sábado, 20 de dezembro de 2014
Anselmo Borges: Herança cristã da Europa
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Dar com uma mão e tirar com as duas
domingo, 10 de junho de 2012
Hoje é domingo
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
7 de fevereiro de 1778. Voltaire entra para a Maçonaria
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Crime e recompensa
O iluminista Thomas Paine (1737-1809) disse que "a religião cristã começa com um sonho e termina com um assassinato". Quase que acertava. O assassinato é só o intervalo. Também poderia dizer que começa com um assassinato, continua com uma recompensa e o sonho não termina nunca. O sonho infundido pelo assassinado.
terça-feira, 3 de maio de 2011
3 de Maio de 1758. Morre o Papa Bento XIV
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
15 de Outubro de 1764. Edward Gibbon inspira-se para escrever “História do Declínio e Queda do Império Romano”
Foi no dia 15 de Outubro de 1764 que o inglês Edward Gibbon (1737-1794) teve a inspiração de escrever a “História do Declínio e Queda do Império Romano” (“The History of the Decline and Fall of the Roman Empire”), por muitos considerada a primeira obra moderna de História porque exclui a história interpretada segundo o “plano divino”. A obra foi publicada em seis volumes, entre 1776 e 1788.
Consta que Gibbon teve a ideia ao observar um grupo de frades a cantar nas ruínas do Templo de Júpiter, em Roma, há precisamente 246 anos.
A “Hitória…”, em si, é crítica para com o cristianismo, bem na linha do Iluminismo, não só porque nota que os milagres operados por Jesus não obtêm eco nos cronistas romanos, mas também porque associa a ascensão do cristianismo ao enfraquecimento do império. O Império Romano do Ocidente cai menos de 100 anos depois de o cristianismo se tornar religião oficial de Roma, com Teodósio I, em 380.
Hoje essa tese não se aceita, primeiro, porque apesar da oficialidade do cristianismo, pacifista, é verdade, mas só no início, os cristãos eram relativamente minoritários no Ocidente. Onde eram mais e estavam bem organizados, no Oriente, é, afinal, onde o Império subsiste por mais um milénio.
terça-feira, 9 de março de 2010
Ainda sobre os jesuítas e a “Encyclopédie”
Escreve Jonathan Wright, na pág. 235 de “Os Jesuítas. Missões, mitos e histórias” (ed. Quetzal):
“Apesar dos contributos não celebrados [na “Encyclopédie”] de sacerdotes como Claude Buffier [investigação adicional: este jesuíta nasceu na Polónia, em 1661, e morreu em Paris, em 1737; escreveu um “Traité des premières vérités”, contra Descartes, e um “Cours de sciences” que foi largamente copiado pelos redactores da “Encyclopédie” sem referências ao autor], os Jesuítas podiam ser prontamente retratados como inimigos jurados de um projecto como a "Encyclopédie", sobretudo quando um jesuíta como Guillaume François Berthier [jesuíta, 1704-1782, escreveu uma “Réfutation du Contrat social”, contra as ideias de Rousseau] empreendeu um ataque ininterrupto ao projecto, desde a publicação do prospecto em diante. A principal objecção dele, que a grande obra estava crivada de plágio, contradições e escolhas bizarras de temas – não seria singular excluir completamente Santo Agostinho, mas ocupar espaço com uma receita de compota de alperce? – podia ser facilmente ignorada. Tal como podia o facto de o principal propósito dele ter sido convencer os editores a incluir aspas quando citassem material e a identificar adequadamente as suas fontes”.
Ficamos assim a saber que a obra não tem uma entrada sobre Santo Agostinho.
segunda-feira, 8 de março de 2010
8 de Março de 1759. O parlamento francês revoga o privilégio da “Encyclopédie”
Primeira página de texto da "Encyclopédie"
No dia 8 de Março de 1759, o Parlamento francês revoga a licença de edição da “Encyclopédie ou Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers”. A seguir, também o Papa Clemente XII condena a obra, que ia então no sétimo volume (35 no total; 17 de artigos, 11 de estampas e mais alguns de suplementos e outras matérias), sob o pretexto de atentar contra o rei e a religião. D’Alembert, que vinha dirigindo a publicação com Diderot, abandona-a definitivamente.
Antes disso, a publicação da “Encyclopédie” já havia sido interrompida em 1752, por influência dos jesuítas. Por causa do artigo “Certitude” (“Certeza”), escrito pelo “abbé des Prades”, em que o papel da religião e de Jesus Cristo era secundarizado face à razão, os jesuítas conseguem que o Conselho de Estado ordene a interrupção da publicação e proíba a venda dos dois volumes já aparecidos. Graças ao censor oficial, retoma-se a publicação logo no ano seguinte.
Depois da proibição de 1759, a “Enciclopédia” continua a publicar-se clandestinamente, até que em 1762 os jesuítas são expulsos de França. Embora com alguns contratempos pelo meio, a publicação fica concluída em 1772.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
5 de Novembro de 1997. Morre Isaiah Berlin
Grande pensador liberal do séc. XX. De origem judaica, nasceu em Riga, Letónia (6 de Junho de 1909), e viveu desde os 10 anos no Reino Unido. Ensinou teoria social e política em Oxford, foi historiador das ideias. Morreu no dia 5 de Novembro de 1997, aos 88 anos.
Num dos seus livros de ensaios, ele, que era liberal mas não iluminista, pelo menos do Iluminismo francês, que esteve na origem dos totalitarismos de esquerda e de direita, escreve:
“O que o Iluminismo no seu conjunto tem em comum é a negação da doutrina fulcral da Igreja do pecado original, na medida em que acredita que o homem nasceu ou inocente e bom, ou moralmente neutro e maleável pela educação e pelo enquadramento, ou, na pior das hipóteses, profundamente defeituoso mas capaz de um aperfeiçoamento radical e indefinido mercê de uma educação racional em circunstâncias favoráveis, ou através de uma reorganização revolucionária na sociedade como pretendia, por exemplo, Rousseau. Foi essa rejeição do pecado original que a Igreja condenou severamente no Émile de Rousseau, apesar do ataque dirigido contra o materialismo, o utilitarismo e o ateísmo”.
“O Contra-Iluminismo” in Isaiah Berlin, “A Apoteose da Vontade Romântica”, ed. Bizâncio.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Voltaire, o cristianismo e a Europa
“A Europa é uma espécie de grande república partilhada por vários Estados, uns monárquicos, outros mistos; estes aristocráticos, aqueles populares, mas todos em correspondência uns com os outros, todos tendo um mesmo fundo religioso, embora dividido em várias facções”.
Voltaire, in “Deus e a Europa”, de Jean Boissonnat (Gráfica de Coimbra – 2), 61.
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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Karl Rahner Quem acompanha este blogue sabe que tem andado por aqui e aqui uma discussão sobre o diabo e outras questões diabólicas. ...