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quarta-feira, 27 de junho de 2018

D. Manuel Clemente sobre D. António Marto


D. Manuel Clemente:

O novo cardeal [D. António Marto] é expressão eloquente desta geração, no que diz e no modo como atua. O seu percurso pessoal, da aldeia natal ao seminário, da experiência fabril ao estudo romano, do magistério universitário aos sucessivos cargos episcopais (em Braga, Viseu e Leiria-Fátima), representa na Igreja em Portugal o melhor do que essa geração nos trouxe e continua a trazer.


Ler tudo aqui.

D. António Marto vai receber o barrete amanhã, no Vaticano. É o sétimo da lista. Espero que faça bom uso dele, do barrete e do cadinalato.

sábado, 13 de maio de 2017

Santos Pastorinhos


Visões, aparições, alucinações, imposições, construções, erupções. O que seja. Mas acredito que os Pastorinhos acreditam. Ter fé, na versão católica, também é ter fé na fé dos que nos precedem. Ter fé nos outros que têm fé.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Fátima... Lopes e outras alucinações


Li no Público online que junto ao palco da TVI em Fátima, o plateau, o pessoal amontoa-se para mandar beijinhos ao Marco Paulo, ao Goucha ou a Fátima... Lopes. Concorrência desleal a Nossa Senhora. Texto de Paulo Mendes Pinto.

Também ouvi na rádio dois estudiosos do fenómeno de Fátima, muito estudiosos, mas não crentes. E muito admiradores do Papa Francisco. Dizem, até, que o Papa ao vir como peregrino de certa forma descompromete-se de dizer se Fátima tem algo de sobrenatural, porque não pode ter, dizem. É contrução. Não tem como origem a igreja católica, mas esta aproveitou-se das "alucinações" (era o termo usado) de Lúcia (é curioso Lúcia ter alucinações - tudo a ver com luz). Na perspetiva dos comentadores, o Papa Francisco é porreiro, pá, é ótimo, é o maior, até diz coisas que nós, não crentes, há muito pensamos da Igreja Católica, por isso é que nós, não crentes, gostamos tanto dele, que até diz que é melhor ser ateu do que católico hipócrita. Esta é a lógica. Infelizmente o jornalista que está a moderar a conversa não lhes pergunta: "Podemos concluir, portanto, que o Papa vem canonizar duas crianças mentirosas". Ou "duas crianças alucinadas". Ou "duas crianças manipuladas". Ou duas "crianças enganadas". Ou "duas crianças erradas".

quinta-feira, 11 de maio de 2017

20 de fevereiro

Coincidências, há muitas. Mas que os pais da criança em que se fez o milagre que permite a canonização dos dois pastorinhos se tenham casado a 20 de fevereiro, que é o dia litúrgico dos pastorinhos, é uma coincidência admirável.

Carrasqueira

Hoje, duas vezes, em sítios diferentes, li que Nossa Senhora apareceu em cima de uma carrasqueira. Nunca tinha ouvido falar de tal espécie. Sempre ouvira falar da azinheira. Realmente, o mundo está sempre a mudar.

Fátima ou a confissão de José Manuel Fernandes

Uma artigo de José Manuel Fernandes sobre Fátima, esclarecido e humilde, com muitos links para outros textos significativos de Fátima (ou contra).

Fátima, ou a confissão de humildade de um não-crente

sexta-feira, 24 de março de 2017

Paradoxo do milagre

Pronto. Agora parece que os dois pastorinhos fizeram um milagre. Eu bem peço o milagre de não haver milagres (faz tanto mal à minha pouca fé a existência de milagres), mas está visto que, confirmando as minhas débeis convições, não o obtenho.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Fé e política

De férias em Cuba, um português conversa com um cubano. A certa altura pergunta-lhe o cubano: "Você vem de um país muito católico, até lá apareceu Nossa Senhora... Fátima. É católico?"
"Mais ou menos", responde o português. "Acredito, mas não pratico. Já agora, deixe-me fazer-lhe uma pergunta", continua o português. "Você vive num país oficialmente comunista. É comunista?"
"Mais ou menos", responde o cubano. "Pratico, mas não acredito".

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Maria Filomena Mónica: "A Irmã Lúcia no Penteão, já"


Maria Filomena Mónica, no "Expresso" de sábado. Com alguns amigos, também eu tinha comentado - como terá ocorrido a milhares de Portugueses - que se lá estava Amália e lá querem pôr Eusébio, ponham também a Ir. Lúcia, querendo com isto dizer que nem Eusébio nem Lúcia, que o Panteão deve servir para coisas mais identitárias e consequentes do país. Desta vez concordo com Maria Filomena Mónica.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Pode ser que tenha uma aparição atrás das grades

Já tinha ouvido falar da história (não sei onde). Julgo que havia mais causa do que o ordenado.  Agora vem na "Sábado" de hoje.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

João XXIII morreu há 50 anos


João XXIII morreu há 50 anos. O historiador António Matos Ferreira fala deste Papa na Ecclesia. Na imagem, quando ele, o Papa, esteve em Fátima. Era então Patriarca de Veneza.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Anselmo Borges: A mulher mais importante de Portugal?

Rainha de Portugal (imagem de Vila Viçosa)

Texto de Bento Domingues no DN de hoje.

Uma vez, numa entrevista na rádio, um jornalista atirou-me: "qual é a mulher mais importante de Portugal?" E eu, naquela perplexidade de quando somos apanhados de surpresa: "Penso que é Nossa Senhora, Maria, a mãe de Jesus."

À distância e mais reflectidamente, julgo que respondi bem, pois é mesmo isso: Maria, a mãe de Jesus, Nossa Senhora, é, muito provavelmente, a mulher mais importante de Portugal e, possivelmente, até a mais influente. Pergunto a mim próprio o que seria a Igreja em Portugal sem Fátima e mesmo o que seria o país sem a Nossa Senhora. Frei Bento Domingues foi quem melhor definiu Fátima: "o cais de todas as lágrimas dos portugueses."

Assim, lá está Fátima e milhões de peregrinos, as romarias em todas as cidades, vilas e aldeias, uma devoção enraizada, mesmo para lá da prática religiosa oficial. Talvez porque a Igreja é profundamente masculina - Deus é Pai, Filho e Espírito Santo; a hierarquia é masculina: papa, bispos, padres, diáconos - e porque os portugueses interiorizaram uma imagem tradicional severa do pai, Maria aparece como almofada e afago, sobretudo em tempos dramáticos de crise, de guerra, de becos sem saída. É a Mãe.

Tem mesmo direito a dois dias santos de guarda, com feriado nacional. Um deles celebra-se hoje: a Imaculada Conceição. Ninguém sabe ao certo o que é que a maioria dos portugueses, mesmo católicos praticantes, entende por isso, isto é, o que se celebra na Imaculada Conceição Alguns pensarão na virgindade de Maria. Mas, de facto, o que se celebra tem a ver com a doutrina do pecado original, segundo a qual todos os seres humanos nascem em pecado, por causa do pecado de Adão e Eva. Maria, porém, constituiria uma excepção, pois foi concebida sem pecado.

Ora, é preciso confessar que precisamente aqui se concentra um nó de confusões. O Evangelho desconhece essa doutrina, que provém fundamentalmente de Santo Agostinho: em Adão, todos pecaram. Mas como sustentá-la, no quadro da evolução, quando ninguém sabe quem foram os primeiros humanos, já que a tomada de consciência foi lenta e progressiva?

E quem acredita sinceramente que os seres humanos são gerados em pecado? Uma vez, uma senhora, numa conferência, atirou-me que sempre era verdade que sou herege, pois nego o pecado original. Perguntei-lhe, porque é mãe de duas filhas, se acreditava sinceramente que elas tinham sido geradas em pecado e se ela tinha andado ao todo 18 meses com o pecado dentro dela. E ela, fulminante: "Nem pensar!" Conclusão: quando a fé não é reflectida como razoável, assistimos à dissonância entre o que se diz crer e o que realmente se crê. Afinal, o que está no Génesis é, decisivamente, em linguagem simbólica, outra coisa: o significado da passagem da animalidade à humanidade: como seres humanos, temos consciência de sermos únicos e mortais - cada um é ele/ela e sabe de si como único e mortal.

Maria não é importante por ser mãe de Jesus, mas, como diz o Evangelho, por tê-lo acompanhado, mesmo quando não compreendia. Procurou entender e seguiu-o até à cruz. E tornou-se sua discípula, convertendo-se ao Deus que Jesus anunciou: o Deus-amor, que não nos abandona, nem mesmo na morte, que é próximo de todos, que quer a libertação de todos, a começar pelos mais fracos, humilhados e ofendidos - entre estes estão as mulheres.

Como escreveu o biblista Xabier Pikaza, numa longa e densa investigação sobre o Evangelho, "Jesus não quis algo de especial para as mulheres. Quis, para elas, o mesmo que para os homens. Não procurou um lugar especial para elas, mas o mesmo lugar de todos, isto é, o dos 'filhos de Deus'". Depois, veio a traição: "Ao transformar-se em instituição de poder religioso e social, deixando de ser um movimento messiânico de libertação, a Igreja teve de aceitar as estruturas normais de poder, que tinha estado (e estava) nas mãos de homens. Logicamente, os homens justificaram depois essa situação (domínio patriarcal) com pseudo-argumentos religiosos, que vão contra o espírito de Jesus".

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Multa ao Santuário de Fátima pode chegar aos 250 mil

No "i" de hoje. Assuntos do mundo. É curioso que a decisão passe pelo vereador Nazareno do Carmo. Nazareno multa Fátima.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

"Maratona de amor"?

Excerto do texto de Alberto Gonçalves no DN de ontem (domingo, 19 de agosto). Tirado daqui.
A maratona de amor 
Quem foi o orador que, defronte de milhares de pessoas, pediu uma "maratona de amor" contra o "capitalismo desgovernado" (e contra a "justiça negociada", a "saúde economizada" e a "educação parcial")? Sem referências adicionais, eu responderia Abbie Hoffman em 1967 e na Virgínia, durante a marcha para a levitação do Pentágono. E falharia: o orador foi D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga, no Santuário de Fátima em 2012. Mas não é curiosa a mera plausibilidade do equívoco? 

Eu acho que é. Com crescente frequência, ou pelo menos com crescente notoriedade, certa Igreja deu em adoptar um discurso difícil de distinguir do de um hippie clássico ou, descontadas certas incongruências, do de um líder "moderno" da nossa esquerda radical. Aliás, a versão caseira da Teologia da Libertação e os franciscanos tendência Louçã (ou, consta, tendência Semedo) encontram-se tão próximos que é uma pena permanecerem separados na luta afinal comum e não se encontrarem de vez. 

Porém, nada está perdido. Basta que, por um lado, os sacerdotes abandonem cismas antigas como o aborto, que D. Ortiga também condenou de um modo algo incongruente com a desejada "maratona de amor", a qual, no sentido em que os simples pecadores a entenderão, é altamente propícia a gravidezes indesejadas e nociva para os valores familiares. Por outro lado, importa que a extrema-esquerda enterre os tiques avessos ao catolicismo institucional. Se a fúria marxista convive muito bem com a fé religiosa no caso do fundamentalismo islâmico, nada lhe impede o entendimento com os pontífices católicos mais engajados. 

Na hipótese de chegarem a acordo, a Igreja ganha consistência ideológica, a extrema-esquerda ganha audiências. E embora ninguém ganhe juízo, em Portugal não se pode pedir o impossível: só maratonas de amor e coisas assim prosaicas e vitais.

domingo, 20 de maio de 2012

Bento Domingues: O ópio do povo

Texto de Bento Domingues no "Público" de hoje. Fátima como única esperança disponível para muitos. E o enjoo das iniciativas que falam de uma solução de união dos cristãos para breve que nunca chega.

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...