quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Kenn Follett e a Igreja Católica
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Cristo de Mont'Irás
Encontrei estas duas imagens do Second Life (via este blogue), referentes ao Cristo da entrada anterior. É o Cristo de Mont'Irás (ou Monte Irás), na Igreja de S. João da Ribeira, Santarém. Uma magnífica peça gótica numa cruz do séc. XVIII. Ele não está a dar a mão, mas a apontar para o homem que, tendo jurado à pastora que casaria com ela, entretanto mudara de ideias. Sobre a lenda, ler aqui.
sábado, 24 de julho de 2010
24 de Julho de 1429. Conclusão da flecha da Catedral de Estrasburgo
A flecha da catedral de Catedral de Nossa Senhora de Estrasburgo ficou concluída no dia 24 de Julho de 1429. Na época, a cidade fazia parte do Sacro Império Romano-Germânico.
A torre, com os seus 142 metros, fez da Catedral o edifício mais alto do mundo entre meados do séc. XVII e 1876. Neste ano conclui-se a torre da Catedral de Rouen que, com os seus 151 metros, passou a ser o edifício mais alto do mundo por quatro anos.
A de Estrasburgo continua a ser a segunda catedral mais alta de França. Não sei por que é que se diz que foi o edifício mais alto a partir de meados do séc. XVII e não desde a conclusão da torre. Talvez alguma outra torre tenha caído no séc. XVII…
sábado, 12 de dezembro de 2009
Minaretes 3 - O gótico não veio da arte islâmica
Minaretes 2 - Rui Tavares e os novos anti-semitas
Os novos anti-semitas
Quando decidiu passar à acção, assassinando milhares de pessoas num dos edifícios mais conhecidos do mundo, Mohammed Atta sabia muito bem o que estava a destruir.
Mohammed Atta, o terrorista que espetou o primeiro avião contra as torres gémeas de Nova Iorque, era diplomado em urbanismo, com uma tese de mestrado sobre uma das cidades mais antigas do mundo — Aleppo, na Síria — e discretamente detestava os arranha-céus “ocidentais” que ali eram construídos. Quando decidiu passar à acção, assassinando milhares de pessoas num dos edifícios mais conhecidos do mundo, Mohammed Atta sabia muito bem o que estava a destruir.
Minoru Yamasaki, o arquitectou que projectou as torres gémeas, era um apaixonado pela arquitectura islâmica. O seu edifício preferido era a Mesquita do Xá em Ispaão (ou Isfahan) no Irão. Um dos países onde trabalhou mais foi na Arábia Saudita, a serviço da família real (talvez tenha mesmo chegado a usar os serviços de Muhamad bin Laden, o pai de um certo adolescente chamado Osama, futuro estudante de engenharia). E em diversas ocasiões escreveu sobre o seu interesse pela arquitectura islâmica.
Na sua autobiografia, o arquitecto descrevia as Torres Gémeas como “uma Meca de tranquilidade na baixa de Manhattan”. Aposto o meu diploma em História da Arte em como o complexo do World Trade Center era todo ele influenciado pela arquitectura islâmica, a começar pela Grande Mesquita de Meca. Desde a escultura central, evocando a pedra sagrada da Caaba, aos delicados pilares de alumínio cujas nervuras se unem em arcos mouriscos, até ao pavimento do pátio interior desenhado radialmente como as filas dos peregrinos na hajj. (Escrevi sobre isso uma peça de teatro e ensaio chamado “O Arquitecto”, para quem estiver interessado).
E a maior pista de todas estava, naturalmente, nas duas torres gémeas — os maiores minaretes do mundo.
***
Um dos melhores cronistas do mundo é um israelita chamado Uri Avnery. Ele sabe bem o que é o anti-semitismo. Quando nasceu na Alemanha o seu nome era Helmut Ostermann, mas a sua família teve de fugir do nazismo em 1933, estabelecendo-se na Palestina.
Ao saber do resultado do referendo na Suiça que proibiu a construção de minaretes nas mesquitas, Uri Avnery escreveu o seguinte:
“Parece que o anti-semitismo se deslocou de um povo semita para o outro. Na Europa do pós-Holocausto é difícil ser anti-judeu, e por isso os anti-semitas se tornaram anti-muçulmanos. É como dizemos em hebraico: a mesma senhora num vestido diferente.”
Uri poderia ter acrescentado que até as manhas do velho anti-semitismo anti-judeu e do novo anti-semitismo anti-árabe se assemelham. Nos anos 30, os suiços tentaram afugentar os judeus proibindo alguns rituais de preparação de alimentos prescritos pela religião judaica.
Os novos anti-semitas podem até usar alguns dos argumentos que o Mohammad Atta usava antes de se tornar terrorista — que lutam contra a “descaracterização” das suas culturas, etc. Mas por detrás esconde-se a raiva a uma cultura em particular: Mohammed odiava os ocidentais, os novos anti-semitas odeiam árabes e muçulmanos. Nem o tentaram disfarçar proibindo outros edifícios, outras torres, outros templos de outras religiões.
Mas se quiserem ver a marca da arquitectura islâmica no seu país, basta olhar para as muitas igrejas góticas: foi apenas depois de verem as mesquitas de Jerusalém que os cristãos começaram a fazer edifícios altos, esguios, com os seus pilares nervurados, arcobotantes e torres pontiagudas. Os novos anti-semitas não conhecem sequer a sua própria cultura.
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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Karl Rahner Quem acompanha este blogue sabe que tem andado por aqui e aqui uma discussão sobre o diabo e outras questões diabólicas. ...