quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
13 de fevereiro de 1130. Morre o Papa Honório II
quinta-feira, 22 de março de 2012
22 de março de 1312. Clemente V extingue os Templários
Foi há 700 anos que o Papa Clemente V extinguiu a Ordem dos Templários – que em Portugal daria origem à Ordem de Cristo. Note-se que o Papa extinguiu a ordem militar por meio de um decreto. Não a condenou. A data é recordada na Rádio Renascença (aqui).
domingo, 9 de janeiro de 2011
9 de Janeiro de 1144. Celestino II publica uma bula de apoio aos Templários
No dia 9 de Janeiro de 1144, o Papa Celestino II (1143-1144) publica a bula “Milites Templi” (“Soldados do Templo”), que ordena que o clero proteja e apoie os Cavaleiros do Templo, criados em 1119. O documento promete indulgências aos fiéis que contribuírem para os Templários.
A bula contribuiu muito para o sucesso da ordem militar.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Templários na Lusa Atenas
terça-feira, 25 de maio de 2010
25 de Maio de 1420. Henrique é governador da Ordem de Cristo
No dia 25 de Maio de 1420, o Infante D. Henrique, filho de D. João I, torna-se governador da Ordem de Cristo, que sucedeu à extinta Ordem dos Templários, que tão importante tinha sido na conquista do território português aos mouros e da qual herdou os bens.
A Ordem de Cristo foi criada em Portugal como “Ordo Militiae Jesu Christo” pela bula “Ad ae exquibus”, de 15 de Março de 1319, pelo Papa João XXII. Era rei D. Dinis. (A Ordem do Templo começara a ser perseguida em 1307 e terminara em 1314, com a morte do grão-mestre Jacques DeMolay).
Com sede em Tomar, esta organização seria fundamental para o financiamento da saga dos descobrimentos. Por isso, é que as caravelas têm nas velas a Cruz de Cristo, não muito diferente da cruz dos Templários. Não é alheia ao espírito dos descobrimentos a ideia de cruzada.
O Infante, por nomeação papal como os outros, foi governador da Ordem até morrer, em 1460.
A Ordem seria terminaria em 1834, com a extinção das ordens religiosas em Portugal, por decreto de Joaquim Augusto de Aguiar, o "mata-frades". D. Maria II restaurou-a como ordem honorífica.
quinta-feira, 18 de março de 2010
18 de Março de 1314. Morre Jacques DeMolay, o último grão-mestre dos templários
Jacques DeMolay, 23.º grão-mestre dos Templários, morreu no dia 18 de Março de 1314, às mãos de Filipe, o Belo, rei de França.
DeMolay estava a ser julgado por uma comissão de bispos, após as acusações que o rei francês lançou sobre os Cavaleiros do Tempo, para lhes expropriar os bens e o poder. Nada se conseguindo provar, Filipe manda raptar DeMolay, que estava sob a custódia dos bispos, e ordena que seja queimado na Île de la Cité, em Paris.
Foi no dia 18 de Março de 1214, depois da oração de Vésperas.
sábado, 12 de dezembro de 2009
12 de Dezembro de 1408. É criada a Ordem do Dragão
No dia 12 de Dezembro de 1408, o imperador sacro-romano Sigesmundo, ainda apenas rei da Hungria, cria a Ordem do Dragão (em alemão “Drachenorden” e em latim “Societatis draconistrarum”), uma organização de cavalaria monástica, um pouco à maneira dos Templários, mas mais inspirada, ainda, na Ordem de S. Jorge (o que lutou contra o dragão, séc. III-IV).
A finalidade de Ordem do Dragão era defender a Cruz, ameaçada principalmente pelos turcos otomanos. A Ordem floresceu na Alemanha, no Leste da Europa e um pouco em Itália.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Ainda há templários
A história do Templários seduz, como provam os livros de Dan Brown e de tantos outros. Intriga, tesouro, história e arquitectura, conspirações, cruzes, espadas e coroas, pretensas perversões. Mas termina no dia 18 de Março de 1314, quando morre Jacques de Molay, o último grão-mestre, como disse Umberto Eco. De qualquer forma, ainda há templários. Um senhor do Porto garantiu-me que era um. “Dos verdadeiros”.
Breve história dos Templários
O processo dos Templários, iniciado há precisamente 702 anos (13 de Outubro de 1307), com o aprisionamento de mais de dois mil cavaleiros no mesmo dia, deu origem ao que terá sido o maior julgamento da história, pelo menos até ao séc. XX, não só pelo número de acusados, mas também pela duração do processo e pela contradição das acusações.
Ao longo dos séculos os historiadores têm-se divido quando à culpabilidade dos Templários.
Consideraram-nos culpados: Dupuy (1654), Hammer (1820), Wilcke (1826), Michelet (1841), Loiseleus (1872), Prutz (1888), Rastoul (1905).
Disseram-nos inocentes: Lejeune (1789), Raynouard (1813), Havemann (1846), Ladvocat (1880), Scottmuller (1887), Gmelin (1893), Lea (1898), Fincke (1908). Mais recentemente, tende-se para a inocência dos Templários: “Não se pode afirmar que os Templários não tivesses defeitos, como as outras ordens similares, mas não resta dúvida de que não mereciam tão infamante castigo” (Ricardo Villoslada).
Os Templários foram acusados de idolatria, blasfémia, e sodomia. E acabaram por confessar esses “crimes” sob tortura. Mas o maior crime que cometeram, para o rei de França, foi o de serem ricos.
Criados para protegerem os peregrinos da Terra Santa, tiveram como primeira sede parte do palácio de Balduíno II, sobre o antigo Templo de Salomão, em Jerusalém (daí o seu nome). Os primeiros sete cavaleiros eram franceses, liderados por Hugo de Payens. Corria o ano de 1119.
No Concílio de Troyes (1128) recebem o manto branco (o Papa Eugénio III acrescenta-lhes a cruz vermelha, que mais tarde seria pintada nas caravelas portuguesas, financiadas pela Ordem de Cristo, sucessores dos Templários em Portugal) e a regra escrita por S. Bernardo. Os Templários, aos três votos religiosos (pobreza, castidade e obediência), juntaram o de proteger os peregrinos a caminho Jerusalém, que, pouco depois, se transforma no de combater pela fé cristã (em geral contra os sarracenos). A aprovação definitiva aconteceu em 29 de Março de 1139, por Inocêncio II.
Os Templários foram crescendo e ganhando posses como recompensa pelo heroísmo na protecção dos peregrinos e na reconquista cristã. Eram muito bons no que faziam. Os reis ibéricos (Afonso Henriques e Afonso II de Portugal, Afonso I de Aragão…) recompensaram-nos bem. E um pouco por toda a Europa pediam-lhes para guardarem jóias e outros bens. As suas fortalezas eram os lugares mais seguros do mundo.
No auge do seu poder, no início do séc. XIV, com quatro mil membros, a ordem militar e religiosa, com quartel-general em Chipre, assemelhava-se a uma sociedade bancária e financeira. E despertou a cobiça de Filipe IV, o Belo.
Na perseguição, a Inquisição francesa prestou um excelente serviço à coroa (a prova mais clara de que este poder esteve frequentemente ao serviço do Estado e não da religião). E péssimo à Igreja.
Em 1308, o Papa Clemente V pediu a todas as nações veredictos sobre os Templários. Todos foram favoráveis à ordem, excepto em França. E quando a ordem foi extinta (Concílio de Vienne, 3 de Abril de 1312), porque já estava humanamente destruída, os bens passaram para a Ordem dos Hospitalários (como desejava o Papa), ou para Ordem de Cristo, fundada em 1319 (esperteza de D. Dinis), ou para a própria coroa de França, como sempre quis Filipe IV.
13 de Outubro de 1307. Templários acusados de heresia e presos
Para todo o lado onde havia templários foram enviadas cartas lacradas que só podiam ser abertas a determinada hora. Nas cartas os templários eram acusados de heresia. Seguir-se-ia um longo processo. Jacques de Molay, o 23.º e último grão-mestre, morreria na fogueira em 1314.
Foi um dos episódios mais tristes da história da Igreja. Como aconteceu a uma sexta-feira, há quem dia que a associação do azar à sexta-feira 13 vem daqui.
(Clemente V foi eleito por influência do rei francês para acabar com a excomunhão da família real de França e, por causa da instabilidade de Roma, mudou o papado para Avinhão, que fica em… França).
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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Karl Rahner Quem acompanha este blogue sabe que tem andado por aqui e aqui uma discussão sobre o diabo e outras questões diabólicas. ...