pergunta no fim do filme: "isto fez de mim um assassino?" É uma questão muito interessante que fica sem resposta. Imaginamos que aquele homem nunca mais vai conseguir deitar a cabeça na almofada e dormir descansado. Vai ser aterrozidado pelo drama dos que ele foi chamado a vingar e dos que foi chamado a matar. O ódio, o terror, a cegueira ideológica, parecem não ter fim. Nem no filme, nem infelizmente na vida real.
sábado, 16 de agosto de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
(...)
The Story, Brandi Carlile
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
(...)
The Story, Brandi Carlile
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Jogos Olímpicos
Talvez por isso admire tanto os atletas olímpicos. A sua perícia, a sua coragem, o seu esforço e perseverança fazem-me admirar mais um pouco a raça humana.
Este ano os Jogos Olímpicos realizam-se na China e sem dúvida que a China merece uns quantos puxões de orelhas da Comunidade Internacional pelo seu comportamento em áreas como os direitos humanos e a situação do Tibete. Os países que governam o mundo já há muito tempo que deveriam ter agido contra a China, mas todos se encolhem perante o seu crescente poderio económico. Para mim, as Olimpíadas são um acontecimento mágico onde o Homem testa os seus limites e este ano aconteceu ser na China, um país onde muitas pessoas também são levadas aos seus limites mas da forma mais negativa (refiro-me ao trabalho infantil e às condições de trabalho em geral). Mas os Jogos Olímpicos não podem ser confundidos com os países onde decorrem, que são apenas meros cenários para um acontecimento tão magnífico. Quanto a mim neste momento só tenho pena de estar a trabalhar e não poder estar em frente à televisão a ver as minhas modalidades preferidas como os saltos para piscina e a ginástica.
domingo, 10 de agosto de 2008
Bacalhau à Hortense
Ingredientes:
6 postas de bacalhau
4 cebolas
4 dentes de alho
1 folha de louro
1 colher (de chá) de manjericão seco
1 colher (de chá) de orégãos
1 copo de cerveja
1 copo de vinho branco
2,5 dl azeite
Preparação:
Envolve-se o bacalhau em farinha e frita-se. Reserva-se. Entretanto, num tacho, coloca-se o azeite, as cebolas cortadas em meia-lua, os dentes de alho picados, a folha de louro, o manjericão e os orégãos. Quando começar a alourar, acrescenta-se a cerveja e o vinho branco. Deixa-se apurar.
Num tabuleiro de ir ao forno coloca-se uma camada deste preparado, depois as postas de bacalhau e por cima outra camada do molho.
Vai ao forno durante 25/30 minutos. Acompanha com puré de batata.
sábado, 9 de agosto de 2008
A festinha
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Parabéns Maninha
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
As Igrejas do Chiado
Quando viajamos para o estrangeiro queremos visitar todos os monumentos e museus. Não queremos perder nada e valorizamos o património maravilhoso que outros países têm para nos oferecer. Entramos em todas as igrejas (mesmo que às vezes seja preciso pagar bem caro para isso) e ficamos maravilhados com a arquitectura religiosa de outras épocas. Tudo isto é muito natural, o que é estranho é que por vezes não conhecemos o nosso próprio património. Tenho que confessar que apesar de ter nascido e viver há 33 anos em Lisboa, não conhecia três das grandes igrejas da zona do Chiado. Um destes dias de férias, tendo cancelado um programa de praia à última hora, levantei-me com vontade de passear na minha cidade e ver coisas que nunca vi. Comecei pela Igreja de S. Roque, um expoente máximo do Barroco Português, que muitos já me tinham dito ser uma visita imperdível. As fotografias não deixam ver a riqueza de detalhes típica do Barroco, mas já dá para ter uma ideia.
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