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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

* Lu ná ti ca *

imagem: Google

Não sou de prata
mas sou da lua
sou de lua
beijo o mar
quando me apraz

Úrsula Avner

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

* Reciclagem *

no riso da manhã
lua rasa ainda plaina
a imagem no espelho
procura novo pouso
na aurora do sonho
busca alento

Úrsula Avner

quinta-feira, 16 de junho de 2011

* Nostálgica*

imagem: google

talvez um silêncio
silvestre
penetre a folha
de veias saltadas
nervos em sepulcro

hoje o azul
não basta
em cinza pardo
se despede o dia
apressado
não se aparta sozinho
vaga solitária
ao fundo da tela
lua cheia
de meias verdades
rege o bailado do mar
mas não lhe cabe decifrá-lo

zonza
a folha desprendida
de uma árvore qualquer
pernoita no húmus da terra
:
misteriosa jornada

se cantasse no horizonte
um vento festivo
seria azul

Úrsula Avner

domingo, 29 de maio de 2011

*Te espero lá...

fonte da imagem: Google

Hoje estou no Maria Clara: Simplesmente Poesia.. Clique aqui para ler o poema. Um abraço a todos e todas.

Úrsula Avner

segunda-feira, 2 de maio de 2011

* Tear *

Tela: Maurício Barbosa

Hoje estou no Maria Clara: Simplesmente Poesia... Clique aqui para ler o poema " tear " ...

Obrigada por sua visita e comentário. Abraço afetuoso !

Úrsula Avner

domingo, 5 de dezembro de 2010

* Contemplação apenas *

fonte da imagem : Google- sem informação de autoria

hoje posso
deitar na relva
olhos cravados no céu
como se nunca
o tivesse visto antes
queixo apontado para a lua
em volta
uma outra luz
entornada na rua
no vão dos umbrais
no vão dos desejos
seminua

Úrsula Avner

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

* ( haja ) luz*

tela a óleo: Lua de outono
autora : Nádia Poltosi

abriu-se a lua
a engolir o dia
a ferir de morte
o que entardecer seria
não há luz
intolerável
há luz
não palpável
esquecida como
conchas na areia
úmidas do vômito do mar
lembradas num canto de sereia

Úrsula Avner

terça-feira, 5 de outubro de 2010

* Onipotência *

vaga a lua
solitária imagem tua
minha, de outrem
minguante de (in) certezas
quarto crescente de poeira
meia estrada andada
cheia de si
o poema soluçou
e eu nem ouvi

Úrsula Avner

fonte da imagem : Google - autoria não informada

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

* Multiplicidade *

tela : Gustav Klimt

porque me ignorou o sol
peguei carona com a lua
andei doidivana
fui Maria Clara, Celina, Ivana
já nem sei quem sou
estranha vida mundana

não há vírgula
entre o bem e o mal
entre a loucura e a lucidez
sequer um hifen
ou ponto final

quando bebo
do mesmo azul
de que se valem
os pássaros
o que é vida tardia
desagua em riso frouxo
quase alucinado
onde só se vê poesia
e a onipotente lua
plainando sobre água fria

Úrsula Avner

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

* Estação *

tela : Gustav Klimt

colou em mim
estado de árvore
como sede
de um rio sequíssimo

calou em mim
o que foi dilúvio
água (trans) lúcida
feito pele argêntea de lua

leitosa
pedante
nua

Úrsula Avner

domingo, 29 de agosto de 2010

* Poema (re) visitado *

arte : Rochas no mar
autora :Luiza Maciel Nogueira
http://versosdeluz.blogspot.com

percorro as fibras do poema
como quem lava em açude
o rosto descamado
como quem vê amiúde
o mar esbravejar
e lanço rimas ao ar

alinhavo palavras
que não se avizinhavam
corpos estranhos
não se aninhavam

visto-me de sol
até a lua enciumar
colho estrelas com anzol
lanço versos ao mar

Úrsula Avner

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

* Solstício de inverno *


Bom dia poesia !
Hoje trago a lua
na garupa
ainda não bebi o sol
venezianas fechadas

em linhas sinuosas
vou tracejando
aquilo que não
se pode represar

é preciso vazar
gotejar palavras
até inundar de sol
um quarto de vida

Úrsula Avner

* imagem retirada do google- sem informação de autoria

terça-feira, 22 de junho de 2010

* Instantes *


imagem retirada do blog http://grupodaluacheia.blogspot.com



ao redor

da redonda mesa

desejos dormem

no céu redonda lua retesa


no jardim

vaga-lumes são lamparinas

brilho refletido em retinas

na espessura do lume

purpurinas


não há o que possa o silêncio pungir

cai a noite em veludo

vem os sonhos cobrir


Úrsula Avner


Agradeço o carinho de sua presença e comentário ! Afetuoso abraço.

terça-feira, 16 de março de 2010

* Cópula em dobro *




imagem : Casal

autor: Lauri Blank
sol penetrou
lua garbosa

breve encontro crepuscular

feixes de luz saltitaram

- orgasmos múltiplos-

No céu

um arco-íris noturno

erótica paisagem

******//******


o lápis penetra a folha alva

vai desvirginando o vazio

um canto orgástico ecoa

palavras viris



Úrsula Avner

domingo, 28 de fevereiro de 2010

* Tapete de memórias *

arte: Mel Gama


menina sonha acordada
sonhos em pedrinhas de açucar
ilusão adocicada
pequenas gotas de cristal
tudo é infância afinal

nas memórias sobrevivem
a valsa das chamas na fogueira
o rosto abrasado da menina faceira
o baile multicolorido dos sons
o brilho da lua festeira
esparramado em muitos tons

céu estriado
tom laranja vitaminado
cor sem escrúpulo
crepúsculo
figuras espectrais surpreendem
na dança de formas que ascendem
no tapete das memórias
no palco das estórias


Úrsula Avner

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

* Insônia *




tela : You are not alone ( Você não está sozinha)
by: Mel Gama


pulo do gato

venceu o sono das horas

atravessou madrugada

rasgou o véu do silêncio

lua andou zonza e grávida


vidas se movem no telhado

dormir é privilégio dos justos

e quem o é ?

Sei dos meus ardores

destino traçado

na borra do café



Úrsula Avner


* poema com registro de autoria