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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

8 de janeiro. Eleição de Inocêncio III em 1198 e morte de Giotto em 1337


O Papa que aprovou os franciscanos, Inocêncio III, foi eleito no dia 8 de janeiro de 1198, mesmo dia em que morreu o antecessor, Celestino III, pelo menos é o que dizem as fontes mais imediatas on-line. Neste mesmo 8 de janeiro, mas de 1337, morreu Giotto.


Francisco de Assis e Inocêncio III pintados por Giotto

sábado, 15 de setembro de 2012

Da importância da cultura cristã para conhecer as artes clássicas

Texto de António Pinto Ribeiro no "Ípsilon" ("Público") de ontem. Sobre como o declínio da cultura cristã leva ao desconhecimento da grande arte.

sábado, 3 de março de 2012

Cuerpos de Dolor. A presença forte do espírito

No "Público" de ontem. Guilherme d'Oliveira Martins foi ao Museu Nacional de Arte Antiga visitar uma exposição de arte sacra e dá-nos as suas impressões.


sábado, 12 de novembro de 2011

Anselmo Borges: Cultura e crítica

Gabriel Amengual

Texto de Anselmo Borges no DN de hoje (tirado daqui).

No quadro da matança de Oslo e dos motins em Londres e outras cidades britânicas e das declarações, entre outros, de Angela Merkel e Cameron, aí está um tema incendiário, mas que precisa urgentemente de reflexão.

Que se entende por cultura? Esta é a definição clássica de Edward Barnett Tylor: "A cultura ou civilização, em sentido etnográfico amplo, é todo aquele complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, o direito, os costumes e quaisquer outros hábitos e capacidades adquiridos pelo Homem enquanto membro de uma sociedade".

Evidentemente, como sublinha Gabriel Amengual, poderia ter acrescentado, com a mesma razão, utensílios, ferramentas, etc. A cultura tem a ver com o que o Homem aprende, cria, inventa, para lá da natureza e adquire como membro de uma sociedade. Por isso, diz M. Harris que ela é o "corpo de tradições socialmente adquiridas", é o "estilo de vida total, socialmente adquirido, de um grupo de pessoas, que inclui os modos padronizados e recorrentes de pensar, sentir e agir".

Dentro desta definição, torna-se claro que é problemática aquela concepção elitista de cultura de que, por exemplo, os média, pelo menos inconscientemente, se fazem eco, quando se referem à cultura no sentido de actividades culturais consideradas superiores, como conferências, exposições artísticas, peças de teatro, filmes, etc. Todas as sociedades e grupos humanos têm uma cultura e todos os seres humanos são produto e produtores de cultura e são constituídos culturalmente.

Chegados aqui, é necessário reflectir sobre a cultura no sentido subjectivo e objectivo do termo. O primeiro, já dito no étimo - colere, cultivar -, tem a ver com o cultivo da terra (agricultura) e, depois, das capacidades humanas e, consequentemente, o seu aperfeiçoamento, chegando-se assim à cultura em sentido objectivo, que significa, como diz A. Ariño, "os resultados do processo de cultivo do ser humano, isto é, o estado do espírito cultivado pela instrução e o refinamento e a soma dos saberes acumulados pela Humanidade ao longo da sua História; em síntese, as criações e realizações do ser humano e das sociedades humanas".

No contexto do Iluminismo e da sua ideia de perfectibilidade humana, num horizonte teleológico, o sentido da História é o do aperfeiçoamento da razão e da liberdade, no quadro de uma cultura universal enquanto norma para a Humanidade.

Contra esta concepção da cultura no singular, Johann Gottlieb Herder foi dos primeiros a reivindicar com força a variedade das culturas, segundo a diversidade dos povos, e esta pluralidade não só não constitui inconveniente como, pelo contrário, é fonte de enriquecimento mútuo.

É aqui que surge a questão do relativismo cultural, que, segundo Gabriel Amengual, tem um contributo positivo, pois abala os fundamentos da perspectiva etnocêntrica e é um instrumento eficaz contra as pretensões de superioridade racial. Mas "converte-se em problemático, quando estabelece a incomensurabilidade, imponderabilidade e intraduzibilidade entre universos culturais e deriva para o relativismo moral ou cognitivo, que estabelece o carácter exclusivamente local dos valores éticos, estéticos ou dos critérios científicos".

Não temos o direito e o dever de criticar a nossa cultura, quando estão em causa os direitos fundamentais humanos? Então, não se impõe o mesmo direito e dever em relação às outras culturas?

Neste debate, estou com Monique Canto-Sperber, directora da Escola Normal Superior de Paris, quando diz que não pensa "que haja normas universais abstractas que possam aplicar-se a todas as culturas, mas antes normas universais concretas, fundadas em valores comuns e partilhados que são os mesmos para todos".

Defende, pois, o que chama "universalidade em contexto": bate-se pela "ideia de um núcleo duro de valores universais" - defesa dos direitos fundamentais da pessoa - "que se exprimem diferentemente segundo as culturas".

quinta-feira, 14 de julho de 2011

14 de Julho de 1861. Nasce Gustav Klimt


Gustav Klimt nasceu no dia 14 de Julho de 1861 e morreu no dia 6 de Fevereiro de 1918, em Viena. Não sei qual a religião deste pintor, mas viveu no seio da cultura católica, maioritária na Áustria. No mesmo ano em que morre, morre também o mui católico Império Austro-Húngaro.

De toda a maneira, nas belas pinturas de Klimt é possível ver a influência dos ícones orientais, não só na forma mas também na cor. Nos ícones, o dourado remete sempre para o divino.
No “Mãe e gilho” acima reproduzido é inevitável ver outra Mãe e Filho.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A fé precisa de arte e vice-versa - por vezes



Notícia do DN de hoje sobre a exposição nos 60 anos de sacerdócio de Bento XVI, em que também esteve Tolentino Medonça (ler aqui o seu poema). Uma celebração deste tipo parece promover o culto da personalidade, pela sua oportunidade (60 anos...), mas é sempre importante realçar que a fé precisa da arte. E os artistas precisam da fé. Pelo menos alguns.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Douro com arte sacra

Boa ideia para as férias ou um fim-de-semana. Douro com arte sacra. Saiu no "Fugas" do "Público" de 7 de Maio de 2011.




domingo, 13 de fevereiro de 2011

13 de Fevereiro de 1958. Morre o pintor Georges Rouault


Georges Rouault (Paris, 1871-1858), um dos pintores religiosos mais importantes do século XX, morreu no dia 13 de Fevereiro de 1958. Pouco antes de morrer queimou mais de 300 quadros. Mas teve cerimónias fúnebres oficiais.

Em jovem, Rouault foi aprendiz de pintor de vitrais. Daí tirou os traços largos a negro, que constituíram um dos sinais distintivos da sua pintura.

Profundamente católico, pintou diversos rostos e cenas crísticas, como este imensamente sereno “Le Christ moqué par les soldats”, de 1932.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Wittgenstein gostaria de ter dedicado um livro a Deus

Ao assinar em 1930 o prefácio ao manuscrito das “Observações filosóficas” - que seriam editadas postumamente, em 1964 –, Ludwig Wittgenstein anotava: “Gostaria de dizer que este livro está escrito em honra de Deus, se estas palavras não soassem hoje vazias, ou seja, se não fossem mal interpretadas. De facto, querem expressar que o livro foi escrito com boa vontade, e na medida em que não tenha escrito com boa vontade, e se, portanto, com vaidade ou coisa parecida, o seu autor quereria sabê-lo condenado".

Li estas frases no preâmbulo de “La teologia del siglo XX”, de Rosino Gibellini (ef. Sal Terrae) e lembrei-me de que se hoje não há muito quem dedique obras artísticas ou literárias ao louvor de Deus, um grupo de jovens anda por aí a encestar para glória de Jesus Cristo.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Revista de património e arte sacra: "Invenire"

É apresentado hoje, no Museu Nacional de Arte Antiga, às 18h, o primeiro número da revista “Invenire: Revista de Bens Culturais da Igreja”, da responsabilidade do Secretariado Nacional dos Bens Culturais. Custa 9 euros. Sai duas vezes por ano.

Este primeiro número tem os seguintes conteúdos:

- Dois artigos de investigação: “São Paulo na Arte Portuguesa”, por Carlos A. Moreira Azevedo; e “O Discurso do Tempo: para uma releitura das Memórias Paroquiais de 1758”, por Nuno Resende.

- Um portfólio: “Marfins do Patriarcado de Lisboa”, por Carla Alferes Pinto

- Várias obras em destaque: Colecção têxtil do Tesouro-Museu da Sé de Braga; Pintura mural da Capela de São Marcos de Fonte Arcadinha; Um projecto-piloto de salvaguarda: a igreja de Nossa Senhora da Piedade de Santarém e a arte ao serviço do seu orago; Compromisso dos Pescadores e Mareantes do Alto da Confraria, e Irmandade do Espírito Sancto; Do Paço Patriarcal aos Palácios Nacionais: transferência das obras de escultura dos jardins de S. Vicente de Fora; Variações para uma Ceia: A Última Ceia de Cirillo V. Machado para S. Sebastião da Pedreira; Um «Aeolian Orchestrelle» em São Salvador de Elvas.

- Um caderno sobre a Rota das Catedrais.

- Um texto de opinião de Rui Vieira Nery: “Salvar o património de música sacra portuguesa”.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

25 de Junho de 1852. Nasce o arquitecto Gaudí

Antoni Placid Gaudí (Reus, 25 de Junho de 1852 — Barcelona, 10 de Junho de 1926), grande arquitecto, passou a maior parte da vida em Barcelona. É autor da Igreja da Sagrada Família, que ainda está em construção.

A Igreja Católica tem em andamento o processo de beatificação, cuja fase diocesana encerrou em 2003. Na altura, estudava eu espanhol no Instituto Cervantes e a minha professora dizia que não compreendia por que queriam fazê-lo santo (também não compreendia por que é que o Digo Infante dava voz a tantos anúncios, isto, respondendo a um aluno que dizia que a publicidade televisiva espanhola tinha toda a mesma voz – mas essa é outra história).

Gaudí ia à missa todos os dias. O arcebispo de Barcelona diz que “era um grande cristão, tinha uma espiritualidade franciscana, de amor e contemplação das belezas da natureza, imagens da beleza do Criador".

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Artes no claustro ou Deus entre as caçarolas

Licores, vinhos, hóstias, artes plásticas, doces, velas e terços são algumas das coisas feitas por religiosos e religiosas que estão expostas no Mosteiro de S. Vicente de Fora, em Lisboa, até 5 de Junho. António Marujo fala da exposição no “P2” de hoje, dando ao texto o título “Deus entre os tachos”, que remete, como cita, para um texto de Santa Teresa de Ávila:

“Outras pessoas ainda conheci a quem aconteceu da mesma sorte. Não as via há bastantes anos; e, perguntando-lhes eu em que os haviam passado, me diziam que todos em ocupações de obediência e caridade. Por outro lado, achava-as tão medradas em coisas espirituais que me espantavam. Eia, pois, filhas minhas! Não haja desconsolo quando a obediência vos trouxer empregadas em coisas exteriores. Entendei que até mesmo na cozinha, entre as caçarolas, anda o Senhor” (“O Livro das Fundações”).

quarta-feira, 7 de abril de 2010

7 de Abril de 1614. Morre El Greco

"Ressurreição de Cristo" (Museu do Prado)

Doménikos Theotokópoulos nasceu em Heraklion, na Ilha de Creta (na altura, pertencia à República de Veneza), em 1541, e morreu em Toledo, Espanha, no dia 7 de Abril de 1614.

Assinava as obras com o nome original e ficou conhecido por “El Greco”, “O Grego”. As suas figuras alongadas e as cores não naturais, ditas fantasmagóricas, tornam este pintor único e impossível de enquadrar em qualquer corrente da época. Há quem diga que pintava assim porque sofria de astigmatismo.

E um dia terá dito, ao visitar a Capela Sistina: “Miguel Ângelo pode ser uma excelente pessoa, mas nada entende de pintura. Se deitarem fora toda esta obra, eu poderei refazê-la com mais honestidade e decência”. Esse episódio e outros fizeram com que tivesse de deixar a cidade dos papas.

De El Greco disse Picasso: “O primeiro cubista”. No seu túmulo, em Toledo, está escrito: "Aqui jaz o grego de quem a natureza aprendeu a arte”.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Quem é quem na pintura de Leonardo da Vinci?

Na pintura do refeitório do Convento de Santa Maria da Graça, em Milão (4,60 m x 880), estão, da esquerda para a direita: Bartolomeu, Tiago Menor e André (primeiro grupo de três), Judas Iscariote (primeira cabeça), Pedro (cabeça do meio) e João, Jesus, Tomé, Tiago Maior, Filipe, Mateus, Judas Tadeu e Simão.

(Só assim se pode descobrir quem é, nas outras encenações, Pedro, Judas, João…)

A "Última Ceia" pode ser vista em alta definição, como nem sequer no local é possível, aqui.


quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Thomas Becket e os artistas

Thomas Becket surgiu em 2006, numa sondagem da BBC como uma das figuras histórias menos conhecidas dos ingleses e como sendo o segundo pior britânico da história. No lugar do “pior de todos” surgiu Jack, o Estripador (um terço dos britânicos acha que o Sol orbita à volta de terra e uma percentagem significativa não se importava de ter como pai Homer Simpson).

Mas a importância cultura de Thomas Becket é impar na cultura da velha Albion. Os "Contos de Cantuária", de Geoffrey Chaucer, passam-se entre peregrinos a caminho do túmulo do mártir, na Catedral de Cantuária.

A peça “Assassínio na Catedral”, de T. S. Eliot, recria o martírio. Há diversos filmes sobre o bispo Becket. E até uma ópera.

Mais recentemente, “Os Pilares da Terra”, aclamado romance de Ken Follet sobre a construção da catedral e as disputas entre a Igreja e o Rei, culmina no assassínio de Becket.

Quanto às representações plásticas, são incontáveis, principalmente medievais.

Para promover a liberdade religiosa em todas as tradições, existe o Becket Fund for Religious Liberty (aqui).

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...