segunda-feira, 7 de maio de 2012
Como não o levar a sério
Dietrich Bonhoeffer
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Fé como interpretação
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Ressurreição e transformação do mundo
"A esperança cristã num mundo futuro, em vez de nos desmobilizar, impele-nos, pelo contrário, a colocar todos os recursos do homem e do universo ao serviço desta finalidade comum. A nossa esperança pode, por exemplo, sustentar e dar um formidável impulso à solidariedade internacional entre os povos. O cristão pode e deve interpretar os acontecimentos, como por exemplo os esforços pelo desenvolvimento, pela paz, por construir uma grande Europa solidária e aberta aos outros continentes, como «sinais dos tempos» que manifestam esta aspiração secreta dos homens à unidade e à fraternidade universal".Michel Hubaut, "Do corpo mortal ao corpo de luz. Fundamentos e significado da Ressurreição", gráfica de Coimbra 2, pág. 210.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Os meios ricos da Igreja e os pobres, segundo Maritain
Jacques Maritain (na foto) dizia que a Igreja tem, para os fins espirituais, meios ricos e meios pobres ou humildes. Os ricos não se resumem ao dinheiro, mas, em grande medida, não existem sem ele: as organizações, as reuniões, a arquitetura, a comunicação social, a decoração das Igrejas. Os meios pobres são os que estão marcados pela cruz e não contêm em si a menor necessidade de um triunfo temporal. Li em "Meditações sobre a Fé", de Tadeusz Dajczer, que acrescenta, já sem remeter para Maritain, julgo eu, que os meios pobres são "os joelhos doridos durante a oração, a anulação da vontade própria, a vida em recolhimento, no silêncio e na contemplação", coisas que não cabem nas estatísticas, mas valem muito mais do que os grandes ajuntamentos dos meios ricos. Não vivemos sem os dois. Mas os meios ricos serão ocos se não tiverem por detrás os meios pobres.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Pensamentos íntimos e caridade social
Escreve Henri J. M. Nouwen na página 267 de "A Caminho de Daybreak. Uma viagem espiritual (Paulinas, 2000)":
A distinção entre a esfera privada e a pública da vida é falsa, e tem originado muitos dos problemas com que nos debatemos atualmente. Na vida cristã, a distinção entre uma vida privada (só para mim) e uma vida pública (para os outros) não existe.Ele escreve isto, imagine-se, a propósito da castidade.
Para um cristão, mesmo as fantasias, os pensamentos, as emoções e os atos mais íntimos, são um serviço ou um prejuízo para a comunidade.Como é sabido, porque ele mesmo o disse, as suas tentações vinham do campo masculino. Que se sabia isso, nesta lógica, não é uma devassa da vida privada.
Eu nunca posso dizer: «Não tenho que dar contas a ninguém do que penso, sinto, ou faço no meu tempo privado». Diz respeito a todos, sim! A fortaleza mental e espiritual duma comunidade depende, em grande medida, da maneira como os seus membros vivem as suas vidas mais íntimas como um serviço aos seres humanos.Estes pensamentos, ainda que trocando a expressão "vida pública" por "vida comunitária", vão ao cerne do agir cristão. Se a intimidade pessoal tivesse de ser obrigatoriamente exposta em público, cairíamos num totalitarismo horrível (como se houvesse dos bons).
A confissão dos pecados, já não em público mas ao padre, tem claramente esta ideia comunitária como fundo. É quando acontece a completa privatização da vida cristão que o cristianismo perde pertinência social. Além da afetividade, pensemos na política, na economia, na cultura. A chamada caridade social.
domingo, 11 de março de 2012
Mil vezes
Inácio de Loiola dizia-o com outras palavras: "Não é a abundância do saber que sacia o coração, mas saborear as coisas interiormente".
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Confiar
Facto: As pessoas confiantes não têm mais hipóteses de serem enganadas do que as desconfiadas.
John C. Maxwell
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Reflexão
Reflete como um homem de ação, age como um homem de reflexão.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
O desejo de Merton
Creio que te agrada o meu desejo de te agradar.
Espero ter este desejo no coração em tudo o que faço
e nunca, no futuro, fazer nada sem este desejo.
Thomas Merton (1915-1968)
sábado, 21 de janeiro de 2012
sábado, 24 de dezembro de 2011
O maior gesto comunicativo de sempre
A minha meditação sobre as leituras de Natal ("Missa do Dia", lê-las aqui):
A humanidade que não se iluda. Se não se abrir à Palavra que vem do alto mas não é exterior a ela, porque se fez carne, parecerá sempre como o tolo do Barão de Munchausen, que estando a afundar-se num pântano, salvou-se puxando-se a si mesmo pelos cabelos. Tolo e mentiroso.
sábado, 3 de dezembro de 2011
Dirferença entre a voz de Deus e a voz do Mal
Há um rabino, comentador da Cabala, Soloviel, que afirma: "As duas vozes, a de Deus, que não devemos nomear, e a voz do Mal, do Mal inominável, são terrivelmente semelhantes. A diferença entre uma e outra é apenas o som de uma gota de chuva a cair no mar".
Tolentino Mendonça, "Pai-Nosso que estais na Terra" (ed. Paulinas), pág. 154
domingo, 6 de novembro de 2011
Porque hoje é domingo, dia da liberdade
Giacomo Biffi, "O enigma da história e o acontecimento eclesial" (Paulus), p.19
terça-feira, 1 de novembro de 2011
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Trabalhar no campo ao menos é uma coisa bíblica
Hoje fomos atar feixes de trigo... Fazia bastante calor, e o lugar do trabalho encontra-se a um par de quilómetros do mosteiro...
Uma coisa é comer pão e outra é andar entre os trigais, no mês de Agosto. São tão grossos os nossos hábitos...
Com umas calças brancas e uma camisa, talvez estivesse bem..., claro que à sombra e a tomar refrescos...
Isto do Sol..., das "messes doiradas"..., do humilde segador..., é muito bonito para que haja versos de Gabriel y Galán..., e lê-los logo, à fresca sombra de um choupo...
Caramba..., caramba com as "messes doiradas". Enfim, menos mal que tudo isto do trigo e dos feixes é uma coisa muito bíblica..., e sempre é uma consolação.
Desabafos do monge cisterciense Rafael Arnáiz (1911-1938), espanhol de Burgos, canonizado por Bento XVI em 2009.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Senta-te e fecha levemente os olhos
sábado, 11 de junho de 2011
O Espírito Santo, segundo Atenágoras
Deus fica longe;
Cristo permanece no passado;
o Evangelho é letra morta ;
a Igreja é uma mera organização;
a autoridade um poder;
a missão uma propaganda;
o culto uma velharia;
e o agir moral, um agir de escravos.
Mas, no Espírito Santo,
o cosmos é enobrecido pela geração do Reino;
Cristo Ressuscitado torna-se presente;
o Evangelho faz-se vida
a Igreja realiza a comunhão trinitária;
a autoridade transforma-se em serviço;
a liturgia é memorial e antecipação;
o agir humano é deificado.
Patriarca Atenágoras
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Semente de mostarda
Thomas Moore, pág. 33 de "Escrever na Areia. Jesus e a Alma dos Evangelhos" (ed. Estrela Polar)
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
A tristeza é um glutão do coração e alimenta-se da mãe que o gerou
A tristeza é um glutão do coração e alimenta-se da mãe que o gerou.
Sofre a mãe quando dá à luz um filho; porém, esta, tendo dado à luz, vê-se livre da dor. A tristeza, ao contrário, enquanto é gerada, provoca fortes dores e, sobrevivendo, após o esforço, não traz sofrimentos menores.
O cristão triste não conhece a alegria espiritual, como aquele que acometido por forte febre não reconhece o sabor do mel.
O cristão triste não saberá como contemplar, nem brota nele uma oração pura: a tristeza impede todo o bem.
Ter os pés amarrados impede a corrida; assim é a tristeza: um obstáculo para a contemplação.
O prisioneiro dos bárbaros está preso com correntes; a tristeza amarra aquele que é prisioneiro das paixões.
A tristeza não tem força, assim como não tem força uma corda se lhe faltar quem amarre.
Aquele que está atado pela tristeza é vencido pelas paixões e, como prova da sua derrota, aumenta a atadura.
O moderado não se entristece pela falta de alimentos, nem o sábio quando é atacado por um lapso de memória, nem o manso que renuncia à vingança, nem o humilde que se vê privado da honra dos homens, nem o generoso que sofre uma perda financeira. Com efeito, eles evitam, com força, o desejo destas coisas, como efectivamente aquele que corajosamente rejeita os golpes. Assim, o homem que confia no Senhor não é ferido pela tristeza.
Evágrio Pôntico
Originário da Capadócia (actual Turquia), Evágrio Pôntico, viveu no séc. IV nos desertos do Egipto. É um dos chamados “Padres do Deserto”, homens que procuravam a perfeição cristã no isolamento dos lugares inóspitos e através da privação dos bens mais elementares.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Que eu deseje com ardor o que Tu aprovas
Concede-me, Deus misericordioso,
que deseje com ardor o que Tu aprovas,
que o procure com prudência,
que o reconheça em verdade,
que o cumpra na perfeição,
para louvor e glória do Teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus,
e permite-me que conheça
o que Tu queres que eu faça,
concede-me que o cumpra como é necessário
e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus,
que não me perca no meio da prosperidade
nem da adversidade.
Não deixes que a adversidade me deprima,
nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça,
para além do que conduz a Ti
ou de Ti me afasta.
Que eu não deseje agradar nem receie
desagradar a ninguém, excepto a Ti.
S. Tomás de Aquino (1225-1274)
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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Karl Rahner Quem acompanha este blogue sabe que tem andado por aqui e aqui uma discussão sobre o diabo e outras questões diabólicas. ...