Já voltei há cinco dias e o circo não para, melhor eu encerrar logo a sessão de bolivianas e chilenas pra voltar a contar as palhaçadas cariocas. Vamos lá, que rufem os tambores!
2º Dia
Não contente com a atuação no primeiro dia e muito menos se intimidando com nossas 'simpatia', o guia boliviano tratou de continuar sua apresentação e garantir um espetáculo diário. Tamos nós lá, mais frio, mais cansadas e mais saco cheio dele nos geiseres a caminho do Salar de Uyuni. Havia uma piscina de água termal e os meninos resolveram entrar. Eu e Fernanda não nos animamos, afinal, com uma temperatura perto de 0 graus celsius do lado de fora e um vento gelado do capeta, a piscininha tépida não nos deu motivo. Tamos lá as duas comentando os biquinões das européias, a belíssima envergadura de peito dos holandeses praticantes de snow board e quetais quando se aproxima o Palhaço Guia. Ele sempre vinha numa de dar informações sobre o lugar - diga-se de passagem, sua obrigação como guia - pra gente se distrair e, em seguida, emendava alguma tirada palhaça. Eu, mulherzinha intragável que sou, só balançava a cabeça concordando enquanto tiritava semicongelada.
Sorridente, o bruto perguntou se eu tava bem e se estava triste, porque falava pouco. Resmunguei que meu espanhol não era bom, que preferia ficar quieta. Holofotes no centro do picadeiro! O palhaço não titubeou "você precisa é de um boliviano pra treinar". Eu e Fernanda nos olhamos e saímos de perto. Fomos fotografar flamingos do outro lado.
3º Dia
Depois de conhecer o Salar propriamente dito, o Hotel de Sal e a Isla Pescado, rumamos pra cidade de Uyuni. A volta foi uma aventura, mas isso é assunto pro OMEE. Na porta da agência onde trocaríamos de jipe para voltar a Atacama, Cecílio, o Palhaço Guia, veio se despedir. Sorriu, apertou nossas mãos (felizmente não ousou dar beijinhos) e avisou que viria ao Brasil nos buscar. Ah, tá. Estarei esperando ansiosa.
Olha, eu achei palhaçada!
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terça-feira, 18 de maio de 2010
sábado, 8 de maio de 2010
Chilenas (atacamenhas)
O que eu não faço pelos meus leitores? Tô na lan house mais escura e xexelenta do mundo, só pra atualizar vocês das aventuras da minha caravana circense. Cansei de brigar com o teclado por acentos, depois ajeito. Estranhamente, é meio difícil achar esse tipo de estabelecimento aqui em Santiago, pelo menos nos bairros de Bellavista e Providencia, onde circulo. Em San Pedro de Atacama havia muito mais!
Mas vamos ao que interessa. Na última postagem, eu tava em San Pedro, fazendo hora pro ônibus que saía às 4h. A novela do Cecílio ainda tem outros capítulos e eu pretendia postar todos, mas perdi tempo brigando com o teclado e quando vi eram 3h20. Ainda tínhamos que ir na pousada buscar os mochiloes, voltar tudo e atravessar a estrada pra pegar o ônibus pra Calama. Fernanda que deu o alarme "caralho, vamos nos foder". Levantei correndo e publiquei sem revisar (na verdade eu pretendia só salvar, mas publiquei na pressa e deixei, depois dou uma guaribada).
Mas vamos ao que interessa. Na última postagem, eu tava em San Pedro, fazendo hora pro ônibus que saía às 4h. A novela do Cecílio ainda tem outros capítulos e eu pretendia postar todos, mas perdi tempo brigando com o teclado e quando vi eram 3h20. Ainda tínhamos que ir na pousada buscar os mochiloes, voltar tudo e atravessar a estrada pra pegar o ônibus pra Calama. Fernanda que deu o alarme "caralho, vamos nos foder". Levantei correndo e publiquei sem revisar (na verdade eu pretendia só salvar, mas publiquei na pressa e deixei, depois dou uma guaribada).
Do lado de fora, Fernanda confessou ter presenciado espetáculo semelhante, com direito a exibição de uma pulseirinha brasileira. "Ele achou que a gente ia tirar um penacho e uns tamancoes da bolsa e começar a sambar na praça".
Homem é tudo palhaço, até em San Pedro de Atacama.
PS. Quando achar outra lan house termino as histórias de Cecílio, o guia palhaço. Agora vou tomar uns chopex no Liguria, que eu mereço.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Bolivianas
Não é porque a Dona do Circo está em férias que o picadeiro fica parado. Sabe como é, minha caravana circense segue pelo mundo recolhendo novos talentos e mostrando que homem é tudo palhaço, em qualquer lugar.
Minha companheira de viagem, Fernanda, comentou como é bom e ruim ser brasielira no estrangeiro. Todos são simpáticos com brasileiros, todos adoram o Brasil. O negócio é que se você é mulher todos os homens acham que vão te comer, o que raramente é verdade, afinal, os homens interessantes são educados e, se pensam que brasileiras são vagabundas, não dizem isso na sua cara. Já os boitatás (espécie de palhaço sem noção nenhuma) ao ouvir que somos brasileñas, e em seguida que somos do Rio de Janeiro, imediatamente dizem "Ôôô, cariôôcas, calieeeeentes, alegres, bailam samba" e já vão botando a mão na gente. Odeio contato físico com desconhecidos, especialmente com desconhecidos feios.
Como todos sabem (ou deveriam), estou de férias no deserto do Atacama. Semana passada fui conhecer o Salar de Uyuni, na Bolívia. Além de mim e Fernanda, nosso grupo era formado por dois holandeses, um francês e o guia boliviano, Cecílio. A viagem foi maravilhosa, mas isso é assunto para o OMEE, aqui vamos nos contar as peripécias de Cecílio.
Logo no primeiro dia, um frio do capeta, a gente lá trincada naquela ventania abaixo de zero, quando saímos do carro na primeira parada Cecílio perguntou se estávamos tristes. Fernanda respondeu que távamos adorando, mas sentindo muito frio. Rapidamente o palhaço mandou que as brasileiras que ele costuma conhecer são mais alegres, animadas, calientes, mas que nós éramos quietas. Me limitei a um sorriso amarelo que para bom entendedor significava "cala a boca e não enche o saco" e Fernanda repetiu que távamos felizes, mas com frio. Não contente, o bruto disparou "é que elas estão sozinhas, por isso estão tristes. Mulheres sem um companheiro ficam tristes. Se estivessem acompanhadas estariam felizes". Os palhacinhos companheiros de viagem pelo menos eram educados e são responderam, saíram de fininho. Fernanda e eu olhamos com cara de "vai tomar no teu cu" e saímos também, deixando o palhaço todo sorridente com o número de abertura.
Se tem uma coisa que me deixa puta e me ofende é gente que acha que mulher solteira não é feliz, que tá em busca de marido. Pois é, voces já imaginam como fiquei feliz e como achei nosso guia um cara legal. Com certeza, podem imaginar ainda como passei a ser simpática.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Palhaço Internacional
Homem é tudo palhaço em qualquer lugar do mundo. Vejam vocês que nas minhas férias eu estava toda-toda em um pub em Londres com Fernanda tomando meu segundo pint de cerveja (segundo Michaelis, pint: n medida de capacidade (Brit 0,568 litro, Amer 0,437 litro). Gente, eu bebi pra caralho!), quando um palhacinho sueco se aproximou. Mal ele encostou do meu lado, perguntou de onde a gente era e começou a conversar sobre turismo, férias, viagem. Um papo muito amigável, devo admitir.
Aí, o pessoal do pub tocou o sino pra avisar que era hora de fazer os últimos pedidos porque já iam fechar. O sueco, muito gentil, fez questão de pagar esta última cerveja para nós duas. A gente já tinha bebido mais que o suficiente, mas quem resiste a “free beer”, né? Aceitamos e acabamos tendo que engolir aquele monte de cerveja bem rápido porque o bar ia fechar. Castigo divino.
Pub fechado, bêbadas, aproveitamos que estávamos na mesma rua do nosso hotel e tomamos a sábia decisão de não esticar a noite.
O sueco disse que ia na mesma direção que a gente. Ok.
Não chegamos nem no primeiro cruzamento da rua e começou o espetáculo.
– É verdade que mulher brasileira coloca silicone na bunda?
Hein? Expliquei que não era na bunda, era no peito. As nossas bundas (uma minha e outra da Fernanda) são de "naiscência". Ali eu já pressenti que estava em frente a um artista circense internacional!
Quando chegamos à porta do hotel, o palhacinho sueco disse a maior piada da noite:
– Eu vou subir com vocês.
HAHAHA! Soltamos gargalhas bêbadas e respondemos em português mesmo, numa só voz:
– Ah, mas não vai, não.
Acho que nesta hora a barreira da língua foi superada e ele entendeu português melhor que sueco, porque meio sem jeito, mas conformado e sem argumentar, disse “bye” e seguiu seu rumo (a Estocolmo, suponho).
Apesar do cara não fazer o meu estilo, ele estava indo bem. Teve um bom approach, foi simpático, falou amenidades, pagou uma cerveja e se ofereceu para nos acompanhar até o hotel, mas não resistiu ao glamour do picadeiro e entrou em cena com um pocket show digno de aplausos.
Homem é tudo palhaço em qualquer lugar do mundo. Vejam vocês que nas minhas férias eu estava toda-toda em um pub em Londres com Fernanda tomando meu segundo pint de cerveja (segundo Michaelis, pint: n medida de capacidade (Brit 0,568 litro, Amer 0,437 litro). Gente, eu bebi pra caralho!), quando um palhacinho sueco se aproximou. Mal ele encostou do meu lado, perguntou de onde a gente era e começou a conversar sobre turismo, férias, viagem. Um papo muito amigável, devo admitir.
Aí, o pessoal do pub tocou o sino pra avisar que era hora de fazer os últimos pedidos porque já iam fechar. O sueco, muito gentil, fez questão de pagar esta última cerveja para nós duas. A gente já tinha bebido mais que o suficiente, mas quem resiste a “free beer”, né? Aceitamos e acabamos tendo que engolir aquele monte de cerveja bem rápido porque o bar ia fechar. Castigo divino.
Pub fechado, bêbadas, aproveitamos que estávamos na mesma rua do nosso hotel e tomamos a sábia decisão de não esticar a noite.
O sueco disse que ia na mesma direção que a gente. Ok.
Não chegamos nem no primeiro cruzamento da rua e começou o espetáculo.
– É verdade que mulher brasileira coloca silicone na bunda?
Hein? Expliquei que não era na bunda, era no peito. As nossas bundas (uma minha e outra da Fernanda) são de "naiscência". Ali eu já pressenti que estava em frente a um artista circense internacional!
Quando chegamos à porta do hotel, o palhacinho sueco disse a maior piada da noite:
– Eu vou subir com vocês.
HAHAHA! Soltamos gargalhas bêbadas e respondemos em português mesmo, numa só voz:
– Ah, mas não vai, não.
Acho que nesta hora a barreira da língua foi superada e ele entendeu português melhor que sueco, porque meio sem jeito, mas conformado e sem argumentar, disse “bye” e seguiu seu rumo (a Estocolmo, suponho).
Apesar do cara não fazer o meu estilo, ele estava indo bem. Teve um bom approach, foi simpático, falou amenidades, pagou uma cerveja e se ofereceu para nos acompanhar até o hotel, mas não resistiu ao glamour do picadeiro e entrou em cena com um pocket show digno de aplausos.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
O palhaço punheteiro parisiense
Como sempre digo, homem é tudo palhaço, não importa a idade, profissão ou localização geográfica. Amiga minha, mulher maravilhosa, foi passar férias em Paris, que ninguém é de ferro e ela merece. Na volta, me escreveu contando as viagem e um espetáculo francês que assistiu.
Tavam ela e a amiga companheira de viagem olhando o mapa meio perdidas. Especulavam sobre onde estariam e qual metrô deveriam tomar, quando viram chegar um cara de bicicleta.
Como ele tava com uma cara meio estranha, acharam que o palhaço também tava meio perdido e foram tentar contato, afinal, de repente ele sabia pelo menos onde tava. Perguntaram se ele falava inglês e, como ele disse que não, agradeceram e continuaram olhando o mapa.
Holofotes no palco. Visualizem a cena: tão lá as duas perdidas, indecisas sobre pra que lado ir, quando ouvem o cara falando alguma coisa. Olharam e.... o caboclo tava com o pau para fora, falando alguma coisa sobre em francês da qual elas entenderam a palavra "sexo" e se masturbando. Com o susto, e como elas não entendem bem o idioma, não compreenderam ao certo a frase, mas uma punheta é compreensível em qualquer idioma.
É amigos, é isso aí. O palhaço tarado sacou do instrumento e começou a atividade em plena rua, à luz do sol, apenas porque duas estrangeiras perguntaram se ele falava inglês.
Minha amiga ficou tão indignada com o espetáculo inédito e inusitado que começou a bater no palhaço com um sacola que carregava, xingando em português aos gritos. O palhaço, que é punheteiro, mas não é burro, se mandou na bicicleta. Elas não repararam se ele colocou o pau pra dentro da calça ou se vazou com o membro ao vento (que também não sabemos se vazou ou não).
Como ela mesma disse, agora até faz piada da história, mas na hora o espetáculo foi totalmente sem graça.
Como sempre digo, homem é tudo palhaço, não importa a idade, profissão ou localização geográfica. Amiga minha, mulher maravilhosa, foi passar férias em Paris, que ninguém é de ferro e ela merece. Na volta, me escreveu contando as viagem e um espetáculo francês que assistiu.
Tavam ela e a amiga companheira de viagem olhando o mapa meio perdidas. Especulavam sobre onde estariam e qual metrô deveriam tomar, quando viram chegar um cara de bicicleta.
Como ele tava com uma cara meio estranha, acharam que o palhaço também tava meio perdido e foram tentar contato, afinal, de repente ele sabia pelo menos onde tava. Perguntaram se ele falava inglês e, como ele disse que não, agradeceram e continuaram olhando o mapa.
Holofotes no palco. Visualizem a cena: tão lá as duas perdidas, indecisas sobre pra que lado ir, quando ouvem o cara falando alguma coisa. Olharam e.... o caboclo tava com o pau para fora, falando alguma coisa sobre em francês da qual elas entenderam a palavra "sexo" e se masturbando. Com o susto, e como elas não entendem bem o idioma, não compreenderam ao certo a frase, mas uma punheta é compreensível em qualquer idioma.
É amigos, é isso aí. O palhaço tarado sacou do instrumento e começou a atividade em plena rua, à luz do sol, apenas porque duas estrangeiras perguntaram se ele falava inglês.
Minha amiga ficou tão indignada com o espetáculo inédito e inusitado que começou a bater no palhaço com um sacola que carregava, xingando em português aos gritos. O palhaço, que é punheteiro, mas não é burro, se mandou na bicicleta. Elas não repararam se ele colocou o pau pra dentro da calça ou se vazou com o membro ao vento (que também não sabemos se vazou ou não).
Como ela mesma disse, agora até faz piada da história, mas na hora o espetáculo foi totalmente sem graça.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Rapidinha das leitoras
ou Palhaçadas transatlânticas
Mostrando homem é tudo palhaço em qualquer lugar do mundo, a leitora L.B. enviou, de Israel, um espetáculo recém-acontecido com um palhaço indiano.
Acabei de presenciar uma palhaçada e não agüentei. Moro em Israel há quase oito meses. No momento, estou em um site de relacionamentos para conhecer gente nova. Um cara da Índia acabou de abrir uma janela de mensagem instantânea e disparou "Você acha que te contactar com intenções de sexo virtual é uma má idéia?" (do u think contacting u with the intentions of cybersex thing is a bad idea?). Respondi: YES (sim). Precisava dividir isso com vocês. Palhaçadas internacionais
Pois é, respeitável público, ta certo que quem não arrisca não petisca e que perguntar, a princípio, não ofende, mas boa educação, prudência e canja de galinha também não fazem mal a ninguém, né? O bruto precisava ser tão direto, com alguém que ele nunca viu e que não estava em um site de busca de parceiros sexuais? Aliás, por que não buscar companhia em um site específico? Ai-ai-ai. Como sempre digo, o mundo é estranho e homem é tudo palhaço. Nara Franco completa com "porquê é coisa que não existe". Verdade inabaláveis.
ou Palhaçadas transatlânticas
Mostrando homem é tudo palhaço em qualquer lugar do mundo, a leitora L.B. enviou, de Israel, um espetáculo recém-acontecido com um palhaço indiano.
Acabei de presenciar uma palhaçada e não agüentei. Moro em Israel há quase oito meses. No momento, estou em um site de relacionamentos para conhecer gente nova. Um cara da Índia acabou de abrir uma janela de mensagem instantânea e disparou "Você acha que te contactar com intenções de sexo virtual é uma má idéia?" (do u think contacting u with the intentions of cybersex thing is a bad idea?). Respondi: YES (sim). Precisava dividir isso com vocês. Palhaçadas internacionais
Pois é, respeitável público, ta certo que quem não arrisca não petisca e que perguntar, a princípio, não ofende, mas boa educação, prudência e canja de galinha também não fazem mal a ninguém, né? O bruto precisava ser tão direto, com alguém que ele nunca viu e que não estava em um site de busca de parceiros sexuais? Aliás, por que não buscar companhia em um site específico? Ai-ai-ai. Como sempre digo, o mundo é estranho e homem é tudo palhaço. Nara Franco completa com "porquê é coisa que não existe". Verdade inabaláveis.
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