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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Interesses
Quando trabalhamos com grande energia, é porque Deus e o Diabo têm grande interesse no resultado.
Norman Mailer, numa entrevista a J. Michael Lennon para a biografia "Norman Mailer: A Double Life". Lido na "Ler" n.º 130.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
segunda-feira, 4 de março de 2013
Miguel Esteves Cardoso também escreve sobre o Papa Benedito
Miguel Esteves Cardoso no "Público" de 2 de março:
Já não me lembro do proprietário de uma empresa americana
que anunciou que se demitia perante um administrador que o avisou: "You
can"t do that - you"re the boss".
Em inglês, lido por um português, resign tem mais força:
tanto parece resignar-se (ao destino) como voltar a assinar (uma vez para
entrar; outra para sair).
Joseph Alouisus Ratzinger, que terá 86 anos no dia 16 de
Abril, foi o Papa Benedito XVI que, por vontade própria, deixou de ser,
voltando a ser, com todas as responsabilidades e obrigações que acarreta, o
bispo de Roma. Foi um bom Papa - todos os Papas desde João XXIII têm sido bons
e, julgando pela lentidão necessária às subtis mudanças para melhor da Igreja
Católica, até nem foi o menos progressista.
Dizem, erradamente - até os inimigos - que era um
intelectual. Não era. Gostava de ler livros com que estava de acordo e era
justo na avaliação dos pseudo-inimigos de outrora (os judeus, por exemplo), mas
não tinha, nem podia ter, por causa do espírito (muito provavelmente santo,
dentro da corrente do catolicismo e da ética católica), uma atitude minimamente
céptica ou desconfiada. Atacava o relativismo - com razão para quem defende
qualquer religião - sem pensar no relativismo como verdade possível e potente.
Ou seja: não sentia a necessidade real de se defender dele.
Demitindo-se, revelou e admitiu a humanidade dos Papas.
Continuando a trabalhar encoraja toda a gente.
Adeus, Papa Bento: continuamos a contar consigo.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Fé, seitas e crise. Pastoral da prosperidade
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Salvamo-nos quando nos tornamos salvadores
Emaús é um pouco o carrinho de mão, as pás e as enxadas antes das bandeiras. Uma espécie de carburante social com base na recuperação dos homens espezinhados. Todo o movimento reside nesta ideia: salvamo-nos quando nos tornamos salvadores.
Abbé Pierre, em 1954, sobre a organização Emaús, que fundou
Abbé Pierre, em 1954, sobre a organização Emaús, que fundou
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
9 de janeiro de 1902. Nasce o fundador do Opus Dei
Paulo VI e Josemaría Escrivá
O fundador do Opus Deus, Josemaría Escrivá de Balaguer,
nasceu no dia 9 de janeiro de 1902, em Aragão. Morreu no dia 26 de junho de
1975, em Roma, e foi canonizado por João Paulo II no dia 6 de outubro de 2002.
A Wikipédia cita deste santo uma frase que eu por vezes
gostaria de levar mais a peito contra a minha tendência para o diletantismo e a
procrastinação:
"O trabalho não é apenas um dos mais altos valores
humanos e um meio pelo qual os homens hão de contribuir para o progresso da sociedade;
é também um caminho de santificação".
sábado, 1 de dezembro de 2012
Anselmo Borges: Elogio da humanidade das Humanidades
Texto de Anselmo Borge sno DN de hoje (daqui):
Nestes tempos de crise profunda e de exaltação da sociedade científico-técnica e do economicismo, muitos perguntam-se pelo lugar das Humanidades na sociedade contemporânea.
A breve reflexão que aí fica inspira-se numa excelente conferência do colega João Maria André para os jovens estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em início de ano lectivo. O seu objectivo era demonstrar que "vale a pena investir numa formação humanística para fazer face ao mundo em mudança e às transformações macroparadigmáticas" da nossa actual sociedade.
1 João M. André começou por apresentar traços fundamentais do tempo presente.
O primeiro é a globalização, com diversos rostos, de tal modo que tanto pode ser "a globalização da rapina, hegemónica, de matriz neoliberal", como uma globalização da solidariedade, que se exprime nas lutas pelo reconhecimento dos direitos de todos e no esforço de invenção de novas formas ecoéticas de habitar o mundo. As Humanidades, nas suas várias vertentes, contribuem com o seu olhar crítico dos problemas ao mesmo tempo que inscrevem outros valores para lá dos económicos e tecnológicos.
Outro traço é o de uma sociedade do conhecimento e da informação. Não é acidental que se chame assim e não sociedade da cultura. Ora, as Humanidades, pela Filosofia, pela História, pela mediação linguística e artística, "activam o pensamento que é algo diferente do cálculo e da navegação" nos novos meios de comunicação.
Vivemos numa sociedade multicultural, e também aqui as Humanidades têm um papel decisivo: no seu estudo, "entramos em contacto com povos e culturas diferentes, aprendemos as suas línguas, a sua história, a sua geografia, os seus mitos, os seus valores, as suas formas de comunicar, de viver e de fazer mundos."
2 Esta sociedade é uma sociedade em mudança, com o fim de velhos paradigmas, ao mesmo tempo que emergem outros novos, para os quais o contributo das Humanidades é inquestionável.
Vimos do paradigma da análise e da fragmentação, com o primado do pontual, da especialização, do analítico, perdendo a noção da totalidade e da complexidade e separando o sujeito e o objecto, e o indivíduo da comunidade e da sociedade. Hoje, exige-se "um paradigma holístico dentro de uma concepção de verdade multiperspectivada e complexa e a partir de uma abordagem não só interdisciplinar mas mesmo transversal do mundo, da natureza e do humano". Neste trânsito de um paradigma redutor para um paradigma holístico e reunificador, as Humanidades podem mostrar todas as suas virtualidades.
Um segundo paradigma dá o primado à tecnociência nos diferentes domínios, incluindo o humano, reduzindo o homem a faber e o mundo a um mundo-máquina, habitado por uma sociedade-máquina. Mas, dentro do reconhecimento dos benefícios científico-técnicos deste paradigma, não é verdade que ele também nos empobreceu, já que, por detrás deste mecanicismo, está um dualismo entre a dimensão corporal e espiritual do homem, prolongado numa cisão entre a racionalidade e a afectividade, desvalorizando o domínio das emoções? Não se acabou por esquecer que o homem é simultaneamente sapiens e demens e que, além do interesse do saber, também há o interesse no jogo, no sonho, na imaginação criadora, na efabulação?
O actual paradigma é da mercantilização das coisas e da vida, no quadro do primado do homo oeconomicus. Pergunta-se: mas será que tudo se reduz ao valor monetário e de mercado? E os valores éticos e os valores estéticos e os valores políticos e os valores afectivos e os valores religiosos?
Vinculado ao paradigma da mercantilização está o paradigma da liquefacção: vivemos na sociedade líquida, como teorizou Z. Bauman, desembocando numa existência efémera, na cultura ligt, descartável, do consumismo, na insatisfação permanente. As Humanidades, apelando à memória e aprofundando no pensamento crítico, salvaguardarão um mínimo de solidez, captando o peso do tempo na esperança da dignidade livre e da liberdade na dignidade de todos.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Alain de Botton: "As sociedades vão ter de aprender a ser mais bondosas"
Alain de Botton esteve em Portugal e disse que "a religião tem uma envolvência social, mas também tem um lado moral, também nos ajuda a lidar com a dor. Somos péssimos a lidar com a dor fora da religião. Pensamos sempre que o médico tem de ter uma resposta, que o economista tem de apresentar uma solução".
O autor de "Religião para ateus", que veio para falar da reforma (questão laboral), afirmou que "as empresas ainda não conseguiram resolver o problema das pessoas mais velhas. Ainda veem: jovens e baratos, velhos e mais caros. Mas vão ter de resolver, até porque o problema não é apenas económico, mas de perda de status. As sociedades vão ter de aprender a ser mais bondosas. Esta também é uma crise de generosidade".
domingo, 14 de outubro de 2012
Trabalho
Vereis por vós próprios que se pode tirar mel da pedras e azeite dos rochedos mais duros.
Bernardo de Clavaral
Bernardo de Clavaral
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Diz o velhinho aos adolescentes
A geração atual é a primeira geração planetária da história. Vai ser condenada a três realidades.
Tudo saber e, portanto, nunca mais poder dizer «eu não sabia».
Partilhar a terra, o trabalho e os saberes: para enfrentar a explosão demográfica e as novas pobrezas.
Ocupar o tempo livre; para afrontar a pré-reforma e o desemprego maciço nos países industrializados.
Abbé Pierre (1912-2007) numa mensagem às crianças de dez a catorze anos da Génération Planète (meados dos anos 90)
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Desilusão, começo da verdadeira vida
A desilusão é o começo da verdadeira vida. Tornamo-nos homens quando saímos das ilusões para entrar no real. É o que se verifica em todas as circunstâncias: educação, casamento, caridade.
Abbé Pierre
Abbé Pierre
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Anselmo Borges: O trabalho, o ócio, festas e férias
Texto de Anselmo Borges no DN de sábado passado (retirado daqui).
O negócio ocupou tudo e esqueceu o ócio, no sentido grego das palavras, como explica o filósofo Gabriel Amengual. Ócio (no grego scholê, no latim otium), em princípio, significa estar livre dos negócios políticos ou do Estado e do governo e de actividades económicas, que, na Antiguidade, se definiam como o não-ócio, o negócio (a-scholía), e implica a orientação para o âmbito do pensar e da contemplação. "Ter ócio" significava festejar, ter alegria e a ocupação própria do tempo descansado - debates, concertos, teatro, etc. -, passando depois a significar o lugar dessas actividades (a escola, scholê). "Ócio significa tempo livre, possibilidade, oportunidade de algo." Neste quadro, o ócio era, para Platão, o pressuposto para a filosofia, em conexão com a liberdade e a verdade. Num contexto de escravatura, era, pois, privilégio dos homens livres. Para superar a tirania e a escravidão, não é, portanto, do ócio para a liberdade e a verdade que precisamos?
Aristóteles mostra a relação entre ócio e negócio ou trabalho: "Somos activos a fim de ter ócio", o que significa que o ócio é de algum modo fim em si mesmo. No início da Modernidade, este primado começou a ser ultrapassado, segundo a ideia de que o saber já não é contemplativo, mas tem como finalidade o domínio da natureza, a utilidade e o poder. Com a segunda revolução industrial, o ócio ficou em conexão com o tempo livre e chegou-se ao paradoxo da "indústria do ócio", de tal modo que tudo se transforma em negócio.
Entre as muitas características do homem, está a de homo faber. Karl Marx escreveu que "o homem se diferencia dos animais a partir do momento em que começa a produzir os seus meios de vida". Referindo-se aos "traços distintivos" estritamente biológicos, como o bipedismo, a estrutura das mãos, com a oposição do polegar, a visão em campos abertos, etc., Eudal Carbonell afirma que "são o substrato biológico sobre o qual se apoiam as aquisições culturais que já são plenamente humanas: a produção de ferramentas, o domínio do fogo, a linguagem duplamente articulada, a arte, a religião...". Mas o que "motiva o seu aparecimento" é "a selecção técnica. Desde o princípio, os humanos adaptam-se porque fabricam ferramentas".
Enquanto o animal se acomoda ao que a natureza dá, o homem, em ordem à satisfação das suas necessidades, transforma-a. O trabalho consiste neste intercâmbio entre o ser humano e a natureza: acolhe a natureza, transforma-a e, nesta transformação, não só recolhe o que precisa para as suas necessidades como se transforma a si próprio, humanizando-se, ao realizar possibilidades.
Na medida em que forma a pessoa e configura as relações sociais, o trabalho, para lá de meio de sobrevivência e realização do indivíduo, adquire o sentido amplo de serviço à sociedade, tanto no trabalho manual, industrial, como no trabalho intelectual, espiritual. Por isso, o desemprego não é só desastroso por pôr em causa os meios de vida, mas também porque fere a dignidade pessoal e marginaliza, impedindo a identidade própria no contributo para a realização da sociedade.
O trabalho vive na ambiguidade, como tudo o que é humano. Assim, pode ser sentido como espaço da liberdade e da auto-realização, mas também da alienação. Não é por acaso que há o trabalho, de tripalium, um instrumento de castigo, e a obra, de érgon, enquanto criação - diz-se de um artista que realizou uma obra.
O ócio, a festa e as férias estão vinculados ao trabalho. O homem é homo laborans, faber e homo festivus. A festa tem originariamente sentido religioso, implicando a suspensão do tempo vulgar; o seu é outro tempo: o tempo originário, sagrado, quando os deuses criaram e puseram a ordem do mundo. As férias, do latim feriae (dies festus), dizem também a interrupção, mas mais longa, das actividades laborais: o homem não é besta de carga.
Uma visão integral do ser humano significa vê-lo na harmonia das suas múltiplas dimensões: "A sua dimensão laboral e cultural-cultural, social e pessoal, activa e contemplativa, produtiva e artística, a dimensão do dever e a do desejo, a determinação e a liberdade", o ter e o ser.
domingo, 3 de junho de 2012
Porque hoje é domingo
Baudelaire citado no mais recente número da "Communio":
"Devemos trabalhar, se não por gosto, ao menos por desespero. A verdade, portanto, é que o trabalho é menos enfadonho que o divertimento".
Mas hoje é domingo. O dia que convida a gostar do ócio.
"Devemos trabalhar, se não por gosto, ao menos por desespero. A verdade, portanto, é que o trabalho é menos enfadonho que o divertimento".
Mas hoje é domingo. O dia que convida a gostar do ócio.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Santo Agostinho e o trabalho
Santo Agostinho pode servir como testemunha principal para
pontos de vista totalmente contrários sobre o trabalho, na Igreja antiga. Porque,
por um lado, a ética cristã correspondia – sobretudo na sequência das cartas
paulinas e dos ordenamentos da igreja nascente – inteiramente às ideias do
cidadão que trabalha de modo respeitável e diligente, e, por outro, os textos
escatologicamente inspirados evocam o ideal de uma vita contemplativa, que criticava a transitoriedade dos afazeres
terrenos enquanto radicalizavam, no plano espiritual, a evasão social e
comunitária.
Início de texto “Ora et labora. Teologia do trabalho no
monaquismo antigo e medieval?”, de Thomas Prugl, na revista Communio de
julho/agosto/setembro de 2011
Thomas Prugl, alemão, é professor na Universidade de Viena
sábado, 26 de maio de 2012
Anselmo Borges: O tempo digital e o seu frenesim
Texto de Anselmo Borges no DN de hoje (aqui):
Enigma maior é o tempo. Lá está Santo Agostinho: "O que é o tempo? Como são o passado e o futuro, uma vez que o passado já não é e o futuro ainda não é?" E o presente? Mal dizemos "agora" e já caiu no passado. "Se, portanto, o presente, para ser tempo, tem de cair no passado, como podemos dizer que algo é, se só pode ser com a condição de já não ser?"
As culturas experienciam o tempo, cada uma a seu modo: nas tradicionais, o tempo privilegiado é o passado - lá está o mito do paraíso perdido; na modernidade, privilegiou-se o futuro - o passado é simplesmente o ultrapassado, a caminho da realização das utopias.
Por causa das novas tecnologias, sobretudo ao nível dos média - telefona-se, navega-se na Web, lê-se documentos ao mesmo tempo que se envia mensagens -, a vivência do tempo actual é a do tempo concentrado, do "curto prazismo" e até do imediatismo cumulativo. Aí está o tempo chamado digital ou numérico, que nos dá a sensação de quase simultaneidade e ubiquidade: pense-se na comunicação quase simultânea para todo o mundo. Afinal, o que se encurtou mesmo foi o espaço, que não pode ser separado do tempo: no mesmo dia, uma reunião no Porto, outra em Paris, uma terceira em Londres, com regresso ao Porto. Mas é sobretudo a computação que nos dá a possibilidade de contacto quase instantâneo com todo o mundo. Tudo é mais rápido - leio em Philosophie Magazine: num século, a velocidade de comunicação aumentou 107%, a dos transportes pessoais 102%, a do tratamento da informação 1010%.
Fazemos muito mais coisas em muitíssimo menos tempo. Vem então a pergunta da semana passada, aqui: porque é que todos se queixam da falta de tempo, em vez de aumentar o tempo livre? Resposta do sociólogo Hartmut Rosa: com os transportes e a Internet também se acelerou a vida social e entrámos numa lógica infernal de competição, de tal modo que somos devorados pelo produtivismo e consequente consumismo. A aceleração acabou por tornar-se "o equivalente funcional da promessa religiosa de vida eterna". Impôs-se-nos a multiplicação constante e frenética das experiências e das actividades, numa corrida sem fim.
Isto tem consequências também na economia? É evidente que sim. Investir implica uma vivência do tempo longo: quanto tempo leva para se receber os frutos do investimento? Assim, "o marketing substituiu a deliberação política, com a finalidade de lucros especulativos", escreve o filósofo B. Stiegler. A velocidade tecnológica foi posta ao serviço da guerra económica: em vez do investimento, a especulação.
Antepondo o fazer ao ser, somos melhores e mais felizes? Não há, pelo contrário, a sensação generalizada de cansaço e de stress? Precisamente porque "vivemos num tempo completamente descontínuo, disperso. Sem calendário, sem liturgia, sem ritual, já não conhecemos ritmo. Já não há tempo que permita o recolhimento do pensamento. Multiplicou-se a dispersão inerente ao mundo do quotidiano", observa a filósofa Françoise Dastur.
Afinal, mesmo se já há empresas que promovem cursos de meditação ou semanas de retiro num mosteiro, é para que os funcionários se tornem mais competitivos, no regresso ao trabalho. As pessoas vão para a cama - a duração média do sono baixou duas horas desde o século XIX - com o sentimento de culpa, pois não acabaram a lista dos afazeres.
Voltando a Hartmut Rosa, a aceleração tornou-se o novo modo da nossa alienação social: ao contrário das Igrejas, que, se criaram sentimentos de culpa nos fiéis, ofereciam alívio aos pecadores - podiam confessar-se, Jesus morreu para libertar dos pecados -, "a nossa sociedade da aceleração produz culpados sem remissão nem perdão".
Não é, portanto, de uma nova relação mais atenta e serena com o tempo que precisamos? "Deixemos que as nossas vidas sejam guiadas por aquilo que eu chamo momentos de ressonância": o contacto com a natureza, passeando; escutando a grande música, a alma corresponde, o mesmo podendo acontecer com um grupo de amigos; diante do mar, é como se o mundo respondesse e as suas ondas fossem a respiração do mundo.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Fé e trabalho
A fé como confiança também nos alivia no nosso trabalho e
nas responsabilidades que assumimos. Eu entrego o meu trabalho a Deus e confio
que ele o irá utilizar para criar o bem. Eu sozinho não posso fazer com que o
meu trabalho obtenha êxito, com que as minhas decisões sejam todas corretas.
Anselm Grun
terça-feira, 24 de abril de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
Livro para harmonizar fé e trabalho
Foi este o livro que os leitores de About Catholicism escolheram como o melhor do ano passado. "The Catholic Briefcase: Tool for integrating faith and work" ("A pasta do católico: Ferramentas para integrar fé e trabalho"), de Randy Hain, fala principalmente do testemunho cristão no trabalho, do tempo para a oração, do exemplo e dos sinais da fé. Ver aqui.
Os outros do top-5 (ordem decrescente):
"Catholicism:
A Journey to the Heart of the Faith", de Fr. Robert Barron;
"Motherhood
Matters", de Dorothy Pilarski;
"The
Father's Tale", de Michael O'Brien;
"A Book of
Saints for Catholic Moms: 52 Companions for Your Heart, Mind, Body and Soul", de Lisa M. Hendey.
quinta-feira, 8 de março de 2012
O cardeal e a "essência" da mulheres
Laura Ferreira dos Santos no Público de ontem (7 de março de 2012) a propósito das declarações do mais recente cardeal português sobre o que devem fazer as mulheres. Outros textos sobre o mesmo assunto, neste blogue, estão nos dias 17 de fevereiro, 18 e seguintes.
domingo, 4 de março de 2012
Coisa bela
Tu sabes fazer alguma coisa que eu não sei. Eu sei fazer alguma coisa que tu não sabes. Juntos, façamos alguma coisa bela para Deus.
Madre Teresa de Calcutá
Madre Teresa de Calcutá
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Sinodalidade e sinonulidade
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