Neste verde canto do Minho,
jorra água abundante,
numa rega natural,
alimento de um principe amante!
Os fetos crescem vigorosos,
verdes e robustos, vádios!
Ajudam a tornar bela a paisagem,
de quem a olha e venera, em desvarios!
Ai! Flores campestres cheirosas!
Coloridas e alinhadas,
Aromatizas as nossas janelas
em tom de namoradeiras, vaidosas!
As casa lá de baixo, sussurram silêncios d´alma!
Escondem as histórias das raparigas,
das moças belas, afoitas e roliças,
que namoradeiras cantavam nos montes,
Sem tropelias ou enliças
como quem oferece a voz, o nome e os dotes!
Verde Minho, minha casa verde,
abençoas as tuas gentes, tens em nós a tua sebe!