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domingo, 13 de fevereiro de 2011

* Do interior *

fonte da imagem: Google- sem informação de autoria

súbito estrala
o som dos teus sonhos
perscrutam os meus

.......

* continue a ler o poema acima no " Maria Clara : Simplesmente Poesia ", onde estou hoje. Clique aqui

* Obrigada por sua presença e carinho !


Úrsula Avner

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

* Vida *

vida
um sonho uma ilusão
suspiro paixão
corre apressada
inventa as passadas
escorre serena ou sem pena

vida medida ou transbordante
amena ou desvairada
sequidão e riacho
amor e descompasso

vida urbana vida no morro
vida que grita por socorro

vida que implora por sossego
ou só quer um aconchego

vida amiga vida bandida
vida que acolhe vida que mata
vida que brota do nada
vida que sonha acordada
vida esquecida no sono
vida sem juízo vida sem dono

vida que amou demais
vida que não tem paz
Rita, José, Maria, Manoel
há quantas vidas ao léu ?
Andam por caminhos estreitos
tímidas passadas
rios sem leitos
duras jornadas

vida
dádiva do Criador
formosa menina
cheia de frescor
moça tão bela
passageira e eterna
vaso de barro pó sopro... e já era.

Úrsula Avner

terça-feira, 8 de junho de 2010

* Confeite*




para enfeitar um poema

não preciso de rimas

ou de palavras sãs

preciso do fio da esgrima

da febre terçã

da adrenalina

da arte de tecelã

da singeleza de menina

da maciez da lã

preciso do amor em surdina

do mistério guardado na avelã

para enfeitar um poema

dispenso as rimas

e as palavras vãs


Úrsula Avner

domingo, 28 de fevereiro de 2010

* Tapete de memórias *

arte: Mel Gama


menina sonha acordada
sonhos em pedrinhas de açucar
ilusão adocicada
pequenas gotas de cristal
tudo é infância afinal

nas memórias sobrevivem
a valsa das chamas na fogueira
o rosto abrasado da menina faceira
o baile multicolorido dos sons
o brilho da lua festeira
esparramado em muitos tons

céu estriado
tom laranja vitaminado
cor sem escrúpulo
crepúsculo
figuras espectrais surpreendem
na dança de formas que ascendem
no tapete das memórias
no palco das estórias


Úrsula Avner

sábado, 14 de novembro de 2009

* Perplexidade *

susto na fala
tonicidade no olhar
borboleta tonta paira
beija a corola de uma dália
flor dadivosa
menina manhosa
drapeja até o engulho
repele a borboleta com orgulho

há uma força oculta
no seio da pétala
não propalada pela boca
que a reprime
percebida porém pelo olhar
que a resume

Úrsula Avner

* poema com registro de autoria
* imagem do Google- sem informação de autoria