Faz amanhã 50 anos que morreu C. S. Lewis e ainda não pensei na forma como vou assinalar a data. Mas beber um cálice de Porto até é uma boa sugestão.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Um brinde a C. S. Lewis
Faz amanhã 50 anos que morreu C. S. Lewis e ainda não pensei na forma como vou assinalar a data. Mas beber um cálice de Porto até é uma boa sugestão.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
O grande iconoclasta
A minha ideia a respeito de Deus não é uma ideia divina. Ela tem que ser arrasada sempre de novo. O próprio Deus arrasa-a sempre. Ele é o grande iconoclasta. Não poderíamos quase dizer que essa destruição da ideia de Deus é uma das marcas da sua presença? A maioria das pessoas ofende-se com esta ação iconoclasta. Bem-aventurados os que não ofendem!
C. S. Lewis
terça-feira, 8 de maio de 2012
"Eu posso viver com Jesus ou sem ele", mas
Dietrich Bonhoeffer em 1928 (seria interessante compilar argumentações semelhantes. Assim de repente, lembro-me de frases parecidas com esta de Martín Descalzo, Giussani, C.S.Lewis e Paul David Hewson, mais conhecido por Bono, este último citando Lewis).
domingo, 11 de dezembro de 2011
C. S. Lewis, a virgindade e o paganismo
sexta-feira, 22 de julho de 2011
E se não encontro o desejo?
Se encontro dentro de mim um desejo que nenhuma experiência deste mundo pode satisfazer, a explicação mais plausível é que eu fui feito para um outro mundo.
C.S. Lewis (1898-1963)
terça-feira, 26 de abril de 2011
Seis filmes que falam de ressurreição
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
22 de Novembro de 1963. Morre C. S. Lewis
Clive Staples Lewis, mais conhecido por C. S. Lewis, nasceu no dia 29 de Novembro de 1898, em Belfast, e morreu no dia 22 de Novembro de 1963, em Oxford. Especialista em literatura medieval, como J. R. R. Tolkien, de quem era amigo, foi autor de “As Crónicas de Nárnia” e um dos maiores apologetas cristãos do século XX. Era anglicano, convertido na década de 1930.
Foi soldado na I Guerra Mundial. Durante o conflito fez um pacto com o soldado Edward “Paddy” Moore. Se algum deles morresse, o outro zelaria pelos familiares do morto em combate (Lewis era órfão de mãe). O colega morre e Lewis cuida da mãe e filha Moore.
Um dia, numa conversa com operários, em 1944, perguntaram-lhe:
Os materialistas e alguns astrónomos sugerem que o sistema solar e a vida como a conhecemos foram criados por uma colisão estelar acidental. Qual é a visão cristã dessa teoria?
E ele respondeu:
Se o sistema solar foi criado por uma colisão estelar acidental, então o aparecimento da vida orgânica neste planeta foi também um acidente, e toda a evolução do Homem foi um acidente também. Se é assim, então todos nossos pensamentos atuais são meros acidentes – o subproduto acidental de um movimento de átomos. E isso é verdade para os pensamentos dos materialistas e astrónomos, como para todos nós. Mas se os pensamentos deles – isto é, do Materialismo e da Astronomia – são meros subprodutos acidentais, por que devemos considerá-los verdadeiros? Não vejo razão para acreditarmos que um acidente deva ser capaz de me proporcionar o entendimento sobre todos os outros acidentes. É como esperar que a forma acidental tomada pelo leite esparramado pelo chão, quando você deixa cair a jarra, pudesse explicar como a jarra foi feita e porque ela caiu.
(Li aqui)
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Tolkien, Newman e Bento XVI
Quem é o autor da estátua de John Henry Newman que esteve na cerimónia da beatificação? Pode ser vista na notícia do “Correio da Manhã”, na segunda página, imediatamente abaixo. O autor é Tim Tolkien. E como o nome sugere, é da família do autor do “Senhor dos Anéis”, J.R.R. Tolkien (1892-1973). Bisneto.
Não sei se o Papa gosta de ler Tolkien. Dele li em tempos comentários a C.S. Lewis, amigo de Tolkien, mas todo ele anglicano. Mas a relação no meio disto tudo não tem a ver com gostos literários, pelo menos directamente. É que Tolkien, o bisavô, foi estudante do oratório fundado por John Henry Newman, em Birmingham. Nasceu dois anos depois da morte do cardeal, mas foi aluno do irmão Francis Morgan, um protegido de Newman.
Se Tolkien era um católico convicto (até preferia a missa em latim, aqui), deve-o também a Newman e ao seu Oratório de São Filipe de Neri.
Notícia da BBC com Tim Tolkien, aqui.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Autocarro – 2: Ateus que apanharam outro
Na Gráfica de Coimbra 2 saiu há dias o livro “10 ateus que mudaram de autobus”, sim, “autobus”. Não sei se em Portugal mais alguém usa a palavra “autobus” além do tradutor, mas é esse o termo com que verteu a palavra espanhola “autobús”.
Os ateus que mudaram de autocarro são: Francis Collins, Ernesto Sábato, Fiódor Dostoievski, Tatiana Goricheva, C. S. Lewis, André Frossard, Edith Stein, Vitorrio Messori, Narciso Yepes e G. K. Chesterton.
De alguns destes ex-ateus nunca tinha ouvido falar. Uma foi fundadora do movimento feminista russo (Goricheva); outro foi músico (Yepes).
De meia dúzia de parágrafos lidos a saltar pareceu-me que o livro é mais convincente do que a tradução do título.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
A questão é: Pode ter uma vida boa sem o cristianismo?
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Os outros dois artigos de João Carlos Espada
João Carlos Espada dizia no artigo abaixo copiado que o texto concluía uma série de três. Procurei os outros. O primeiro, de 10 de Abril, intitula-se “A modernização conduz à secularização?” Parte do livro de John Micklethwait e Adrian Wooldridge, “God Is Back: How the Global Rise of Faith Is Changing the World" (Penguin, 2009), aqui referido, para dizer que a“crença cientista na secularização como produto inexorável da modernização” não é corroborada pelos factos. Em muitos sítios do mundo a emergência religiosa surge a par com o progresso económico. Ler mais aqui.
O segundo artigo, acima copiado, foi publicado no i de 17 de Abril de 2010, centrando-se na conversão de Anthony Flew (1923-2010) – com base na mesma razão que antes fazia com que o filósofo britânico se proclamasse ateu.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Vaticano aprova Harry Potter
“«Osservatore Romano» aprova filme de Harry Potter”, diz uma notícia do “Público” de 15 de Julho passado. A notícia não assinada refere que a propósito da estreia do filme “O Príncipe Misterioso” o Vaticano mudou de ideias, visto que em 2003 Ratzinger (ainda cardeal) escrevera que os livros de Harry Potter continham “seduções subtis” que poderiam corromper jovens cristãos. Já o novo filme, diz o jornal do Vaticano, “alcança um ponto de equilíbrio correcto”, graças a “uma clara linha de demarcação entre os que trabalham para o bem e os que praticam o mal”. O “Osservatore Romano” considera “O Príncipe Misterioso” o melhor filme baseado nos livros de J.K. Rowling, ainda que lhe falte “uma referência ao transcendente”.
Foi referido neste blogue um número da “Communio” que fala de “Imaginários contemporâneos” e dedica um artigo à “boa utilização da literatura fantástica”, por Suzanne Bray, referindo em concreto as obras de C.S.Lewis (principalmente as “Crónicas de Nárnia”), de J.R.Tolkien (“O Senhor dos Anéis”) e de J.K.Rowling (“Harry Potter”).
Suzanne Bray sintetiza em quatro pontos as razões “que podem impulsionar os responsáveis pela educação cristã a servirem-se da literatura fantástica nas suas estratégias pedagógicas”. Resumo-os:
1) A literatura fantástica (LF) pode ajudar a compreender aspectos difíceis da teologia cristã;
2) A LF torna a luta espiritual e a consagração mais atractivas ao sublinhar a doação de si mesmo para vencer o mal;
3) A LF oferece vocabulário, imagens e referências culturais para explicar a fé aos que estão afastados da cultura cristã;
4) A LF pode ensinar os jovens a ler de forma crítica mensagens ideológicas ou propagandísticas que fazem parte do quotidiano.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Uma questão de verdade
O discurso da verdade, ou da procura da verdade, não pode nunca ausentar-se do cristianismo, quer na mais pura especulação teológica de uma qualquer faculdade, quer na mais singela homilia de uma aldeia perdida nos montes ou de uma comunidade suburbana.
Santo Agostinho dizia que é preciso compreender para acreditar (“intellige ut credas” – “compreende para acreditares”) e acreditar para compreender (“crede ut intelligas”). E acentuava que o primeiro momento precedia a opção de fé. Compreender, o esforço da razão, seria uma condição prévia à opção da fé. Por outras palavras, não pode haver decisão de coração (numa linguagem que nos aproxima de Rahner e Balthazar), sem haver decisão da cabeça, ainda que, para Agostinho, como mais tarde para Tomás, num segundo momento, só a Revelação permitisse aceder à verdade. A razão é uma escada que nos permite subir no entendimento da realidade, mas para a ver melhor, a partir de certo ponto, só a iluminação de Deus.
Hoje, contudo, no discurso da fé, a procura da razão é muito discreta se não totalmente ausente. Quem fala da adesão à fé, do Baptismo e do Matrimónio, da contracepção e da economia, das seitas e das religiões como questões da procura da verdade? O Papa lá vai atirando umas farpas ao relativismo, mas esse combate não desce do pico da pirâmide às bases.
Estes três parágrafos são apenas introdução para esta pérola de C. S. Lewis (na imagem):
"Pode-se ter uma boa vida sem se acreditar no cristianismo? Esta é a questão sobre a qual me pediram para escrever e, imediatamente antes de tentar respondê-la, tenho um comentário a fazer. A questão parece ter sido formulada por uma pessoa que diz a si própria, “Não me importo se o cristianismo é ou não verdadeiro. Não estou interessado em descobrir se o universo real é mais parecido com o dos cristãos ou com o dos materialistas. Tudo em que estou interessado é em ter uma vida boa. Vou escolher minhas crenças não porque as penso verdadeiras mas porque as considero úteis.” Francamente, acho difícil alguém simpatizar com esse estado mental. Uma das coisas que distingue o homem de outros animais é que ele quer conhecer as coisas, quer descobrir o que é a realidade, simplesmente por conhecer. Quando esse desejo é, em alguém, completamente sufocado, penso que esse alguém tenha se tornado algo menos que um homem. De fato, não acredito que nenhum de vocês tenha perdido esse desejo. Muito provavelmente, pregadores tolos, ao sempre dizerem o quanto o cristianismo ajudará a vocês e o quanto ele é bom para a sociedade, tenham levado vocês a esquecerem que o cristianismo não é um comprimido que se toma para algum mal. O cristianismo alega ter uma explicação para factos – alega poder dizê-los o que é o universo real. Sua explicação sobre o universo pode ser verdadeira, ou pode não ser, e uma vez que a questão está à sua frente, então sua natural curiosidade deve fazê-los querer conhecer a resposta. Se o cristianismo não é verdadeiro, então nenhum homem honesto desejará nele acreditar, não importa o quão útil ele seja: se ele é verdadeiro, cada homem honesto desejará nele acreditar, mesmo se isso não o ajudar de forma alguma”.
(Excerto de God in the dock, que surge no Blog do Angueth)
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Vinho do Porto e Felicidade
quinta-feira, 25 de junho de 2009
"Inklings": Escrita e cristianismo
“Temos uma espécie de clube informal chamado os Inklings; as qualificações [para ser membro] (…) são o gosto pela escrita e o cristianismo”.
C. S. Lewis
O clube Inklings existiu desde 1936 até à morte de Lewis (1963), embora a partir de 1949 as reuniões fossem menos regulares. “Tolkien e Lewis eram os pilares do grupo, que tinha uma vintena de pessoas. Tolkien leu aí o Hobbit, O Senhor dos Anéis, The Notion Club Papers (que põe em cena o próprio grupo dos Inklings!); e Lewis Out of The Silent Planet, Perelandra, The Problem of Pais e The Great Divorce”. Fonte: "Communio", Out/Nov/Dez 2008.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Clássicos 7: "Nisso não acredito", de John A. T. Robinson
(Primeiro parágrafo:) “Não, nisso é que eu não posso acreditar! É uma reacção típica diante de grande parte da doutrina cristã, hoje em dia. E muitas vezes eu próprio me surpreendo a dizer: «No sentido em que penso ser obrigado a acreditar, também eu não acredito»”.
Nisso não acredito | But That I Can't Believe! | John A. T. Robinson | Moraes Editora, 1968, 194 páginas
John Arthur Thomas Robinson (1919-1983), inglês, foi professor de Novo Testamento e Bispo (anglicano) de Woolwich. O seu pensamento insere-se na teologia liberal e na teologia da secularização, como Harvey Cox e William Barclay.
A sua obra mais importante é “Honest to God”, de 1963, que, como esta agora citada, faz uma crítica às crenças tradicionais. John A. T. Robinson considerava-se de algum modo sucessor de Paul Tillich, Dietrich Bonhoeffer e Rudolf Bultmann e foi criticado por favorecer o relativismo teológico e ético (“ética situacional”). Em Inglaterra, nos anos 60 houve um interessante debate na imprensa entre este autor e C. S. Lewis, este último tido como defensor da ortodoxia.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
C.S. Lewis, o anglicano
Em “Surprised by Joy”, C. S. Lewis, convertido ao anglicanismo, escreve sobre Tolkien, que teve um papel importante na sua conversão: “A minha amizade com este último marcou a derrocada de dois dos meus velhos preconceitos. Na minha entrada no mundo aconselharam-me vivamente (de forma implícita) a nunca me fiar num papista, e na minha entrada na faculdade de Letras (de forma explícita) a nunca crer num filólogo. Tolkien era uma coisa e outra!” Citado por Michael Devaux, Communio, n.º 4, 2008.
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...
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Karl Rahner Quem acompanha este blogue sabe que tem andado por aqui e aqui uma discussão sobre o diabo e outras questões diabólicas. ...