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sexta-feira, 16 de março de 2012

Crianças interrogam Deus


Excertos de cartas infantis, Carlos Vallés garante que são autênticas, a Deus:

Por que é que há algum tempo que não inventas animais novos?

Se não gostas que digamos palavrões, e se tu inventaste tudo, porque os inventaste?

Criaste a girafa tal como querias ou saiu-te assim por engano?

No Carnaval vou disfarçar-me de diabo. Não te importas, pois não?

De onde vêm os bebés? Espero que me expliques melhor do que o meu pai.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O cristianismo não morrerá de velhice se...

O cristianismo não morrerá de velhice, porque aquilo que professa é tudo o que o homem percebe como sendo o sentido último e definitivo da sua própria vida, além do qual não pode ir. As formas com que ele se explicará e dará testemunho no futuro estão encerradas num plano misterioso que inclui a liberdade criativa da Igreja, quando tiver de corresponder às exigências do Espírito.



Rino Fisichella, "A fé como resposta de sentido", Paulinas, pág. 159

sábado, 15 de outubro de 2011

Origem do logo da Apple, uma história que eu pensava ser bíblica


O primeiro logo da Apple

A pretexto da morte de Steve Jobs, li há dias um artigo esclarecedor sobre a origem do logo “Apple”. Na minha mente, sem indagar muito, sempre me pareceu que a “apple”, com uma dentada, seria uma referência à maçã de Adão, Eva e a serpente, a maçã da árvore do conhecimento do bem e do mal. A informática, informação automática, conhecimento popularizado, estava bem representada na maçã, mesmo que a maioria use mais windows. Inspiração bíblica. Por isso é que a Apple me interessava neste blogue, ainda que a Bíblia só fale de "fruto", sem especificar, e alguns digam que, por causa das folhas de figueira com que o primeiro par tece as primeiras vestes, o fruto em causa deveria ser o figo. A maçã vem da parecença com a palavra mal em latim.

Ora, num artigo da CNN (aqui), Holden Frith dá conta das suas diligências para conhecer a origem do “Apple logo”. Em 2005, o jornalista estava convencido de que o logo estava relacionado com Alan Turing. Em resumo, Alan Turing (1912-1954) foi um cientista inglês que durante a II Guerra Mundial ajudou os Aliados a decifrar códigos alemães e contribuiu decisivamente para a ciência da computação (muitos terão ouvido falar da “máquina de Turing”). Turing era homossexual e não só foi humilhado publicamente como teve de apanhar injecções de estrogénio (castração química), num tempo em que se pensava que a homossexualidade podia ser curada. Não aguentou a pressão e suicidou-se, ingerindo cianeto no dia 7 de Junho de 1954. Quando foi encontrado, no dia seguinte, tinha ao seu lado uma maçã trincada.

O jornalista da CNN pensava que o logo era uma homenagem a Alan Turing, mas veio a confirmar que “era um mito”, provavelmente iniciado ou reforçado pelo filme “Enigma”, de 2001, que aborda os descodificadores ingleses da II Guerra Mundial (acrescento: o filme baseia-se no romance homónimo de Robert Harris, de 1995, também publicado em Portugal). “Turing story was nott oficial Apple story ”, conclui Frith .

Logo de Rob Janoff

De onde vem, então, o logo? Nada como perguntar a quem o desenhou. Rob Janoff desenhou o logo com as cores do arco-íris, que substituiu o primeiro de todos, que mostrava Newton encostado à macieira. E descartou a inspiração na Bíblia e em Newton. Diz ele que as ordens que recebeu de Steve Jobs não eram lá muito específicas. Mas não teve dúvidas quanto à dentada na maçã: “Está lá por causa da escala, para que o pequeno logo da Apple continue a parecer uma maçã e não uma cereja”.

Jobs manteve-se sempre em silêncio quanto à origem do logo.  Certamente porque, “mais do que tudo", remata Holden Frith, "ele apreciava o valor de uma bela história”.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Quem tiver talento, não o esconda

Quem tiver talento, trate de o não esconder; quem tiver abundância de riquezas, não seja avaro no exercício da misericórdia; quem tiver um ofício para se sustentar, partilhe com o seu próximo a utilidade e o proveito do mesmo.


Gregório Magno, Homilia IX, 7

Gregório Magno foi Papa de 3 de Setembro de 590 a 12 de Março de 604. Alto funcionário da administração romana, tornou-se monge beneditino. Como Papa, foi responsável pelo envio dos primeiros missionários para as ilhas britânicas e pela divulgação do tipo de música que hoje é conhecido como canto gregoriano.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

sábado, 28 de novembro de 2009

Revista de Blogues

O Estação Cronográfica fala do Frei João da Comenda, um irmão leigo franciscano, o primeiro relojoeiro português.

"A pista da semana é pois Orgens e sua capela franciscana, onde está o mais antigo relógio de torre português que se conhece". Orgens fica perto de Viseu. Ler mais aqui.

O Rerum Natura, além de muitos bons textos sobre ciência, embora por vezes numa perspectiva que este blogue gostaria de contrariar (a da irrelevância da religião perante as ciências naturais), dá exemplos de como a criatividade (promovida por uma marca de automóveis) pode mudar o comportamento das pessoas, aqui.

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...