Sublime delicadeza dos gestos
Do olhar que se lança no outro
Da transmissão de calma no tumulto
Da dádiva serena de paz.
Tenho-te visto preocupado
Ancioso por soluções de problemas não por ti criados
Mas em ti firmados pela tua verticalidade pessoal
Finalmente senti que o porto ancoradouro do teu barco é igual ao meu.
É um porto onde vemos os barcos sair e entrar, com toda a dádiva que nos assiste dar.
Um porto seguro nos afectos, com barcos de âncoras firmes e robustas,
Mas que não está preparado para o tsunami da falta de seriedade.
Neste porto,ancoramos os botes, damos a mão e apreciamos a paisagem.
Vemos uns entrar, outros a sair e alguns, os bons, a permanecer...E nós, estaremos aqui, sempre firmes, sempre ouvintes, sempre falantes, sempre nós.
Contigo, morarei neste ancoradouro, enquanto o sol brilhar.
Assistirei ao poisar das gaivotas, sentirei o vento que de leve ondula nas águas do rio...
Continuaremos a receber os barcos no ancoradouro e a agradecer a sua visita por nos ajudarem a firmar a nossa âncora!
Na despedida, sentimos sempre vontade do regresso, da visita renovada, do riso e da alegria de vos sentir por perto. Sempre no ancoradouro...