Mostrar mensagens com a etiqueta Harry Potter. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Harry Potter. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Vaticano aprova Harry Potter

“«Osservatore Romano» aprova filme de Harry Potter”, diz uma notícia do “Público” de 15 de Julho passado. A notícia não assinada refere que a propósito da estreia do filme “O Príncipe Misterioso” o Vaticano mudou de ideias, visto que em 2003 Ratzinger (ainda cardeal) escrevera que os livros de Harry Potter continham “seduções subtis” que poderiam corromper jovens cristãos. Já o novo filme, diz o jornal do Vaticano, “alcança um ponto de equilíbrio correcto”, graças a “uma clara linha de demarcação entre os que trabalham para o bem e os que praticam o mal”. O “Osservatore Romano” considera “O Príncipe Misterioso” o melhor filme baseado nos livros de J.K. Rowling, ainda que lhe falte “uma referência ao transcendente”.


Foi referido neste blogue um número da “Communio” que fala de “Imaginários contemporâneos” e dedica um artigo à “boa utilização da literatura fantástica”, por Suzanne Bray, referindo em concreto as obras de C.S.Lewis (principalmente as “Crónicas de Nárnia”), de J.R.Tolkien (“O Senhor dos Anéis”) e de J.K.Rowling (“Harry Potter”).

Suzanne Bray sintetiza em quatro pontos as razões “que podem impulsionar os responsáveis pela educação cristã a servirem-se da literatura fantástica nas suas estratégias pedagógicas”. Resumo-os:

1) A literatura fantástica (LF) pode ajudar a compreender aspectos difíceis da teologia cristã;

2) A LF torna a luta espiritual e a consagração mais atractivas ao sublinhar a doação de si mesmo para vencer o mal;

3) A LF oferece vocabulário, imagens e referências culturais para explicar a fé aos que estão afastados da cultura cristã;

4) A LF pode ensinar os jovens a ler de forma crítica mensagens ideológicas ou propagandísticas que fazem parte do quotidiano.

sábado, 4 de julho de 2009

Harry Potter é baptizado


Recentemente foi notícia o recuo da Igreja na nomeação de um padre austríaco para bispo. O padre era polémico por dizer que os livros do Harry Potter são satânicos ou que o furacão Katrina foi um castigo de Deus à cidade de New Orleans. Se em relação ao segundo assunto a visão do padre austríaco era inaceitável, em relação ao primeiro, não sendo original, revelava desconhecimento profundo dos livros, pelo menos é o que se conclui da leitura do artigo de Suzanne Bray intitulado “Da boa utilização da literatura fantástica”, no mais recente número da “Communio – Revista Internacional Católica”. “Os romances da série Harry Potter não são explicitamente cristãos”, escreve Suzanne Bray, mas J. K. Rowling “serve-se da imagética cristã”, além de inúmeras alusões à mitologia clássica e à alquimia. Mais: “Ela [a autora de Harry Potter] afirma-se cristã e praticante. Os seus filhos foram baptizados, e fez também baptizar o filho que criou, Harry”, acrescenta. "Rowling confirmou, na Feira do Livro de Edimburgo, em Agosto de 2004, que Harry foi baptizado à pressa numa cerimónia privada", afirma Bray. No entanto, "não tem madrinha".

Suzanne Bray sugere que a literatura fantástica, nomeadamente os livros e filmes de Harry Potter, O Senhor dos Anéis e As Crónicas de Nárnia, é útil para os educadores cristãos: “Em geral, Harry e os seus amigos não ultrapassam os obstáculos que encontram por meio da magia, mas sim graças à perseverança, à lealdade e à coragem", refere leiga anglicana e professora no Instituto Católico de Lille. "Escusado será dizer que a educação cristã deve, num ou noutro momento, integrar uma apresentação clara e sem ambiguidade do kerigma. No entanto, para aquele que já encontrou e compreendeu Aslan, Harry Potter e o Gandalf, o sacrifício de Cristo não será um conceito estranho. Do mesmo mesmo, aquele que seguiu as histórias de Edmund e Eustáquio em As Crónicas de Nárnia aceitará mais facilmente a conversão de um ser amado, ou até a sua”, prossegue.

Excelente número este, sobre “Imaginários Contemporâneos”, para o sempre necessário diálogo fé/cultura, com artigos, entre outros, de Michael Devaux (“Itinerarium imaginationis ad Deum. Viagem a Númeror com os Inklings), Tolentino Mendonça (“A Bíblia e o fantástico”), Olivier Riaudel (“Prescindir do mito e da desmitologização”), Carlos Salema (“O gato de Schrodinger”) e Antonio Sapadaro (“Second Life. O desejo de uma outra vida”).

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...