Mostrando postagens com marcador voo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador voo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

* Canto noturno (da espera)

imagem : Google

deixe-me
parir borboletas
enquanto aguardo
a carícia da aurora
em veste luminosa
aveludada
filha dos desejos
das vontades dormidas
dos sonhos aflitos
das verdades escondidas

deixe-me alçar voo
com as borboletas
para que o peso
da noite
não me alcance
e sem que eu perceba
me lance
na plumagem sutil
do silêncio

Úrsula Avner

quinta-feira, 30 de junho de 2011

* Voo breve ...


Queridos amigos, amigas e visitantes, vou me ausentar por uns dias por motivo de férias... Retorno em breve. Um abraço afetuoso a todos.

Úrsula Avner

fonte da imagem: Google

sábado, 18 de dezembro de 2010

*Voo breve*

Queridos amigos, amigas e visitantes, estarei ausente por alguns dias devido ao período de recesso em meu local de trabalho. Retorno na segunda semana de janeiro. Obrigada pelo carinho daqueles(as) que sempre me honram com sua presença e comentários afetuosos.
Não tive tempo hábil para visitar todos os que estiveram presentes em meu cantinho nos últimos dias, mas farei isso quando retornar. Um abraço a todos, boas festas e um feliz ano novo !

Úrsula Avner

sábado, 7 de agosto de 2010

* Intertextualidade *

tela : sonho

by : Frida Kahlo


Momentos oníricos

sonhei
que pisava em narcisos
ao som de blues e de risos
enquanto andava indaguei :
por que preciso dos pés
se já aprendi a voar ?
Resoluta então alcei
longo voo até desintegrar


Na corda bamba

no risco eminente
da queda
equilibra-se como pode
tem os pés no chão

Úrsula Avner


* poemas em homenagem á artista Frida Kahlo. Leia sobre ela aqui



sexta-feira, 9 de julho de 2010

* Entre palavras *

imagem : Patícia Van Lubeck


de tudo o que se pode guardar
guarde o silêncio
objetos são perecíveis
palavras... dispensáveis
o silêncio é enfático e duradouro
ainda que por alguns instantes

a reflexão é do silêncio
o ancoradouro
fere com estacas pontiagudas
a alma das palavras
serpenteia como lâminas cortantes

o silêncio é grilo falante
quando se colhe sentimentos
filho da verborragia
corta o ar como uma cotovia

nos versos da poesia
o silêncio é chama intrépida
travestido de palavras em seda fria
som estrepitoso
ecoa solitário
nas cavernas da mente

entre palavras e palavras
a pausa colossal do silêncio
é brado veemente
lacuna onde se deita
o que não é dito
ou dito de modo surpreendente
no suspiro abafado
no canto dos olhos
no sorriso embotado

brada o silêncio
o que os pulmões condensam
revela o que os seres
mais sensíveis pensam
faz imenso barulho em mim
é começo e é o fim

Úrsula Avner


* Obrigada pela gentileza de sua visita e comentário.

sábado, 5 de junho de 2010

* Leveza *

na boca
um resto de vinho seco
se apega ao paladar
não há que se falar
em excesso de bagagem
na poesia
sou leve como pluma
o voo é suave
as palavras lentamente
fermentam
espocam versos
da espuma

Úrsula Avner

* imagem do google- sem informação de autoria

domingo, 11 de abril de 2010

* Andrógina*

tela: Vendedora de flores
by : Diego Rivera


meu caminho é inverso
ao caminho das coisas
penso andar
na contramão do mundo
em mim repousa
mistério profundo

não sei se quero partir
não sei se me dou
se devo sorrir
se arrisco voo de condor

quisera ir
quisera voar
para bem distante da dor
sem rumo, sem ter onde chegar

se hoje sou silêncio
já fui estrondo
voz de cachoeira
se hoje me rendo
já mergulhei rio adentro
canto de lavadeira

Úrsula Avner

terça-feira, 11 de agosto de 2009

* Ensejo *




Perambulam sonhos

desmantelam-se aos poucos

aqui e ali

em dia de labor

em noite mal dormida

cansados de tanto alçar voo

encontram pouso

na pétala adormecida

desgarrada do desejo

clemente de amor

na vida tênue do ensejo


Úrsula Avner


* poesia com registro de autoria

* imagem retirada do Google imagens

sábado, 7 de março de 2009

* Além da porta *


Se eu não tivesse aberto a porta
para você entrar
seria como uma borboleta semi-morta
de asas partidas
sem poder voar

Você chegou de modo sorrateiro
trouxe no peito um amor flecheiro
cravou em mim a estaca da paixão
enebriante e pontiaguda sensação

Além da porta, escancarei janelas
se esta paixão deixou sequelas
tanto faz
majestoso voo alcei
caí no pântano do meu desejo
me debati em braçadas, suspirei
amei o mais que pude
ofegante, lavei-me nas águas do meu açude

* Úrsula Avner *

* poesia com registro de autoria
* imagem retirada do Google