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segunda-feira, 8 de julho de 2013

D. Manuel III, Patriarca de Lisboa?

Corre para aí que o novo patriarca de Lisboa é D. Manuel III. O "Público" usa e abusa da designação. Não imagino de onde vem tal designação. Obviamente, já terá havido dois patriarcas Manuel. Se é o próprio que quer tal designação, o que pretende com isso? (É o que dá a entender a "Visão", que lhe chama "pontífice".) Até parece que os bispos (ou será prerrogativa dos patriarcas?) estão numa sucessão dinástica. Sucessão, sim, mas apostólica.


quinta-feira, 13 de junho de 2013

13 de junho, dia dos dois Antónios


No dia 13 de junho de de 1231 morreu em Pádua o franciscano António, nascido em Lisboa, que antes de ser António era Fernando.

No dia 13 de junho de 1888 nasceu em Lisboa Fernando Pessoa, o poeta, que entre "Fernando" e "Pessoa" tinha o nome "António" (Fernando António Nogueira Pessoa).

13 de junho é, portanto, o dia dos dois Antónios e Fernandos mais célebres de Portugal.

sábado, 18 de maio de 2013

Só às 11h é que se sabe que D. Manuel Clemente é o Patriarca de Lisboa

Só hoje às 11h se pode dizer que D. Manuel Clemente é o próximo Patriarca de Lisboa, segundo pede a Santa Sé, porque é a essa hora que a coisa se torna oficial em Roma. Já toda a gente sabe, ontem vários jornais diziam (pelo menos online) quem é, e hoje aparece na primeira página de alguns, mas a notícia anda pelas redações com embargo. Alguns meios cumprem-no. Outros não, como a Lusa. E outros chegam ao cúmulo de dizer mais ou menos isto: eu tenho aqui o comunicado que diz quem é o próximo  Patriarca, mas não posso dizer quem é antes das 11 horas de sábado. Mas a Lusa diz que é D. Manuel Clemente.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Quem vai para o Porto?


Escreve o correspondente de Braga do "Correio da Manhã" que D. Manuel Clemente regressa a Lisboa. Os do Porto, não gostam uns e  dão saltos de alegria outros. É sempre assim quando muda um responsável. Mas a notícia ainda não foi confirmada. E, se for verdade, mais interessante é saber quem é o próximo bispo do Porto, que costuma ser a diocese portuguesa mais sólida, criativa, dinâmica, estimulante.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Outra notícia do dia 11: "Patriarca fica mais um ano"


Notícia do "Correio da Manhã" de 11 fevereiro, o dia em que o raio caiu do céu sobre o Vaticano e obnubilou tudo em termos mediáticos. Registe-se o aparecimento de um quarto candidato. Ou seja, o segundo depois de D. Manuel Clemente, já que D. António Marto é demasiado nortenho para Lisboa (não é candidato real). Mais depressa vai parar ao Porto. E D. Carlos Azevedo já por lá passou. Se lá fosse desejado, não teria sido "promovido" para Roma. 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Cardeal não protesta


No DN de hoje. Mais uma vez a sensatez de D. José Policarpo. Até poderíamos pensar que não é só na rua, contestando, que não se resolve nada. Nos tribunais, protestando, também não se resolve grande coisa (sim, penso que a principal reforma de que o país precisa é a da justiça).

quarta-feira, 13 de junho de 2012

José Saramago, escritor de igrejas

A Fundação José Saramago abriu hoje ao público, em Lisboa, na Casa dos Bicos. Vai-me ficar sempre na memória que foi no dia de Santo António.


Li hoje de manhã que quem entra da Fundação, numa das primeiras salas, dá com os livros traduzidos por José Saramago. Deve lá estar este:


Este clássico de Georges Duby, que continua nas livrarias, ainda que com outra capa, foi publicado originalmente em 1966-67, em três álbuns, na Suíça, e só em 1976 na França. Chegou a Portugal, pela Estampa, em 1979.


Será que Saramago se inspirou nesta obra para escrever o "Memorial do Convento", romance publicado em 1982? Pelo menos quanto às questões técnicas, é bem possível. E dos séculos X-XIV para o séc. XVIII a técnica das grandes construções não mudou assim tanto. Deve ter trabalhado nas duas obras, livros, ao mesmo tempo. 


Como só li as primeiras páginas da obra de Saramago e alguns capítulos desta, não posso afirmar mais nada.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Descer o nível

No JN de hoje. Sobre a sucessão do cardeal o que há? Nada de novo. Só o diz que diz que diz. Quanto às eleições da CNIS, a história é outra. Mas confundir o Manuel Germano com o género humano, como dizia  Mário de Carvalho, não é lá grande jornalismo.



sábado, 3 de dezembro de 2011

Igreja-caravela de Troufa Real é hoje inaugurada


Notícia do "Sol" de ontem. A Igreja de S. Francisco Xavier, polémica, com projecto de Troufa Real, é hoje inaugurada. Não tenho opinião sobre a beleza ou fealdade da obra. Ver maquete aqui. Mas em discussões deste tipo lembro-me sempre a polémica à volta da Torre Eiffel.


Havia um escritor que detestava a torre e ia lá jantar todos os dias (pensava eu que era Maupassant, mas confirmei agora este morreu antes da inauguração). Um dia perguntaram-lhe: 
- Como é que detestando esta torre, vem cá jantar todos os dias?
O escritor respondeu:
- É que este é o único sítio de Paris de onde não a vejo.


Quem não gostar deste igreja pode sempre evitar o seu exterior entrando na barca.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O que o Patriarca disse, não disse, quis dizer, pensou, não pensou... sobre a ordenação das mulheres

No "Público" de hoje. Uma tentativa de esclarecer o que realmente quis dizer. "Não foi preciso ao falar do sacerdócio numa entrevista recente", diz no ACI Digital uma "fonte do episcopado português", sem esclarecer o que realmente quis dizer.


(Nota posterior) Esclarecimentos sobre esta questão no dia 7 de Julho aqui.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

quarta-feira, 15 de junho de 2011

15 de Junho de 1970. Morre Almada Negreiros


Almada Negreiros morreu no dia 15 de Junho de 1970, aos 77 anos. Artista multidisciplinar (pintor, romancista, poeta, ensaísta...), modernista, foi o autor dos vitrais da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa. Ver aqui.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Quando Cerejeira escreveu a Kennedy


No "Público" de hoje, por António Marujo. A quase totalidade do espólio de 14.º Patriarca de Lisboa, que, curiosamente, chegou a ser arquivista das Universidade de Coimbra, está disponível para investigações.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Um deles será o próximo cardeal. Ou não


Logo à partida, seria mais certo dizer: "Um deles será o próximo patriarca". É que cardeal depende da nomeação do Papa, após ser patriarca. Pode dar-se o caso de ser patriarca (a diocese Lisboa é um dos poucos patriarcados) e não chegar ao consistório seguinte para receber o barrete.

E depois, pode ser um destes ou não. Na realidade, apontam-se motivos vários para que não seja nenhum deles. Tirar ao Porto D. Manuel Clemente? Tão pouco tempo no Porto? D. António Marto a saltitar de diocese em Diocese? Viseu, Leiria, Lisboa (em direcção ao sul)? Já para não falar dos bairrismos diocesanos, que dizem que o patriarca não pode vir de certas regiões ou ter  determinado sotaque. Tudo ponderado, sobra para D. Manuel Clemente. Daqui a dois anos.

Os prognósticos vieram na revista Notícias Sábado (DN /JN). O "i" também já falou do assunto, aqui.

O artigo sobre o Patriarca, agora em papel

Do "Público" de ontem (27 de Fevereiro de 2011).



domingo, 27 de fevereiro de 2011

Patriarca de Lisboa: estabilidade, intelecto e cansaço

No "Público" hoje, duas páginas sobre D. José Policarpo, que completou ontem 75 anos e pediu ao papa a resignação, como estipulam as regras. O texto é de António Marujo, que ouviu mais de duas dezenas de pessoas próximas do patriarca de Lisboa.
Ninguém poupa elogios. Alguns apontam críticas e dizem que deixou arrefecer o entusiasmo inicial. Todos reconhecem o perfil de intelectual que, desde a posse do cargo de patriarca de Lisboa, em 1998, o destaca como referência da Igreja Católica em Portugal - e do próprio país. Identificado com um estilo afável e apaziguador, de discurso fluente e civilizado, foi sempre chamado a resolver crises. Acabou por ser o patriarca da estabilidade, pragmático, mas também - notam alguns - não arriscou demasiado. E que por vezes aparenta cansaço do cargo, mesmo estando "bem de saúde".
O texto pode ser lido aqui (como é costume, em breve deixará de estar on-line). Ao longo da peça, obtém-se também uma radiografia da Igreja católica portuguesa, como neste parágrafo:
Carlos Paes [padre] tem outra questão: "Na Igreja, os últimos tempos estão marcados por um revivalismo mais preocupado com a ortodoxia do que com a paixão pela evangelização e pela criatividade." Por vezes, diz, "é difícil perceber que paixão anima os novos padres, que se deixam domesticar pelo conservadorismo." Estes problemas não existem por causa do cardeal, acrescenta. Antes, este foi vítima do "défice de toda a geração de padres que abandonou o ministério a seguir ao Concílio Vaticano II".
Ler aqui como saiu em papel.

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...