Vejo-te passar ao longe
Sempre com um misterioso olhar
Perdido em passos ligeiros, com caminhos definidos no andar
Vejo-te apressado no pensamento com mil ideias a flutuar
Atento ao que levas no livro das memórias
Sem a niguém cumprimentar, falar, olhar...
Sinto-te distante, timido...envergonhado!
Preferes o teu jornal, livros, jogos e demais companheiros de letras
De preferência sem ter que falar!
Nota-se dor nos teus passos levemente marcados por não ter quem amar!
Raramente se te vê um sorriso, tendo sido em tempos o teu ícon de Senhor!
Eis a tua grandeza no amor: sofres sozinho sem querer partilhar essa dor.
Ai, homem de mil lições a dar, que aprendemos contigo as aulas da vida,
sem quadros de giz para registar os pontos marcantes do teu andar!