Ao querido povo da Madeira
Uma medida ainda melhor que a anterior, e esta acaba de vez com o défice!
Contém Bacardi, gelo, e umas gotas de politica, revolta, teorias da treta
Uma medida fixe para baixar o défice
Contém Bacardi, gelo, e umas gotas de politica, revolta, teorias da treta
Mensagens de protesto
"Yo soy tu
Tu eres yo
Ellos no!!"
Viva o tuga!
Reacção dos inúmeros espanhóis que ali se encontravam: passavam, olhavam, seguiam a sua vida.
Reacção da meia dúzia de portugueses que viram a cena: "eh, olha para aqueles dois, filhos da p%$#, cabr$%/, doentes. São uns DOENTES!!!"
Ainda bem que esta meia dúzia de portugueses é paga (e bem paga) para, entre outras coisas, promover a boa imagem do nosso país no estrangeiro.
Geração à rasca
Nunca participei em manifestações. Tenho tanto gosto por política como desprezo pelas pessoas que a representam. Os partidos vejo-os como um aglomerados de pensantes que abdicam da sua vontade própria para carneirar em torno de um lider que, supostamente, representa todos eles. São um afunilar de ideias em que se perdem as identidades individuais em torno de um compromisso de ideias com as quais pactuamos mas não concordamos.
Independentemente da "colagem" partidária que se seguiu, o movimento "Geração à rasca" nasceu apartidário. Não era nem foi um protesto de um partido, organização ou entidade. Nasceu porque os portugueses estão descontentes, e decidiram mostrar eles mesmos isso a quem tem que nos governar e levar numa melhor direcção. Esta não foi uma manifestação de pessoas de esquerda, de direita, de membros de determinada classe, grupo ou causa. Foi uma manifestação de todos os portugueses, pois todos os portugueses sentem na pele o quão à rasca estão.
E, como português que poderia estar à rasca (de certa forma até estou), decidi participar. Fui até à embaixada portuguesa em Madrid, de forma pacífica e tranquila, demonstrar apenas com a minha simples presença que não concordo com o actual estado das coisas. E, embora apenas estivéssemos lá 40 pessoas, senti-me parte dos 100-200 mil (nunca há números consensuais) que estiveram em Lisboa. Sinto que fiz algo pelo meu país, por mim e pelas minhas pessoas, pelo meu futuro e pelo de todos nós, portugueses. Esperemos que a nossa classe política perceba a nossa mensagem: vocês não estão acima de nós, mas sim abaixo. Como se diz desde 74, "o povo é quem mais ordena".
Apanhado das notícias dos últimos dias
Caso ainda não tenham percebido, vêm aí aumentos de impostos, e dos grandes. E ainda bem! Pode ser que assim se pare de falar no raio do Benfica e no Papa!
PS.: Se oiço mais alguém dizer que a bolsa subiu 10% porque o Benfica ganhou o campeonato, juro que amanhã apareço na capa do Correio da manhã rotulado como assassino.
Contém Bacardi, gelo, e umas gotas de politica, revolta, teorias da treta
Viva aos cristãos “faz de conta”
Ora aqui está um senhor que, por uma vez na vida, diz qualquer coisa acertada (se calhar até disse mais, mas como é cardeal, tudo o que ele diz deve ser encarado com espírito especialmente critico). Deveríamos acabar os cristãos de faz de conta. Como o próprio diz, isto são aquelas pessoas que casam pela igreja porque sim, aquelas que vão à missa de domingo porque não têm nada melhor para fazer.
Há uma certa tendência em ler a palavra "cristão" como sendo alguém que segue a doutrina da igreja católica apostólica romana. No entanto, "cristão" apenas significa alguém que acredita na religião de Cristo. E religiões à roda de Cristo andam aí a pontapé. A igreja de Roma e do Papa é uma delas. As restantes têm menos visibilidade, mas também andam aí.
Se se fizesse a distinção entre cristão no sentido literal da palavra, e cristãos da igreja católica apostólica romana, chegaríamos à mesma conclusão a que o senhor Policarpo chegou: há muita gente que acredita em Deus e em Cristo, mas poucos vivem segundo o modelo imposto pelo Vaticano.
O que faz disto um grande tiro no pé por parte do senhor Policarpo. A igreja assenta na fé e na crença que existe à sua volta. É esta espécie de clubismo que a sustenta, não só financeiramente, como também politica e socialmente. E é essa imagem de cristão = católico apostólico romano que lhe permite transmitir essa imagem de entidade poderosa com imensos seguidores em todo o mundo. Mesmo quando, na realidade, tal não se verifica.
A igreja conta com muitos seguidores, mas também com muitos que o são sem o quererem. Muitos são os que acreditam em Deus e se vêem associados a Roma e ao Papa devido a um preconceito social. E é isso que permite à igreja manter a posição que detém, porque embora tenha poucos verdadeiros fieis, tem muitos falsos crentes que ajudam a aumentar os números e a manter-lhe o poder que detém.
Se alguém levasse a ideia do senhor Policarpo para a frente, até seria bom. Talvez o Papa dissesse menos disparates e a fé em Cristo passasse a contribuir para o bem das pessoas, em vez de as manipular e incutir a não utilizarem preservativos, e outras tantas barbaridades completamente desfasadas da realidade do século em que nos encontramos.
Mas, por outro lado, há quem diga que eu tenho mau feitio. Se calhar é só isso a vir ao de cima....
"Panem et circenses"
Contém Bacardi, gelo, e umas gotas de revolta, televisão, teorias da treta
Isto é uma das páginas do magnifico e inconfundível "Correio da Manhã", de dia 24/12/2009. Chamo a vossa atenção para duas notícias bastante curiosas:
- Gang violento assalta restaurante em Belas. Ladrões escaparam apenas com 30 euros
- 29 ovelhas e cão electrocutados por raio
Este é o jornalismo que encontramos constantemente nas mesas dos cafés e restaurantes de Portugal. Depois ainda a minha mãe estranha quando lhe digo que gostava de ir morar para o estrangeiro...
RFM, por amor de deus!!!
Quem me conhece sabe que sou licenciado em eng. informática e estou a tirar mestrado. Quem não me conhece, fica agora também a saber. Longe de ser o típico rato de laboratório que toda a gente vê nos informáticos, debato-me com os mesmos problemas que os meus pares. Talvez por não conhecerem muito bem o curso em si, toda a gente acredita que, durante os 6 anos que passei na universidade, apenas estudei manuais de instruções de tudo e mais alguma coisa que funciona a energia eléctrica neste mundo. Assim, logo que o primo do tio do avo do conhecido da vizinha do amigo do meu pai tem dificuldades em por a funcionar uma qualquer central nuclear do outro lado do mundo, é para mim que ligam, a perguntar como é que se põe a consola PXF-3000 a fazer a separação dos núcleos de átomos de manganésio-46, utilizando a técnica desenvolvida por Michael Powers em 1689. E não vale a pena dizer que não conheço o dito senhor e que em 1689 não se separavam núcleos de átomos. Quem liga quer aquilo a funcionar, e já!
Outro caso comum é ligarem-me a perguntar como se faz um page-break invertido com dupla pirueta e triplo salto no Word. Sim, porque toda a gente sabe que tirar uma licenciatura em informática é o mesmo que tirar um curso de formação em Word. E que nós, no fundo, passamos o dia todo a bater texto e a aplicar uma formatação XPTO no Word. As cadeiras em que nos ensinam a programar são apenas para matar os intervalos entre as aulas de "Introdução ao Word 2007" e "Criação e manipulação de fórmulas em Excel".
Assim, para todos aqueles que, quando têm dificuldades com electrónica, ligam para o amigo informático, deixo-lhes a seguinte mensagem: RFM!!!!! Para quem não conhece, explicito: Read (the) Fucking Manual. Sim, aqueles livros pesados que vieram com a vossa máquina fotográfica nova não são para meter na gaveta ou a servir de calço à mesa da cozinha. Servem para ser lidos. E, por muito surpreendente que possa parecer, lá dentro estão escritas (imaginem lá) as instruções para operarem o vosso brinquedo novo!!! Fantástico, não é? As coisas que as pessoas inventam.
Por isso, meus amigos, da próxima vez, já sabem: leiam o manual de instruções. Assim evitam chatear um qualquer informático inocente. Agora, se me permitem, vou assassinar criancinhas. Alguém acabou de me pedir que fosse por um auto-rádio a funcionar, e preciso de descarregar mais alguma desta frustração.