domingo, 19 de fevereiro de 2012
19 de fevereiro de 1473. Nasce Copérnico
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 29 de julho de 2011
29 de Julho de 1644. Morre o Papa Urbano VIII
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
"Guardem o besteirol para outros cristãos e poupem o pobre ateu"
Miguel Nicolelis (São Paulo, 1961), neurocientista de renome (capa da “Science” e considerado pela “Scientific American”, no início do século, um dos maiores cientistas a nível mundial), com investigações de relevo sobre a integração cérebo-máquina, foi nomeado membro da Pontifícia Academia de Ciências, a mais antiga do mundo, criada em 1603 (aqui). A nomeação provocou comentários “absurdos” pelo menos no popular blogue de Luís Nassif (aqui).
O cientista resolveu responder e escreveu o seguinte, com humor e uma informação que eu desconhecia, que a Academia não é confessional, o que está correcto, porque a ciência positiva não implica actos de fé (quanto aos Gaviões da Fiel, pelo que percebi, são os adeptos do Corinthians):
Sou leitor assíduo desse blog, então não tinha como me conter e resolvi responder aos absurdos postados nesse tópico que diz respeito a mim.
Primeiro, sou um cientista brasileiro, ateu, pró-legalização do aborto, pró união civil dos homossexuais e pró Dilma. Fui convidado a me tornar membro da mais antiga academia de ciências do mundo, a mesma a que Galileu Galilei foi membro. Aceitei o convite, pois esse foi feito com a garantia que a academia se interessa pela minha ciência e não pela minha opção (ou falta de opção) religiosa.
Espanta-me verificar que mesmo num site progressista ocorra o grau de patrulha ideológica (ou religiosa) que encontrei nos comentários acima.
Meu outro colega de Academia é o físico Stephen Hawking, que professa as mesmas opiniões que eu. Agora eu me pergunto, a troco de que eu iria recusar a oportunidade de bater bons papos com um dos maiores físicos da história?
A Academia de Ciências deixa claro nos seus estatutos que nenhum dos seus membros precisa acreditar em Deus ou ser membro da religião católica.
Então, a título de esclarecimento, gostaria de deixar registrado que toda vez que eu for convidado a participar do mesmo clube frequentado por gente como Galileu e Stephen Hawking, vocês podem estar certos que eu vou aceitar. Mesmo que fosse a Academia de Ciências da Gaviões da Fiel! E para um palmeirense dizer isso não é fácil, não. Portanto, menos meus amigos, menos. Guardem o besteirol para outros cristãos e poupem o pobre ateu aqui de ler tanto absurdo.
E, apesar de tudo, move-se
Em meados da década de 1990, João Paulo II começou a ter cada vez mais dificuldades em andar. Percorrer uma pequena distância exigia-lhe cada vez mais tempo. Em 1994, durante os trabalhos do Sínodo dos Bispos, o Papa chegou com dificuldade à mesa presidencial e murmurou:
- Eppur si muove*
* “E, apesar de tudo, move-se” – expressão atribuída a Galileu, que, no entanto, nunca a pronunciou. Aparece somente em Londres, em 1761, nos escritos de um italiano, mais de 100 anos depois da morte de Galileu.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Galileu disse: "Eppure, si muove?"
No “Público” de hoje António Pinheiro Torres escreve (a propósito das presidenciais e de uma candidatura, inexistente, do centro-direita, mas isso não interessa aqui): “(…) Eppure, si muove (no entanto, move-se), como terá dito Galileu, depois de levado a retractar-se em 1633 da sua posição de que a terra se movia em torno do sol…”
Na realidade, não está provado que Galileu tenha dito tal frase (naturalmente, não se pode provar que a não tenha dito). Os documentos da altura sobre o processo, abundantes, não a referem. A frase surgiu pela primeira vez na “Italian Livrary”, publicada em Londres em 1757, volvidos mais de cem anos sobre a condenação da Inquisição.
sábado, 9 de outubro de 2010
Os astrólogos do Papa Paulo III
sexta-feira, 19 de março de 2010
D. Carlos Azevedo: "Pensamento de Galileu"
Foi lançada, no passado dia 17, na Gulbenkian, a primeira tradução portuguesa do livro de Galileu Galilei (1564--1642) publicado há quatrocentos anos em Veneza, ‘Sidereus Nuncius’ (‘O Mensageiro das Estrelas’). A importância deste texto breve para a história do pensamento científico mereceu o enquadramento, no fechar do Ano Internacional de Astronomia. Espanta o tom simples, próprio de gazeta, da descrição maravilhosa do que Galileu acabava de observar, graças ao novo instrumento, o telescópio, criado pelos holandeses e aperfeiçoado pelo cientista.
As novidades que Galileu relata eram sensacionais e revolucionárias e catapultaram o professor universitário de Pádua, perito em mecânica, para pioneiro da astronomia moderna e permitiram-lhe conquistar o lugar de filósofo natural e matemático de corte, junto dos Medici, em Florença. Ainda hoje ficamos admirados com as gravuras e os esquemas, os power-point da altura, aos quais Galileu recorre na edição de 1610. O estudo da superfície da Lua demonstra o génio observador e a sua capacidade de transmissão literária e visual.
Absoluta novidade astronómica era a existência de planetas menores, os satélites de Júpiter. Galileu considerou essa descoberta uma graça especial de Deus.
Em excelente tradução muito anotada e informadíssimo texto introdutório, Henrique Leitão revela o seu domínio da história da ciência e oferece aos leitores uma perspectiva simultaneamente acessível e rigorosa do enquadramento desta obra fantástica, autêntico relatório científico, escrita nos últimos 15 dias de Janeiro de 1610. Sujeita a sucessivas correcções, seria publicada a 13 de Março e com 550 exemplares esgotados em poucos dias. Até teve uma edição pirata em Frankfurt logo em 1610, tal era a procura!
Depressa os jesuítas romanos confirmaram estas notícias sensacionais e Galileu realizava uma viagem entusiasta à Accademia dei Lincei, em plena Roma. Foi através dos jesuítas que Galileu chegou a Portugal, à Índia e à China. Logo em 1615, o ‘anúncio sideral’ era objecto do curso de Giovanni Paolo Lembo, no Colégio de Santo Antão, em Lisboa. Os problemas cosmológicos que as novidades galileanas lançavam eram aí discutidos.
A edição da Fundação Gulbenkian esclarece cabalmente o lugar ímpar que certos escritos assumem na história. No meio de uma semana pesada de inquietações, será estimulante reconhecer, nos degraus do avanço científico, os rasgos de inovação provenientes de observadores corajosos, como Galileu.
D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa
Fonte: Correio da Manhã
quarta-feira, 17 de março de 2010
Livro de Galileu apresentado hoje em Lisboa
quinta-feira, 4 de março de 2010
4 de Março de 1610. Galileu publica “Sidereus Nuncius”
Como resultado das suas observações astronómicas, já feitas com o auxílio do telescópio, a chamada luneta, Galileu publica em Veneza, no dia 4 de Março de 1610, o livro “Sidereus Nuncius” (“O mensageiro das estrelas” ou, como outras traduções preferem, “O mensageiro sideral”). Neste livro, Galileu fala da Lua, de Júpiter e dos seus satélites (descobriu quatro – Europa, Ganímedes, Io e Calisto – dos sessenta que o planeta gigante tem).
Obra fundamental da História da Ciência, nunca foi traduzida em português de Portugal. Mas agora está agendado o seu lançamento para o dia 17 de Março, às 18h, na Fundação Gulbenkian. Encerra-se deste modo, em Portugal, o Ano Internacional da Astronomia. Henrique Leitão, tradutor e anotador, diz que «nunca na história da ciência uma obra provocou tanta comoção e deu origem a debates tão acesos como esta».
domingo, 24 de janeiro de 2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Foi há 400 anos que Galileu viu as luas de Júpiter
Há precisamente 400 anos, Galileu observou as quatro maiores luas de Júpiter, que por isso mesmo ficaram conhecidas por luas galileanas.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
"Galileu e Saramago", por Carlos Fiolhais
Carlos Fiolhais faz hoje no Público uma comparação curiosa, por oposição, entre Saramago e Galileu. Em algumas passagens toca em assuntos permanentes deste blogue.
Galileu, diz, "profundamente crente" e "bem relacionado com a hierarquia da Igreja", soube resolver a divergência entre Bíblia e Ciência. Já o escritor "falou sobre a Bíblia de uma maneira que, seja-se ou não crente, não é intelectualmente séria".
"Francamente, não consigo distinguir entre a teologia básica dos que condenaram Galileu e este antiteologia igualmente primitiva de um escritor contemporâneo", conclui Fiolhais.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Não lhes chegava a Lua, foram para a Amazónia
sábado, 17 de outubro de 2009
17 de Outubro de 1604. Johannes Kepler observa uma supernova.
No dia 17 de Outubro de 1604, Johannes Kepler observa uma supernova, ficou conhecida por SN 1604. A mesma havia sido vista uns dias antes por Galileu. Sobre o avistamento o matemático, astrólogo e astrónomo alemão publicou o livro “De stella nova in pede Serpentarii” (Acerca da nova estrela nos pés de Serpentário).
Esta foi a última supernova observada com um grande grau de certeza na Via Láctea. Teve um grande impacto na história, porque, em Pádua, foi observada por Galileu (ainda sem telescópio), não no dia 10 de Outubro, quando começou a ser possível avistá-la, porque nesse dia o céu estava nublado, mas nos dias seguintes. Galileu, que era professor na Universidade de Pádua (“os anos mais felizes da minha vida”), deu a seguir três aulas abertas em que explicou duas coisas de grande impacto: que o fenómeno estava para lá da Lua (e não na suposta esfera em que se pensava que estavam a Lua, os planetas e as estrelas); e que tal demonstrava que havia coisas novas a acontecer no céu, contra a ideia aristotélica da incorruptibilidade do céu.
Imagem: Desenho original de Kepler. A supernova aparece assinalada com um N.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Jesuítas na Lua
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Galileu a olhar para o céu
Há 400 anos, Galileu observava a Lua, os satélites de Júpiter (as luas galileanas) e as fases de Vénus através da luneta. Corria do ano de 1609. Mais tarde, em 1616, começa a ter problemas com o Santo Ofício por causa do heliocentrismo. O processo só termina em 1633. Pelo meio, Galileu faz epistemologia teológica:
“Segue-se necessariamente que não tendo querido o Espírito Santo ensinar-nos se o céu se move ou está imóvel, nem se a sua figura tem forma de esfera ou de disco ou se estende como um plano, nem se a Terra está situada no centro do mesmo ou ao lado, muito menos terá tido intenção de (…) decidir sobre o movimento ou imobilidade da Terra e do Sol. (…) Eu aqui direi aquilo que ouço a um eclesiástico de posição muito elevada, isto é, que a intenção do Espírito Santo era ensinar-nos como se vai para o céu, e não o referente ao céu”.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Para ler tudo, tudo, tudo. Em breve
No “Público” de hoje (edição em papel), três assuntos que o Tribo de Jacob segue com interesse (e aos quais, provavelmente, ainda voltará):
* Foi o jesuíta Manuel Dias que ensinou aos chineses quem era Galileu (P2, páginas 4 e 5). Texto de Ana Machado (o único que encontrei on-line, aqui);
* “Etty, Rilke e Eckhart. Viagens pela mão dos místicos”. Textos de António Marujo e Tolentino Mendonça. Sobre as recentes edições das obras: “Cartas” (1841-43), de Etty Hillesum (Assírio & Alvim); “Livro das Horas”, de Rainer Maria Rilke (Assírio & Alvim); e “Tratados e sermões”, de Mestre Eckhart (Paulinas). O texto principal começa assim: “Há uma mulher num campo de concentração que lê o místico medieval Mestre Eckhart e faz récitas de Rilke – pelo meio tem que limpar retretes. Há um poeta que vagabundeia pela Europa e escreve em castelos como se fossem conventos. Há um frade dominicano que faz sermões sobre o desapego e é perseguido pela Inquisição” (“Ípsilon”, páginas 22-25).
* “Portugal teria podido proteger muitos dos judeus de origem portuguesa, mas não o fez”, diz uma entrevista de José Manuel Fernandes ao académico alemão Carsten L. Wilke (“Ípsilon”, páginas 26-28).
terça-feira, 16 de junho de 2009
Cientistas na revolução
Galileu foi condenado, mas o Papa nunca assinou o papel. E era preciso assinar. Já Lavoisier (1743-1794) foi guilhotinado com o argumento de que a revolução não precisava de cientistas.
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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Karl Rahner Quem acompanha este blogue sabe que tem andado por aqui e aqui uma discussão sobre o diabo e outras questões diabólicas. ...