quinta-feira, 30 de maio de 2013
Novo
González Faus
sábado, 16 de março de 2013
Anselmo Borges: "O maior afrodisíaco"
sábado, 2 de março de 2013
Anselmo Borges: O testamento do Papa Bento XVI
terça-feira, 1 de maio de 2012
Sobriedade da Ressurreição
Os evangelistas não caíram na tentação de dizer que «viram a Ressurreição», o que dado o seu afã apologético, teria sido quase compreensível (e a prova é que alguns Evangelhos chamados «apócrifos» caíram nessa tentação fácil). Os evangelistas limitam-se a dizer que o Ressuscitado «se lhes manifestou». Deste modo tornam as coisas mais difíceis para nós na hora de acreditarmos. Mas talvez ganhem respeito por causa da própria sobriedade do seu testemunho.
González Faus
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Quem lê "Teologia para Agnósticos"?
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Golpe de Estado do pagão
González Faus
terça-feira, 17 de abril de 2012
Para todos
González Faus
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Gonzaléz Faus reflete sobre o FMI
Opinião de Gonzaléz Faus sobre o FMI:
La infalibilidad del papa (que sólo vige en circunstancias muy limitadas, casi impracticables) se queda pequeña al lado de la infalibilidad del FMI, aunque haya que concederle a éste una gran ventaja sobre Roma y es la existencia de esa Oficina independiente de evaluación que hemos citado y que Roma no tolera de ningún modo. Pero resulta incomprensible que haya tantas gentes que, no creyendo en la infalibilidad del papa, creen en la infalibilidad del FMI que es mucho más peligrosa: porque no se ciñe a temas celestiales como la asunción de María, sino a cuestiones muy terrenas y serias que ponen en juego la vida de muchas personas.
sábado, 7 de janeiro de 2012
Anselmo Borges: Segurança e insegurança de Mamôn
Texto de Anselmo Borges no DN de hoje (aqui):
O pior mesmo é essa falta e a confusão. Ninguém sabe exactamente - saberá?- o que se passa. E, quando não se é capaz de equacionar os problemas, como encontrar a solução? No labirinto, pululam sentenças, palpites, comentários, aldrabices, ataques, adivinhações... Saímos do euro? O euro vai acabar? Uma Europa a duas velocidades? A Europa desmorona-se? E quando se dá o crescimento da economia? Ah!, e os BRIC... E a crise de um mundo pela primeira vez verdadeiramente um só mundo! E um capitalismo selvagem e louco!
Como se chegou aqui? Aqui, é a esfola. Surpreendentemente, mesmo Jorge Sampaio foi confessando, há dias, que sabia que o país estava com sérias dificuldades, mas, "que tivéssemos chegado a isto, tão dependentes de credores, nunca tinha pensado".
Afinal, ainda há pouco, havia dinheiro para mais uma auto-estrada de Lisboa ao Porto, um novo aeroporto, alta velocidade para Madrid... De repente, a esfola. Impostos, mais impostos, cortes, mais cortes. E não se pense que tenha terminado a procissão da austeridade.
É claro que se deve honrar os compromissos e pagar as dívidas. Mas, quando olho os números, fico aterrado: este ano são mais de nove mil milhões de euros para pagar juros. Agora, a soberania está com os credores. E esta mentira toda: resgatar um país, ajoelhando-o e paralisando-o com juros! E já se não fala em pessoas, mas em mercados. As pessoas terão desaparecido? Quem as apagou do mapa?
Culpados? Nós todos. As responsabilidades não são, porém, todas iguais. Mas quem se assume como responsável? Presidentes da República, governos, a banca, autarcas, corruptos, consumidores sôfregos, professores, jornalistas... Alguém conhece alguém que se confesse responsável?
Sobretudo, é preciso ir à raiz. E lá está a Bíblia na Primeira Carta a Timóteo: "Nada trouxemos ao mundo e nada poderemos levar dele. A raiz de todos os males é a ganância do dinheiro. Arrastados por ele, muitos se enredaram em muitas aflições." E Jesus - é para essas bandas que mora a Sabedoria, o Logos, a Razão e a Bondade - disse, no contexto de um escravo não poder ser pertença de dois senhores, que Deus e Dinheiro são totalmente incompatíveis: "Não podeis servir a Deus e a Dinheiro."
Para entender este passo, a começar pela tradução, é necessário perceber a linguagem. Significativamente, o Novo Testamento, para dinheiro, utiliza a palavra Mamôn, que só aparece na boca de Jesus e que provém do verbo hemin, com o significado de crer e aceitar confiadamente. Como explica o teólogo catalão José Ignacio González Faus, o dinheiro gera uma fé de tipo religioso. Daí a sua incompatibilidade com Deus. Aliás, Jesus usa a palavra sem artigo, como se fosse um nome próprio, de tal modo que alguns manuscritos escrevem-na precisamente com maiúscula: "Não podeis servir a Deus e a Dinheiro."
O problema reside, como explicou indirectamente J. M. Keynes, na sua Teoria geral do emprego, do juro e da moeda, na segurança. Os seres humanos têm medo do futuro e precisam de assegurá-lo. Tradicionalmente, essa missão estava confiada à religião. Agora, a segurança vem do dinheiro. De facto, o dinheiro abre todas as portas e compra tudo. Dá prestígio e é aquele meio que dá acesso a todos os meios - no limite, asseguraria a própria imortalidade. Ele é omnipotente como um Deus.
Por isso, González Faus diz que a legenda das notas de dólar (in God we trust) significa na realidade: in "this" God we trust ("neste" Deus, o Dinheiro, confiamos). Mas, de facto, o que deveria trazer-nos segurança trouxe-nos, como se vê, no quadro de um neoliberalismo à solta, uma insegurança global, que pode levar ao desastre.
domingo, 9 de janeiro de 2011
O Natal herético de González Faus
O Natal já lá vai. Já ninguém pensa nisso, como não pensou muito quando ele por nós passou. No rescaldo, sabe bem ler o texto de José Ignacio González Faus, no seu blogue, em espanhol (aqui), ou traduzido em português no IHU (aqui, apesar de erros como “esquisita Maria” por “Maria de bom gosto” ou “Corte inglesa” pelo nome da cadeia de supermercados que, com certeza, não existe no Brasil).
Assim esquecemos todo o lado polêmico da mensagem natalina: que Deus não nasceu no Templo de Jerusalém, nem sequer numa pousada decente, senão num estábulo. O que, com palavras de hoje, significa: Deus não nasce na catedral de Barcelona, nem na igreja Sagrada Família, senão no [rio] Besós [Barcelona] ou no Raval [nos arredores de Barcelona, ndt]; nem nasce na Catedral de Nossa Senhora daAlmudena, senão na Canadá real; nem nasce na Corte inglesa, senão numa favela, nem nasce no Vaticano, senão na Faixa de Gaza, nem em Manhattan, senão no Haiti... E seu sinal não são as luzes em nossas ruas senão a falta de luz nos subúrbios.
(…)
Imaginemos então o que ocorreria se uma multidão de cristãos, mais conscientes de todo este significado, começasse a tomar decisões como estas: no natal não vamos consumir nada, não porque não possa ter sentido materializar o gozo interno, senão para compensar a unilateralidade na qual caímos. Nem vamos jogar na loteria porque não queremos enriquecer-nos precisamente nos mesmos dias em que Deus empobrece. Nem damos presentes às pessoas queridas senão somente àquelas com as quais nos encontramos inimizados ou a quem necessitamos perdoar. Nem plantaremos beléns transbordantes de figuras caras, senão um simples presépio desvencilhado e vazio, da mesma forma como aquela cadeira daquele prêmio Nobel da paz que esteve vazia durante a cerimônia: como que simbolizando que a Deus igualmente não deixamos vir hoje porque é um dissidente deste mundo, como Liu Xiaobo.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Como González Faus sonha uma viagem do Papa
O teólogo José Ignacio González Faus contou à revista espanhola “21” como sonha que deveria ser a viagem do Papa a Barcelona.
O Papa viajou em um avião de passageiros da Alitalia em classe turismo, não business. Não ia como chefe de Estado, nem havia jornalistas no avião. Ao aterrissar, se supusermos que foi no aeroporto de Prat, o arcebispo de Barcelona o recebeu, naturalmente. Dali, em um carro normal, nem blindado nem papamóvel, se transladou... para a La Mina. Conversou com ciganos e imigrantes, romenos ou marroquinos, ouviu suas queixas e suas piadas. E lhes disse o mesmo que, quase 50 anos antes, Paulo VI havia dito aos campesinos da Colômbia: "Vós sois Cristo para mim". Dali foi transladado para a prisão Modelo ou para a prisão de Can Brians, onde teve outra conversa parecida com os presos que quiseram ouvi-lo.
Reuniu-se com um grupo de católicos da diocese, dentre os quais havia um contingente de clérigos ou párocos, outros de religiosos de ambos sexos, outro de leigos e um quarto grupo de mulheres seculares. Não havia entre eles nenhum político ou, em todos os casos, um número bem reduzido. O Papa lhes disse: vim para ouvi-los, porque ouvir-me é algo que vocês podem fazer pelo rádio ou pela televisão, enquanto eu não posso ouvi-los.
O resto, que não é muito mais na versão do IHU, pode ser lido aqui.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Teologia moral católica clássica sobre os preservativos
Sobre como a questão do preservativo pode ser lida à luz da teologia moral católica clássica, veja-se o artigo do teólogo González Faus, jesuíta, publicado originalmente no "El País" de 22 de Janeiro de 2005, quando o bispo Martínez Camino, auxiliar de Madrid, disse que o preservativo ajuda a combater a sida. Na altura provocou polémica. O teólogo catalão veio em defesa do bispo madrileno.
Agora, a propósito do livro de Bento XVI, González Faus republica o texto no seu blogue, Miradas cristianas, e a Unisinos tradu-lo para português, aqui.
Escreve González Faus: O que eu gostaria de acrescentar é que, nesse princípio ["É lícito persuadir a alguém que faça um mal menor se já estiver determinado a cometer um mal maior. E a razão é que quem aconselha isso não pretende um mal, mas sim um bem, isto é, que se escolha um mal menor"] e em todos os casos, tratou-se propriamente não de teologia moral, mas sim de senso comum. Não interveio nesses juízos, em nada, o dado que nós, cristãos, chamamos de "revelado" e que os outros poderão entender como "especificamente católico", como poderia ser a sacramentalidade do matrimónio ou coisas semelhantes.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
O que diz González Faus
José Ignacio González Faus é professor emérito da Faculdade de Teologia da Catalunha, autor, entre muitos outros títulos, de “La Humanidad Nova. Ensayo de Cristologia” (Ed. Sal Terrae, Santander). As declarações foram feitas numa entrevista ao jornal espanhol “Hoy”, no dia 5 de Outubro de 2010 (aqui).
Quem faz mais ateus?
Disse uma vez que a cúria romana fez mais ateus que Marx, Freud e Nietzsche juntos. O que não dá para negar é que muitos homens se afastam dela e, mesmo que mais tarde se sintam vazios e queiram preencher esse vazio, se dão conta de que têm que procurar fora da Igreja. Diante disso, não parece que a Instituição procure aproximar-se. Os pontos fracos da Igreja actual são muitos, e eu disse já disse várias vezes é a cruz da minha fé, mesmo que procure carregá-la com elegância. Vejo que ela é incapaz de compreender o positivo do mundo moderno e os seus dirigentes desejam poder solucionar os problemas com base no poder.
Democracia
Não me parece evangélico que o Papa seja chefe de Estado, nem o modo de nomear a dedo os bispos nem os “príncipes da Igreja”. Quando não havia democracia, eram eleitos democraticamente a partir das comunidades locais.
Mulher
É inegável que a mulher não ocupa na Igreja o lugar que merece.
O que há a mudar
Não é uma questão de receitas. A Igreja tem que mudar muitas coisas. Devia começar por reconhecer que está em crise. Na qual todos temos um pouco de culpa. A partir daí teria que ver como e por onde se pode caminhar. Começando por não excluir como hereges aqueles que pensam diferente.
Linguagem antiga
Algo simples por onde se poderia começar é a linguagem. Não se podem manter as palavras antiquadas da liturgia. Não se entendem ou suscitam imagens contrárias ao que na sua origem se queria expressar.
Por que devemos criticar a Igreja
Ratzinger tem um artigo já clássico no qual diz que se hoje não se critica tanto a Igreja como na Idade Média, não é porque se a ame menos, mas porque falta esse amor que é capaz de arriscar a própria sorte ou a própria carreira pela amada [parte desse artigo foi aqui citada]. E eu tenho um livro sobre a liberdade da palavra na Igreja que é só uma antologia de textos de santos, bispos e cardeais, alguns muito mais duros do que as coisas que se dizem hoje. Também é normal que as autoridades não gostem disso e que de vez em quando te dêem com algum pau ou chamem à atenção “de cima”. E o que sinto é que isso não é feito directamente para mim. Quem tem que arcar com as críticas é o meu provincial, o que não está certo. Bom, não há parto sem dor. E como disse Santa Teresa, a verdade padece, mas não perece.
Newman foi incómodo no seu tempo
Creio que o balanço da visita do Papa não é mau. A experiência foi positiva. A beatificação de John Henry Newman parece-me significativa. Uniu muito a Igreja, apesar de ter sido um homem crítico que incomodou tanto a direita católica como muitos anglicanos. Quando se converteu não sentia nenhuma simpatia pela Igreja católica, mas o estudo da história fê-lo ver que a continuidade com as origens estava em Roma.
Diálogo inter-religioso
A convivência, o afecto e a colaboração entre religiões é um imperativo. E na palavra religiões incluo agora também o ateísmo. Os poderes públicos devem ser neutros e buscar a convivência. Em alguns lugares, como na Catalunha, há muitas iniciativas bem positivas. É preciso buscar o encontro naquilo que nos une como humanos. Devemos buscar no outro a melhor versão de sua personalidade, que é o que Deus pede a todos.
Drogados pelo consumo
Deixamos passar uma grande oportunidade para mudar os elementos injustos e irracionais de nosso sistema económico. Esta crise serviu apenas para ajudar aqueles que a provocaram, mas não as verdadeiras vítimas. Todos fomos cúmplices do sistema, drogados como estamos pelo consumo. Isto foi um passo a mais rumo ao desmantelamento do Estado de bem-estar social. A culpa é em parte da esquerda, que participou desse “socialismo assistencial” da partilha de subvenções, em vez de se ocupar em fazer justiça social.
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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Karl Rahner Quem acompanha este blogue sabe que tem andado por aqui e aqui uma discussão sobre o diabo e outras questões diabólicas. ...