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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

17 de fevereiro de 1856. Morre o poeta que disse que a religião é ópio


Heinrich Heine (13 de dezembro de 1797 – 17 de fevereiro de 1865), alemão de ascendência judaica, um dos últimos poetas românticos, foi um crítico da religião. Escreveu em 1840: “Bendita seja uma religião, que derrama no amargo cálice da humanidade sofredora algumas doces e soporíferas gotas de ópio espiritual, algumas gotas de amor, fé e esperança”.

Marx inspirar-se-ia nesta frase para cunhar a expressão “religião ópio do povo”, na “Crítica da Filosofia do Direito de Hegel”, de 1844.

Heine deixou também uma frase frequentemente citada, quase sempre sem o autor: “Aqueles que queimam livros, acabam cedo ou tarde por queimar homens”.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Jesus Cristo à luz do LSD



No “Ípsilon” de hoje, o crítico Rogério Casanova escreve sobre o romance psicadélico “Mais um número de Feira”, de Tom Robbins (fui ver qual o título original e é “Another Roadside Attraction”, de 1971, e li que Robbins é o autor de um romance que deu filme há uns anos, “Even Cowgirls Get the Blues”, com Uma Thurman).

O romance, às tantas, diz que descobrem nas catacumbas do Vaticano o corpo embalsamado de Cristo e o contrabandeiam para a América. Ok, é uma comédia.

Rogério Casanova começa assim o seu texto: “Poderá ser um choque adicional para os leitores ainda estarrecidos com as recentes revelações sobre inconsistências na Bíblia e o facto de Cristo ser judeu, mas a ficção literária apresenta um longo currículo de trepidantes revisionismos sobre a narrativa básica dos Evangelhos. O último segredo do Cristianismo é a quantidade de penúltimos segredos já «revelados»”.

Refere-se, como é óbvio ao romance de José Rodrigues dos Santos. Acontece que entre o “Último Segredo” e este romance cómico (e na mesma linha muitos outros como “Em directo do Calvário”, de Gore Vidal) há uma clara linha de fronteira. O primeiro pretende-se levar a sério. Pretende-se científico, “verdadeiro”. Enquanto os outros, ou melhor, este de Tom Robbins, como diz Casanova, é fruto de uma “fé na doutrina da iluminação pela intoxicação”. Louvado sejas, LSD.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Nossa Senhora do Crack

O artista José Zarella Neto colocou uma imagem de Nossa Senhora num bairro de toxicodependente e traficantes de São Paulo.



Reportagem no "Estadão":
A repórter colheu opiniões revoltadas nas redondezas. Até os usuários de drogas se puseram a criticar, naturalmente sem mostrar o rosto. No vídeo, uma diz que o crack "não é de Deus"; outro, que aquela era "uma santa do mal". Os ânimos se exaltaram e, diante da câmera, um deles se dependurou no suporte e começou a balançar - até que ele caiu e a santa se espatifou no chão. Uma senhora que passava se apiedou e levou a cabecinha de Nossa Senhora para casa: "Vou cuidar como se fosse uma criança". 
O padre Julio Lancellotti, que desenvolve trabalhos sociais com moradores de rua, chegou em seguida e, diante da santa craquelada, abusou da metáfora: "Agora, quebrada, ficou ainda mais parecida com o povo que está aqui. É um povo machucado, destruído, que está com a sua imagem desfigurada". 
Mesmo o cardeal dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, deu sua bênção à instalação. "Os usuários de drogas são humanos, irmãos, filhos de Deus. Nossa Senhora Do Crack, rogai por eles e por nós também." Foram as dezenas de cartas e e-mails diabólicos que chegaram ao estúdio - fazendo até menções nada delicadas à mãe do artista - que o deixaram doente.
Li aqui. Original daqui.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A palavra de Deus em dialecto de gangster

Li o título “A palavra de Deus em dialecto de gangster” e pensei: “Mais uma notícia sobre o Banco do Vaticano”. Mas não. Vem no i de sábado passado. No México, há uma paróquia onde o padre fala a linguagem dos gangues.

“Frederick Loos praguejava como um marinheiro. Não deixava de ser surpreendente. Afinal, é um padre católico e naquela noite, na Cidade do México, o seu discurso obsceno estava a ser proferido no púlpito para as centenas de fiéis reunidos perante ele.

Falou de
Deus, da necessidade de O servir e como Ele pode transformar vidas. Porém, espalhado pelo seu sermão estava o mais colorido do castelhano que se fala nas ruas, o que fez sorrir os muitos membros de gangue, toxicodependentes e outros jovens que se comprimiam para o ouvir”.

A peça não dá exemplos. Poder ser lida aqui.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O que diz Samuel L. Jackson


Diz o seguinte (no “Pantalla”, suplemento do diário espanhol “ABC” de 5 de Junho):

“Rezo todos os dias para não beber nem me drogar”.

“O simples facto de estar aqui e de não ter sido atirado para a rua, bêbado e drogado, devo-o a Deus. Tive a oportunidade de ver a luz. Às vezes a fé é importante para me manter sereno nos momentos de tentação. Não bebi um copo durante 15 anos… (…) É uma das primeiras coisas que faço logo de manhã, pedir a Deus que me dê força para não beber nem tomar drogas nesse dia”.

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...