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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Reclamação paroquial

Um padre recebe uma carta com a seguinte reclamação: Faço parte desta paróquia há 17 anos e raramente falto à missa de domingo. Acho lamentável que ao longo destes anos todos cantem sempre os mesmos cânticos desconhecidos.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Marketing paroquial

Para promover a participação no actos religiosos por estes dias, agora que se aproxima o Advento, uma paróquia colocou um grande cartaz na porta da Igreja que diz isto:

- Por favor, abra antes do Natal.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Anedota que não deve ser contada aos adolescentes que não gostam de estudar

O sr. Belarmino apresenta-se na sacristia para preencher o lugar de sacristão. O conselho económico da paróquia dá parecer positivo e o sr. Belarmino assina o contrato. Porque não sabe ler, assina de cruz. O padre e o conselho dizem então que não é possível contratá-lo, que tem de saber ler, ao menos para não trocar os livros da missa.

Desiludido e sem saber o que fazer da vida, o sr. Belarmino começa a vender mercearias de porta em porta. A coisa corre bem e compra uma carrinha. A coisa correr bem e abre um estabelecimento e contrata empregados. A coisa corre bem, compra uma frota e abre sucursais. O negócio expande-se, internacionaliza-se, e o sr. Belarmino um dia é homenageado publicamente, já que é o "rei do retalho" ("rei do varejo", no Brasil) e, entretanto, tornou-se um conhecido filantropo. A capital do país dá-lhe as chaves da cidade e pede-lhe que assine o livro de honra. O sr. Belarmino assina de cruz.

- Como é possível? O sr. não sabe escrever?, pergunta-lhe o presidente da câmara.

- É como vê.

- E mesmo assim conseguiu montar um negócio magnífico. Já pensou no que poderia ter sido a sua vida de soubesse escrever?

- Já! Seria o sacristão da minha aldeia natal.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Catequese paroquial

É curioso o uso do adjectivo “paroquial” com sentido pejorativo. Quando num artigo sobre política se fala de “visão paroquial”, “mentalidade paroquial”, “dimensão paroquial” ou se usam expressões semelhantes, quer-se referir a algo de vistas curtas, fechadas, limitadas, tacanhas. No entanto, “paróquia” tem subjacente a ideia de proximidade. É a igreja mais próxima das pessoas. “Paróquia” é quase sinónimo de comunidade. É onde uma pessoa se sente conhecida, querida. “Paróquia”, pelo menos para mim, tem um conteúdo positivo. Opõe-se a multidão, a indiferenciados, a massa, rebanhada. Quando se muda de terra, por exemplo, é quase sempre na paróquia que criamos laços.

Ontem no "Público" (15-06-2009), Isilda Pegado dava usa similar à palavra “catequese” e seus derivados, a propósito das últimas eleições: “Muitos foram os que catequizaram [contra o neoliberalismo]…”; “…outros, com o medo de se oporem a tão “brilhante” catequese, ficaram mudos…”; “…O povo, nas europeias, disse não à «catequese» socialista”. “A catequese serôdia do Estado intervencionista…”

“Catequese” tem claramente um sentido negativo: ideologia perniciosa, algo que se pretende inculcar, martelar, impingir, tentativa de manipulação, de engano. É outra palavra que no contexto religioso é positiva, mas a que se dá um uso negativo em contexto profano. Por mim, preferia que não dessem às palavras de origem conotações negativas. Que paroquial, catequese, missa, missão, sermão, capela… não tivessem conotações negativas. Que ao uso religioso dessas palavras não chegassem os sentidos negativos que têm quando são usadas em contextos profanos. Mas em relação a algumas delas já será impossível evitar que o sentido profano não se sobreponha ao uso genuinamente religioso.

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...