talvez um silêncio
silvestre
penetre a folha
de veias saltadas
nervos em sepulcro
hoje o azul
não basta
em cinza pardo
se despede o dia
apressado
não se aparta sozinho
vaga solitária
ao fundo da tela
lua cheia
de meias verdades
rege o bailado do mar
mas não lhe cabe decifrá-lo
zonza
a folha desprendida
de uma árvore qualquer
pernoita no húmus da terra
:
misteriosa jornada
se cantasse no horizonte
um vento festivo
seria azul
Úrsula Avner