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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Como não o levar a sério

Define-se a Cristo segundo categorias estéticas como génio religioso, diz-se que é o maior dos mestres éticos, admira-se o seu caminho para a morte como um heróico sacrifício pelas suas ideias. Só há uma coisa que não se faz: não se o toma a sério, ou seja, ninguém põe o centro da sua vida em relação com a pretensão de Cristo dizer e ser a revelação de Deus. Mantém-se uma distância entre si mesmo e as palavras de Cristo e não se permite que haja qualquer encontro sério.


Dietrich Bonhoeffer

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Fé como interpretação


Para mim, a fé é uma maneira bem determinada de ver e entender a minha vida. Quando alguém me diz que não consegue crer, que está muito distante da fé, que ela não lhe diz nada, eu não tento transmitir-lhe nem explicar-lhe as verdades da fé. Em vez disso, pergunto: Como vê a sua vida? Como vê o mundo? E mostro, então, que ele tem uma determinada interpretação da vida e do mundo como tal. A questão é: onde foi ele buscar o direito para essa interpretação? Pois não está a falar simplesmente da realidade, mas sim da sua interpretação da realidade. Queiramos ou não, nós interpretamos sempre as vivências pelas quais passamos. A fé é para mim uma maneira bem determinada de interpretar o mundo e tudo o que eu vivo e experimento no mundo.

Anselm Grun, Dimensões da Fé (ed. Vozes), pág. 33

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Ressurreição e transformação do mundo

Num livro sobre a ressurreição:
"A esperança cristã num mundo futuro, em vez de nos desmobilizar, impele-nos, pelo contrário, a colocar todos os recursos do homem e do universo ao serviço desta finalidade comum. A nossa esperança pode, por exemplo, sustentar e dar um formidável impulso à solidariedade internacional entre os povos. O cristão pode e deve interpretar os acontecimentos, como por exemplo os esforços pelo desenvolvimento, pela paz, por construir uma grande Europa solidária e aberta aos outros continentes, como «sinais dos tempos» que manifestam esta aspiração secreta dos homens à unidade e à fraternidade universal".
Michel Hubaut, "Do corpo mortal ao corpo de luz. Fundamentos e significado da Ressurreição", gráfica de Coimbra 2, pág. 210.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Os meios ricos da Igreja e os pobres, segundo Maritain



Jacques Maritain (na foto) dizia que a Igreja tem, para os fins espirituais, meios ricos e meios pobres ou humildes. Os ricos não se resumem ao dinheiro, mas, em grande medida, não existem sem ele: as organizações, as reuniões, a arquitetura, a comunicação social, a decoração das Igrejas. Os meios pobres são os que estão marcados pela cruz e não contêm em si a menor necessidade de um triunfo temporal. Li em "Meditações sobre a Fé", de Tadeusz Dajczer, que acrescenta, já sem remeter para Maritain, julgo eu, que os meios pobres são "os joelhos doridos durante a oração, a anulação da vontade própria, a vida em recolhimento, no silêncio e na contemplação", coisas que não cabem nas estatísticas, mas valem muito mais do que os grandes ajuntamentos dos meios ricos. Não vivemos sem os dois. Mas os meios ricos serão ocos se não tiverem por detrás os meios pobres.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Pensamentos íntimos e caridade social



Escreve Henri J. M. Nouwen na página 267 de "A Caminho de Daybreak. Uma viagem espiritual (Paulinas, 2000)":
A distinção entre a esfera privada e a pública da vida é falsa, e tem originado muitos dos problemas com que nos debatemos atualmente. Na vida cristã, a distinção entre uma vida privada (só para mim) e uma vida pública (para os outros) não existe.
Ele escreve isto, imagine-se, a propósito da castidade. 
Para um cristão, mesmo as fantasias, os pensamentos, as emoções e os atos mais íntimos, são um serviço ou um prejuízo para a comunidade.
Como é sabido, porque ele mesmo o disse, as suas tentações vinham do campo masculino. Que se sabia isso, nesta lógica, não é uma devassa da vida privada.
Eu nunca posso dizer: «Não tenho que dar contas a ninguém do que penso, sinto, ou faço no meu tempo privado». Diz respeito a todos, sim! A fortaleza mental e espiritual duma comunidade depende, em grande medida, da maneira como os seus membros vivem as suas vidas mais íntimas como um serviço aos seres humanos.
Estes pensamentos, ainda que trocando a expressão "vida pública" por "vida comunitária", vão ao cerne do agir cristão. Se a intimidade pessoal tivesse de ser obrigatoriamente exposta em público, cairíamos num totalitarismo horrível (como se houvesse dos bons).


A confissão dos pecados, já não em público mas ao padre,  tem claramente esta ideia comunitária como fundo. É quando acontece a completa privatização da vida cristão que o cristianismo perde pertinência social. Além da afetividade, pensemos na política, na economia, na cultura. A chamada caridade social.

domingo, 11 de março de 2012

Mil vezes

Com todos os perigos que há no facto de alguém ser homem ou mulher de um livro só, mais vale ler um livro mil vezes do que ler mil livros uma vez.


Inácio de Loiola dizia-o com outras palavras: "Não é a abundância do saber que sacia o coração, mas saborear as coisas interiormente".

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Confiar

Mentira: As pessoas confiantes são mais ingénuas.
Facto: As pessoas confiantes não têm mais hipóteses de serem enganadas do que as desconfiadas.


John C.  Maxwell 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Reflexão

Diz Bergson e tento pensar nisso como ele sugere:

Reflete como um homem de ação, age como um homem de reflexão.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O desejo de Merton



Creio que te agrada o meu desejo de te agradar.
Espero ter este desejo no coração em tudo o que faço
e nunca, no futuro, fazer nada sem este desejo.


Thomas Merton (1915-1968)

sábado, 24 de dezembro de 2011

O maior gesto comunicativo de sempre



A minha meditação sobre as leituras de Natal ("Missa do Dia", lê-las aqui):


Deus comunica comunicando-se

1. Há um provérbio chinês que diz que quando um dedo aponta para a lua, o tolo olha para o dedo. Na lógica do provérbio, não devemos confundir os embrulhos, os copos, os meios com os conteúdos, as bebidas, as finalidades. Daí que a primeira frase que Isaías nos apresenta na primeira leitura Missa do Dia de Natal aparentemente não faça sentido. Os pés do mensageiro são os mesmos, nem mais nem menos belos, sempre com muito pó dos caminhos semidesérticos, quer traga uma boa, quer traga uma má nova. E no entanto, qual o/a amante que não teve vontade de beijar o carteiro, no tempo em que as cartas de amor não tinham a forma de sms e eram entregues pelo mensageiro, a pé ou de bicicleta? Como não recompensaria o pai misericordioso quem trouxesse notícias do filho pródigo?

Os pés do mensageiro são belos, mesmo que feridos pelas longas caminhadas, porque a mensagem é ainda mais bela e tudo contagia pelo facto de ser proclamada. E o mais importante da notícia é: “O teu Deus é rei”, diz o mensageiro. A mensagem foi proclamada entre o povo cativo na Babilónia e significaria isto: “Deus é quem manda, vence os ídolos e vai repor a ordem nos poderes do mundo (através de Ciro). Acabou o tempo de «o teu rei é deus». Em breve o povo regressará a Jerusalém, à sua pátria, ao seu lar”. Para o exilado não há palavra mais bonita do que “pátria”. E era a isso que “Deus” soava para os judeus no cativeiro.

2. Não é preciso ser muito pessimista para conceber que a humanidade está num cativeiro. Basta ler ou ver as notícias de todos os dias. Está num cativeiro em que é cativa de si própria, dos seus erros e ilusões, da sua cegueira, da sua vontade incontrolada, da sua liberdade mal usada, das suas assimetrias de rendimentos, dos seus abusos de poder. A crise actual, localizada no Ocidente, é apenas mais um episódio da série dolorosa. O diagnóstico é reservado. Há cura? Haverá libertação? Uns dirão que é uma questão de tempo, que a humanidade ainda não atingiu o estado adulto. Outros dirão que se trata do desequilíbrio próprio de quem caminha, que a humanidade tem em si mesma a salvação que há-de desabrochar. A Bíblia diz algo diferente. Diz que a salvação bem de fora, ainda que não nos seja estranha. “Nestes dias, que são os últimos, [Deus] falou-nos por ser Filho”, diz Heb 1,2. Cansado de mandar mensageiros continuamente ignorados, enviou o seu Filho, que é também a sua Palavra, o Logos, o Verbo, que é Deus com Ele. Comunicou comunicando-se. Diz o Evangelho que “o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus” (Jo 1,1), para depois dar o salto do maior gesto comunicativo de sempre, ainda maior do que a poderosa palavra genesíaca dos primeiros dias da Criação (porque, como diz Hebreus, também foi pelo Filho que o universo foi criado), que dividiu a história em duas parte e continua a ser pedra de toque para muitas vidas: “O Verbo fez-se carne e habitou entre nós”.


A humanidade que não se iluda. Se não se abrir à Palavra que vem do alto mas não é exterior a ela, porque se fez carne, parecerá sempre como o tolo do Barão de Munchausen, que estando a afundar-se num pântano, salvou-se puxando-se a si mesmo pelos cabelos. Tolo e mentiroso.

3. Ouvir no dia de Natal o prólogo do Evangelho de S. João, para quem não foi à Missa do Galo ou à da Aurora, é capaz de gerar uma ligeira sensação de vazio. Onde está o relato do Natal? O Menino? Os anjos? Os pastores? Mas este é um dos textos mais belos do Novo Testamento, um hino, uma meditação escrita quando os cristãos já tinham dado um salto dos factos incertos (que Jesus nasceu, sem dúvida que nasceu; mas onde?) para os símbolos (a cidade de David é Belém, que quer dizer “casa do Pão”; se Jesus é o messias e pão da vida, só pode ter nascido em Belém) e dos símbolos para o sentido mais profundo da fé (na Páscoa da morte e ressurreição, Jesus revela-se como o Messias que sempre foi desde o nascimento e ainda antes do nascimento, porque quem é Deus é sempre Deus).

O Evangelho de João olha para Jesus de outra maneira. Se os três sinópticos como que são uma subida para chegar à conclusão de que Jesus é o Cristo-Deus, com João o percurso é inverso: o Verbo, que desde sempre esteve com Deus, desce à humanidade. É comunicação de Deus.

Este é o Evangelho para quem já percebeu que em Jesus o mensageiro e a mensagem coincidem porque é o Verbo de Deus. Quando o dedo aponta, não somos tolos se olharmos para o dedo e dermos com o dedo de Jesus. Ele é a última e definitiva mensagem. Não é o dedo que aponta, mas a mão estendida do encontro de Deus com a humanidade.

4. Por Ele marcharam os passos dos legionários,
As velas dos barcos por Ele se tinham estendido
Por ele os grandes barcos de Outono tinham luzido,
Por ele se dobraram as velas nos estuários.
(…)
Os passos de Dário tinham marchado por Ele,
Era por Ele que esperavam no fundo da Pérsia,
Era por Ele que esperavam numa alma dispersa,
Ele é o Senhor de ontem e de hoje.
E os passos de Alexandre por Ele tinham marchado
Do palácio paternal às margens do Eufrates.
E por Ele o último sol tinha luzido
Sobre a morte de Aristóteles e a morte de Sócrates.
(…)
As regras de Aristóteles tinham marchado por Ele
Do cavalo de Alexandre às épocas escolásticas.
E o ascetismo e a regra luziram por Ele
Das regras de Epicuro até às regras monásticas.

(Excerto de um poema de Charles Péguy)

sábado, 3 de dezembro de 2011

Dirferença entre a voz de Deus e a voz do Mal

Meditação para o dia todo:


Há um rabino, comentador da Cabala, Soloviel, que afirma: "As duas vozes, a de Deus, que não devemos nomear, e a voz do Mal, do Mal inominável, são terrivelmente semelhantes. A diferença entre uma e outra é apenas o som de uma gota de chuva a cair no mar".


Tolentino Mendonça, "Pai-Nosso que estais na Terra" (ed. Paulinas), pág. 154

domingo, 6 de novembro de 2011

Porque hoje é domingo, dia da liberdade

Não existe uma liberdade perdida para sempre nem uma liberdade conquistada para sempre: a História é um entrelaçamento dramático de liberdade e de opressão, de novas liberdades a que se seguem novas opressões, de antigas opressões vencidas, de novas liberdades reencontradas, de novas opressões impostas e de novas liberdades perdidas.


Giacomo Biffi, "O enigma da história e o acontecimento eclesial" (Paulus),  p.19

terça-feira, 1 de novembro de 2011

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Trabalhar no campo ao menos é uma coisa bíblica

Rafael Arnáiz
Hoje fomos atar feixes de trigo... Fazia bastante calor, e o lugar do trabalho encontra-se a um par de quilómetros do mosteiro...
Uma coisa é comer pão e outra é andar entre os trigais, no mês de Agosto. São tão grossos os nossos hábitos...
Com umas calças brancas e uma camisa, talvez estivesse bem..., claro que à sombra e a tomar refrescos...
Isto do Sol..., das "messes doiradas"..., do humilde segador..., é muito bonito para que haja versos de Gabriel y Galán..., e lê-los logo, à fresca sombra de um choupo... 
Caramba..., caramba com as "messes doiradas". Enfim, menos mal que tudo isto do trigo e dos feixes é uma coisa muito bíblica..., e sempre é uma consolação.


Desabafos do monge cisterciense Rafael Arnáiz (1911-1938), espanhol de Burgos, canonizado por Bento XVI em 2009.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Senta-te e fecha levemente os olhos

A palavra que leva ao silêncio
John Main
Ed. Pedra Angular
108 páginas

John Main morreu em 1982, em Montreal (Canadá), aos 56 anos. Nascido em Londres, no seio de uma família católica de origem irlandesa, esteve em contacto com as espiritualidades orientais quando foi colocado pelo Serviço Britânico dos Estrangeiros na Malásia, após a licenciatura em Direito. No regresso, tornou-se monge beneditino em Londres. Viveu os últimos anos no Canadá, onde fundou um mosteiro beneditino, para monges e leigos, dedicado ao ensino da meditação cristã.

“A Palavra que leva ao Silêncio” (“Word into Silence”, no título original) é a sua obra mais conhecida. Nela, o monge expõe o significado da oração cristã e propõe “Doze passos para os que meditam”. “Senta-te. Senta-te, tranquilo e direito. Fecha levemente os teus olhos. Senta-te descontraído mas atento…”

Pode-se ler o prefácio do autor no sítio do SNPC (aqui).


John Main (1926-1982)

sábado, 11 de junho de 2011

O Espírito Santo, segundo Atenágoras

Sem o Espírito Santo,
Deus fica longe;
Cristo permanece no passado;
o Evangelho é letra morta ;
a Igreja é uma mera organização;
a autoridade um poder;
a missão uma propaganda;
o culto uma velharia;
e o agir moral, um agir de escravos.


Mas, no Espírito Santo,
o cosmos é enobrecido pela geração do Reino;
Cristo Ressuscitado torna-se presente;
o Evangelho faz-se vida
a Igreja realiza a comunhão trinitária;
a autoridade transforma-se em serviço;
a liturgia é memorial e antecipação;
o agir humano é deificado.


Patriarca Atenágoras


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Semente de mostarda

À medida que a nossa linguagem pomposa e os nossos ideais demasiado preciosos vão encolhendo até ficarem do tamanho de uma semente de mostarda, acordamos para a vida de uma maneira nova. Em vez de estarmos cheios de nós próprios por sermos donos da verdade, vivemos a nossa vida de forma serena, sabendo que estamos espiritualmente vivos.


Thomas Moore, pág. 33 de "Escrever na Areia. Jesus e a Alma dos Evangelhos" (ed. Estrela Polar)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A tristeza é um glutão do coração e alimenta-se da mãe que o gerou

A tristeza é um glutão do coração e alimenta-se da mãe que o gerou.

Sofre a mãe quando dá à luz um filho; porém, esta, tendo dado à luz, vê-se livre da dor. A tristeza, ao contrário, enquanto é gerada, provoca fortes dores e, sobrevivendo, após o esforço, não traz sofrimentos menores.

O cristão triste não conhece a alegria espiritual, como aquele que acometido por forte febre não reconhece o sabor do mel.

O cristão triste não saberá como contemplar, nem brota nele uma oração pura: a tristeza impede todo o bem.

Ter os pés amarrados impede a corrida; assim é a tristeza: um obstáculo para a contemplação.

O prisioneiro dos bárbaros está preso com correntes; a tristeza amarra aquele que é prisioneiro das paixões.

A tristeza não tem força, assim como não tem força uma corda se lhe faltar quem amarre.

Aquele que está atado pela tristeza é vencido pelas paixões e, como prova da sua derrota, aumenta a atadura.

O moderado não se entristece pela falta de alimentos, nem o sábio quando é atacado por um lapso de memória, nem o manso que renuncia à vingança, nem o humilde que se vê privado da honra dos homens, nem o generoso que sofre uma perda financeira. Com efeito, eles evitam, com força, o desejo destas coisas, como efectivamente aquele que corajosamente rejeita os golpes. Assim, o homem que confia no Senhor não é ferido pela tristeza.


Evágrio Pôntico

Originário da Capadócia (actual Turquia), Evágrio Pôntico, viveu no séc. IV nos desertos do Egipto. É um dos chamados “Padres do Deserto”, homens que procuravam a perfeição cristã no isolamento dos lugares inóspitos e através da privação dos bens mais elementares.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Que eu deseje com ardor o que Tu aprovas

Concede-me, Deus misericordioso,
que deseje com ardor o que Tu aprovas,
que o procure com prudência,
que o reconheça em verdade,
que o cumpra na perfeição,
para louvor e glória do Teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus,
e permite-me que conheça
o que Tu queres que eu faça,
concede-me que o cumpra como é necessário
e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus,
que não me perca no meio da prosperidade
nem da adversidade.
Não deixes que a adversidade me deprima,
nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça,
para além do que conduz a Ti
ou de Ti me afasta.
Que eu não deseje agradar nem receie
desagradar a ninguém, excepto a Ti.

S. Tomás de Aquino (1225-1274)

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...