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sábado, 5 de maio de 2012

Na véspera do dia em que as mães são muito louvadas

Adrienne Rich (1927-2012)


"Tem havido uma contradição fundamental, durante o patriarcado, entre as leis e as sanções destinadas a manter a mulher essencialmente destituída de poder e a atribuição à mãe de um poder quase sobre-humano (de controle, de influência, de apoio à vida)".


Adrienne Rich, citada por Elizabeth A. Johnson em "Aquela que é. O mistério de Deus no trabalho teológico feminino" (ed. Vozes), pág. 257.

domingo, 29 de abril de 2012

Palavras que apontam para Deus

Elizabeth A. Johnson

Se Deus é essencialmente insondável, acima de todas as denominações e pensamentos, além de todo o ideal e valor, um Deus vivo! - como é possível afirmar algo em relação ao divino? Quando realmente ousamos falar, qual é o significado das palavras, imagens, histórias e conceitos que empregamos? Obviamente, os únicos blocos construtivos que possuímos são a experiência, as relações, qualidades, nomes e funções extraídas das criaturas. Entre esses, em reposta às experiências em relação ao mistério absoluto presente no mundo e na história, ou em contraste com as experiências do sofrimento e do mal, os mais caros dentre os nossos relacionamentos e qualidades são articulados como palavras que apontam para Deus.


Elizabeth A. Johnson, "Aquela que é. O mistério de Deus no trabalho teológico feminino" (Vozes), 170

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Elizabeth A. Johnson é figura do ano para influente semanário católico dos EUA



O National Catholic Reporter escolheu como figura do ano 2011 a teóloga, freira, Elizabeth A. Johnson, que em 2007 publicou o livro “Quest for the Living God: Mapping Frontiers in the Theology of God”. Esta obra foi condenada pelos bispos dos EUA, num processo em que a autora não foi ouvida, o que constitui uma queixa recorrente neste tipo de conflitos. Ver caso do teólogo José María Castillo, no “Público” de ontem e reproduzido neste blogue.

E de que fala o livro de Johnson, que é também autora de um clássico da teologia feminista (“She Who Is: The Mystery of God in Feminist Theological Discourse”, com edição brasileira na Vozes, “Aquela que É: O Mistério de Deus no Trabalho Teológico Feminino”)? Diz o semanário católico norte-americano:
Grande parte de "Quest" é uma reapresentação do que outros teólogos bem respeitados disseram e continuam dizendo sobre "o Deus vivo" hoje. Tomando emprestado do falecido teólogo alemão jesuíta Karl Rahner, Johnson escreveu em seu refutação aos bispos que o objetivo da teologia é "buscar o sentido da fé a fim de acreditar, esperar e amar mais profundamente". Esperar que os buscadores de Deus simplesmente repitam velhas fórmulas negligencia a realidade e as ricas ofertas que chegaram à mesa católica no último meio século dos avanços na teologia. Johnson, por sua vez, ofereceu imagens poderosas do divino. Elas falam aos buscadores de todos os lugares. A incomum popularidade de "Quest for the Living God" confirma isso. 
Por baixo da polêmica e da visão de Johnson, repousa uma questão emergente inegavelmente mais ampla que todos os líderes da nossa Igreja devem abordar honestamente: o fantasma feminino/masculino que obscurece muitas discussões sobre a autoridade eclesial. Sem dúvida, alguns dos maiores redespertares na teologia cristã na última metade de século vieram com o advento das teólogas mulheres. Até meados do século XX, a teologia católica, com poucas e notáveis exceções, era um mundo de homens, quase inteiramente um mundo de padres. Séculos de representações de Deus foram pintadas através dos olhos masculinos. Por muito tempo ausentes, as intuições femininas acompanharam as mulheres nas escolas de teologia, onde elas começaram a estudar e a examinar Deus através de novas lentes. Infelizmente, essas preciosas intuições femininas ainda ameaçam alguns. Não deveria ser assim. Deus criou homem e mulher; Deus criou ambos à imagem de Deus e deu a ambos mentes para explorar o divino.
Lido aqui.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Maria, Deus e e o poder


Maria tem sido um ícone de Deus. Para inúmeros fiéis, ela tem funcionado no sentido de revelar o amor divino como misericordioso, próximo, interessado, sempre pronto a ouvir e a responder às necessidades humanas, confiável e profundamente atractivo, e tem feito isso num grau impossível quando se pensa em Deus simplesmente como um homem ou homens de poder. Consequentemente, em devoção a ela como uma mãe compassiva que não vai deixar que um dos seus filhos se perca, o que realmente está sendo mediado é uma experiência mais atraente de Deus?

Elizabeth Johnson, CSJ

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...