Mostrar mensagens com a etiqueta Línguas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Línguas. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Americano acorda a falar sueco. E isso é o quê?


O americano Michael Thomas Boatwright acordou a falar só sueco e pensa que é Johan Ek. Li aqui. Noutros tempos, e nestes parece que cada vez mais, haveria pelo menos duas explicações muitos claras para este fenómeno:

a) efeitos do demónio;
c) prova da reencarnação.

Não sei qual é a explicação para tal situação (os parapsicólogos são capazes de dizer algo do género: que em algum momento o sr. Boatwright ouviu falar sueco, que isso ficou gravado na mente e que agora, por algum motivo, essa parte do cérebro foi ativada e lá está ele a falar sueco), mas cá está um caso em que não nos devemos satisfazer com as explicações pseudo-religiosas que não explicam nada.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Juan Jacobo Rousseau

Num livro em espanhol, leio algo sobre Juan Jacobo Rousseau, que era um homem de estatura pequena mas que teve grande influência na ordem secular que se instaurou após a Revolução Francesa. Por momentos, hesitei. "Juan Jacobo Rousseau"? Fez lembrar o Carlos Marques do materialismo dialético num livro julgo que da Livraria Tavares Martins da década de 1950.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

O latim como deve ser



No “Q” (DN) de sábado passado – eu já cá deveria ter falado disso, mas passou-me – falou-se do latim como deve ser. Ou seja, pelo seu valor cultural e não pela sua pseudo-importância religiosa.

Temas principais das 15 páginas dedicadas ao latim:

- “Uma antiga herança europeia” – como o latim ajudou a definir a Europa; 
- “Aprender latim no século XXI” – um ateliê mostra aos mais novos como a língua continua viva em palavras que usamos todos os dias; 
- “A «Eneida» a um policial de 2011” – sobre os 84 mil títulos em latim que a Amazon tem no seu catálogo; 
- “Entre a música sacra e Rodrigo Leão” – um percurso pela história da música; 
- “O São Sebastião de Derek Jarman” – sobre o primeiro filme britânico abertamente «gay», todo ele falado em latim; 
- “A primeira língua franca da ciência” – sobre o «Sidereus Nuncius» de Galileu e o uso do latim para a divulgação do conhecimento científico.

"Sidereus Nuncius"

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Nova linguagem contra a "linguagem bafienta e bolorenta"


No "Página 1" (RR) de ontem. É raro o dia em que uma alta figura da Igreja, padre, bispo, teólogo, não diga que é preciso uma "nova linguagem". Mas porque ninguém se dedica a falá-la? Há alguns que a falam, é certo, mas geralmente não dizem que é nova. Limitam-se a falá-la. Com mais ou menos naturalidade.

E qual é mesmo a "linguagem bafienta e bolorenta"? Todos imaginarão algo. Mas duvido que concordemos sobre seja o que for.

sábado, 14 de abril de 2012

Anselmo Borges: O Acordo Ortográfico é inútil e prejudicial


Excerto do texto de Anselmo Borges, sobre o Acordo Ortográfico:

Sem querer pormenorizar (o espectáculo é cada vez mais triste, pois já não tem espectadores, mas "espetadores" e os egípcios são cidadãos do "Egito"; quando um aluno escrever "a recessão do texto", para dizer "a recepção do texto", como explicar-lhe que não é recessão, se é de recessão que constantemente ouve falar?), considero-o isso mesmo: inútil. Que vantagens trouxe? Assim, em tempos de crise, para quê gastar tanto dinheiro na sua implementação? Afinal, quem lucrou, e muito, com ele?

Ler tudo aqui.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Agora andam para aí com essa modernice do latim


Os evangelhos foram todos escritos em grego. Todos. Todinhos. Tudinho. Nem uma palavra em latim. Nem uma para a amostra mesmo. Lá se diz que que o letreiro da cruz tinha escrito em hebraico, latim e grego “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus”, mas em grego.

Imagino uma conversa entre dois evangelistas. Marcos e João, por exemplo. Diz Marcos:
- Não achas que eu deveria escrever em latim, para os romanos?
- Deixa-te de moderninces, retorque João.

E assim, tanto o primeiro evangelho, a pensar nos cristãos de Roma, como o último, de João, estão em grego, quando falar e escrever em latim era estar avançado no tempo.

Isto vem a propósito de quê? De um súbito frémito latinista que deu à costa por estes lados. 

Espero que os meus amigos já saibam a terceira declinação toda. E, já agora, aquele caso que um colega de carteira identificou:
- Em que caso está esta palavra?, perguntou o professor O. a F.P.
- Ó professor, só pode ser o complicativo.

De resto, em relação à língua para uso litúrgico, defendo duas coisas:

a) Deve ser usada aquela que podemos entender e em que nos possamos expressar;
b) Deve ser usada a língua de Jesus.

A alínea a) não precisa de explicação. Quanto a b) não me refiro ao hebraico que Jesus lia, nem ao aramaico, que Jesus falava, mas à língua que Maria e José ensinaram a Jesus. A língua materna. Na minha opinião, para qualquer pessoa, em qualquer época histórica, em qualquer geografia, a língua materna é a melhor língua para a liturgia.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A nossa linguagem denuncia-nos


A nossa linguagem denuncia também a nossa atitude.  [O filósofo] Dolf Sternberger escreve na sua introdução [à obra "Do dicionário do que não é humano"] o seguinte, sobre a linguagem: “Tudo quanto é dito, através de linguagem que utilizamos, desenvolve-se também em nós, quer se refira ao mundo quer à natureza. E toda e qualquer palavra que pronunciemos transforma o mundo em que nos movimentamos, transforma-nos a nós próprios e ao nosso lugar neste mundo. Nesse sentido, nada é indiferente na linguagem”.

Anselm Grun, “A vida e o trabalho. Um desafio espiritual” (Paulinas), pág. 153

domingo, 28 de agosto de 2011

Linguagem universal


Não há linguagem universal de pura comunhão a não ser Cristo, e ainda não sabemos completamente falar a Palavra que Ele é.

Timothy Radcliffe na pág. 235 de "Ser cristão para quê?" (ed. Paulinas)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O Google fala latim. E o multibanco do Vaticano também

"Velivolum" de uma companhia que também é conhecida por "take another plane"


O Google agora também traduz do latim, aqui. Na realidade, só hoje disso tive notícia (li aqui), mas há vários meses que a tradução do latim funciona, bem como o motor de busca em língua latina.


A notícia em questão refere que no Vaticano há máquinas multibanco com instruções em latim. E lembra o dicionário promovido por Paulo VI com uma série de novas palavras e expressões latinas. Eis algumas:


Avião - Velivolum
Engarrafamento - Fluxus interclusio
Máquina de lavar a roupa - Machina linteorum lavatoria
Computador - Instrumentum computatorium
Batatas fritas - Globulus solaniamus 
Futebol - Pediludium

quinta-feira, 15 de julho de 2010

15 de Julho de 1799. Descobre-se a Pedra de Roseta

A Pedra de Roseta, um bloco de granito negro contendo um texto em grego clássico, hieróglifos e egípcio demótico, foi descoberta em Roseta, 56 quilómetros a leste de Alexandria, pelo capitão Pierre Bouchard, do exército de Napoleão, no dia 15 de Julho de 1799.

A Pedra, cedida aos ingleses em 1801, encontrando-se actualmente no Museu Britânico, foi fundamental para conhecer a língua hieroglífica e o demótico (variante cursiva da escrita hieroglífica). A decifração foi feita por Jean-François Champollion e Thomas Young.

A Pedra pesa 680 quilos e mede 118 cm de altura por 77 cm de largura e 30 de espessura.

O texto é um agradecimento dos sacerdotes egípcios a Ptolomeu V Epifânio pela isenção de impostos. Os sacerdotes comprometem-se a colocar uma estátua do imperador em cada templo e a organizar festividades “em honra do Rei Ptolomeu, Eterno, o bem amado de Ptah, o Deus Epifânio Eucaristo”. Quando houvesse procissões, a estátua de Ptolomeu devia ser levada com as outras.

Com esta pedra abriu-se o conhecimento do mundo egípcio.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Curiosidades católicas sobre o esperanto

* A revista da Espero Katolika apareceu em 1903 e é a publicação mais antiga em esperanto que ainda se publica. Na imagem, uma capa de 1967, com Paulo VI e a Irmã Lúcia.

* A Rádio Vaticano emite duas vezes por semana em esperanto. Ver aqui.

* Existe uma Internacia Katolika Unuigo Esperantista (União Esperantista Católica Internacional), que é presidida pelo arcebispo de Praga, cardeal Miloslav Vlk. Sítio da IKUE.

* João Paulo II e Bento XVI falaram várias vezes em esperanto, principalmente na alocução urbi et orbi. É provável que no próximo Natal, Bento XVI volte a falar a Roma e ao Mundo também em esperanto.

15 de Dezembro de 1859. Nasce o criador do esperanto

Há 150 anos, na cidade Bialystok (então Império Russo, hoje Polónia), nasceu o oftalmologista Ludwik Lazarz Zamenhof, que ficaria mais conhecido por ter criado a língua artificial esperanto.

O esperanto apareceu em 1887, no livro “Internacia Lingvo- antauparolo kaj plena lernolibro, por rusoj” (Língua Internacional - vocabulário e livro de estudos para russos), assinado pelo Dr. Esperanto (pseudónimo de Zamenhof).

Conhecido por “Unua Libro” (Primeiro Livro – em esperanto), este livro continha uma gramática com 16 regras e um vocabulário de 800 raízes da língua esperanto.

Zamenhof morreu no dia 14 de Abril de 1917, em Varsóvia.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Orações em línguas inventadas por Tolkien

Tolkien, especialista em línguas antigas, inventou línguas para os elfos, como o Quenya e o Syndarin. Depois traduziu para essas línguas algumas das orações cristãs.

A Avé-Maria em Quenya

Aia María
quanta Eruanno
i Héru as elyë.
Aistana elyë imíca nísi
ar aistana i yávë mónalyo Yésus.
Airë María Eruo ontaril
á hyamë rámen úcarindor
sí ar lúmessë ya firuvammë. Násië.


O Pai-Nosso em Syndarin

Ae Adar nín i vi Menel
no aer i eneth lín
tolo i arnad lín
caro den i innas lin
bo Ceven sui vi Menel.
Anno ammen sír imbas ilaurui vín
ar díheno ammen i úgerth vin
sui mín i gohenam di ai gerir úgerth ammen.

Mais textos e orações nestas e noutras línguas tolkianas fictícias aqui.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A língua de pau eclesiástica

[“Língua de pau” é uma forma rígida de expressão, nomeadamente na política, através da multiplicação de estereótipos e de fórmulas congeladas, segundo uma nota do tradutor de “Pequena História da Desinformação”]

A citação prometida de Vladimir Volkoff:

A língua de pau eclesiástica

O clero, sobretudo quando actualizado, também tem a sua língua de pau e, com um humor contrafeito, o historiador protestante François Bluche e o abade católico Philippe Sulmont inventaram um jogo inspirado na literatura eclesiástica progressista contemporânea. Propõem-nos 160 000 exemplos de «algarviada». 160 000? Sim. O quadro [clicar para ampliar] permite criar 160 000 fómulas que não significam grande coisa, mas imitam na perfeição o tom de uma certa falsa beatice modernista. Basta escolher um verbo na coluna A, segui-lo com um complemento tirado da coluna B, juntar um adjectivo da coluna C e acrescentar um complemento directo da coluna D. Os resultados são surpreendentes.

[De notar que um quadro semelhante, mas aplicado ao palavreado dos políticos portugueses, surge de vez em quando nas caixas de correio electrónico. É de crer que também existe em relação aos políticos de outros países.]

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Tolkien, o católico


Tolkien inventava línguas. As histórias eram secundárias. “Inventou as histórias para dar vida às suas línguas” (Michael Devaux). O “Quenya” e o “Sindarin” eram línguas dos elfos. Católico, traduziu em “Quenya” o Pai-Nosso e a Avé Maria.

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...