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terça-feira, 2 de agosto de 2011

2 de Agosto de 640. Morre o Papa Severino

O Papa Severino, eleito no dia 28 de Maio de 640, morreu no dia 2 de Agosto desse mesmo ano. Condenou a heresia monotelista, o que fez com que o imperador de Constantinopla, zangado, ordenasse o saque de Roma.

O monotelismo, opondo-se ao nestorianismo, que também é uma heresia cristológica (o nestorianismo dizia que em Jesus há duas pessoas, a humana e a divina, quando há é duas naturezas), defendia que em Jesus Cristo há somente uma vontade, a divina. A questão viria a ser definitivamente esclarecida no III Concílio de Constantinopla, em 681.

terça-feira, 24 de maio de 2011

24 de Maio de 189. Morre o Papa Eleutério

De origem grega, o Papa Eleutério morreu no dia 24 de Maio de 189. Era Papa desde 174. É o último da lista de 13 papas num documento de Ireneu de Lião (130-202), o primeiro teólogo a defender consistentemente a ideias de tradição cristã e sucessão apostólica.

Eleutério teve de enfrentar o montanismo, movimento herético criado por Montano, por volta do ano 150, que dizia estar prestes a chegar a era do Espírito Santo. Tertuliano (170-212) foi o montanista mais célebre.

domingo, 3 de outubro de 2010

Herético

Uma vez que não existe acordo unânime quanto à concepção que se faz de Deus, é-se sempre o herético de alguém.

Armand Pierhal (1897-1976)

sábado, 7 de agosto de 2010

Cidade dos albigenses é Património Mundial

A cidade de Albi, no sudoeste de França, perto de Toulouse, foi classificada pela Unesco como Património Mundial. É o 34.º sítio francês a integrar a lista.

Albi é a terra dos albigentes, ou cátaros, surgidos no séc. XII e combatidos por uma cruzada ordenada por Inocêncio III em 1209, com o apoio da dinastia dos Capetos (reis de França), que assim alargou o seu poder.

Foi para combater os albigenses que nasceu a Inquisição em 1184. Os cátaros eram uma derivação do gnosticismo e maniqueísmo.

França não é só Paris. Vale a pena conhecer esta cidade. Aqui.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

3 de Agosto de 435. Teodósio II exila Nestório

Ícone da "Theotokos"

Teodósio II promulgou no dia 3 de Agosto de 435 um édito imperial que exilou o bispo Nestório num mosteiro de Hibis, no Egipto.

Nestório (386-451) foi patriarca de Constantinopla de 10 de Abril de 428 a 22 de Junho de 431, altura que o primeiro Concílio de Éfeso condenou as suas ideias. Nestório afirmava que em Jesus Cristo havia duas pessoas, a humana e a divina (há é duas naturezas), pelo que Maria era Christotokos (“Mãe de Cristo”), mas não não “Theotokos (“Mãe de Deus”). Em Éfeso, Nestório foi derrotado pela facção liderada por Cirilo de Alexandria. Nestório foi viver para o mosteiro e regressou à ordotoxia. Mas subsistiram igrejas nestorianas até aos dias de hoje no Oriente, principalmente na Síria e no Irão. Algumas têm vindo a integrar-se na Igreja Católica.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

30 de Julho de 657. É entronizado o Papa Vitaliano


O Papa Vitaliano sucedeu a Eugénio I e foi entronizado a 30 de Julho de 657. Tentou reconciliar Ocidente e Oriente, numa altura em que a distância cultural e mesmo teológica (depois do monofisismo e do nestorianismo, no Oriente grassava o monotelismo) começava a separar “gregos” e “latinos”.
Para a história, ficou que foi no tempo deste Papa que o órgão passou a ser utilizado como instrumento litúrgico.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Heresia e profecia

Na “análise iconoclasta” do cristianismo (a expressão é do “Nouvel Observateur” – na contracapa) que Slavoj Zizek faz em “A Marioneta e o Anão”, a religião tem dois papéis possíveis, no “quadro da nova ordem mundial” que é a globalização: “ou ajuda os indivíduos a funcionar cada vez melhor na ordem existente, ou procura afirmar-se como uma instância crítica e dizer o que está errado nessa ordem como tal, ou seja, enquanto espaço aberto às vozes contestatárias – neste último caso, a religião tende a assumir, como tal, o papel de uma heresia”.

Na verdade, neste parágrafo da instrodução de uma obra que pretende denunciar as “tendências perversas do cristianismo”, o filósofo esloveno não diz nada que ainda não tenha sido dito. Aliás, em linguagem mais pró-eclesial, no campo do cristianismo, dir-se-ia que esta fé terá sempre dois papéis: ser conferidor de sentido às existências individuais e colectivas e assumir-se como instância profética. Por outras palavras, orientação num mundo confuso e desejo de transformação desse mundo. Aquilo que Zizek refere ser um papel de heresia sempre na igreja foi reconhecido como profecia.

sábado, 20 de junho de 2009

Um outro fervor

“Todos os locais da cidade estão cheios destas conversas, as ruas, as encruzilhadas, as praças, as avenidas. Falam os vendedores de tecidos, os cambistas, os merceeiros. Se perguntas ao cambista o câmbio de uma moeda, ele responde-te com uma dissertação dobre o gerado e o não-gerado. Se queres saber da qualidade e do preço do pão, o padeiro responde-te: “O Pai é o maior, e o Filho está-lhe sujeito”. Quando perguntas nas termas se o banho está pronto, o gerente declara que o Filho proveio do nada. Não sei que nome hei-de dar a esta doença; exaltação, raiva…”

Gregório de Nissa (330-395), neste texto retirado de “Sobre a divindade do Filho e do Espírito Santo”, fala do fervor teológico, ou pelo menos cristológico, do ambiente em que viveu. As frases que cita são de adeptos do arianismo, uma heresia que submetia Jesus a Deus-Pai. Para o arianismo (do padre Ario, que viveu de de 256 a 336, em Alexandria), o Filho era uma criação do Pai e não eram da mesma substância. Contra o arianismo, o Concílio de Niceia proclamou que o Filho “é gerado, não criado, consubstancial ao Pai”.

Porquê o texto de Gregório de Nissa? É uma mera invocação de um clássico motivada pelo fervor missionário coreano.

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...