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quinta-feira, 21 de abril de 2011

* o olho mais azul *

fonte da imagem : Google

antes que desbote
o sol no horizonte
a dança do mar
me captura
não sei como
nem onde
o mar se apossou
de mim
ou fui eu
que o engoli
mas a verdade
é mais do que vejo
o que enxergo
é somente lampejo
não há como decifrar
o indecifrável
se o mar me vem
como canção
discrimino poucos acordes
em notas minguadas assim
mas a melodia que ouço
jamais será fugaz em mim

Úrsula Avner

sexta-feira, 14 de maio de 2010

* Do que sei... *

quem me conhece riso
largo e ebúrneo
não sabe de mim
canto alagado
rio transbordante
embriagado

no jiló do que sou
há gotas de mel
danço com estrelas
na infnitude do que
se nomeia céu

salivo o desejo
tão almejado
cárcere de pedras
cintilantes
onírico chão
marmorizado


Úrsula Avner

* imagem do Google- sem informação de autoria

domingo, 4 de abril de 2010

*Germinação*

quanto ao verso
que não compus
virou queixume de coisas
lágrima e pus
(es)correu nas narinas do tempo
perdeu-se no vão dos sentimentos


Faço versos
ao embalo de canção uterina
entendo ser essa a minha sina
ouço a melodia que vem das entranhas
voz de muitas águas que cantam
na noite e no dia
no riso e nas manhas


Úrsula Avner


* imagem do google

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

* Por um instante *

grafite no céu
emudece estrelas falantes
corpo nu no túmulo
apregoa o vazio do instante
tempo parado no tempo
asas decepadas

No jardim
de súbito
um bem-te-vi
corta o silêncio

bem te vi
espiar meus desejos
por um vão insolente
daquele céu
em negrume esponjoso
condensado como mel
fluido e pegajoso


Úrsula Avner

* imagem disponível no google
* poema com registro de autoria

terça-feira, 18 de agosto de 2009

* Significado *




Um poema diz

o que se propõe dizer

o que não pretendia

o que desconhece de si mesmo

corpo fechado

matéria propalada

nas entrelinhas

em versos alados

em melodia solfejada

em meio a flores de aço ou vinhas


o não dito é lido

por quem rumina o poema

em homeopáticas doses

fagocitose

vida em sobressalto


Um poema é salto

basta a si mesmo

não sabe que é frágil

leque aberto

ave de voo ágil

caminho incerto


Seguro um poema nas mãos

com luvas de seda

sorvo dele uma canção

deixo-o repousar sob a asa esquerda


Úrsula Avner


* poema com registro de autoria

* imagem retirada do Google imagens


OBS : escrevi este poema depois de ouvir alguém falar que ás vezes não entende o que o poema quer dizer. Um abraço carinhoso a todos que me visitam.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

* Todos os sons *


Eu sei que canto
e isso é tudo
ou quase
A melodia margeia o meu espanto
suaviza o desencanto
Não há diferença alguma
entre o som que vem das árvores e o das cavernas
O mesmo som da tempestade é o som da pluma
O som da verdade ressoa em lacunas
O silencio é som estrondoso
corta o tempo em alvoroço
Todos os sons são uníssonos na rede da vida
Não há melodia alguma que não seja sentida
Úrsula Avner
* poesia com registro de autoria

segunda-feira, 2 de março de 2009

* Um anjo em minha vida*


* Um anjo em minha vida *

Um anjo entrou pela minha janela
sussurrou ao meu ouvido
uma canção suave e bela
trouxe o perfume de flores celestiais
e o brilho aveludado
das luzes de mil castiçais

Quero bailar com o anjo
ao som da flauta ou do banjo
quero toda a angelical melodia
lançando purpurina ao meu dia

Autora: Úrsula Avner
* poesia com registro de autoria
* imagem extraída de pesquisa feita no Google