calou-se
adormeceu sobre versos
que submergiram
lacrimejou
sobre a folha vazia
alva e gélida
espanto de si mesmo
é no vácuo
que algo acontece
não há movimento
sem queda
sem espaços vazios
que o sono seja
longo e reparador
que sonhos tragam
fragância e bolor
Úrsula Avner