Não me apetece sorrir,
Nem sequer ver o luar!
Hoje não me apetece falar!
Não me apetece dar,
não me apetece olhar e ver,
que de todo o meu mar
foste uma onda perdida!
Em todo o meu sorrir,
deste gargalhada sorrida!
No meu poético luar,
foste uma luz fundida!
Por todo esse teu andar,
em que o dar foi perdido,
o olhar foi esquecido,
e o ensinar foi em vão,
continuarei a estender-te a mão,
pois no repouso da consciência,
dormirei descansada,
sem pressa, com lentidão.