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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O melhor Kennedy?

Robert Francis Kennedy poderia ter sido o melhor dos Kennedy. E há quem diga que foi, mesmo morrendo cedo.

Foi dos primeiros a combater a Máfia, acompanhou JFK na crise dos mísseis de Cuba, incentivou o movimento pelos direitos civis dos afro-americanos, não concordou com o crescente envolvimento americano na guerra do Vietname…

Católico, pais de 10 filhos, surge no livro “O Evangelho dos Audazes.[10] Políticos católicos”, da Gráfica de Coimbra 2, embora na capa, por erro, apareça uma fotografia do irmão que foi presidente dos EUA.

Este texto vem nas páginas 119-120.

“Creio que, na medida em que tende a ser absoluto, o poder é o mal.

Creio que, desde que os instrumentos da paz sejam válidos, a guerra é loucura. O governo deve ser forte onde a loucura ameaçar a paz.

Creio que, embora a maior parte dos homens sejam honestos, a corrupção é duplamente perniciosa. Fere os homens e lesa os seus direitos fundamentais. Devemos ser duplamente vigilantes, com vigilância pública e privada.

Creio que, embora seja pretensão de um único homem, qualquer entrave injustificado ao seu esforço é um entrave à humanidade. Um governo que for capaz de destruir um desses entraves sem que, nesse processo, suscite outros novos, é uma boa força. Um governo demasiado débil para o fazer, não só é um desperdício, mas um pal, pois alimenta falsas esperanças”.

Este excerto apareceu originalmente no livro “The pursuit of justice”.

20 de Novembro de 1925. Nasce Bob Kennedy

Robert Francis Kennedy ( Bob, Bobby ou RFK) nasceu no dia 20 de Novembro de 1925. E morreu, assassinado, no dia 6 de Junho de 1968. Era candidato à presidência dos EUA. Há um filme sobre a vida dele, "Bobby", de 2006.

Foi Bobby que anunciou a uma multidão de negros em Indianapolis a morte de Martin Luther King:

"Tenho uma péssima notícia para dar-lhes, Martin Luther King foi assassinado assim como meu irmão. E, cabe a nós que ficamos lutar pela causa que eles sacrificaram as vidas: A justiça e a igualdade entre os homens".

domingo, 13 de setembro de 2009

Bento Domingues regressa

De regresso às páginas do “Público”, Bento Domingues escreve sobre três defuntos recentes, Raul Solnado, M.S. Lourenço e Ted Kennedy.

Do primeiro, cita um texto em que o comediante descreve “o mais belo minuto de silêncio”, que iluminou a sua vida.

Do segundo, diz que não se separa da obra “Os Degraus do Parnaso”.

Do terceiro, diz que alguns sectores da Igreja tentaram impedir a celebração católica do funeral e cita parte da carta do senador ao Papa, já referida neste blogue (aqui).


Mas a mais pertinente afirmação de Bento Domingues, no espírito desta Tribo, é esta:

«A última vez que falei com M. Lourenço ao telefone, não lhe exprimi, apenas a minha admiração pela sua “cultura de subtileza”, mas também o desejo de a ver contrariar, de forma activa, a mediocridade da nossa cultura católica. Era uma conversa adiada para quando me mandasse a obra completa. Agora espero que o Sopro divino que o habitava não me abandone até ao novo encontro porque, como escreveu, a “ressurreição é uma ideia justa”».

domingo, 6 de setembro de 2009

Anselmo, ética e religião e Ted Kennedy

Anselmo Borges escreveu no DN de ontem (aqui) sobre ética e religião. Em resumo, o dilema “os mandamentos são bons porque Deus os prescreve ou Deus prescreve-os porque são bons?” não faz muito sentido porque, como afirmou Andrés Torres Queiruga, se se pensar fundo, "não existe nada que no nível moral deva fazer um crente e não um ateu, contanto que tanto um como o outro queiram ser honestos". A religião autêntica, contudo, deverá constituir mais um impulso para a acção ética.

O colunista termina o seu texto com um excerto da carta que Edward Kennedy enviou ao Papa, pouco tempo antes de morrer, e que o cardeal Th. McCarrick revelou no funeral do senador.

“Santidade, espero que ao receber esta carta goze de boa saúde. Rezo para que tenha todas as bênçãos de Deus na condução da nossa Igreja e inspire o mundo nestes tempos difíceis. Escrevo-lhe com profunda humildade para pedir-lhe que reze por mim, agora que a minha saúde declina. Foi-me diagnosticado um cancro no cérebro há mais de um ano e, embora continue em terapia, o mal continua a minar-me. Tenho 77 anos e preparo-me para a passagem seguinte da vida. Tive a graça de ser membro de uma família maravilhosa, e os meus pais, em particular a minha mãe, mantiveram a fé católica no centro das nossas vidas. O dom da fé manteve-se, cresceu e deu-me alívio nas horas mais escuras. Sei que fui um homem imperfeito, mas com a ajuda da fé procurei endireitar o caminho. Quero que saiba, Santidade, que nos quase 50 anos de serviço público, dei o meu melhor para embandeirar os direitos dos pobres e abrir portas de oportunidades económicas. Trabalhei para receber os imigrantes, combater a discriminação e ampliar o acesso aos cuidados médicos e à educação. Procurei sempre ser um católico fiel, Santidade, e embora as minhas debilidades me tenham feito falhar, nunca deixei de crer e respeitar os ensinamentos fundamentais da minha fé. Rezo para que Deus o abençoe a si e à nossa Igreja e agradeceria muito as suas orações por mim".

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...